Destaque da edição:
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Aumenta o número de endividados e inadimplentes – Os dados da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostram que o percentual de famílias que relataram ter dívidas entre cheque pré-datado, cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, empréstimo pessoal, prestação de carro e seguro aumentou, passando de 60,2%, em janeiro, para 61,5% em fevereiro de 2013. Em fevereiro de 2012, 57,4% haviam declarado ter tais dívidas. O percentual de famílias com dívidas ou contas em atraso também aumentou em fevereiro em ambas as bases de comparação. O percentual de famílias inadimplentes alcançou 22,1% em fevereiro de 2013, ante 21,2% em janeiro de 2013 e 20,5% em fevereiro de 2012. Já o percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas contas ou dívidas em atraso avançou entre janeiro e fevereiro de 2013, passando de 6,6% para 7,0%, mas recuou na comparação anual. Em fevereiro de 2012, 7,3% haviam declarado que continuariam inadimplentes.
Outras matérias:
Regulamentação dos sites de compras coletivas – O Projeto de Lei 1.232/2011 disciplina a venda eletrônica coletiva de produtos e serviços através de sítios na internet e estabelece critérios de funcionamento para essas empresas. O PL está em tramitação na Câmara dos Deputados, em estudo nas Comissões, e sua aprovação proporcionará um marco legal para o segmento, uma vez que os sites de compras coletivas vêm crescendo de forma significativa e nem sempre ordenada. Na verdade, o ideal seria que o setor pudesse encontrar os caminhos para a autorregulamentação, e tentativas nesse sentido têm sido feitas. A mais importante delas pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, que criou o Comitê de Compras Coletivas, ainda em 2011, justamente com o objetivo de desenvolver o Código de Ética e promover a autorregulamentação do setor, promover as compras coletivas no Brasil, debater temas de relevância para a evolução do segmento, buscar o aumento da quantidade de e-consumidores e representar as posições de consenso do comitê, ante os principais agentes, públicos.
Estimativa para o PIB é de 0,95% – último relatório Focus divulgado pelo Banco Central mostra uma estimativa de 5,69% para o IPCA deste ano – um dos mais altos patamares desde março de 2012. Entretanto, é a segunda semana consecutiva em que há redução na mediana dessa variável. A projeção para 2014 permanece em 5,5% – está é a décima quinta semana seguida nesse nível. Ambas as taxas estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. Contudo, estão abaixo do valor do ano anterior (5,84%) e do limite superior da meta. Em relação ao curto prazo, espera-se IPCA de 0,43% tanto para fevereiro quanto para março. As cinco instituições que mais acertam – TOP 5 – preveem medianas de 0,48% para fevereiro e 0,42% para março.
Sinais de acomodação no mercado de trabalho – A taxa de desemprego abriu o ano em 5,4% da População Economicamente Ativa (PEA), de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgados hoje (26/02) pelo IBGE – a menor para o mês de janeiro em dez anos. A alta da taxa de desemprego neste mês – que, em dezembro, correspondia a 4,6% da PEA – é um fenômeno sazonal natural do mercado de trabalho decorrente da volta à procura por trabalho por parte da população desocupada no início do ano. Na média dos últimos doze meses, a taxa de desemprego encontra-se em 5,5% da PEA – estável ante a média de 2012. Em relação a janeiro de 2011, houve variação de -0,1 ponto percentual, principalmente em função dos recuos nos níveis de desocupação em Salvador (de 8,3% para 6,3%) e no Rio de Janeiro (de 5,6% para 4,3%). Setorialmente, esse comportamento da taxa de desemprego foi puxado pelos avanços nos níveis de ocupação nos serviços de administração pública e sociais, como saúde e educação (+5,9%), e nos outros serviços, como alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais (+5,3%).
Negócios promissores – Se as previsões para o baixo crescimento da economia brasileira em 2012 se confirmarem, o resultado não espelhará o que vem acontecendo com alguns setores que estão bombando, crescendo em níveis superiores ao da média em geral e puxando, portanto, o PIB para cima. Aproveitando criativamente os espaços para negócios que fazem com que o mercado doméstico se torne mais robusto e também foco para os investimentos de empresas nacionais e estrangeiras, as empresas de micro, pequeno e médio portes da indústria de eventos, de relacionamento, de marketing esportivo, bem como inúmeras atividades correlatas, vão assumindo expressão maior no bolo da produção, na medida em que o movimento tem tudo a ver com o fortalecimento da economia e o aumento do mercado. Pelo menos é o que se verifica com relação à dimensão dos números revelados pelos diversos segmentos.