Em novembro, a taxa de desemprego atingiu 4,9% nas seis principais regiões metropolitanas do País, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada em 21 de dezembro pelo IBGE – o menor índice para um mês de novembro desde o começo da série histórica iniciada em março de 2002. A PME analisa dados de contratação formal e informal nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
Em novembro, a taxa de desemprego atingiu 4,9% nas seis principais regiões metropolitanas do País, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada em 21 de dezembro pelo IBGE – o menor índice para um mês de novembro desde o começo da série histórica iniciada em março de 2002. A PME analisa dados de contratação formal e informal nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. A taxa de desemprego nesse mês teve variação de 0,4 ponto percentual em relação a outubro e -0,3 ponto ante novembro de 2011, o que representou mais 634 mil pessoas ocupadas no período de um ano. Mas não foi apenas o número de pessoas em atividade que cresceu; o rendimento real das pessoas ocupadas avançou 0,8%.
Com os aumentos na ocupação e nos rendimentos reais, a massa de rendimentos registrou variação de +1,0%, acumulando, nos últimos 12 meses, alta de 8,3%. “Com um cenário de crescimento de 3,3% do PIB e avanço de 5,3% na inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2013, a expectativa para o ano que vem é de que o total de recursos provenientes do mercado de trabalho registre alta de 5,2%”, avalia Fabio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
Bentes acredita que, “para dezembro e para o restante do ano, a expectativa é de que a taxa de desemprego fique em 4,1% e 5,5%, respectivamente”. Atualmente, registram-se 23,46 milhões de pessoas ocupadas no total das seis regiões pesquisadas, sendo São Paulo a metrópole responsável por 41,8% do total de empregos. Os trabalhadores com carteira assinada recuaram 0,2%, enquanto os empregadores registraram avanço expressivo de 5,0%.
As atividades que puxaram o aumento na taxa de ocupação em novembro foram a construção civil, com um aumento de 2,3% de trabalhadores, e a agropecuária, que contratou mais 1,5% em relação a outubro. Entre as metrópoles pesquisadas, contribuíram para esse resultado as altas nas contratações em Recife (+2,2%) e Porto Alegre (+1,1%). A capital gaúcha registra a menor proporção entre desocupados e a população economicamente ativa (3,5%). Os aumentos nos ganhos reais devem-se às altas nas contratações nas cidades do Rio de Janeiro (+2,6%) e de Recife (+2,2%). Setorialmente, os ganhos salariais ocorreram na construção civil (+3,7%) e no segmento de serviços (+3,3%). Outro destaque foi o reajuste, em relação a outubro, na remuneração dos funcionários públicos (+3,1%).
Comércio aumentou contratações em novembro
Os dados do comércio na PME demonstram que Recife (+6,6%) e Porto Alegre (+3,1%) foram os maiores responsáveis pela alta mensal de 0,3% na ocupação do setor. Nos últimos 12 meses o setor registrou avanço de 3,0%, com taxa de desemprego na casa dos 2,6%. Em termos de rendimento, a atividade comercial obteve ganho real de 3,7%, com o salário médio atualmente em R$ 1.428,10.
Confira a análise completa da divisão econômica da CNC e os gráficos de ocupação e rendimento real.