A partir de primeiro de janeiro de 2008, todos os postos do Brasil terão 2% de biodiesel misturado ao diesel de petróleo, o chamado B2. Ao encher o tanque com B2, o consumidor pode ter a certeza de que está comprando um produto de qualidade, com a mesma potência e eficácia no motor.
A diferença será sentida no ar e na economia brasileira, pois o novo combustível polui menos e é feito totalmente no Brasil. Apesar de ser autosuficiente em petróleo e exportar gasolina, o país ainda importa diesel. Mas isso começa a ser revertido com a adoção do biodiesel.
A partir de primeiro de janeiro de 2008, todos os postos do Brasil terão 2% de biodiesel misturado ao diesel de petróleo, o chamado B2. Ao encher o tanque com B2, o consumidor pode ter a certeza de que está comprando um produto de qualidade, com a mesma potência e eficácia no motor.
A diferença será sentida no ar e na economia brasileira, pois o novo combustível polui menos e é feito totalmente no Brasil. Apesar de ser autosuficiente em petróleo e exportar gasolina, o país ainda importa diesel. Mas isso começa a ser revertido com a adoção do biodiesel. A mistura de 2% já é suficiente para cortar cerca de um terço da importação de diesel, o que representa uma economia anual da ordem de US$ 400 milhões nas contas externas do país. Em 2013, quando a mistura for de 5%, a importação será reduzida a cerca de um terço do que é comprado hoje.
Além de poupar divisas, a economia brasileira sai fortalecida de muitas outras formas. Com o uso de cada vez menos petróleo, o país se prepara para o futuro, porque o mineral tende a encarecer. Os especialistas não têm dúvidas de que as fontes de energia não minerais deverão ser as mais importantes daqui a 50 anos.
O Brasil é um dos países mais preparados para essa situação. No mundo, o uso de fontes renováveis de energia é de 14%, no Brasil esse percentual é de 45%, mais do que o triplo. Mas o transporte sobre pneus ainda é dependente de combustíveis fósseis.
Diversificar as fontes de energia é uma segurança a mais para garantir o desenvolvimento sustentável.
Outro efeito importante é criar um mercado para a indústria e a agricultura brasileiras. O biodiesel trará mais empregos e melhores condições de vida para milhares de agricultores familiares. Ao mesmo tempo, a produção dos equipamentos para usinas gera uma oportunidade para indústria metalúrgica e de máquinas.
Biodiesel criou um novo mercado para a agricultura
O Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel prevê a utilização de diversas oleaginosas ou matérias-primas animais, o que permite a participação de agricultores de todo o Brasil e de qualquer porte.
Isso criou um mercado novo a ser explorado, que pode dar uma segurança extra em termos de renda.
Mesmo os produtores de commodities, como a soja, encontram no programa uma alternativa para não ficarem reféns das variações dos preços internacionais e do câmbio.
A agricultura familiar recebe incentivos especiais, pois estes agricultores podem fazer do biodiesel uma alternativa de renda e trabalho, principalmente nas áreas com baixo interesse produtivo, como o semi-árido nordestino, e períodos em que as terras ficam ociosas, como no período de descanso das terras da cana de açúcar, e a safrinha de girassol após a colheita da soja.
O biodiesel também fortalece o cooperativismo entre os agricultores familiares. Com a venda coletiva, eles podem negociar melhores preços com as usinas ou investir em equipamentos de beneficiamento dos grãos, melhorando seus ganhos.
E, para vencer o desafio de levar novas tecnologias a todos os produtores, o governo estrutura o Programa Desenvolvimento da Agroenergia, que é parte do Plano Plurianual de 2008-2011. (Secretaria de Comunicação Social).
Presidência da República, 26 de dezembro de 2007.