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  • Alimentação e transporte reduzem alta de IPC-S

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-3


    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) terminou a terceira medição de maio com alta de 0,27%. No levantamento anterior, o indicador havia marcado inflação de 0,32%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os grupos alimentação e transportes foram os que mais contribuíram para esse abrandamento. 


    Novamente, os alimentos in natura ajudaram no recuo do ramo alimentação, que foi de uma baixa de 0,13% na segunda prévia do mês para um decréscimo de 0,26% na terceira.

    Valor Econômico  Editoria: Brasil   Página: A-3


    O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) terminou a terceira medição de maio com alta de 0,27%. No levantamento anterior, o indicador havia marcado inflação de 0,32%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os grupos alimentação e transportes foram os que mais contribuíram para esse abrandamento. 


    Novamente, os alimentos in natura ajudaram no recuo do ramo alimentação, que foi de uma baixa de 0,13% na segunda prévia do mês para um decréscimo de 0,26% na terceira. O item hortaliças e legumes declinou 4,67%, acentuando a tendência de queda ante a medição anterior (-4,14%). Frutas viram recuo de 2,78% ante diminuição de 0,90% no estudo passado. Os transportes, por sua vez, avançaram menos, indo de uma alta de 0,36% para 0,22%, devido ao comportamento do álcool (4,17% para 2,02%) e gasolina (0,77% para 0,46%). 


    Habitação e saúde e cuidados pessoais registraram pequena variação – o primeiro partiu de 0,48% para 0,50% de avanço e o segundo, de 0,71% para 0,72%. Educação, leitura e recreação também tiveram ligeira alteração, de 0,05% para 0,03%. Vestuário subiu 0,73% na terceira prévia de maio, inferior ao acréscimo anterior, de 0,81%. 


     


     

  • Mulheres já detêm maioria dos cartões



    Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-4


    Pela primeira vez no País, as mulheres já possuem mais cartões de crédito que os homens, revelou estudo divulgado ontem pelo Itaucard, parte da pesquisa mensal Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, que abrange cartões de todas as bandeiras. No fim do primeiro trimestre, as mulheres respondiam por 50,2% da base de 79,2 milhões de plásticos em março, ante uma participação de 49,6% em igual período de 2006. Elas ainda são minoria, no entanto, se considerado o volume de transações (45%).



    Jornal do Commercio   Editoria: Economia   Página: A-4


    Pela primeira vez no País, as mulheres já possuem mais cartões de crédito que os homens, revelou estudo divulgado ontem pelo Itaucard, parte da pesquisa mensal Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, que abrange cartões de todas as bandeiras. No fim do primeiro trimestre, as mulheres respondiam por 50,2% da base de 79,2 milhões de plásticos em março, ante uma participação de 49,6% em igual período de 2006. Elas ainda são minoria, no entanto, se considerado o volume de transações (45%).


    “As mulheres continuam ganhando espaço no mercado de consumo, com crescimento contínuo no uso do cartão de crédito. Apesar de serem maioria em número de cartões, as mulheres têm desempenho menor em volume de operações por causa da restrição de renda. A tendência é que elas ganhem a maioria também em faturamento”, afirma o diretor de marketing de cartões do Itaú, Fernando Chacon. A estimativa para o crescimento do volume de operações feitas pelas mulheres em 2007, de 21%, é superior àquela para o mercado como um todo (20%).


    A pesquisa divulgada ontem mostra ainda que o número de plásticos no Brasil já atingiu 81 milhões em maio, o que representa uma alta de 17,2% em relação a igual mês de 2006. O faturamento do setor acumula R$ 71 bilhões nos cinco primeiros meses do ano, 18,3% sobre igual período do ano passado.


    Chacon manteve as projeções para 2007 de expansão da base de cartões, em 15%, e do faturamento, em 20%, que, se confirmadas, levarão o País a alcançar 89,7 milhões de plásticos e R$ 188,3 bilhões de faturamento até o fim do ano. Sem apontar índices de inadimplência, disse apenas que o patamar está elevado, ainda que estável.


    “O endividamento tem sido fundamental para a expansão da economia brasileira, já que a renda não está crescendo tanto. Hoje, o volume financiado ao consumidor corresponde a 32% do PIB, enquanto no Chile é de 60%. A diferença é que o crédito imobiliário é mais evoluído, de mais longo prazo. No curto prazo, não vejo grande espaço para o crédito crescer no Brasil”, apontou.


    A pesquisa apresentada pelo Itaucard mostra que, a despeito de representarem 51% da população brasileira, as mulheres correspondem a 45% do chamado público-alvo do mercado de cartão de crédito, que é composto pela população urbana, de 18 anos ou mais, com rendimentos pessoais superiores a R$ 250.


