Depois da queda registrada em julho, as exportações brasileiras começam a se recuperar. Na primeira semana deste mês, o País exportou uma média de US$ 651,7 milhões por dia, contra US$ 641,8 milhões diários no mês de julho, crescimento de 1,5%. A alta ocorreu apesar de os embarques de produtos básicos terem recuado 26,6% no mesmo período de comparação. A queda foi compensada com um aumento de 48,7% nos embarques de semimanufaturados.
Depois da queda registrada em julho, as exportações brasileiras começam a se recuperar. Na primeira semana deste mês, o País exportou uma média de US$ 651,7 milhões por dia, contra US$ 641,8 milhões diários no mês de julho, crescimento de 1,5%. A alta ocorreu apesar de os embarques de produtos básicos terem recuado 26,6% no mesmo período de comparação. A queda foi compensada com um aumento de 48,7% nos embarques de semimanufaturados.
No total, as exportações bateram na casa dos US$ 2 bilhões em uma semana, ao registrar US$ 1,955 bilhão, enquanto as importações somaram US$ 1,585 bilhão, resultando num saldo de US$ 370 milhões. No ano, as exportações subiram 15,8% em comparação com 2006, mas as importações aumentaram 26,7% e por isso o superávit teve queda de 5,8%.
As exportações seguem fortes a ponto de o governo haver, na semana passada, elevado sua meta de US$ 152 bilhões para US$ 155 bilhões em embarques de mercadorias este ano. Mas é possível que alguns setores estejam próximos de abandonar as vendas ao exterior por causa do dólar baixo, segundo admitiu o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Meziat. “E se é verdade que setores importantes estão chegando ao seu limite, pode ser que a balança de 2008 seja afetada”, disse.
De janeiro a junho deste ano, comparado com o igual período em 2006, houve redução de 5,65% nas receitas com exportações de automóveis . Em quantidade, a queda foi de 13,2%. Houve também retração de 11,02% nas vendas de motores e de 26,3% em computadores
Os setores que desde 2004 são apontados como o mais prejudicados pelo dólar barato – calçados, móveis e têxteis – não esbanjam saúde, mas até conseguiram aumentar suas exportações no período, segundo mostram os dados da balança. Houve expansão de 15,56% nas exportações de calçados e couro, de 7,77% nas madeiras e manufaturas e de 0,65% nos produtos têxteis. As quedas ainda são localizadas e têm sido largamente compensadas pelas exportações de produtos básicos e semielaborados.