Destaque da edição:
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O papel dos estoques no comércio em 2012 – Os dados definitivos acerca das vendas do varejo em 2012 serão conhecidos somente em meados de feve¬reiro, quando da divulgação da pesquisa mensal de comércio de dezembro pelo IBGE. Contudo, independente dos re¬sultados do último mês de 2012, sabe-se que no ano passado o volume de vendas do comércio cresceu aproximadamente 9%. Resultado melhor, inclusive, que o de 2011, quando houve alta de 6,7%. Curiosamente, naquele ano o produto interno bruto cresceu mais do que em 2012 (+2,7% contra 1,0%). A partir do segundo semestre, quando a valorização cambial tornou menos atraente a importação de bens de con¬sumo e cessou a acumulação de esto¬ques, as encomendas de bens duráveis à indústria nacional foram retomadas, de modo que, a partir de agosto a pro¬dução física de bens duráveis reagiu, passando a crescer 7,5% em relação ao mesmo período de 2011. Portanto, pelo lado da oferta, pode-se concluir que a demanda por bens de consumo não duráveis foi sustentada pela importação deste tipo de bem ao longo de todo o ano. O varejo de bens duráveis, por sua vez, foi abastecido pelos estoques formados no primeiro semestre que, uma vez consumidos le¬varam à novas encomendas da indústria no terço final de 2012.
Outras matérias:
Intenção de Consumo das Famílias recua 2,1% em janeiro – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou queda de 2,1% (135,1 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e -3,3% em relação a janeiro de 2012. Os efeitos sazonais no início do ano, quando há menor disposição ao consumo, além da manutenção de um nível elevado de endividamento impediram um aumento da confiança das famílias no período. Após registrar elevação em dezembro, o otimismo quanto ao mercado de trabalho voltou a influenciar negativamente no resultado da ICF em janeiro. Os índices mantêm-se acima da zona de indiferen¬ça (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo. Analisando as condições atuais e as perspectivas futuras da Economia doméstica, a previsão da Divisão Eco¬nômica da CNC é de que o volume de vendas do varejo obtenha um cresci¬mento ao redor de 7,5% em 2013.
Selic deve permanecer em 7,25% – Após a decisão do Copom de não alterar a meta para a taxa de juros, permanecendo em 7,25% – a mais baixa da série histórica -, o mercado acredita que esta taxa deve continuar até o final do ano. Segundo o último relatório Fo¬cus disponibilizado pelo Banco Central, os analistas não esperam modificações na Selic ao longo de 2013. Entretanto, a mediana das expectativas para 2014 é de 8,25%, contabilizando um aumento de 1 ponto para o próximo ano.
Número de MPEs na economia – A partir da segunda metade do século XX, nos anos JK, as mu¬danças na estrutura produtiva da eco¬nomia brasileira diminuíram o peso das atividades primárias. Até então, o País era eminentemente agrário, exportador e bastante vulnerável às oscilações da demanda internacional. Mesmo com a industrialização, tardia, mas acelerada, o novo modelo de pro-dução não impediu que a economia continuasse concentrada. Nos últimos anos, a diminuição da in¬formalidade está diretamente ligada à importância das MPEs, que se acentua na medida em que a legislação para reduzir o setor informal aperfeiçoa-se, além de outras concessões legais para as MPEs com vantagens competitivas em relação às médias e grandes. O impacto da presença das MPEs na economia pode ser medido pelo núme¬ro de empresas. No intervalo, foram criadas 666.592 empresas, ao passo que o número de médias e grandes foi de 12.684. Em 2010 tinha-se 3.352.752 MPEs; e 50.696 médias e grandes. As primeiras correspondem a 98,5% do total. As atividades que mais cresceram foram comércio e serviços, setores da produção que expressam a performance da economia.
Educação ambiental/efeitos positivos – Com o progresso da civilização, foi necessário desenvolver novas formas de educar e de agir coletivamente, buscando maneiras de fornecer soluções para os problemas da sociedade. A educação ambiental, por exem¬plo, tem a função de conscientizar a população do quanto é importante a preservação do ambiente em que se vive e demonstrar a necessidade de mudanças de comportamento, de modo a evitar prejuízos irreversíveis ao meio ambiente.