    O cartão de crédito é o meio de pagamento mais utilizado pelas mulheres (39%), enquanto a primeira opção dos homens é o dinheiro (46%). O dinheiro é o segundo meio de pagamento mais usado pelas mulheres (37%). Entre as mulheres com cartão, 42% são chefes de família, enquanto se considerada a base das mulheres que trabalham o percentual é de 30%. A participação das mulheres com renda entre R$ 250 e R$ 2.499 aumentou entre os primeiros trimestres de 2006 e 2007.


    As mulheres mais novas foram as que aumentaram a participação no total do número de cartões. Entre 18 e 24 anos, a parcela subiu de 10% para 11% entre os dois primeiros trimestres, enquanto na faixa entre 25 e 34 anos a alta foi de 25% para 26% na mesma base de comparação.


    Serasa: cai o número cheques sem fundos


    O volume de cheques devolvidos por falta de fundos a cada mil compensados recuou 6% no acumulado de janeiro a abril deste ano, em relação ao igual período de 2006. Segundo pesquisa da Serasa divulgada ontem, foram devolvidos 20,2 cheques a cada mil compensados nos primeiros quatro meses deste ano, contra 21,5 no período equivalente do ano passado, em todo o país.


    A inadimplência com cheques também registrou queda em abril deste ano na comparação com março, quando o volume de cheques devolvidos por mil compensados diminuiu 14,3%, em todo território nacional


    Um total de 128,4 milhões de cheques foi compensado em abril e 2,54 milhões, devolvidos duas vezes por insuficiência de fundos. Os cheques compensados em março de 2007 totalizaram 132,1 milhões, e os devolvidos por falta de fundos foram 3,04 milhões.

  • Lojas na internet devem mais 50% no Dia dos Namorados



    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    O período de vendas para o Dia dos Namorados (de 29 de maio a 12 de junho) deve garantir ao comércio eletrônico nacional um faturamento próximo aos R$ 230 milhões, o que representa um crescimento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o faturamento foi de R$ 153 milhões, segundo dados da consultoria e-bit.



    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-4


    O período de vendas para o Dia dos Namorados (de 29 de maio a 12 de junho) deve garantir ao comércio eletrônico nacional um faturamento próximo aos R$ 230 milhões, o que representa um crescimento de 50% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o faturamento foi de R$ 153 milhões, segundo dados da consultoria e-bit. Em relação ao valor médio das compras, é esperado que os casais gastem com presentes cerca de R$ 296, um aumento de 5% em relação ao tíquete médio atingido em 2006, quando gastaram R$ 282.


    No ranking dos mais vendidos, os itens de Informática devem manter o destaque conquistado no período correspondente ao Dia das Mães, quando atingiu o segundo lugar representando 11% das vendas. Além disso, os produtos eletrônicos, como MP3 player e câmeras digitais, também devem continuar entre os mais vendidos. Outra categoria que deve apresentar um crescimento significativo nas vendas nesse período é a de telefonia celular.


    “O principal motivo para essa expectativa de vendas no setor continua sendo o aumento do número de e-consumidores aliado ao aumento da utilização da internet como canal de compras. Além disso, com a desvalorização do dólar e, conseqüentemente, o barateamento de produtos importados, torna-se mais acessível adquirir produtos de alto valor agregado”, afirma Pedro Guasti, diretor-geral da e-bit.


    A procura por presentes característicos à data como flores ou cestas de café da manhã, além de itens de beleza, também devem apresentar um crescimento representativo nas vendas online nesse período.


     

     

  • Deputados rejeitam novo parcelamento de dívida de empresas

    Entre as emendas do Senado à Medida Provisória 351/07 rejeitadas hoje pelos deputados está a que concedia um novo parcelamento a empresas com dívidas junto à Receita Federal do Brasil, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), um novo parcelamento implicaria grande renúncia fiscal não prevista no Orçamento deste ano, contrariando a legislação orçamentária.


    Por isso, o deputado considerou-a inadequada orçamentária e financeiramente.

    Entre as emendas do Senado à Medida Provisória 351/07 rejeitadas hoje pelos deputados está a que concedia um novo parcelamento a empresas com dívidas junto à Receita Federal do Brasil, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo o relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), um novo parcelamento implicaria grande renúncia fiscal não prevista no Orçamento deste ano, contrariando a legislação orçamentária.


    Por isso, o deputado considerou-a inadequada orçamentária e financeiramente. Pelas regras de tramitação de MPs, essa classificação impediu os partidos de pedir a sua aprovação por meio de um DVS.


    Embarcações

    Foi rejeitada ainda emenda que concedia isenção do IPI às embarcações recreativas e esportivas acima de 45 pés (aproximadamente 14 metros) de comprimento. Ele argumentou que o assunto já foi tratado pelos deputados na aprovação do projeto de lei de conversão para a Medida Provisória 340/06, ainda em tramitação no Senado. A redação dada pela Câmara não estipula, entretanto, o limite de comprimento da embarcação.


