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  • Projeto obriga casas noturnas a disporem de bafômetro

    O Projeto de Lei 4257/20 obriga casas noturnas, boates, casas de shows e estabelecimentos semelhantes que servem bebida alcoólica a disporem de etilômetro – o conhecido bafômetro – para uso espontâneo dos clientes. O objetivo é controlar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e seus efeitos nocivos, principalmente no trânsito.

    O deputado Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG) é autor da proposta, que tramita na Câmara dos Deputados. Ele lembra que os testes de alcoolemia já são previstos no Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para serem aplicados em condutores, mas defende a disponibilização de etilômetros nas casas noturnas como incentivo ao controle da embriaguez.

    “A disponibilidade de um aparelho de ar alveolar (etilômetro), como um equipamento obrigatório dos estabelecimentos para uso opcional dos clientes, carrega grande poder de persuasão. Por trás dele, há toda a sociedade cobrando maior responsabilidade dos consumidores de bebidas alcoólicas. Por outro lado, ficará explícito que também o estabelecimento que serve a bebida estará se empenhando em contribuir para controlar os excessos de ingestão de álcool”, acredita Diniz.

    O projeto remete para as legislações estaduais e municipais a regulamentação do uso do aparelho.

    Ainda conforme a proposta, o estado de embriaguez será acusado pela concentração de álcool igual ou superior a 0,3 mg por litro de ar expelido dos pulmões. Cada teste terá seu resultado impresso juntamente com a razão social e o CNPJ do estabelecimento, o nome e o número de identidade do cliente, a data e a hora em que foi realizado e ainda o nome e a identidade do operador do bafômetro.

    Atualmente, conforme o Código de Trânsito Brasileiro, qualquer concentração de álcool por litro de sangue ou por litro de ar alveolar sujeita o condutor a penalidades, levando-se em consideração a margem de erro do teste.

    Fonte: Agência Câmara 

  • Reforma administrativa será enviada ao Congresso na quinta, afirma governo

    Após reunião com líderes partidários, o presidente Jair Bolsonaro informou, na manhã desta terça-feira (1º), que deverá encaminhar ao Congresso Nacional, na quinta-feira (3), uma proposta de reforma administrativa para reestruturar as carreiras do funcionalismo público. Líderes do governo apontaram como importante a retomada da agenda de reformas enquanto que outros senadores esperam que a proposta do governo não retire direitos adquiridos.

    Bolsonaro não detalhou a proposta, mas disse que as novas regras se aplicarão apenas aos futuros servidores. O projeto para estabelecer novas regras para contratação, promoção e desligamento de servidores começará a tramitar pela Câmara dos Deputados e, se aprovado, seguirá para análise do Senado. O anúncio da reforma administrativa foi feito em conjunto com a confirmação da prorrogação do auxílio emergencial em mais quatro parcelas de R$ 300, até dezembro.

    Presente à reunião no Palácio da Alvorada, o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), afirmou que brasileiros, governo e Congresso voltam aos poucos à vida normal.

    — Em um momento em que a população brasileira, principalmente aquele mais simples que foi atendido e está sendo atendido pelo auxilio emergencial, pega a sua ferramenta de trabalho e vai voltando aos poucos a sua vida normal, trabalhando, o Congresso Nacional também dá exemplo e começa nesse momento junto ao governo a retomar as reformas que o Brasil necessita — disse.

    O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), defendeu a agenda de reformas do governo de Jair Bolsonaro.

    — Existe uma sintonia muito boa entre o Poder Executivo e o Legislativo para que a gente possa fazer retomar essa agenda de reformas que se iniciou no ano passado com a reforma da Previdência — apontou.

    A reforma administrativa é necessária, na avaliação da presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), Simone Tebet (MDB-MS). Mas a senadora aponta que não aceita uma proposta que retire direitos.

    — [A reforma administrativa é] necessária, mas depende de como vier. Expor servidor público como vilão e que corte direitos é salvação da lavoura, além de falso e equivocado é insuficiente — avaliou a senadora.

