Pequenas empresas têm o melhor resultado em cinco anos

O Estado de São Paulo  Editoria: Negócios  Página: B-16


Puxados pelo aumento do crédito e pela melhora da renda dos trabalhadores, os pequenos negócios do Estado de São Paulo devem fechar 2007 com a maior alta no faturamento dos últimos cinco anos.

O Estado de São Paulo  Editoria: Negócios  Página: B-16


Puxados pelo aumento do crédito e pela melhora da renda dos trabalhadores, os pequenos negócios do Estado de São Paulo devem fechar 2007 com a maior alta no faturamento dos últimos cinco anos. Segundo pesquisa do Sebrae-SP e Seade divulgada ontem, neste ano, as micro e pequenas empresas paulistas (MPEs) terão crescimento de 4% nas vendas em comparação a 2006, quando houve queda de 3,5%.


“O crescimento da massa salarial impacta diretamente o faturamento das MPEs, que são muito dependentes do mercado interno”, avalia o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella. Foram avaliados 2,7 mil pequenos empreendimentos no Estado, que concentra 34% do total de MPEs no Brasil.


O carro-chefe da expansão foi o comércio, beneficiado pelo aumento do consumo. Somente em outubro, o comércio cresceu 18,7% ante o mesmo mês de 2006. O mês foi bom para também para outros setores. Comércio, indústria e serviços registraram expansão no faturamento médio de 11,5% em comparação a outubro de 2006. Juntas, as pequenas empresas faturaram R$ 23,4 bi. Em 2007, o total deve chegar a R$ 200 bi.


Para o coordenador do programa da Fundação Getúlio Vargas para pequenas e microempresas (Ebape/FGV), Francisco Barone, as MPEs são mais sensíveis às variações econômicas. “O faturamento delas reflete o período de prosperidade que a economia passa hoje, comparada há 6 ou 7 anos.”


Barone destaca a expansão do crédito como responsável pelo fortalecimento dos pequenos negócios. “O crédito fácil estimula o consumo e, conseqüentemente, as vendas. Além disso, permite ao empresário adquirir insumos e investir em sua capacidade produtiva.”


O nível do pessoal ocupado, porém, não acompanhou o ritmo do crescimento da receita e caiu 2,4% em outubro, na comparação de 12 meses (outubro de 2007 ante mesmo mês de 2006). Segundo Tortorella, isso ocorre porque as pequenas empresas têm dinâmica diferente das companhias médias e grandes. “Elas precisam crescer mais que a média da economia para gerar emprego. Além disso, ainda estão muito dependentes da mão-de-obra familiar.”