26/08/19
Comerciantes, representantes de entidades de classe do comércio e a sociedade civil organizada de Cuiabá, no Estado do Mato Grosso, se mobilizaram para que a região do centro histórico da capital seja preservada e revitalizada. A Fecomércio-MT está apoiando a causa.
Em 2019, a área que compreende 400 imóveis do período colonial, datados do século XVII, completou 300 anos de existência no mês de abril e carece de investimentos e atenção do poder público. Em 1993, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
Entidades de classe do setor comercial, a Universidade Federal do Estado de Mato Grosso (UFMT), o Iphan-MT e a sociedade civil organizada montaram o grupo Amigos do Centro Histórico de Cuiabá (ACHC), para desenvolver ações que defendam a região. Além de discutir, com o poder público municipal, políticas públicas e soluções práticas para a gestão do patrimônio histórico de Cuiabá.
Segundo o presidente do Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur-MT) e vice-presidente da Fecomércio-MT, Manoel Procópio, o objetivo do grupo é mobilizar as autoridades responsáveis para agilizar o processo de restauração e posterior ocupação dos prédios e casarões antigos.
“Muitos turistas vêm visitar à capital do Estado querendo conhecer a nossa história. Por isso, precisamos olhar com maior atenção para essa região e desenvolver ações que contribuam para trazer mais turistas para conhecer o nosso centro histórico, com toda a segurança possível e com um leque de atrações na área de cultura, lazer e gastronomia”, defendeu.
O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Calçados e Couros de Mato Grosso (Sincalco-MT) e membro-fundador do ACHC, Junior Macagnam, afirma que o grupo está preocupado com o futuro do centro histórico de Cuiabá e que já encaminhou, junto com os demais membros, um ofício ao prefeito da capital, solicitando informações a respeito dos recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Cidades Históricas, do governo federal, e desenvolvimento de políticas públicas de longo prazo que beneficiem todos os moradores, trabalhadores, comerciantes e proprietários do centro antigo, inclusive nas áreas da segurança e saúde pública.
Centro Histórico de Cuiabá
As vias urbanas do centro histórico foram abertas a partir da descoberta de ouro, às margens do córrego da Prainha, em 1722. Nessa área, estão as ruas mais antigas de Cuiabá, as antigas ruas de Baixo, do Meio e de Cima (atualmente, as ruas Galdino Pimentel, Ricardo Franco e Pedro Celestino), e suas travessas ainda mantêm preservadas as características arquitetônicas das casas e sobrados.