    Jorginho Mello (PL-SC) escreveu em sua conta no Twitter que apoia mudanças nas regras para servidores públicos.

    — Governo sinaliza que enviará a reforma administrativa ao Congresso na quinta-feira. Como disse o presidente [Bolsonaro], mais um passo na direção da tão necessária agenda de reformas — escreveu.

    Fonte: Agência Senado

  • Câmara aprova MP que destina R$ 418,8 milhões para ações de combate ao coronavírus

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a Medida Provisória 962/20, que destina crédito extraordinário de R$ 418,8 milhões para os ministérios das Relações Exteriores e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (hoje dividido em Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e Ministério das Comunicações). O dinheiro contempla ações relacionadas à pandemia causada pelo novo coronavírus.

    A MP será enviada ao Senado e, se não for votada até quinta-feira (3), perderá a validade.

    O texto foi aprovado sem mudanças, conforme parecer da relatora, deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO).

    A maior parte da verba foi destinada ao Itamaraty (R$ 292,5 milhões) para apoio a brasileiros retidos no exterior em razão de cancelamento de voos para o Brasil e fechamento de fronteiras.

    O dinheiro servirá ainda para despesas com a cooperação humanitária, de forma a atender demandas de países de menor desenvolvimento relativo que dispõem de sistemas de saúde pública deficiente.

    Internet banda larga

    Os demais R$ 126,3 milhões ficarão com os ministérios das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovações.

    A MP foi editada em maio, antes da recriação do Ministério das Comunicações. No entanto, caberá a essa nova pasta a instalação de até mil pontos de internet banda larga em hospitais, unidades de saúde e outros lugares a serem indicados pelo Ministério da Saúde, no âmbito do programa Governo Eletrônico.

    Já o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações contará com recursos para ensaios clínicos de fármacos e para a estruturação de laboratório de nível de biossegurança superior pela Organização Social Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

    Esses recursos servirão ainda para pesquisa e desenvolvimento nas áreas de biotecnologia e saúde, envolvendo a compra de insumos e equipamentos e a concessão de bolsas; para o apoio de até 25 projetos inovadores de respiradores mecânicos; para a ampliação da capacidade produtiva de testes do novo coronavírus no Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos – BioManguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz; e para a ampliação de capacidade de processamento de amostras na rede pública e financiamento de projetos de kits de diagnósticos.

    A fonte dos recursos abertos pela MP é o superávit financeiro do Tesouro Nacional oriundo de concessões e permissões.

    Fonte: Agência Câmara 

  • Câmara aprova MP que destina R$ 5 bilhões para empréstimos ao setor do turismo na pandemia

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (1º) a Medida Provisória 963/20, que libera R$ 5 bilhões para minimizar os impactos do novo coronavírus no setor de turismo. O texto, que segue para o Senado, determina que os recursos serão destinados a empréstimos para financiar a infraestrutura turística nacional.

    Segundo o Ministério do Turismo, o dinheiro servirá para capital de giro de micro, pequenas, médias e grandes empresas.

    A MP precisa ser votada no Senado até sexta-feira (4) ou perderá a validade.

    Em abril, uma portaria alterou as regras de empréstimos do Fundo Geral do Turismo (Fungetur) para operadores devidamente cadastrados. Houve redução dos juros para capital de giro, de 7% para 5% ao ano, e ampliação da carência do início de pagamento das parcelas, de seis meses para um ano.

    O relator da MP, deputado Vermelho (PSD-PR), recomendou a aprovação do texto original, sem mudanças. “O setor de turismo foi muito prejudicado, talvez o último setor a se recuperar diante da pandemia. E nós, deputados e deputadas, temos a responsabilidade de apoiar esse segmento com os R$ 5 bilhões”, defendeu.

    Gasto efetivo

    Até agora, dos R$ 5 bilhões autorizados, apenas cerca de R$ 1,4 bilhão estão empenhados. E o total efetivamente pago é de R$ 418,4 milhões.

