A queda nos preços dos combustíveis e da energia elétrica levou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor -15 (IPCA-15) a recuar para 0,24% em julho, taxa inferior aos 0,29% apurados em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo de alimentos e bebidas seguiu pressionando o índice e contribuiu, sozinho, com 88%, ou 0,21 ponto percentual da variação total do mês.
O IPCA-15 é interpretado pelo mercado financeiro como uma prévia do IPCA, referência para as metas de inflação do governo.
A queda nos preços dos combustíveis e da energia elétrica levou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor -15 (IPCA-15) a recuar para 0,24% em julho, taxa inferior aos 0,29% apurados em junho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O grupo de alimentos e bebidas seguiu pressionando o índice e contribuiu, sozinho, com 88%, ou 0,21 ponto percentual da variação total do mês.
O IPCA-15 é interpretado pelo mercado financeiro como uma prévia do IPCA, referência para as metas de inflação do governo. Os dois índices diferem-se apenas no período de coleta. A taxa do IPCA-15 de julho veio dentro do intervalo das projeções de mercado, que iam de 0,20% a 0,30%. No ano, o índice acumulou até julho alta de 2,42%, e em 12 meses, de 3,71%.
Em julho, o leite deu a maior pressão para a taxa. O item leite e derivados subiu 9,25% e deu a maior contribuição individual (0,19 ponto percentual) para o IPCA-15. O leite pasteurizado subiu 14,43% e já acumula no ano alta de 33,57%. O leite em pó ficou 6,68% mais caro e os preços dos queijos subiram 3,75%.
Marcela Prada, analista da Tendências Consultoria, destacou a forte pressão dos alimentos na taxa, mas avalia que “os demais preços apresentaram um comportamento bem favorável”. Para ela, incluindo o IPCA-15, “os resultados mais recentes de inflação reforçam a avaliação de que a alta verificada nos últimos meses não estava associada a pressões de demanda, mas foi, em grande parte, causada por um conjunto de pressões de caráter possivelmente transitório”.
Pressões
Para Adriano Lopes, economista do Unibanco, os dados do IPCA-15 confirmaram que as pressões inflacionárias estão restritas aos produtos alimentícios. Os técnicos do IBGE não concedem entrevista sobre esse índice. No documento de divulgação da taxa, eles destacaram a alta de outros alimentos importantes na despesa das famílias, como feijão carioca (10,97%), ovos (5,35%), feijão preto (1,81%), pão francês (1,54%), óleo de soja (1,39%), carnes (1,17%) e frango (1,16%).
Apesar da forte pressão dos alimentos, os produtos não alimentícios foram responsáveis pela queda no ritmo de alta da inflação em julho em relação ao mês anterior. As contas de energia elétrica tiveram redução de 1,19%, provocada especialmente pelo recuo nas tarifas da região metropolitana de São Paulo, que ficaram 12,66% mais baratas desde o dia 4 de julho, resultando em queda de 2,90% na conta média local.