Comércio exterior derruba barreiras para crescer

Uma das atividades mais discutidas quando se fala na economia do Brasil após a crise financeira internacional, o comércio exterior do País ainda precisa avançar em alguns pontos para ampliar sua participação no cada vez mais movimentado fluxo globalizado de negócios.

Uma das atividades mais discutidas quando se fala na economia do Brasil após a crise financeira internacional, o comércio exterior do País ainda precisa avançar em alguns pontos para ampliar sua participação no cada vez mais movimentado fluxo globalizado de negócios. A opinião é de Lytha Spíndola, secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e foi exposta hoje, 29 de outubro, em reunião da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), realizada na sede da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), no Rio de Janeiro.     


De acordo com Lyhta, a desoneração das exportações, a simplificação de procedimentos administrativos de controle, redução dos custos e a racionalização dos processos são os pontos de trabalho, hoje em dia, da Camex. “Estes são os principais óbices para o desenvolvimento do comércio exterior brasileiro”, disse. Segundo a secretária, mais de 50% do fluxo de comércio está sujeito a algum tipo de controle, ligado, principalmente, aos ministérios da Saúde e da Agricultura, além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). “O que ocorre é que não há pessoal para tanta fiscalização, que acaba se tornando um carimbo e, ainda assim, gera mais custo, tanto para o setor privado quanto para o público”, explicou.


Desde maio, destacou Lyhta, está em vigor uma norma que prevê a entrega antecipada de especificação de conteúdo de carga à autoridade aduaneira, para facilitar as inspeções das mercadorias. “A carga pode ser selecionada antecipadamente para inspeção e, quando chegar o navio para embarcar o material, já está tudo preparado”. Outra medida para o avanço do comércio exterior que está em estudo é a homologação de um sistema de dados que facilite as fiscalizações dos ministérios e de outros órgãos e autoridades. “Isso pode inverter o processo de despacho aduaneiro, gerando economia de custos e processo”, afirmou.