Relator: Crise levará a ajuste no orçamento no primeiro semestre

O relator da proposta orçamentária para 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), destacou que a crise econômica mundial teve reflexos diretos na elaboração do texto, e pode levar o governo a fazer ajustes adicionais já no primeiro trimestre do ano que vem, especialmente em relação ao crescimento.


A previsão inicial do crescimento do PIB estava em 4,5%, mas o relator de receitas, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), elevou a 3,5%.

O relator da proposta orçamentária para 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS), destacou que a crise econômica mundial teve reflexos diretos na elaboração do texto, e pode levar o governo a fazer ajustes adicionais já no primeiro trimestre do ano que vem, especialmente em relação ao crescimento.


A previsão inicial do crescimento do PIB estava em 4,5%, mas o relator de receitas, deputado Jorge Khoury (DEM-BA), elevou a 3,5%. “Os Três Poderes deverão fazer ajustes nos projetos previstos para o próximo ano para se adequar a um orçamento mais rígido.”


O barril de petróleo, lembrou Delcídio, estava cotado a 111 dólares (cerca de R$ 220) e já caiu para 76 dólares (R$ 165). “Os estados e municípios, em função aos royalties, vão sofrer e faremos um esforço para arrumar o cobertor e ver se conseguimos passar 2009”, afirmou. O relator acredita “piamente” que o governo, até abril, terá um quadro mais claro da crise e fará seus ajustes adicionais.


Remanejamentos

O Orçamento foi aprovado nesta quinta-feira pelo Congresso com remanejamentos e cortes de cerca de R$ 12 bilhões, mas os investimentos aumentaram em, pelo menos, R$ 9,5 bilhões.


Delcídio lembrou que haverá margem para remanejamentos no Orçamento aprovado pelo Congresso com os recursos adicionais que virão da venda de ativos da Rede Ferroviária Federal (RFFSA), estimados em R$ 2,5 bilhões.


Reajustes

O senador afirmou ainda que houve cuidado para manter na proposta orçamentária os reajustes previstos para o funcionalismo público, mas destacou que o governo poderá adiar aumentos salariais se houver queda de receitas.


Segundo o relator, os recursos previstos para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foram mantidos. Os cortes, afirmou, ocorreram no custeio e muito pouco de investimento foi cortado. “E não só investimentos definidos pelo governo, mas inclusive das emendas parlamentares. Estamos privilegiando os investimentos até em função do momento que estamos vivendo ou que poderemos viver no ano que vem”, informou.