Sumário Econômico 1312

Destaque da edição:

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Desafios para a política monetária – Durante muito tempo acreditou-se que o Sistema de metas de inflação não só era o conjunto de regras de política monetária mais eficaz para manter a inflação sob controle, como também era capaz de promover a estabilidade macroeconômica como um todo, suavizando os ciclos econômicos. De fato, desde sua adoção e consolidação por boa parte dos Bancos Centrais pelo mundo na década de 1990, experimentou-se um longo período de crescimento moderado e estabilidade de preços. No Brasil, a política monetária também foi flexibilizada para combater os efeitos adversos da liquidez excessiva, proveniente da expansão monetária sem precedentes dos países centrais. Para conter os efeitos do forte influxo de capitais sobre os preços dos ativos, mercado de crédito e câmbio, uma política monetária tradicional anticíclica, ao aumentar o diferencial de juros, poderia agravar o problema. Contudo, apesar do uso de políticas macroprudenciais, tais como requerimentos de capitais, barreiras aos fluxos de capitais, intervenções no mercado de câmbio, ter tido sucesso ao evitar uma fragilidade financeira e reduzir volatilidades nocivas, não conseguiu evitar os efeitos dos choques externos sobre preços e atividade.

 

Outras matérias:

Transações correntes em janeiro – A conta corrente do Balanço de Pagamentos (BP), ficou negativa em US$ 11,4 bilhões em janeiro, incremento de 62% em relação a janeiro do ano passado. Vale destacar alguns aspectos sobre este resultado. O déficit da balança comercial vem se acirrando, saltou para — US$ 4 bilhões em janeiro — aumento de mais de 200% em comparação ao mesmo período de 2012. Enquanto as importações estão crescendo em um ritmo mais acelerado — 15% — as exportações registraram queda de -1,1% no primeiro mês desse ano. No entanto, de acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), em fevereiro o saldo da balança comercial foi negativo, mas em magnitude menor, — US$ 1,3 bilhões. As exportações reduziram-se 8,9%, comparativamente a fevereiro do ano passado, e as importações atingiram recorde para meses de fevereiro, com crescimento de 8,8%.

Confiança dos empresários volta a cair em fevereiro – Pela segunda vez consecutiva, o Índice de Confiança dos Empresários do Comércio (Icec) apresentou queda em relação ao mês anterior (-1,0%). Contribuíram para este desempenho as quedas nos subíndices que medem os níveis de confiança nas condições atuais (-2,7%) e nos investimentos (-2,8%). Estes dois indicadores, entretanto, têm sido particularmente influenciados pela desaceleração da economia e das vendas do setor, típicas do primeiro trimestre do ano. Ainda assim, na comparação anual, a confiança dos empresários voltou a registrar retração (-2,6%), a oitava consecutiva. A variação negativa em relação a fevereiro de 2012 adveio da queda de 6,6% na percepção das condições atuais e de 1,8% nas expectativas para os próximos meses. As intenções de investimentos mantiveram-se praticamente estáveis na comparação com o mesmo mês do ano passado.

Crédito representa 53,2% do PIB – Dados mais recentes deste ano divulgados pelo Banco Central mostraram que as operações de crédito do sistema financeiro ficaram estáveis no início do ano contra o mês anterior. O saldo total dos empréstimos e financiamentos alcançou o valor de R$ 2,4 trilhões no último resultado, representando 53,2% do PIB, a segunda maior proporção da série histórica. No acumulado dos últimos 12 meses terminados em janeiro de 2013 a variação foi de +16,4%, 1,9 pontos percentuais abaixo da variação de 18,3% observada no mesmo período do ano anterior.