Apesar de cenário interno favorável, Brasil não pode subestimar crise financeira internacional, diz Mercadante

Ao discursar nesta quarta-feira (6), o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) fez um balanço da situação da economia no Brasil e no mundo. Para o senador, apesar de o Brasil apresentar cenário interno “extremamente favorável a médio e a longo prazo”, o país não pode subestimar a presente crise financeira internacional.


O senador disse que a “grave crise econômico-financeira internacional” atual tem como centro a economia dos Estados Unidos, principalmente pelas recentes crises imobiliárias e bancárias daquele país.

Ao discursar nesta quarta-feira (6), o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) fez um balanço da situação da economia no Brasil e no mundo. Para o senador, apesar de o Brasil apresentar cenário interno “extremamente favorável a médio e a longo prazo”, o país não pode subestimar a presente crise financeira internacional.


O senador disse que a “grave crise econômico-financeira internacional” atual tem como centro a economia dos Estados Unidos, principalmente pelas recentes crises imobiliárias e bancárias daquele país. “Atingindo todo o financiamento habitacional imobiliário”, continuou Mercadante, “essa crise trouxe prejuízos ao sistema financeiro, em especial às bolsas de valores. Até a indústria automotiva norte-americana já apresenta prejuízos”, acrescentou.


Mercadante lembrou que a crise financeira já fez com que o Banco Central norte-americano socorresse instituições bancárias, com um montante de mais de US$ 470 bilhões, e a instituições de crédito imobiliário, com mais US$ 163 bilhões.


– Essa crise americana que, no passado, seria devastadora para a economia internacional, hoje, tem um impacto relativamente menor, mas não pode e não deve ser subestimada – disse Mercadante.


O senador acredita que o Brasil, para enfrentar suas possíveis conseqüências, deve continuar a aumentar a renda e o emprego no campo, além de impulsionar o agronegócio, além de enfrentar a dependência do país em relação aos fertilizantes.


Agência Senado, 7 de agosto de 2008.