Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-6
A balança comercial da primeira semana de julho fechou com superávit de US$ 927 milhões e acentuou a tendência de um ritmo mais forte de crescimento das importação que das exportações, verificado em todo o primeiro semestre. Por enquanto, esse movimento está longe de ameaçar o sexto resultado positivo anual.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-6
A balança comercial da primeira semana de julho fechou com superávit de US$ 927 milhões e acentuou a tendência de um ritmo mais forte de crescimento das importação que das exportações, verificado em todo o primeiro semestre. Por enquanto, esse movimento está longe de ameaçar o sexto resultado positivo anual. O saldo acumulado entre 1º de janeiro e 6 de julho foi de US$ 21,589 bilhões – resultado de US$ 76,599 bilhões em embarques ao exterior e US$ 55,010 bilhões em importações de bens.
De acordo com os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a média diária de importações cresceu 29,1%, em comparação com a de julho de 2006. O total importado na semana foi de US$ 2,457 bilhões e indicou avanço nas importações de bens de capital e de insumos, em sintonia com o desempenho do primeiro semestre. Depois do item combustíveis e lubrificantes, cuja média diária cresceu 32,2% em relação à de julho de 2006, aparecem dois itens do grupo de bens de capital – equipamentos mecânicos, com crescimento de 28,2%, e equipamentos elétricos e eletrônicos, de 13,0%.
Entre os insumos importados, os adubos e fertilizantes tiveram crescimento de 115,9%, explicado pela fase de preparação para a safra 2007-2008. Outros insumos apresentaram um desempenho relevante: produtos químicos, com aumento de 41,7%; plásticos, de 24,7%; borrachas, de 35,3%; cereais, de 29,6%; corantes, de 25,4%; alumínio, 57,7%; algodão, de 25,7%.
Aeronaves e peças – sem discriminação de produto final e/ou insumo pela Secex – cresceram 148,3%. Na mesma situação, os automóveis e peças caíram 3,7%. Na primeira semana, as exportações somaram US$ 3,384 bilhões, com média diária apenas 4,1% maior em comparação com a de julho de 2006. Esse crescimento tímido deveu-se, principalmente, ao recuo de 1,1% nos embarques de bens semimanufaturados e ao fraco desempenho das manufaturas, que cresceram apenas 4,1%.
As exportações de produtos básicos, que avançaram 8,1%, impediram um saldo comercial mais magro. Nesse grupo, houve especial contribuição dos setores de carnes, com aumento de 40,8%, café, de 15,2%, e fumo, de 44,8%.