    Os dados são da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados, que acompanha os gastos voltados ao combate à Covid-19. O levantamento mostra que a MP 963/20 é a que apresenta a menor execução entre as medidas provisórias: apenas 8,37% foram gastos.

    Se a proposta não for aprovada pelo Senado a tempo, o dinheiro não empenhado fica parado até que um outro ato normativo permita a utilização ainda neste ano. Na falta desse ato, o dinheiro apenas passaria a compor o balanço da União.

    Fonte: Agência Câmara 

  • Boletim Informativo Diário (BID) 144/2020

    DESTAQUES:

    Sancionada lei dispondo sobre as relações financeiras entre a União e o Banco Central do Brasil

    Divulgado o valor médio da renda mensal do total de benefícios pagos pelo INSS para o mês de abril de 2019

    Sancionada lei do Estado do Rio de Janeiro que modifica a norma dispondo sobre a proibição de cobrança por uso de banheiro instalado em shopping centers, centros comercias, galerias, supermercados e quaisquer outros estabelecimentos coletivos voltados para o comércio de modo geral

    DESTAQUES:
    •    Alterada norma que consolida as normas sobre as ações e os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde, e atualiza a Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho (LDRT).
    •    Sancionada Lei do Estado do Rio de Janeiro que autoriza a realização de testes diagnósticos do novo coronavirus – Covid-19, nos professores e funcionários das instituições de ensino, públicas e privadas, no Estado do Rio de Janeiro, antes do reinício de suas atividades.

  • CNC revisa de 6,1% para 5,7% projeção de queda do PIB em 2020

    Apesar do tombo histórico de 9,7% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira (01/09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revisou a previsão de retração do PIB de 6,1% para 5,7%, em 2020. Mesmo diante do ainda elevado grau de incerteza em relação à superação da crise provocada pelo novo coronavírus e às reformas, pesou na projeção da CNC o ritmo de recuperação da atividade econômica, que tem surpreendido positivamente.

    De acordo com o presidente da Confederação, José Roberto Tadros, a queda do PIB ficou dentro do esperado. “Indicadores referentes ao segundo trimestre já apontavam uma deterioração significativa do nível de atividade econômica a partir de abril”, afirma, acrescentando que “a retração econômica inédita no País se alinha ao comportamento da economia observado em outras importantes regiões do mundo, como a Zona do Euro (-12,1%), o Reino Unido (-20,6%), os Estados Unidos (-9,1%), a Rússia (-9,9%), o Chile (-13,6%), o México (-19,0%) e a Índia (-23,9%)”.

    Embora o Brasil sustente, hoje, a menor taxa básica de juros da história, a reação econômica tende a se dar menos pela via da expansão da política monetária do que pelo estímulo fiscal, indica a CNC. “A prorrogação do auxílio emergencial, ainda que com um tíquete menor, e a irrigação dos programas voltados ao resgate da sustentabilidade financeira das empresas tendem a cumprir um papel mais determinante na economia, no restante do ano”, conclui Tadros.

    Para o economista da CNC Fabio Bentes, o comportamento da atividade econômica a partir de maio, apesar de negativo, revela um processo de reação do nível de atividade. “A economia cresceu 1,6% em maio e 4,9% em junho, segundo o IBC-Br, calculado pelo Banco Central”, destaca. 

    Serviços e consumo

    Pela ótica da produção, a indústria (-12,3%) foi o segmento que mais sentiu os efeitos da pandemia de covid-19. O setor de serviços também registrou queda recorde (-9,7%), influenciado pelo desempenho das atividades de transporte (-19,3%) e pelo comércio (-13,0) – atividades diretamente afetadas pelas medidas de isolamento social e pela consequente diminuição da circulação de pessoas. 

