Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-5
Graças ao menor avanço nos preços de gás de botijão (de 1,06% para 0,20%), a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu menos, com alta de 0,23% na última semana de setembro, ante 0,25% na semana anterior.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-5
Graças ao menor avanço nos preços de gás de botijão (de 1,06% para 0,20%), a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu menos, com alta de 0,23% na última semana de setembro, ante 0,25% na semana anterior. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o resultado anunciado ontem foi o menor em 11 meses e o indicador deve voltar sofrer mais desacelerações em outubro.
O economista da FGV André Braz explicou que o comportamento do preço do gás levou a altas menos intensas do grupo Habitação (de 0,47% para 0,38%), uma das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador, e de maior peso na formação do IPC-S. “Foi o grupo que mais contribuiu para a taxa menor do indicador”, disse.
Segundo o economista, não há um fator específico para os preços do gás de botijão subirem menos no período. O preço é regulado pela Petrobras, assim como o da gasolina; mas não houve reajuste recente anunciado pela estatal para este tipo de produto.
Braz comentou que o preço do gás varia de acordo com as flutuações do setor varejista, ou seja, por fatores de concorrência. Apesar de ter sido a principal influência para a desaceleração do grupo Habitação, o gás de botijão não foi o único a subir menos.
O economista citou outras variações de preços relevantes: a de telefonia fixa (de 0,20% para 0,00%) e a de material de limpeza (de 0,56% para 0,13%).
Essas duas movimentações também ajudaram a manter reduzida a taxa do IPC-S. Outro fator que também ajudou a manter reduzida a taxa do IPC-S foi a queda de 1,35% nos preços dos laticínios – a primeira deflação no segmento desde janeiro deste ano, quando os preços caíram 0,07%.