Faltou descomplicar
A questão tributária é uma das assinaturas pendentes para que o País possa ter, de fato, um desenvolvimento que se sustente por um longo período de tempo, evitando os famosos “voos de galinha” que caracterizam a trajetória econômica do Brasil.
O sistema tributário brasileiro é conhecido por ser confuso, voraz, exigindo um enorme tempo de dedicação e grandes recursos das empresas para poder ser atendido em suas exigências. Por isso mesmo, é classificado como um dos principais fatores que inibem o nosso crescimento.
Pois é nesse cenário ainda por ser resolvido que surgiu a polêmica Lei da nova nota fiscal. Como mostra esta edição da CNC Notícias, a percepção dos empresários é que a iniciativa é válida, porém sua implementação é difícil.
Mostrar ao cidadão o que ele está pagando é uma boa forma de chamar a atenção para o que representam os impostos nas despesas do dia a dia. A ideia, sob esse aspecto, é irretocável, embora pudesse ser melhor ainda, se viesse acompanhada de medidas que racionalizassem o sistema.
O grande problema é como apresentar as informações sobre os impostos de uma forma que seja aplicável e a custos compatíveis. Além disso, o portfólio tributário brasileiro é vasto e variado, com mais de 60 impostos, taxas e contribuições que estão agregados aos custos finais dos produtos. Apresentar apenas alguns deles não vai atender à necessidade de dar ciência ao consumidor da real carga que pesa sobre suas costas.
Da forma em que está, uma medida bem intencionada se transforma em mais um fator complicador onde o que não faltam são complicações.
Boa leitura!