    Os deputados rejeitaram outro ponto tratado pela MP 340/06, a prorrogação da isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM) sobre as mercadorias cuja origem ou cujo destino final seja porto localizado na região Norte ou Nordeste. O texto da MP 340/06 prevê prorrogação até 2012, enquanto a emenda do Senado queria a data de 8 de janeiro de 2016.


    Agência Câmara, 22 de maio de 2007.

  • Aprovada MP do PAC que amplia limites operacionais da Caixa

    O Senado aprovou, nesta terça-feira (22), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 9/2007 que permite a ampliação da capacidade operacional da Caixa Econômica Federal e capitaliza a instituição por meio da dotação de recursos financeiros adicionais do Tesouro, da ordem de R$ 5,2 bilhões. Os senadores aprovaram o texto original da Câmara e todos os destaques de emendas para votação em separado (DVS) tiveram sua votação adiada para esta quarta-feira (23).

    O Senado aprovou, nesta terça-feira (22), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 9/2007 que permite a ampliação da capacidade operacional da Caixa Econômica Federal e capitaliza a instituição por meio da dotação de recursos financeiros adicionais do Tesouro, da ordem de R$ 5,2 bilhões. Os senadores aprovaram o texto original da Câmara e todos os destaques de emendas para votação em separado (DVS) tiveram sua votação adiada para esta quarta-feira (23).


    O PLV 9/2007 é proveniente da Medida Provisória (MP) 347/2007, que faz parte do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), estabelecendo que os recursos adicionais serão comprometidos com saneamento básico e habitação popularurbana e rural, além de “outras operações previstas no estatuto social da Caixa”.


    A matéria recebeu voto favorável do relator-revisor, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que sustentou a constitucionalidade do PLV, salientando em Plenário que os recursos a serem alocados para suprir a determinação do projeto têm como fonte o Tesouro Nacional.


    Dornelles disse isso comparando a matéria aprovada a outra proposta, cuja votação foi adiada, o PLV 10/2007. Essa proposição tambémamplia o limite operacional da Caixa para proporcionar a captação de recursos adicionais para a instituição.


    – Neste caso, porém, os recursos seriam retirados do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), iniciativa que demanda discussão mais aprofundada e à qual sou contra – afirmou o senador.


    Agência Senado, 22 de maio de 2007.




     

  • Emenda 29 reduziu a participação da União na saúde

    Dados apresentados hoje pelo diretor do Departamento de Economia da Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Elias Antonio Jorge, revelam que a Emenda 29 diminuiu a participação relativa da União no financiamento da saúde. Ele participou de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família para debater a regulamentação da emenda.


    Os gastos federais com saúde, que em 2000 eram de R$ 122,5 per capita, passaram para R$ 201,6 em 2005 – uma variação de 64%.

    Dados apresentados hoje pelo diretor do Departamento de Economia da Saúde da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Elias Antonio Jorge, revelam que a Emenda 29 diminuiu a participação relativa da União no financiamento da saúde. Ele participou de audiência pública na Comissão de Seguridade Social e Família para debater a regulamentação da emenda.


    Os gastos federais com saúde, que em 2000 eram de R$ 122,5 per capita, passaram para R$ 201,6 em 2005 – uma variação de 64%. No mesmo período, os gastos dos estados no setor per capita aumentaram de R$ 38 para R$ 93,5 – uma alta de 146%. Nos municípios, os valores passaram de R$ 44,5 para R$ 79 – o que eqüivale a 78% de aumento.


    Segundo o deputado José Linhares (PP-CE), enquanto os estados e municípios vêm aumentando seus esforços de investimento na saúde os gastos da União na área “praticamente empacaram”. “As filas diante dos hospitais e postos de saúde públicos aumentam a cada dia”, afirmou.


    De acordo com Elias Jorge, a União investiu 1,73% do PIB em saúde em 2000. Esse índice foi mantido em 2001; caiu para 1,67% em 2002; caiu ainda mais em 2003 (para 1,60%); começou a recuperar-se em 2004, quando subiu para 1,68%; e voltou em 2005 ao mesmo patamar do ano 2000 (1,73%).


    Em 2006, o índice passou para 1,75%. No mesmo período, porém, em relação ao PIB os gastos dos estados com saúde saíram de 0,54% para alcançar 0,80%. Nos municípios, houve uma evolução de 0,63% para 0,94%.


    Contingenciamento

    Ana Cristina de Oliveira Brasil, integrante do Conselho Nacional de Saúde, afirmou que, com a nova metodologia de cálculo do PIB, o orçamento da saúde em 2007 deveria subir de R$ 39,9 bilhões para R$ 44,8 bilhões. Ela reclamou do contingenciamento de R$ 5,9 bilhões de recursos do setor, além da retenção de mais de R$ 1 bilhão na rubrica de restos a pagar.


