Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
O salário médio do setor de serviços caiu 3,81% em 2005 em relação a 2000, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. No mesmo período, em salários mínimos, a remuneração recuou 25,89%, de 3,9 mínimos em 2000 para 2,9 em 2005. O número de pessoas ocupadas no setor de serviços aumentou 28,59% de 2000 para 2005.
Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2
O salário médio do setor de serviços caiu 3,81% em 2005 em relação a 2000, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada ontem. No mesmo período, em salários mínimos, a remuneração recuou 25,89%, de 3,9 mínimos em 2000 para 2,9 em 2005. O número de pessoas ocupadas no setor de serviços aumentou 28,59% de 2000 para 2005. Segundo o economista do IBGE Eduardo Pontes, o número de pessoas ocupadas cresceu acima da massa salarial, pressionando os salários médios para baixo. “A massa salarial não cresceu no mesmo ritmo da ocupação, há serviços que pagam pouco e empregam muito.”
De acordo com a PAS 2005, houve queda real, entre 2000 e 2005, nos salários médios de serviços de informação (-4,71%), serviços prestados às empresas (-4,65%), transportes (-5,70%), serviços de manutenção e reparação (-9,05%) e outras atividades de serviços (11,96%). Os aumentos ocorreram em serviços prestados às famílias (4,18%) e atividades imobiliárias e de aluguel de bens móveis e imóveis (10,13%).
Em salários mínimos, a maior média salarial em 2005 foi das atividades de serviços de informação (7,2 mínimos) e a menor, nos serviços prestados às famílias (1,6 mínimo).
Regiões
A pesquisa mostrou que o setor de serviços repetiu entre 2000 e 2005 a tendência de desconcentração regional que vem sendo observada em todos os segmentos produtivos. “Regionalmente, há tendência de desconcentração do Sudeste para as demais regiões”, disse Pontes.
O Sudeste permaneceu concentrando os serviços, mas reduziu sua fatia na receita de serviços total do País de 68,4% para 65,7% no período. O maior ganho de fatia foi o da região Centro-Oeste, de 5,9% ara 6,8%. As demais regiões também elevaram as suas representações: Sul, de 13,8% para 14,6%; Norte ,de 2,5% para 2,8%; e Nordeste, de 9,4% para 10,1%.
No total de pessoas ocupadas, o Sudeste também manteve a hegemonia no setor, mas perdeu participação entre 2000 (62,6%) e 2005 (60,6%). O maior ganho ocorreu no Centro-Oeste, de 6,2% para 7,1%. Ainda no que diz respeito ao número de ocupados, a participação do Estado de São Paulo no total do setor caiu de 37,8%, em 2000, para 36,2%, em 2005. Os maiores ganhos no País ocorreram em Goiás (de 1,9% para 2,3%) e Espírito Santo (de 1,5% para 1,9%).
O valor adicionado (soma da riqueza produzida) pelo setor de serviços de transporte aéreo caiu 26,3% em 2005 ante o ano anterior, segundo os dados do IBGE.A queda foi provocada especialmente pela crise da Varig. O economista do IBGE Eduardo Pontes disse que houve forte aumento de concorrência no setor naquele ano. Apesar disso, a concentração de receita é tal – 85% do total pertence a quatro empresas – que a crise em uma delas foi a grande responsável pelo recuo.
Mesmo com queda no valor adicionado, o setor mostrou aumento no número de ocupados, passando de 32,8 mil para 34,8 mil pessoas. O total de empresas cresceu de 236 para 282. Segundo o IBGE, o número de empresas de serviços de segurança, vigilância e transporte de valores continuou trajetória de crescimento em 2005 (2.963) em relação ao ano anterior (2.213).