Gazeta Mercantil Editoria: Finanças Página: B-2
O brasileiro reduziu drasticamente o uso do cheque desde a implantação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) em 2002. Segundo estudo do Ibmec São Paulo, a evolução do sistema provocou uma “mudança cultural no uso do cheque no Brasil”. O cheque perdeu espaço para os cartões de débito e crédito tanto em número de transações como em volume movimentado.
Gazeta Mercantil Editoria: Finanças Página: B-2
O brasileiro reduziu drasticamente o uso do cheque desde a implantação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) em 2002. Segundo estudo do Ibmec São Paulo, a evolução do sistema provocou uma “mudança cultural no uso do cheque no Brasil”. O cheque perdeu espaço para os cartões de débito e crédito tanto em número de transações como em volume movimentado. Para o coordenador do trabalho, o professor e pesquisador Rinaldo Artes, a criação do chamado Novo SPB teve como efeito a “abrangência maior dos meios de pagamento eletrônicos, principalmente para os cartões no varejo e da TED nas operações de maior valor, levando ao encarecimento do cheque.
A utilização dos cartões, que representava cerca de 27% dos meios de pagamento em 2000, dobrou e passou, em 2005, para quase 55%. O destaque fica por conta dos cartões de débito, cuja participação saltou de 4,5% para 21% no mesmo período. Segundo o estudo, isso ocorreu porque “além de os cartões darem mais segurança e serem mais baratos para o usuário, os lojistas passaram a dar preferência a esta forma de pagamento”.
Já o uso do cheque caiu 44% entre janeiro de 1997 e junho de 2006. Em 1997, eram 250 milhões de folhas de cheques compensadas por mês. Em junho de 2006 este número caiu para 140 milhões. O cheque passou a ser mais caro. Em 2003, o custo máximo do talonário era de R$ 9 e, no ano passado, o valor dobrou para R$ 18. O volume financeiro envolvendo cheques caiu 78%, de R$ 320 bilhões em janeiro de 1997 para R$ 70 bilhões em junho de 2006.