    No lado da demanda, os investimentos desabaram (-15,4%), assim como as despesas de consumo das famílias (-12,5%). “A disponibilização do auxílio emergencial evitou uma queda ainda maior do consumo das famílias, uma vez que a massa real de rendimentos teria retrocedido 8,2% e não 5,6% como, de fato, ocorreu”, indica Bentes.

  • Sesc-DF oferece ensino e infraestrutura de qualidade em escolas de Ensino Básico

    Encontrar uma escola que ofereça educação de qualidade, ótima infraestrutura e bons preços é o desafio que muitos pais encontram. O Edusesc atende alunos do Ensino Infantil e Fundamental I. As escolas possuem educação bilíngue, salas de robótica, esportes, cultura e espaços maker, onde alunos têm contatos com diversas ferramentas tecnológicas, como impressoras 3D, por exemplo.

    Para 2021, o Sesc-DF oferece vagas de Ensino Básico nas unidades do Gama, Taguatinga Norte e Ceilândia com a garantia de qualidade no processo de ensino-aprendizagem, profissionais qualificados e atividades que vão além do que se costuma encontrar.

    Uma escola que acolhe pais e filhos. É assim que a pedagoga Denise Ribeiro, mãe de três alunos que já passaram pela unidade do Gama, define sua experiência. “Todos os meus filhos entraram lá aos três anos de idade e ficaram até o fim do ensino fundamental. Minha família ficou muito próxima dos profissionais da escola e toda essa interação foi muito importante para o desenvolvimento das crianças. Além disso, a infraestrutura que eles oferecem é um diferencial. Meus filhos faziam natação, informática e diversas outras atividades. Nós amamos a experiência”, conta a mãe que tem uma filha de dez anos ainda na escola.

    Por estarem dentro do Sesc-DF, os alunos têm acesso aos serviços oferecidos pela instituição, como nutrição, dentistas, cultura e turismo, por exemplo. “Oferecemos educação em saúde, saídas pedagógicas pela cidade, entre outras diversas atividades. É muito mais do que uma escola e o foco vai além da aprendizagem. Nos preocupamos com as relações, a coletividade, comportamento, vivência em sociedade. Além disso, contamos com a parceria da família para essa construção”, diz a coordenadora de Educação do Sesc-DF, Amanda Lopes.

    Outro ponto que chama atenção das famílias é relacionado aos valores cobrados pela Instituição. As mensalidades têm preços justos para a comunidade, o que torna o Edusesc uma escola mais acessível. “Apesar de oferecer uma estrutura que poucas escolas têm, a gente cobra muito pouco por isso. É uma educação de ponta com valor acessível. Metodologicamente, a gente não perde em nada para grandes escolas e cobramos muito mais barato. Ela é muito mais acessível”, afirma Amanda Lopes.

    Para saber mais detalhes sobre a proposta pedagógica e a estrutura oferecida pelo Sesc-DF, acesse o site www.sescdf.com.br ou entre em contato com as unidades para agendar uma reunião com a equipe pedagógica.

    Contatos:

    Edusesc Taguatinga Norte

    (61) 3451-9160/3218-9161

    Centro de atividades Sesc Gama

    ​​​​(61) 3484-9103 / 3484-9104 / 3484-9105

    Sesc Ceilândia

    (61) 3379-9500

  • Câmara Brasileira do Comércio de Combustíveis debate melhoria do ambiente de negócios para o segmento

    O cumprimento das metas do programa RenovaBio – incentivo ao uso de biocombustíveis na matriz energética de transportes do País – foi um dos temas apresentados na reunião da Câmara Brasileira do Comércio de Combustíveis (CBCC), que reuniu seus membros, por videoconferência, na quarta-feira (26). Este foi o primeiro encontro do ano. Segundo o coordenador da CBCC, Maurício Rejaile, a principal discussão é sobre a obrigação da compra do crédito de descarbonização (CBIO), hoje a cargo da distribuidora.
     
