Número de fusões e aquisições cresce 54,1% no primeiro semestre

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-2


O número de fusões e aquisições cresceu no Brasil no primeiro semestre deste ano, mas o valor total dos negócios caiu na comparação com os seis primeiros meses de 2006, segundo a empresa Dealogic.


Apesar do aumento de 54,1% no número de transações, de 135 para 208 operações, o volume financeiro negociado no país não acompanhou o mesmo ritmo e caiu 56,6%, de US$ 36,4 bilhões para US$ 15,8 bilhões.


O valor total dos negócios entre janeiro e junho, de acordo com a Dealogic, ficou abaixo dos obtidos no primeiro

Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-2


O número de fusões e aquisições cresceu no Brasil no primeiro semestre deste ano, mas o valor total dos negócios caiu na comparação com os seis primeiros meses de 2006, segundo a empresa Dealogic.


Apesar do aumento de 54,1% no número de transações, de 135 para 208 operações, o volume financeiro negociado no país não acompanhou o mesmo ritmo e caiu 56,6%, de US$ 36,4 bilhões para US$ 15,8 bilhões.


O valor total dos negócios entre janeiro e junho, de acordo com a Dealogic, ficou abaixo dos obtidos no primeiro e no segundo trimestre de 2006, quando foram transacionados US$ 16,2 bilhões e US$ 20,2 bilhões, respectivamente.


Assim, o Brasil, que liderou o ranking da América Latina em número de negócios e em volume, ditou o ritmo da região. Nos seis primeiros meses de 2007, foram realizadas 578 fusões e aquisições nos países latino-americanos, contra 430 no mesmo período de 2006 -avanço de 34,1%. Já o valor total obtido com essas transações caiu 25,1%, de US$ 57,1 bilhões para US$ 42,7 bilhões.


No México, que foi o segundo colocado nos dois itens, as transações se expandiram em 13,2% (de 76 negócios para 86) e o volume cresceu 236,7%, para US$ 11,1 bilhões. O resultado foi em parte impulsionado pela compra de ativos no golfo do México para exploração de petróleo pela companhia italiana Eni, por US$ 4,8 bilhões, a maior transação realizada na América Latina no primeiro semestre de 2007.


O principal negócio realizado no Brasil -e o terceiro na região- foi a compra do grupo Ipiranga por Petrobras, grupo Ultra e Braskem. O valor total da aquisição foi de cerca de US$ 4 bilhões, mas, como cada uma delas teve que desembolsar um valor, o estudo leva em conta apenas a maior oferta: aproximadamente US$ 1,7 bilhão.