Com a forte aceleração nos preços do atacado (de 0,10% para 0,83%), a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) disparou, e subiu 0,64% em agosto – bem acima da taxa de julho (0,22%) e o maior resultado em nove meses A elevação do indicador surpreendeu o mercado financeiro, que esperava alta de no máximo 0,49%. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou ontem o índice, o avanço do IGP-10 é só o começo.
Na prática, a taxa sinaliza o início de uma onda de acelerações nos Índices Gerais de Preços (IGPs) deste mês.
Com a forte aceleração nos preços do atacado (de 0,10% para 0,83%), a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) disparou, e subiu 0,64% em agosto – bem acima da taxa de julho (0,22%) e o maior resultado em nove meses A elevação do indicador surpreendeu o mercado financeiro, que esperava alta de no máximo 0,49%. Para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que divulgou ontem o índice, o avanço do IGP-10 é só o começo.
Na prática, a taxa sinaliza o início de uma onda de acelerações nos Índices Gerais de Preços (IGPs) deste mês. “O ciclo dos IGPs este mês deve apresentar taxas mais elevadas do que as do mês passado, puxadas principalmente pelo atacado”, afirmou o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros. A família dos IGPs é composta pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI) indexador das dívidas dos estados com a União; e o Índice Geral de Preço – Mercado (IGP-M) usado para reajustar preços de aluguel e de energia elétrica.
Quadros admitiu que o IGP-10 deste mês – que vai do dia 11 de julho a 10 de agosto -, se posicionou em patamar elevado. Mas considerou que resultados em torno de 0,6% a 0,65% “são passageiros”. Na avaliação do economista, não há nenhum fator, no cenário atual, que possa conduzir a uma seqüência de aceleração de preços sustentável. Segundo ele, o que ocorreu em agosto foi a combinação de dois fatores: forte aceleração nos preços dos produtos agrícolas (de 0,93% para 2 64%); e fim da deflação nos produtos industriais (de -0,16% para 0,25%).
Porém, ao se detalhar a influência desses dois setores, nota-se que o impacto do setor agrícola foi preponderante na arrancada de preços no atacado. “Dessa elevação de 0,83%, dos preços do atacado, 0,64 ponto percentual foi originado da agricultura”, disse Quadros. De julho para agosto, houve acelerações de preços em bovinos (de 3,56% para 7,15%) e aves (de 5,17% para 8 92%). Já no caso do setor industrial, houve o fim da deflação nos preços dos combustíveis e lubrificantes (de -1,38% para 0 33%) no atacado, devido à aceleração nos preços de óleos combustíveis (de 0,23% para 4,45%.
A FGV informou ainda que, no mesmo período, houve desacelerações de preços no varejo (de 0,40% para 0,28%) e na construção civil (de 0,56% para 0,29%). Até agosto, o IGP-10 acumula elevações de 2,35% no ano e de 4,48% em 12 meses.
LEITE. O recente ciclo de alta nos preços do leite no atacado e de derivados pode estar chegando ao fim. De julho para agosto, foram registradas desacelerações importantes nos preços do leite e de seus derivados, no âmbito do IGP-10. Entre as desacelerações de preços no período, estão as de leite in natura (de 8,42% para 8,35%); e leite e derivados (de 12,34% para 7, 01%).