    “Entendemos que esse crédito proveniente da certificação de carbono, vendido através da B3, tem que ser do produtor, que são as refinarias, e do importador, que traz os produtos fósseis para o Brasil. Para que isso ocorra, é necessário buscar apoio no Congresso Nacional para uma mudança na Lei nº 13.576/2017, que criou o RenovaBio”, ressaltou Rejaile.
     
    A pauta foi apresentada pelo vice-presidente da Federação Nacional das Distribuidoras de Combustíveis, Gás Natural e Biocombustíveis (Brasilcom), Abel Leitão, que lembrou os quatro fundamentos que motivaram a criação do RenovaBio, destacando o apoio da Federação à iniciativa, principalmente após a correção das metas. Contudo, questionando as partes obrigadas do CBIO. “Em quase todos os países, a cobrança de um imposto é feita no primeiro elo da cadeia, e aqui não pode ser diferente. É isso que defendemos”, pontuou.
     
    Como sugestão de plano de ação para chegar à mudança dessa lei, está sendo analisada a realização de um seminário com o segmento, para conscientizar os stakeholders, em parceria com a Pontifícia Universidade Católica (PUC), que já está fazendo um trabalho sobre o RenovaBio, e com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que tem um estudo sobre o volume ilegal e a sonegação na distribuição de combustíveis no Brasil, acionando, também, a Frente Parlamentar para o Desenvolvimento Sustentável do Petróleo e Energias Renováveis (Freper), presidida pelo deputado Christino Áureo (PP-RJ).
     
    “Paralelo a isso, vamos trabalhar a aprovação do PLS nº 284/2017, do Senado Federal, sobre  devedor contumaz, que também ajudará a minimizar as empresas ‘barriga de aluguel’ que se beneficiam pelo não recolhimento dos impostos, buscando o melhor cenário para atender à distribuição e à revenda”, completou Abel Leitão.
     
    Sobre esse tema, o advogado Bruno Murat, da Divisão Jurídica, observou que o projeto do Senado é diferente do que está em tramitação na Câmara dos Deputados, o PL nº 1.646/2019. “Ambos têm em comum somente o nome. Na Câmara, a proposta torna mais rígida a cobrança e cria critérios para definir o perfil do devedor, buscando, posteriormente, criar um regime rigoroso, com possibilidade de bloqueio de bens, expandindo-se a qualquer tipo de devedor, inclusive os pequenos empresários, que, por vezes, podem ter problemas com erros de prestação, por exemplo, e não de má-fé. Já o do Senado está vocacionado para a concorrência desleal, voltado realmente para o equilíbrio de um mercado que esteja sendo afetado por sonegação”, explicou.
     
    O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), Paulo Miranda, concorda que a matéria em tramitação no Senado atende melhor ao segmento. “Esse PLS abrange a sonegação de imposto usada como forma de competir no mercado, entrando também grandes produtos puxadores de impostos, como bebidas e cigarros, sendo o que mais se encaixa e interessa ao nosso setor”, afirmou.
     
    A resolutividade sobre o devedor contumaz está entre os três pré-requisitos para a garantia de um ambiente saudável de concorrência, com qualidade e competitividade, conforme apontado na pauta da reunião, assim como a criação de um setor de inteligência para monitorar e coibir fraudes e volumes ilegais; e o combate à sonegação e à inadimplência, com destaque para a tributação monofásica. Também foram discutidas a venda direta de etanol e a importação do biodiesel por meio de leilão, além do impacto das vendas das refinarias da Petrobras.
      
    Coordenação presente

    O coordenador das Câmaras Brasileiras do Comércio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Luiz Carlos Bohn, que também é  2º vice-presidente da entidade, reforçou a defesa do setor empresarial brasileiro, colocando-se à disposição para ser o elo com a Presidência da Confederação.

    “Todos nós temos pautas individuais próprias dos setores que representamos, porém estamos unidos neste grande sistema, que através das câmaras pode ajudar em importantes mudanças para quem quer empreender no Brasil. Sabemos que temos um cenário difícil, burocrático, com alta carga tributária, mas aqui vale o velho ditado de que a união faz a força, e juntos podemos vencer”, destacou.
     
