Debatedores: problemas da OHL não afetam rodovias do País

Os problemas enfrentados pela espanhola Obrascon Huarte Lain Brasil (OHL) na construção de uma ferrovia de alta velocidade entre Barcelona e Madri não devem prejudicar os investimentos da empresa no Brasil. A opinião foi consensual entre os participantes de audiência pública da Comissão de Viação e Transporte que discutiu hoje os modelos de concessão de rodovias para a iniciativa privada. A OHL ficou com cinco dos sete trechos de rodovias licitados pelo governo federal em outubro.

Os problemas enfrentados pela espanhola Obrascon Huarte Lain Brasil (OHL) na construção de uma ferrovia de alta velocidade entre Barcelona e Madri não devem prejudicar os investimentos da empresa no Brasil. A opinião foi consensual entre os participantes de audiência pública da Comissão de Viação e Transporte que discutiu hoje os modelos de concessão de rodovias para a iniciativa privada. A OHL ficou com cinco dos sete trechos de rodovias licitados pelo governo federal em outubro. No mesmo período, a empresa foi acusada de ineficiência e atraso nas obras.


O diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Alexandre de Resende, explicou que o governo espanhol assumiu ser o responsável pelos erros no projeto da linha de trem de alta velocidade e, inclusive, eximiu a OHL dos problemas na obra. “O governo espanhol reconheceu e bancou financeiramente o ônus decorrente daqueles incidentes. A OHL está depositando na Agência garantias líquidas em um total de quase R$ 1 bilhão, já em nome da ANTT”, explicou.


Também na opinião do presidente da Comissão de Viação e Transportes, Eliseu Padilha (PMDB-RS), não há porque temer reflexos do problema ocorrido na Espanha sobre os investimentos da OHL no Brasil. “Trata-se de uma das maiores empresas do mundo no setor. Esse rumor todo é fruto da disputa de mercado. Evidentemente que aqueles que concorriam com ela, não sendo contemplados, foram buscar algum defeito para poder, até com recursos no processo licitatório, tentar desclassificá-la”, acredita.


No começo de outubro, o governo federal licitou sete trechos rodoviários, que somam 2,6 mil km de extensão. O pedágio nessas rodovias deve ser cobrado a partir de junho de 2008. O superintendente de Exploração da Infra-Estrutura da ANTT, Carlos Serman, disse que esse último processo foi o mais aberto em termos de publicidade das informações sobre cada passo tomado. “Acho que por conta disso as resistências ao processo diminuíram”, afirmou.


Agência Câmara, 12 de dezembro de 2007.