Sumário Econômico 1315

Destaque da edição:

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Aumentar a Selic não é a solução – Ante o avanço do nível de preços no Brasil, muitos economistas têm defendido o aumento da taxa Selic como forma de combatê-la. Ocorre que esse remédio pode se mostrar, ao mesmo tempo, ineficaz e custoso. O governo gasta e oferece incentivos tributários que fazem com que a inflação fique elevada. Com isso, a taxa de juros nominal oferecida tem que ser maior, para que os detentores da dívida pública não percam dinheiro. O governo, então, deveria abrir espaço para o setor privado, e não ocupar o espaço deste.

 

Outras matérias:

Intenção de Consumo das Famílias recua em março – A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) apresentou recuo de 2,5% (132,2 pontos) na comparação com o mês imediatamente anterior e queda de 2,5% em relação a março de 2012. A manutenção de um nível ainda elevado de endividamento e inadimplência, maiores pressões inflacionárias e o fim das desonerações fiscais impediram um aumento da confiança das famílias no período. O menor otimismo quanto ao mercado de trabalho novamente influenciou negativamente o resultado da ICF em março. Apesar do resultado, os índices mantêm-se acima da zona de indiferença (100,0 pontos), indicando um nível favorável de consumo.

Resultado do setor externo no primeiro bimestre – O Balanço de Pagamentos (BP) do País encerrou o mês de fevereiro com superávit de US$ 1,9 bilhão – crescimento de 32% em relação a fevereiro de 2012. No primeiro bimestre do ano, o saldo positivo foi de US$ 3,2 bilhões – +82% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse resultado é fruto do saldo negativo de US$ 18 bilhões nas transações correntes, compensado pelo superávit de US$ 20,9 bilhões na conta capital e financeira. O estoque de reservas internacionais totalizou US$ 373,7 bilhões. A receita de juros que remuneram os ativos de reservas somou US$ 607 milhões. O Banco Central estima que as reservas acumularão US$ 380,1 bilhões este ano, com remuneração de aproximadamente US$ 5 bilhões. O resultado do BP em 2013 deverá ser superavitário em US$ 10,5 bilhões.

Indústria recua 1,9% em 12 meses – Segundo últimos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Produção Industrial recuou 2,5% em fevereiro em relação ao mês anterior – dados com ajuste sazonal. Essa queda quase anula o crescimento de 2,6% visto em janeiro nessa mesma base de comparação. Tanto a Indústria Extrativa (-1,9%) quanto a de Transformação (-2,7%) influenciaram negativamente o índice geral. A categoria de uso de Bens de Capital foi a única positiva, com elevação de 1,6%, e Bens de Consumo Duráveis (-6,8%) foi a mais expressiva dentre as outras com valores negativos.

O Estado da União – “Há 51 anos, John F. Kennedy declarou a esta casa que ‘a Constituição não nos torna rivais pelo poder, mas parceiros pelo progresso. É meu dever informar sobre o Estado da União. Melhorá-lo é dever de todos nós’.” Com essas palavras, o presidente Barack Obama iniciou o discurso do Estado da União de 2013. Realizado todos os anos para o congresso americano, na ocasião o presidente presta contas de suas atividades e apresenta seu programa de governo para os próximos anos, especialmente os pontos mais delicados, em que precisará do apoio da oposição para aprovar os seus projetos. E quem conhece os EUA, sua capacidade de superação e inovação sabe muito bem que esse discurso vai muito além do apelo político.