Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a previsão de crescimento da economia para este ano de 4,2% para 4,5%. Essa nova estimativa se deve, principalmente, à perspectiva de expansão mais forte nos serviços e nos impostos, em especial, sobre produtos importados.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-3
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) elevou a previsão de crescimento da economia para este ano de 4,2% para 4,5%. Essa nova estimativa se deve, principalmente, à perspectiva de expansão mais forte nos serviços e nos impostos, em especial, sobre produtos importados.
No Informe Conjuntural do segundo trimestre, divulgado ontem, a CNI prevê que a composição do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de riquezas do País) neste ano deve ter comportamento semelhante ao de 2006: expansão da indústria menor do que a média da economia e o setor externo contribuindo negativamente para o crescimento econômico.
A previsão da entidade é de que os serviços cresçam 4,2%, contribuindo em 2,7 pontos percentuais na composição total do PIB. Já os impostos cobrados sobre produtos devem aumentar 6,8% este ano e contribuir em 4,5 pontos percentuais para o crescimento do PIB. Segundo a CNI, sem a arrecadação dos tributos, a expansão da economia este ano seria de 4,1%. A indústria, por sua vez, deve crescer 4% este ano, abaixo do crescimento geral da economia brasileira. Com isso, a participação do setor na formação do PIB global deve ser de 1,3 ponto percentual.
A indústria de transformação é a que terá menor dinamismo com uma expansão de 3,7%. A construção civil, por outro lado, deve o melhor desempenho, com um crescimento de 4,5%. A CNI estima ainda que o volume exportado deve crescer somente 5%, enquanto que as importações devem ter alta de 21%. Com isso, a contribuição líquida do setor externo na formação do PIB deste ano deve ser negativa em 1,7 ponto percentual.
O documento destaca também o impacto do aumento do consumo das famílias e dos gastos do governo no crescimento da economia este ano. A demanda deve crescer 5,8% e o consumo do governo, 4,7%. A agropecuária deve ter um bom desempenho e apresentar crescimento de 4,5%, impulsionada pelo aumento da produção de grãos e da pecuária.
A CNI manteve a estimativa de expansão dos investimentos em 10,5% em função da tendência de queda dos juros, do aumento da utilização da capacidade instalada do parque industrial e da expansão dos gastos em infra-estrutura.