Consumidor está menos endividado e mais confiante, mostram pesquisas

Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-2


Dois indicadores divulgados ontem – menor endividamento do paulistano e confiança do consumidor em alta – reforçam as perspectivas positivas do varejo para as vendas de fim de ano. 


O endividamento entre os paulistanos, em novembro, teve um recuo de 2 pontos percentuais, com o índice ficando em 54% em relação a outubro (quando já havia sido registrada uma queda de 3 pontos percentuais), segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulgada ontem. 


O Índice de Confianç

Valor Econômico  Editoria: Brasil  Página: A-2


Dois indicadores divulgados ontem – menor endividamento do paulistano e confiança do consumidor em alta – reforçam as perspectivas positivas do varejo para as vendas de fim de ano. 


O endividamento entre os paulistanos, em novembro, teve um recuo de 2 pontos percentuais, com o índice ficando em 54% em relação a outubro (quando já havia sido registrada uma queda de 3 pontos percentuais), segundo pesquisa da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) divulgada ontem. 


O Índice de Confiança do Consumidor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aumentou 1,3% de outubro a novembro, atingindo o maior valor na série histórica iniciada em setembro de 2005.


Segundo o economista da FGV Aloísio Campelo, o aumento de confiança foi motivado por avaliações mais favoráveis a respeito da situação atual da economia. O Índice da Situação Atual subiu 4,3% entre outubro e novembro. Em 12 meses, a alta já é de 7,3%. 


“A avaliação do consumidor sobre vários aspectos da economia, como o mercado de trabalho é muito favorável neste momento. Por exemplo, a quantidade de pessoas que consideram menos difícil conseguir emprego é muito mais alta que no ano passado. São fatores econômicos como esse que estão puxando o aumento da confiança”, explicou Campelo. 


A queda no endividamento do paulistano acumula 16 pontos percentuais na comparação com novembro de 2006. Já o índice de inadimplência na capital – consumidores com contas em atraso – manteve-se inalterado em relação ao mês passado, em 38%. Segundo a Fecomercio, os paulistanos que recebem entre três e dez salários mínimos são os mais endividados, 60% do total (ainda que o resultado tenha ficado 4 pontos percentuais abaixo do registrado em outubro). Já entre os consumidores que ganham acima de 10 salários mínimos, o índice é de 43% (contra 40% no mês passado). 


A pesquisa da Fecomercio mostrou que 31% dos consumidores paulistanos pretendem pagar dívidas com a primeira parcela do 13º salário – contra 28% que pretendem poupar o dinheiro e 20% utilizá-lo para fazer compras. Já em relação à segunda parcela, 31% irão às compras, 27% irão poupar e 20% pagarão dívidas. 


A pesquisa mostra ainda que 50% das pessoas com renda até três salários mínimos estão inadimplentes, contra 38% dos que ganham de três a dez salários mínimos, e 23% com ganhos acima desse patamar. Entre os consumidores consultados, 73% declararam intenção de pagar total ou parcialmente suas dívidas em atraso (contra 70% em outubro). A intenção é maior entre os que recebem acima de 10 salários mínimos (84%). Em seguida ficam os que ganham de três a dez salários (73%) e pelos que recebem até três salários (72%). 


Em novembro, de acordo com a pesquisa da FGV, melhoraram as avaliações dos consumidores sobre a situação econômica da cidade onde moram. A parcela dos que avaliam como boa a situação na região em que vivem aumentou de 10,8% para 13,5%, e a dos que julgaram ruim diminuiu de 39,1% para 34,7%. Esse, segundo Campelo, foi o quesito que mais influenciou o resultado. 


Com relação aos próximos meses, a expectativa em relação à situação econômica local ficou menos favorável. A proporção de consumidores que prevêem melhora caiu de 29,6% para 27,1%, e a parcela dos que consideram que o cenário vai piorar aumentou de 5,7% para 7,2%. 


O Índice de Confiança do Consumidor da FGV tem apresentado maiores altas em São Paulo, com aumento de 3,2% em novembro deste ano, e 9,1% no acumulado dos últimos 12 meses. Já o Rio de Janeiro conta com o pior índice, apresentando queda de 1,2% em novembro e de -3,5% nos últimos 12 meses. 


Segundo a pesquisa da Fecomercio, os atrasos de até 30 dias nos pagamentos das dívidas foram os mais comuns entre os paulistanos neste mês (34%). Os atrasos de 30 a 60 dias ficaram perto, com 32% no total. Para 10% dos consultados, o atraso nas contas está entre 60 e 90 dias e para os outros 22%, o tempo de atraso das dívidas passa de 90 dias.