    Negociações coletivas

    Bohn também apontou as negociações coletivas como uma importante ferramenta para flexibilizar a legislação trabalhista, de maneira a reduzir o custo da folha de pagamento. Nesse sentido, apresentou um vídeo institucional do presidente da CNC, José Roberto Tadros, com uma mensagem sobre organização sindical e a estrutura disponibilizada para mitigar os conflitos entre capital e trabalho.

    “Com essa pandemia, muitos empresários têm procurado a Confederação em busca de orientação sobre as negociações coletivas e chamando a instituição para participar. Nas bases onde houver representação sindical de patrões e empregados, a negociação se dá via sindical. Na ausência de sindicatos, essa tarefa é exercida pelas Federações de Comércio. Por isso, os sindicatos têm que ser fortes e intimamente ligados às Federações, e estas à Confederação”, completou.
     
    O diretor da CNC e presidente da Comissão de Negociação Coletiva do Comércio (CNCC), Ivo Dall’Acqua Júnior, falou sobre o desafio de coordenar o grupo, assumindo um cargo estratégico, antes ocupado pelo presidente Tadros, e enfatizou a mudança de chave nesse processo das negociações, antes exclusivamente dos sindicatos e, agora, ampliando a eficiência e o alcance, por meio da escuta das Câmaras do Comércio, como oportunidade de envolver os empresários dos diversos setores e ouvir as empresas de cada base.
     
    Já a chefe da Divisão Sindical (DS) da CNC, Patricia Duque, enfatizou que a reforma trabalhista trouxe a favor do setor terciário o acordado acima do legislado, “como uma forma de flexibilizar a reforma, que pode avançar por meio das negociações coletivas, como foi visto nesta pandemia quando foram feitos mais de 15 milhões de acordos, com reconhecimento inclusive do STF sobre a relevância das negociações, dos sindicatos e de toda a estrutura neste período”.
     

  • ICSS: confiança do mercado de seguros aumenta pelo terceiro mês seguido

    O Índice de Confiança do Setor de Seguros (ICSS), pesquisa mensal realizada pela Federação Nacional dos Corretores de Seguros Privados e de Resseguros (Fenacor), com base em questionários respondidos por corretores de seguros, seguradores e resseguradores, demostra mais otimismo no mercado de seguros.

    Em agosto, o ICSS ficou em 102,2 primeira marca positiva desde o início da pandemia do coronavírus, que abalou o mercado, como todos os demais segmentos da economia.

    Corretores

    A exemplo do que foi registrado em julho, a pesquisa referente a agosto mostra que os mais otimistas são os corretores de seguros. Dos profissionais entrevistados, 88% acreditam que, nos próximos seis meses, o faturamento do setor terá melhores resultados, com alta de 20% ou, ao menos, estável (68%). Apenas 12% ainda temem queda da receita do setor.

    Quanto à rentabilidade do mercado, houve aumento de 40% para 68% o percentual de corretores que projetam a estabilidade nos próximos meses, enquanto 24% acreditam que o cenário ficará “melhor” e 8% enxergam ainda o risco de redução.

    Seguradores

    Já os seguradores estão mais pessimistas, 25% dos executivos ouvidos estimam que haverá queda do faturamento e 43% preveem redução da rentabilidade.

    Ainda assim, 28% dos seguradores acreditam em um crescimento da receita no próximo semestre e 13% ainda apostam em uma rentabilidade maior.

    Reasseguradores

    Os resseguradores têm uma visão bem próxima dos corretores de seguros. Para 86% dos entrevistados, o faturamento será “melhor” (43%) ou estável (43%). Somente 14% temem queda da receita.

    Com relação à rentabilidade, 43% enxergam boas razões para se ter um cenário “muito melhor” (14%) ou “melhor” (29%) nos próximos meses, enquanto 43% projetam estabilidade e 14%, um quadro menos rentável.

