Superávit primário já supera em R$ 10 bi a meta para o ano

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2




A economia feita pelo setor público para o pagamento de juros foi recorde para o mês em outubro e contribuiu para o país superar em mais de R$ 10 bilhões a meta fiscal para o ano. Apesar desse desempenho favorável, impulsionado por receitas tributárias crescentes, a dívida líquida subiu no mês, impactada pelo efeito da valorização do real sobre os ativos cambiais do governo, em particular as reservas internacionais.


O superávit primário foi de R$ 15,347 bilhões em outubro.

Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-2




A economia feita pelo setor público para o pagamento de juros foi recorde para o mês em outubro e contribuiu para o país superar em mais de R$ 10 bilhões a meta fiscal para o ano. Apesar desse desempenho favorável, impulsionado por receitas tributárias crescentes, a dívida líquida subiu no mês, impactada pelo efeito da valorização do real sobre os ativos cambiais do governo, em particular as reservas internacionais.


O superávit primário foi de R$ 15,347 bilhões em outubro. Em setembro, a economia fora de R$ 10,466 bilhões. De janeiro a outubro, a economia somou R$ 106,570 bilhões, ante a meta de R$ 95,9 bilhões para todo o ano.


Apesar dos dois anos consecutivos de queda da taxa básica de juros (Selic), as despesas com a dívida pública continuam batendo recordes. No acumulado de janeiro a outubro, os gastos com juros totalizaram R$ 135,2 bilhões, valor sem precedentes para período tão curto de tempo. Apenas no mês passado, as despesas com o endividamento público somaram R$ 15,8 bilhões, recorde para meses de outubro, segundo a série histórica do Banco Central (BC), iniciada em 1991.


A dívida interna cresceu de R$ 1,067 trilhão em dezembro de 2006, para R$ 1,132 trilhão em outubro último.