Confiança do consumidor cresce 6,2% em relação a julho de 2006

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) deste mês caiu 0,8% em relação a junho, mas cresceu 6,2% na comparação com julho 2006, de acordo com a sondagem do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda no mês não demonstra pessimismo, mas evidencia que o consumidor já assumiu as melhoras na economia até o momento, acreditando que os próximos crescimentos não serão em ritmo tão acelerado.


O maior crescimento do ICC foi registrado em São Paulo.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2


O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) deste mês caiu 0,8% em relação a junho, mas cresceu 6,2% na comparação com julho 2006, de acordo com a sondagem do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A queda no mês não demonstra pessimismo, mas evidencia que o consumidor já assumiu as melhoras na economia até o momento, acreditando que os próximos crescimentos não serão em ritmo tão acelerado.


O maior crescimento do ICC foi registrado em São Paulo. Nos últimos 12 meses, até julho, o índice cresceu 9,6%, com base na economia local. A confiança paulistana é permanentemente baseada na situação econômica, por tratar-se do maior pólo industrial do Brasil. Em seguida, a maior confiança foi registrada em Brasília, onde o poder de compra, devido ao funcionalismo público, pode melhorar expectativas. No Rio, houve queda do ICC em relação ao mês anterior, quando havia maior expectativa em relação aos Jogos Pan-Americanos.


O grau de satisfação atual com a economia local nunca foi tão grande, desde o início da série histórica da pesquisa, que começou em 2005, e é 17,3% maior do que o registrado em julho de 2006. O percentual de pessoas que acha a situação atual é ruim é também o mais baixo da série histórica. “Pela primeira vez este número ficou abaixo de 40%. Em julho, 38,7% dos entrevistados viam o momento atual como ruim, enquanto 12,6% enxergavam como uma situação boa, segundo maior número desde o início da pesquisa”, disse o coordenador de Pesquisa e Análise do Ibre, Aloisio Campelo.


Situação Familiar


Já na avaliação da situação financeira familiar, especificamente, o otimismo não é tão grande. Cerca de 17,5% dos entrevistados acham que a situação financeira da família é boa, percentual mais baixo do que o verificado em julho de 2006, de 18,4%. Os que classificam a situação como ruim somam 16,6%, enquanto em período equivalente no ano passado o número era de 15,5%. O índice da situação atual, que junta a análise da economia local à da família, teve o quarto mês consecutivo de crescimento, com alta de 5,4% nos últimos 12 meses.


De acordo com o Campelo, é difícil saber se a piora de percepção da situação familiar é decorrente de uma questão psicológica, de achar que a própria situação poderia ser melhor, ou se é um efeito trazido pelo aumento da oferta de crédito. A forte expansão do crédito começou em 2004 e avança de acordo com os cortes da taxa básica de juro.


“O crescimento do crédito pode passar a sensação para o consumidor de que a situação continua ruim, porque continua endividado. Na verdade, o padrão de compra está mudando. Os níveis de inadimplência no País têm crescido, mas a média ainda está muito aquém de países mais desenvolvidos. Se houver um acompanhamento de crescimento econômico, não é um dado preocupante”, disse Campelo.


Cautela


Na expectativa em relação à situação da economia local, apesar de otimista, o consumidor já tem maior cautela para avaliar se a economia vai continuar avançando no mesmo ritmo. Entre os entrevistados, 25,1% acreditam que a situação vai ser melhor, ante 20,9% de julho de 2006. Já em relação aos que acreditam na melhora da situação, o percentual ficou em 8,5%, ante 13,2% do ano passado. No entanto, os indicadores de junho último ficaram mais altos ainda, de 28,8% e 7,3%, respectivamente. E junho já tinha apresentado queda em relação a maio.


A expectativa de melhora da situação da família acompanha o mesmo movimento. O percentual de pessoas que acham que a situação vai ser melhor ficou em 29,6%, ante os 33,7% registrados em junho. A participação de quem prevê uma situação pior do que a atual manteve-se estável em 2,6%.


Os especialistas suspeitam que a queda possa ser sazonal, porque já passou o período em que o consumidor absorveu a elevação do salário mínimo.