São Paulo supera o Rio em PIB per capita

Jornal do Commercio Editoria: Economia Página: A-2


O Estado de São Paulo superou o Rio de Janeiro e passou a apresentar o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2005, São Paulo tinha PIB per capita de R$ 17.977,00, acima do Rio de Janeiro (R$ 16.052,00), que tradicionalmente ocupava o segundo lugar no ranking nacional.

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O Estado de São Paulo superou o Rio de Janeiro e passou a apresentar o segundo maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil, segundo pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2005, São Paulo tinha PIB per capita de R$ 17.977,00, acima do Rio de Janeiro (R$ 16.052,00), que tradicionalmente ocupava o segundo lugar no ranking nacional. Os dois estados do Sudeste permanecem bem atrás, entretanto, do Distrito Federal, o líder no levantamento, com R$ 34.510,00.


O cálculo do PIB per capita, que na média do País era de R$ 11.658 em 2005, é feito com a divisão aritmética simples do Produto Interno Bruto (PIB) do estado por sua população. O gerente de contas regionais do IBGE, Frederico Cunha, explicou que, com a nova série do PIB para os estados, São Paulo ganhou participação na economia nacional, elevando também a posição no PIB per capita.


O PIB paulista somou R$ 727,05 bilhões em 2005, mantendo o estado no topo do ranking nacional. A economia na região cresceu 3,6% naquele ano, expansão maior do que a apurada para o PIB do Brasil, de 3,2%. A participação de São Paulo no PIB nacional subiu de 33,1% em 2004 para 33,9% em 2005, um acréscimo de 0,8 ponto percentual, que equivale a R$ 17,2 bilhões a mais gerados na economia estadual, em 2005, em relação ao ano anterior.


Antes da mudança efetuada pelo IBGE no cálculo do PIB, a base de referência para as chamadas contas regionais – que detalha o desempenho das economias estaduais – era o ano de1985 e agora passou a ser o ano de 2002, com a incorporação de novos indicadores econômicos como base de sustentação do cálculo, como as pesquisas anuais do instituto.


Segundo Cunha, o ganho de participação de São Paulo (na série anterior, o estado tinha 30,9% do PIB brasileiro em 2004 e, na nova série, divulgada ontem, tinha 33,1% no mesmo ano) “reflete a nova estrutura econômica brasileira, na qual os setores produtores de bens têm queda de participação e o setor de serviços mostra uma maior predominância”.


Com as mudanças introduzidas pelo IBGE no cálculo do PIB, a participação dos serviços no cálculo do desempenho das economias regionais passou de 46,6% para 66,3%. Por outro lado, o peso da indústria nesse cálculo recuou de 43,9% para 30,1%.


Indústria


A introdução da nova base de dados do IBGE no cálculo do PIB regional elevou também a participação de São Paulo no total da indústria de transformação do País. Segundo a série anterior do PIB regional, o estado tinha 40% da indústria nacional de transformação em 2004 e, na nova série, a fatia subiu para 42,7% no mesmo ano. A pesquisa mostrou também que a participação de São Paulo subiu para 44% em 2005.


De acordo com o levantamento, oito estados brasileiros (São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Bahia e Amazonas) concentram 87% da indústria de transformação.


O Estado do Amazonas foi o que apresentou, entre as 27 unidades da Federação, o maior crescimento do PIB (10,2%) em 2005. A participação do estado no total do PIB nacional, no entanto, ficou inalterada em 1,6% entre 2004 e 2005.


Cunha explicou que o Amazonas registrou o melhor desempenho entre os estados em 2005 baseado no crescimento da indústria, que representa 44% da economia local e teve expansão de 10% em relação ao ano anterior, puxada pelo segmento de eletroeletrônicos e comunicações.


O pior desempenho do PIB em 2005 ficou com o Rio Grande do Sul, com queda de 2,8%. Contribuiu para esse resultado a queda expressiva na agropecuária (-17,3%), que teve efeitos na indústria de transformação (-4,2%). Com o recuo, o PIB gaúcho diminuiu em 2005 a participação no PIB nacional para 6,7% ante 7,1% em 2004.