Primeiro suplente do ex-senador Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato, tomou posse como senador, na tarde desta terça-feira (17), Gim Argello, presidente do PTB do Distrito Federal. Questionado pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), Gim Argello afirmou que pretende fazer discurso em outra oportunidade para explicar as acusações que vem sofrendo.
Primeiro suplente do ex-senador Joaquim Roriz, que renunciou ao mandato, tomou posse como senador, na tarde desta terça-feira (17), Gim Argello, presidente do PTB do Distrito Federal. Questionado pelo líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), Gim Argello afirmou que pretende fazer discurso em outra oportunidade para explicar as acusações que vem sofrendo.
– Vou mostrar que nada devo – disse Argello depois de empossado, em sessão presidida pelo senador Tião Viana (PT-AC).
Bacharel em direito por uma faculdade particular do DF (Fiplac), empresário, 44 anos, Gim Argelo nasceu em São Vicente (SP). Mudou-se ainda criança para Taguatinga, uma das principais cidades-satélites do Distrito Federal. É casado e tem dois filhos.
Argello já administrou empresas, foi por vários anos corretor de imóveis e é integrante do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci). Ingressou na vida política há 23 anos, participando inclusive da fundação do PFL do DF. Foi eleito deputado distrital pela primeira vez em 1998, sendo reeleito em 2002. Ocupou a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal entre 2001 e 2002 e a vice-presidência nos períodos 1999/ 2000 e 2003/2004.
Em março de 2005 filiou-se ao PTB e virou presidente regional da legenda. No mesmo mês, assumiu a Secretaria do Trabalho do governo Joaquim Roriz. Hoje, Argello é também o 4º vice-presidente nacional do PTB.
O suplente direto de Argello é o engenheiro Marcos de Almeida Castro.
Representação do PSOL contra Gim Argello
A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, anunciou nesta terça-feira (17), antes da posse de Gim Argello como senador, que seu partido entregará ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar uma representação contra o parlamentar. Argello, que assumiu o mandato no lugar Joaquim Roriz, que renunciou, é acusado de envolvimento com o esquema de corrupção investigado pela Operação Aquarela, que trata de desvio de recursos do Banco de Brasília (BRB).
– Infelizmente, nós temos que ficar o tempo todo monitorando essa gentalha que confia sempre na impunidade – declarou a ex-senadora.
Heloísa Helena também participou de parte da reunião da Mesa, nesta terça-feira, na qual se decidiu encaminhar ao Ministério da Justiça a solicitação de que a Polícia Federal realize perícias adicionais em documentos do presidente do Senado, Renan Calheiros. Ela afirmou, antes do anúncio dessa decisão, que “a Mesa é muito poderosa, mas, para assuntos relacionados à quebra de decoro parlamentar, deve atuar como mero órgão auxiliar do Conselho de Ética”.
Segundo a presidente do PSOL, caso a Mesa “obstaculizasse as investigações defendidas pelo conselho, isso configuraria manipulação ou conluio”.
Agência Senado, 17 de julho de 2007.