Cartões de Crédito. Crescimento se mantém acima de 20%

Julho pode desbancar maio como o mês de maior faturamento do setor no ano. Pelo segundo mês consecutivo, o faturamento da indústria de cartões de crédito no Brasil crescerá a uma taxa superior a 20%. Em julho, os portadores dos quase 84 milhões de cartões de crédito em circulação no mercado deverão movimentar R$ 15,6 bilhões, faturamento 20,1% superior ao registrado em igual período de 2006. Em junho, o faturamento já havia crescido 20,2%, chegando a R$ 14,8 bilhões. Os dados constam do estudo “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento”, realizado mensalmente pela Itaucard.

Julho pode desbancar maio como o mês de maior faturamento do setor no ano. Pelo segundo mês consecutivo, o faturamento da indústria de cartões de crédito no Brasil crescerá a uma taxa superior a 20%. Em julho, os portadores dos quase 84 milhões de cartões de crédito em circulação no mercado deverão movimentar R$ 15,6 bilhões, faturamento 20,1% superior ao registrado em igual período de 2006. Em junho, o faturamento já havia crescido 20,2%, chegando a R$ 14,8 bilhões. Os dados constam do estudo “Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento”, realizado mensalmente pela Itaucard.


Julho também poderá ser marcado como o melhor mês deste ano em faturamento para a indústria de cartões de crédito. Caso confirme a expectativa de R$ 15,6 bilhões movimentados, ultrapassará maio – mês de fortes vendas puxadas pelo Dia das Mães – quando o faturamento chegou a R$ 15,5 bilhões. “Esse dado, juntamente com o aumento do número de plásticos, reflete o bom momento vivido pela indústria de cartões e reforça nossa projeção anterior de crescimento de 20% para o fim do ano”, avalia Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú.


Para o fechamento dos sete primeiros meses do ano, a previsão é que sejam realizadas mais de 1 bilhão e 100 milhões de transações na indústria de cartões. O faturamento do mercado entre janeiro e julho atingirá R$ 101,4 bilhões, uma expansão de 18,87% sobre igual período do ano passado. Ao final do mês de julho, o número de plásticos nas mãos dos brasileiros também deverá atingir 83,8 milhões de cartões.


Fernando Chacon aponta dois principais fatores como determinantes no crescimento forte e contínuo do setor. “A baixa renda tem puxado o desempenho do setor, mais em relação ao número de plásticos no mercado do que em faturamento, e deve continuar sendo assim”, diz o executivo. “Além da venda de cartões para esta faixa da população, a capacidade de embandeiramento dos cartões private label também contribui para a base maior de plásticos em circulação no mercado brasileiro.”


Já na alta renda, segundo Chacon, a disputa entre os emissores é para adicionar plásticos na carteira do brasileiro, o que é conseguido com a adoção de estratégias que diferenciam este público. “Os emissores criam planos de benefícios voltados para a alta renda, para cativá-los com programas de milhagem e um tratamento diferenciado em salas vips de aeroportos, por exemplo”, explica Chacon.


O diretor do Itaú manteve a previsão de que ao final do ano o setor registrará um faturamento de R$ 188 bilhões, um aumento de 20% sobre 2006. No entanto, este número pode ser revisado. “A partir de agosto, vamos utilizar a base de dados da Abecs, associação que concentra informações dos bancos emissores, e pode haver uma alteração em nossas previsões”, diz Chacon. A parceria com a Abecs foi necessária por conta da dificuldade em conseguir informações das duas maiores bandeiras de cartão, a MasterCard, que abriu capital em 2006, e a Visa, que prepara sua oferta inicial de ação (IPO, na sigla em inglês). As duas bandeiras têm mais de 90% do mercado brasileiro de cartões de crédito.