A crise financeira mundial não diminuiu investimentos das empresas na área de sustentabilidade. Esta é umas das principais conclusões da pesquisa “A Cadeia da Sustentabilidade”, apresentada em 13 de abril, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, por Altair Rossato, diretor da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu para a Indústria de Consumo, Varejo e Transporte.
A crise financeira mundial não diminuiu investimentos das empresas na área de sustentabilidade. Esta é umas das principais conclusões da pesquisa “A Cadeia da Sustentabilidade”, apresentada em 13 de abril, na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro, por Altair Rossato, diretor da consultoria Deloitte Touche Tohmatsu para a Indústria de Consumo, Varejo e Transporte.
Rossato participou da reunião promovida pela Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Energia do Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional (CCI), sediado na Confederação. Segundo o executivo, a pesquisa ouviu empresas das áreas de agropecuária, indústria e serviços, e 50% delas revelaram o atual cenário econômico não impactou os investimentos em sustentabilidade até o momento. Para 19% das entrevistadas, o efeito da crise chegou a ser positivo, traduzido em um momento de oportunidade para melhorar negócios e conquistar mais mercado. “A busca de muitas organizações em otimizar cadeias produtivas com foco na redução de custos também pode impactar de forma positiva as práticas sustentáveis”, explicou.
Ainda de acordo com Altair Rossato, o levantamento da Deloitte revelou que os custos direcionados à sustentabilidade representam 2,4% do total do faturamento das empresas em 2008, e devem se manter na ordem de 2,3% este ano. Outro ponto interessante é a atenção cada vez maior do consumidor para o assunto: 40% das empresas já têm alterado seus produtos e processos por pressão de clientes ou consumidores. O levantamento da Deloitte foi realizada entre 20 de março e dois de abril deste ano, através de um questionário disponibilizado no site da consultoria.
O presidente do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Helio Mattar, também participou da reunião da CCI. Segundo ele, o consumidor está mais atento às ações das empresas. “Atualmente, os consumidores passam a sinalizar que os valores humanos, o bem-estar social e a preservação do meio-ambiente também estão sendo considerados em suas escolhas de produtos e das empresas que os produzem”, destacou. Participaram ainda da reunião Paulo Mindlin, diretor de responsabilidade social do Wal Mart; Randal Krantz, do Fórum Econômico Mundial; Celina Carpi, empresária e conselheira do Instituto Ethos, além de conselheiros e empresários.
Os trabalhos da reunião foram conduzidos pelo vice-presidente do Comitê Brasileiro da CCI e coordenador da Comissão de Desenvolvimento Sustentável e Energia, Marcelo Drügg Barreto Vianna, com abertura do secretário geral do Comitê e consultor econômico da CNC, Ernane Galvêas. O presidente do Comitê, Theópilo de Azeredo Santos, também participou do encontro.