Governo e mercado revisam PIB 2007

Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


Planejamento revê expansão de 4,5% para 4,7%; relatório do BC passa de 4,39% para 4,5%.


Governo e mercado revisaram ontem a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O governo aumentou de 4,5% para 4,7% do PIB a expectativa de crescimento. Com a previsão de aumento da receita de impostos no país, o Ministério do Planejamento anunciou também que ampliou em R$ 6,5 bilhões a liberação de verbas do Orçamento.

Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


Planejamento revê expansão de 4,5% para 4,7%; relatório do BC passa de 4,39% para 4,5%.


Governo e mercado revisaram ontem a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. O governo aumentou de 4,5% para 4,7% do PIB a expectativa de crescimento. Com a previsão de aumento da receita de impostos no país, o Ministério do Planejamento anunciou também que ampliou em R$ 6,5 bilhões a liberação de verbas do Orçamento. As informações estão no relatório bimestral de Orçamento, entregue na sexta-feira ao Congres-so e ao Ministério Público e divulgado ontem.


Segundo o relatório de mercado do Banco Central, elaborado com base na expectativa de instituições financeiras e divulgado pelo Banco Central, a expectativa média de crescimento subiu de 4,39%, na semana passada, para 4,5% ontem.


O economista-chefe da corretora Agora Sênior, Álvaro Bandeira, disse que a crise no setor aéreo e alguns gargalos logísticos não vão impedir o país de crescer acima de 4,5% este ano. O economista justifica que o aumento dos investimentos, principalmente em bens de capital, mostram que a indústria terá um ótimo desempenho.


A projeção de crescimento econômico da Agora é de 4,8% para este ano.


Também a Tendências Consultoria Integrada divulgou nova projeção para o PIB, que passa de 4,3% para 4,8%. Na análise dos economistas Marcela Prada, Alexandre Andrade e Cláudia Oshiro, divulgada ontem, “os indicadores de atividade no primeiro semestre deste ano surpreenderam positivamente por sua robustez e indicam um crescimento maior do PIB do que o previsto anteriormente”.


A expansão para 2008 também foi revista, passando de 4,1% para 4,4%.


A demanda interna deverá se destacar como o principal fator de crescimento, alavancada pelo elevado consumo das famílias e da formação bruta de capital fixo.


O relatório de mercado mostrou ainda que a projeção para a inflação medida pelo IPCA manteve-se estável em 3,70% para este ano e em 4% para o ano que vem.


Pelo relatório do Ministério do Planejamento, o governo reduziu a previsão de inflação para este ano de 4,5% para 3,68% este ano, abaixo do centro da meta, de 4,5%.


O relatório bimestral de Orçamento mostrou também aumento de R$ 5,9 bilhões na previsão das estimativas de receitas líquidas, para R$ 372 bilhões, principalmente naquelas administradas pela Receita Federal.


Os gastos de execução obrigatória também tiveram aumento de limite, de R$ 7,2 bilhões. Deste valor, R$ 2,1 bilhões vão para o Ministério dos Transportes, R$ 1,6 bilhão para o Ministério das Cidades, R$ 1,1 bilhão para a Integração Nacional e R$ 824,7 bilhões para a Saúde.


O relatório lembra que o superávit primário do governo central ficou estabelecido em US$ 53 bilhões, em valores nominais, uma redução de US$ 6,7 bilhões, por conta da revisão na metodologia de cálculo do PIB.