A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta quarta-feira (28) que o problema de falta de gás no Rio de Janeiro, verificado no mês passado, foi provocado principalmente em razão da retirada adicional do combustível pelas concessionárias do estado. Ou seja, as concessionárias utilizaram mais gás do que o previsto no contrato com a Petrobras.
Enquanto o volume contratado pela Comgás era de 11,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a empresa realizou em setembro uma retirada adicional de 1,9 milhões de m³/dia.
A diretora de Gás e Energia da Petrobras, Maria das Graças Foster, afirmou nesta quarta-feira (28) que o problema de falta de gás no Rio de Janeiro, verificado no mês passado, foi provocado principalmente em razão da retirada adicional do combustível pelas concessionárias do estado. Ou seja, as concessionárias utilizaram mais gás do que o previsto no contrato com a Petrobras.
Enquanto o volume contratado pela Comgás era de 11,7 milhões de metros cúbicos de gás por dia, a empresa realizou em setembro uma retirada adicional de 1,9 milhões de m³/dia. Já em relação à Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG) e à Companhias Estaduais Distribuidoras de Gás (CEG Rio), o contrato era de 5,1 milhões de m³/dia, mas a retirada no período alcançou 7,4 milhões de m³/dia.
Foster participa de audiência pública sobre a estratégia da Petrobras para a área de gás promovida pela Comissão de Minas e Energia. Na reunião, ela também lembrou que as chuvas tardias neste ano e a decisão do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) de poupar água para os próximos períodos fez com que as usinas termelétricas atuassem em complementaridade às hidrelétricas no abastecimento do País, obrigando maior consumo de gás por essas termelétricas. “Os geradores são obrigados a cumprir a ordem do ONS para produzir energia, sob risco de serem multados e perderem autorização de operação”, disse.
A diretora lembrou ainda que uma liminar, já derrubada, permitiu à usina termelétrica de Arjona o direito de gerar energia a partir do gás em vez de outros combustíveis líquidos, o que reduziu ainda mais a oferta durante alguns dias.
Aumento
Apesar do quadro, Maria das Graças Foster garantiu a capacidade de atendimento à demanda do gás nos próximos anos, que passará dos atuais 71,2 milhões de m³/dia para cerca de 134 milhões de m³/dia em 2012, e reforçou a participação desse item na matriz energética. “O gás tem tantas vantagens [em relação aos outros combustíveis] que só não é utilizado quando os preços estão astronômicos ou por falta de um volume sustentável”, declarou.
Agência Câmara, 28 de novembro de 2007.