Conselho discute migrações na CNC

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo promoveu, em Brasília, em 11 de dezembro, um jantar de fim de ano do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que reuniu membros do conselho e representantes de outras entidades voltadas para a questão das migrações. O vice-presidente Financeiro da CNC, Luiz Gil Siuffo, deu as boas vindas aos convidados, ao lado da representante da CNC no órgão, Marjolaine Canto.

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo promoveu, em Brasília, em 11 de dezembro, um jantar de fim de ano do Conselho Nacional de Imigração (CNIg), vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que reuniu membros do conselho e representantes de outras entidades voltadas para a questão das migrações. O vice-presidente Financeiro da CNC, Luiz Gil Siuffo, deu as boas vindas aos convidados, ao lado da representante da CNC no órgão, Marjolaine Canto.

“O evento celebra o Dia Internacional dos Migrantes, em 18 de dezembro, uma referência para que possamos fazer um balanço das atividades do Conselho e também uma reflexão sobre os caminhos que trilhamos”, afirmou o presidente do Conselho, Paulo Sérgio de Almeida.

Segundo ele, não fossem as normas do CNIg, pela lei atual, de 1980, somente os estrangeiros que casassem com brasileiro ou brasileira, ou que tivessem filho no Brasil, poderiam permanecer no País: “Foi o CNIg que construiu toda a normatização hoje vigente para a vinda de estrangeiros para o nosso País”.

Nessas normas, o CNIg busca o equilíbrio entre as necessidades de vinda de profissionais estrangeiros com as de geração de emprego e qualificação profissional dos trabalhadores brasileiros. Por isso, muitas dessas resoluções condicionam a vinda de estrangeiros ao cumprimento de percentuais de contratações de brasileiros ou à existência de programas de treinamento profissional do nosso País. Dessa forma, podemos nos beneficiar da expertise desses pedidos”, explicou Paulo Sérgio.

O chefe de Gabinete do ministro Brizola Neto, Fernando Britto, que o representou no encontro, apontou que, nos últimos seis a sete anos, o Brasil passou de cerca de 20 a 25 mil entradas de estrangeiros por ano, para algo que hoje deve superar a casa dos 70 a 75 mil. Em paralelo, ele comentou o crescimento das atividades economicas no País: “O Brasil recebeu um volume e diversificação de demanda que dificilmente alguma empresa conseguiria enfrentar sem uma crise. Um crescimento de mais de 200% de suas atividades”.

Para Britto, a imigração tem grande importância para o País: “Hoje não podemos ter a ilusão de que o País vai conseguir prosseguir, como está, nesse salto desenvolvimentista, sem atrair, de um lado capitais e de outro lado pessoas de todo o mundo. Isso é essencial para nós”, afirmou.

Para ele, a questão é que, diferentemente de outras épocas, queremos atrair capitais e pessoas, em condições vantajosas para o nosso país e para o nosso povo. “Não é a essência do que devemos fazer que muda, mas a forma como nós devemos fazer é que vai nos exigir sempre compreensão de que a chave do nosso desenvolvimento, entre outros dentes em sua serrilha, tem a da imigração, a da chegada de pessoas de todo o mundo, e que, afinal, não tem nada de diferente desse imenso cadinho de mesclas que constituem o povo brasileiro”, afirmou.

Também participaram o ministro diretor do Departamento de Imigração do Ministério de Relações Exteriores, Rodrigo do Amaral Souza; o coordenador do CNIg, Aldo Cândido; a subchefe de gabinete da CNC, Cristinalice Oliveira; o consultor da Presidência da CNC, Roberto Nogueira; o chefe da Assessoria junto do Poder Legislativo da CNC, Roberto Velloso; o representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), Andrés Ramirez; a diretora do Instituto Migrações e Direitos Humanos (IMDH), irmã Rosita Milesi; e a diretora do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Izaura Miranda.