Terá início no dia 9 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola – a maior campanha para a erradicação da doença já realizada no mundo, que, organizada pelo governo federal, conta com o apoio do Sistema CNC/Sesc/Senac na organização, operacionalização e avaliação das ações.
Embora a vacinação esteja aberta a ambos os sexos, o foco principal desta campanha é a imunização da população masculina, que representou 70% dos casos registrados no país em 2007.
Terá início no dia 9 de agosto a Campanha Nacional de Vacinação para a Eliminação da Rubéola – a maior campanha para a erradicação da doença já realizada no mundo, que, organizada pelo governo federal, conta com o apoio do Sistema CNC/Sesc/Senac na organização, operacionalização e avaliação das ações.
Embora a vacinação esteja aberta a ambos os sexos, o foco principal desta campanha é a imunização da população masculina, que representou 70% dos casos registrados no país em 2007. O Ministério da Saúde espera atender a aproximadamente 70 milhões de pessoas até o final da campanha, em 12 de setembro.
A vacinação será feita em duas frentes: aplicação da vacina dupla viral (sarampo e rubéola) em homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos de todo o país e por meio da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) em pessoas entre 12 e 19 anos nos estados do Maranhão, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Mato Grosso.
A rubéola, também conhecida como sarampo-alemão, é uma doença infecto-contagiosa causada por vírus e transmitida por meio de secreções expelidas pelo doente ao tossir, falar ou respirar, que atinge principalmente as crianças e provoca sintomas como febre, manchas pelo corpo, dor nas articulações, perda de apetite e tosse. Mas a conseqüência mais grave ocorre quando a pessoa infectada está grávida: a doença pode provocar aborto ou o nascimento de crianças com síndrome da rubéola congênita, que pode causar deficiência auditiva, lesões oculares, malformações cardíacas e alterações neurológicas.
Saiba mais sobre a rubéola
O que é a rubéola?
É uma doença aguda causada por um vírus que apresenta alta contagiosidade e transmissibilidade (dispersão / disseminação). A transmissão ocorre de pessoa a pessoa por via respiratória. O indivíduo doente, ao respirar, lança no ambiente o vírus existente nas secreções nasais e garganta. No ambiente os vírus são aspirados por outras pessoas.
Quais os sintomas da rubéola?
Quando a pessoa é suscetível (não foi vacinada ou não teve a doença e por isto não está protegida, não tem anticorpos) e aspira os vírus vindos do doente ela é infectada e pode apresentar ou não os sintomas após um período.Este período é chamado de “incubação” e pode durar cerca de 20 dias. Após esse tempo a pessoa pode apresentar os sintomas ou não e, neste caso, a doença passa despercebida. Quando os sintomas (sinais) estão presentes se caracterizam por febre não elevada, manchas vermelhas pelo corpo (chamadas exantema), “ínguas” no pescoço e na nuca.
Como evitar (prevenir) a rubéola?
A prevenção da rubéola é feita através da vacinação. A vacina contém o vírus vivo atenuado (enfraquecido), mas com capacidade de induzir o organismo humano a produzir anticorpos contra a doença. A vacina aplica-se por via subcutânea, no braço. Os efeitos secundários à vacinação são pouco freqüentes, leves e desaparecem em poucos dias. No calendário de vacinação de rotina, esta vacina é indicada aos 12 meses, utilizando-se a vacina tríplice viral (contra o sarampo, a caxumba e a rubéola). A vacina é muito segura e a pessoa vacinada com doses subseqüentes sempre terá um benefício: se não estiver protegida, ficará imunizada e se já está protegida, reforçará seu nível de imunidade.
Todas as pessoas vacinadas ficam protegidas?
A vacina contra a rubéola é muito eficaz e protege 95% da população vacinada.
Por que fazer uma campanha nacional de vacinação?
Antes da introdução da vacina na rede de serviços de saúde, ocorriam surtos constantes da doença a cada 3 a 6 anos. Com a implantação da vacina na infância a circulação do vírus foi reduzida. No Brasil, esta redução ficou mais visível com a vacinação de mulheres realizada a partir de 2001. Infelizmente, no entanto, não conseguiu interromper a circulação do vírus e, em conseqüência, foram registrados surtos em 2006 que se estenderam até 2007. Foram mais de 8.407 casos, sendo 161 em mulheres grávidas, resultando em 20 casos de crianças com a SRC. A análise da situação epidemiológica e a realização de estudo para estimar a população ainda não vacinada, suscetível à doença, ficou evidenciada a necessidade da vacinação de homens e mulheres.
Quando será realizada a campanha nacional de vacinação?
A campanha será realizada no período de 9 de agosto a 12 de setembro de 2008, com a duração de cinco semanas e iniciando no mesmo dia da 2ª etapa da vacinação contra a poliomielite – sábado 9 de agosto. O dia central da campanha será 30 de agosto de 2008, para permitir que a população (idade economicamente ativa) tenha mais uma oportunidade de acesso à vacinação, no sábado, nos centros de saúde.
Quem será vacinado na campanha nacional de vacinação?
Na campanha serão vacinados homens e mulheres de 20 a 39 de todos os municípios brasileiros. Nos estados do Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte serão vacinados, também, adolescentes e jovens de 12 a 19 anos.A vacinação será indiscriminada, ou seja, todos serão vacinados, independente de ter tomado a vacina anteriormente ou de ter tido a doença.No total serão cerca de 70 milhões de homens e mulheres a receber a vacina contra a rubéola em todo País. Existem evidências e tem sido demonstrado que a vacina não provoca efeitos teratogênicos no feto. No entanto, a título de precaução e no sentido de evitar associação indevida entre o uso da vacina e eventos coincidentes que ocorram durante a gestação, a mulher grávida só deverá receber a vacina contra a rubéola após o parto ou após aborto.Ao ser vacinado a informação será registrada na caderneta de vacinação, bem como será fixado um adesivo no documento pessoal para identificar que foi vacinado na campanha. Estes documentos devem estar sempre à mão como comprovante da história vacinal.