    Economia

    A pesquisa também é composta pela opinião de corretores de seguros, seguradores e resseguradores, sobre suas expectativas com relação ao comportamento da economia nos próximos meses.

    Entre os corretores de seguros entrevistados, 60% responderam que aguardam um cenário estável, 24% um quadro “melhor” e 4%, “muito melhor”. Apenas 12% temem um agravamento da situação atual na economia.

    Os seguradores são mais pessimistas, 34% aguardam um cenário “pior” (21%) ou “muito pior” (13%), enquanto para 66% dos seguradores haverá um cenário “melhor” (38%), “muito melhor” (3%) ou estável (25%).

    Já entre os resseguradores, 42% enxergam razões para temer um quadro “pior” (29%) ou “muito pior” (13%), 29% ainda veem um cenário de estabilidade e outros 29% apostam em melhorias na economia.

  • Sistema Fecomércio-RN beneficia mais 3,5 mil pessoas com cestas básicas e cartões de alimentação 

    01/09/2020

    O Sistema Fecomércio-RN, por meio do Sesc, entrega, nesta quarta-feira (2) e quinta (3), no Sesc Cidade Alta, 300 cestas básicas e 582 cartões de alimentação do Carrefour para representantes de instituições sociais cadastradas no Mesa Brasil Sesc RN. Como cada cesta básica ou cartão entregue atende, diretamente, uma média de quatro pessoas da família, serão 3.528 beneficiados agora.   

    Os cartões de alimentação são frutos de uma parceria firmada entre o Sistema Fecomércio-RN e o Grupo Carrefour Brasil, em continuidade às ações em prol da população mais vulnerável, em virtude da pandemia. O Rio Grande do Norte foi um dos 12 estados selecionados no Brasil pela rede de supermercados.

    Cada cartão alimentação possui um crédito de R$ 100 e poderá ser utilizado para compra de alimentos nas lojas do Grupo Carrefour ou do Atacadão. Esta é a segunda entrega do benefício.

    Em julho, já haviam sido entregues outros 263 cartões. No total, os 845 cartões (R$ 84.500 em crédito) beneficiam, diretamente, cerca de 3.400 pessoas em vulnerabilidade social que, com ele, ganham o benefício extra de poderem fazer suas próprias compras.  

    Em Natal, serão 582 cartões destinados à Associação Beneficente Raimunda Rodrigues (Abrairo), Associação Nossa Senhora das Dores, Igreja Tabernáculo Evangélico de Jesus (Casa de Benção), Associação Shalom e Centro Espírita Irmãos do Caminho. Na quinta-feira, 3, será a vez da entrega de mais 300 cestas básicas, beneficiando 1.200 pessoas de instituições cadastradas no Mesa Brasil Sesc.

    Os alimentos integram o quantitativo de aproximadamente 19 mil cestas que estão sendo distribuídas às instituições cadastradas no programa. Os recursos financeiros para a aquisição das cestas foram repassados pelo Festival Fome de Música, projeto lançado em abril passado, que contempla shows musicais online em que o público realiza doações de alimentos e financeiras. Toda a contribuição em dinheiro é repassada ao programa Mesa Brasil Sesc, que fica responsável por adquirir os alimentos e distribuir para entidades sociais. 

    Contando todas as demais ações do Sesc, neste período de pandemia, precisamente de março a 25 de agosto, 269 mil pessoas já foram beneficiadas com 787 toneladas de itens doados (entre alimentos e itens de higiene e limpeza) em 17 municípios potiguares. 

    Serviço: 

    O quê? Sistema Fecomércio RN beneficia 3.528 pessoas com a doação de cestas básicas e cartões de alimentação.  

    Quando? 

    2 de setembro, 14h – Entrega cartões Carrefour 

    3 de setembro, 9h – Entrega cestas básicas 

    Onde? Sesc Cidade Alta – Cidade Alta – Natal/RN