A responsável pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Flávia Skrobot Barbosa Grosso, afirmou hoje que as áreas de livre comércio da Amazônia, criadas em 1989 com o objetivo de integrar a região ao restante do País, não alcançaram os resultados esperados.
A responsável pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Flávia Skrobot Barbosa Grosso, afirmou hoje que as áreas de livre comércio da Amazônia, criadas em 1989 com o objetivo de integrar a região ao restante do País, não alcançaram os resultados esperados. Segundo ela, um dos motivos pode ter sido a abertura comercial do Brasil na década de 90, que fez com que esses centros deixassem de ser atrativos como pólos de compras.
Flávia Skrobot participa da audiência pública promovida pela Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional para discutir o impacto do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Zona Franca de Manaus e os incentivos para as áreas de livre comércio na Amazônia.
Produtos locais
A superintendente quer que os atuais benefícios fiscais dados às áreas de livre comércio sejam estendidos às indústrias de produtos locais, como prevê o Projeto de Lei 2403/03, do Senado, que tramita na comissão. A proposta estende os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus a Roraima, Amapá, Acre e Rondônia e também beneficia os bens elaborados com matérias-primas provenientes da região. A Suframa defende a criação de pólos produtivos localizados integrando as áreas de livre comércio.
Entre as obras e projetos do Programa de Aceleração ao Crescimento que beneficiam a Amazônia, Flávia Skrobot citou a conclusão da rodovia BR-163, que liga Cuiabá a Santarém; a linha de transmissão de energia Tucuruí-Manaus; e a Medida Provisória 352/07, já aprovada pela Câmara. A MP cria incentivos para a produção de equipamentos eletrônicos usados na TV digital.
Agência Câmara, 26 de junho de 2007.