Inflação pelo IPCA deve ficar em 3,96%

Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional   Página: A-5


A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os próximos 12 meses deve ficar em 3,96%, e não mais em 3,93%, como haviam projetado os analistas consultados pelo Banco Central na semana anterior. A estimativa é a mesma para o final de 2007. A projeção para o índice que serve de parâmetro para as correções oficiais está no Boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC).

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A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para os próximos 12 meses deve ficar em 3,96%, e não mais em 3,93%, como haviam projetado os analistas consultados pelo Banco Central na semana anterior. A estimativa é a mesma para o final de 2007. A projeção para o índice que serve de parâmetro para as correções oficiais está no Boletim Focus, divulgado ontem pelo Banco Central (BC).


A estimativa para o IPCA subiu de 0,01 ponto percentual para novembro e dezembro e ficou em 0,29 e 0,35%, respectivamente. A projeção da inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para este ano é de 6,26%, contra a projeção anterior de 6,18%. Para o período de 12 meses, a estimativa caiu de 4,12% para 4,11%. A perspectiva para novembro passou de 0,58% para 0,60%. Os analistas esperam que em dezembro esse índice chegue a 0,37%, contra 0,31 da estimativa anterior.


Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela FGV, a previsão para 12 meses ficou em 4,22% (contra 4,15% da pesquisa anterior) e para o final do ano, de 6,26% (contra a última estimativa de 6,11%). Para o mês de dezembro, a projeção subiu de 0,30% para 0,35%.


A inflação no mercado paulista, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (IPC-Fipe), referente a 2007, ficou em 3,67%, 0,01 ponto percentual acima da perspectiva anterior. A projeção para 12 meses foi mantida em 3,66%.


Para novembro, a projeção ficou em 0,25%, contra 0,24% da estimativa anterior, e para dezembro, passou de 0,33% para 0,32%. A estimativa para os preços administrados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, educação e outros) caiu em 2,30% para 2,25%, em 2007, e subiu de 3,60% para 3,65%, em 2008.


Analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central esperam que a taxa básica de juros, a Selic, seja mantida em 11,25% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa hoje e termina amanhã. Para o final de 2008, a projeção é que feche em 10,25%.


A pesquisa também indica redução na expectativa para o crescimento da economia. Os analistas projetam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 4,70% neste ano, 0,01 ponto percentual a menos do que a expectativa anterior. Para 2008, a previsão é de 4,30%, contra 4,33% da expectativa anterior. Para a produção industrial, os analistas projetam crescimento de 5,30%, em 2007, e 4,50%, em 2008.


Os analistas ouvidos pelo BC mantiveram a projeção de entradas de investimento estrangeiro direto no setor produtivo em US$ 33 bilhões, em 2007, e US$ 25 bilhões, no próximo ano.


Quanto ao saldo da balança comercial, a estimativa é de US$ 40,55 bilhões neste ano e de US$ 34,20 bilhões em 2008. A estimativa para saldo em conta corrente, que envolve todas as transações comerciais e financeiras com o exterior, caiu para US$ 8,20 bilhões para 2007, contra US$ 8,25 bilhões da projeção anterior.