Alimentos mantêm pressão e IGP-DI sobe 0,37% em julho

No ano, o índice acumula alta de 1,82% e nos últimos 12 meses registra avanço de 4,17%. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou em julho e ficou no teto das expectativas do mercado, pressionada pelos alimentos. O indicador subiu 0,37% no mês passado, acima da leitura de 0,26% em junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 1,82% e nos últimos 12 meses tem avanço de 4,17%.


Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,42%, ante alta de 0,09% em junho.

No ano, o índice acumula alta de 1,82% e nos últimos 12 meses registra avanço de 4,17%. A inflação medida pelo Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) acelerou em julho e ficou no teto das expectativas do mercado, pressionada pelos alimentos. O indicador subiu 0,37% no mês passado, acima da leitura de 0,26% em junho, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, o índice acumula alta de 1,82% e nos últimos 12 meses tem avanço de 4,17%.


Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,42%, ante alta de 0,09% em junho. O IPA agrícola avançou 1,79% em julho, contra variação positiva de 0,67% em junho. O IPA industrial caiu 0,01%, contra baixa de 0,09% no mês anterior. As maiores altas individuais no atacado ficaram com os agrícolas: bovinos (6,97% em julho ante 1,71% em junho), leite in natura (8,91% contra 6,89%), aves (8,21% versus 6,43% em junho) e soja (1,67% em junho ante 2,44% em junho).


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,28%, ante alta de 0,42% no mês anterior. A maior alta entre os sete grupos ficou com alimentação, de 1,26%, comparado à elevação de 1,02% em junho. As principais elevações individuais de preços no varejo foram de leite longa vida (15,28%), telefone fixo (1,17%), mamão papaia (12,85%), passagem aérea (11,15%) e cigarro (1,71%).


Por outro lado, três grupos tiveram declínio de preços: Habitação (–0,40%), Vestuário (–0,31%) e Transportes (–0,26%). As principais contribuições de baixa para o varejo foram dos custos de energia elétrica, com queda de 4,24% em julho, e álcool combustível, com recuo de 5,35%.


Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,31%, contra elevação de 0,92% . A desaceleração resultou de uma alta menor do item mão-de-obra, de 0,20% em julho ante 1,57% em junho, devido ao menor impacto dos dissídios salariais que costumam ser firmados em meados do ano.


ICV tem queda 0,30%


O Índice de Custo de Vida no município de São Paulo apresentou deflação de 0,30%, segundo cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em junho, o indicador havia apontado alta de 0,15%. No ano, o ICV acumula elevação de 2,31%, enquanto nos últimos 12 meses a expansão foi de 4,33 %.


Dois grupos de despesas pressionaram a inflação: alimentação (1,04%) e despesas pessoais (1,40%). Juntos os dois contribuíram com 0,32 ponto percentual no cálculo da taxa de julho. Na outra ponta, a queda nas taxas dos grupos habitação (-2,08%) e transporte (-0,82%) contribuiu para a deflação. Na alimentação, as maiores altas foram verificadas nos subgrupos dos produtos in natura e semi-elaborados (1,28%) e da indústria alimentícia (1,17%). Já despesas pessoais teve como principal causa o reajuste do cigarro (2,73%).


ICVM desacelera em SP


O Índice Custo de Vida da Classe Média (ICVM), medido pela Ordem dos Economistas de São Paulo, apresentou variação positiva de 0,22% em julho. O resultado é inferior ao de junho (0,30%). A variação acumulada em 2007 está em 2,71% e nos últimos 12 meses foi de 4,99%.

Segundo a entidade, os preços do grupo alimentação apresentaram alta de 1,37%, em média. No segmento de despesas pessoais os preços aumentaram 0,68%, enquanto em educação o indicador registrou alta de 0,33%. O grupo vestuário teve redução de 0,66%. Os preços no transportes caíram 1,43%.