    Segundo o deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE), “a solução mais cômoda” para aumentar a disponibilidade de recursos para a saúde seria o aumento de impostos; mas, na avaliação dele, a carga tributária chegou ao seu limite.


    O secretário de Saúde do Amazonas, Wilson Alecrim, representante do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, defendeu que, ao ser regulamentada, a Emenda 29 aumente a participação da União no financiamento do setor. A Emenda 29 obriga estados e municípios a aplicarem em saúde 12% e 15%, respectivamente, de seus orçamentos. Já a União só não pode aplicar na área um valor menor do que o do ano anterior, reajustado de acordo com a variação nominal do PIB.


    Artifícios

    O deputado Geraldo Resende (PPS-MS) afirmou que “artifícios” dos estados e da União, como a contabilização na rubrica da saúde de despesas as mais variadas, como diárias de governador, têm subtraído recursos do setor. Nas contas do deputado, desde a promulgação da Emenda 29, no ano 2000, os estados desviaram R$ 10,8 bilhões da saúde, e a União outros R$ 10 bilhões. O deputado ponderou que os municípios vêm “fazendo sua parte”. Em 2006, segundo ele, apenas 75 prefeituras, sobretudo as maiores, não cumpriram a Emenda 29.


    O 1º vice-presidente da Comissão de Seguridade Social e Família, deputado Alceni Guerra (DEM-PR), pediu que os parlamentares tentem convencer os respectivos líderes partidários a buscar o consenso para a regulamentação da matéria.


    Agência Câmara, 22 de maio de 2007.

     




     

  • Governo economiza R$ 9,4 bi com compra antecipada de dívida externa

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-1


    O governo brasileiro economizará R$ 9,4 bilhões em juros graças às operações de recompra antecipada de títulos da dívida externa feitas nos quatro primeiros meses do ano. A estratégia, facilitada pelo dólar barato, é comprar títulos emitidos pelo próprio governo que estão no mercado internacional.


    Ao retirá-los de circulação antes do vencimento, o Tesouro Nacional economiza os juros que seriam pagos até a data final. Os títulos recomprados tinham prazos variados, que iriam até 2040.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-1


    O governo brasileiro economizará R$ 9,4 bilhões em juros graças às operações de recompra antecipada de títulos da dívida externa feitas nos quatro primeiros meses do ano. A estratégia, facilitada pelo dólar barato, é comprar títulos emitidos pelo próprio governo que estão no mercado internacional.


    Ao retirá-los de circulação antes do vencimento, o Tesouro Nacional economiza os juros que seriam pagos até a data final. Os títulos recomprados tinham prazos variados, que iriam até 2040. As operações de recompra somaram R$ 4,7 bilhões até o fim de abril. Só em março e abril, foram recomprados R$ 3,6 bilhões.


    Essas operações, além de permitir economia com juros, influenciam a taxa de câmbio. Provocam saída de moeda estrangeira e ajudam a compensar parte dos dólares que entram no País, principalmente os ingressos decorrentes das aplicações de investidores estrangeiros em títulos da dívida interna.


    Essa aplicação cresceu depois que o governo isentou o capital externo de Imposto de Renda (IR). Nos 13 meses de vigência da medida, entraram no País US$ 16,4 bilhões para investimento em títulos.


    A ação mais agressiva do Banco Central (BC) no mercado de câmbio piorou o perfil da dívida pública interna em abril, que atingiu R$ 1,15 trilhão (ante R$ 1,14 trilhão em março). A parcela da dívida atrelada à taxa básica de juros (Selic) está R$ 29,3 bilhões maior por causa dos leilões do BC de swap cambial. Essas operações funcionam, na prática, como se o BC comprasse dólares.


    Por causa das operações de swap, a parcela da dívida atrelada à Selic subiu para R$ 455,66 bilhões, o equivalente a 39,57% do total. A participação de títulos prefixados – que haviam alcançado a liderança em março – voltou a cair e atingiu 36,17% do total. “O contrato de swap conceitualmente não é dívida. É troca de rentabilidade”, minimizou o coordenador de operações da Dívida Pública do Tesouro, Guilherme Pedras.


    Se de um lado o Tesouro aumentou em abril a parcela da dívida atrelada à Selic por conta dos leilões de swap, de outro conseguiu elevar para R$ 15,96 bilhões a parcela em que é credor em dólares. Em março, essa fatia estava em R$ 11,59 bilhões.


    Os dados divulgados ontem mostraram também que a participação dos títulos indexados a índices de preços em abril já superou o limite mínimo estabelecido no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública, que traça as metas para o ano. Em abril, esses papéis representaram 23,32% do total.


    O PAF prevê que neste ano os títulos atrelados à inflação fiquem entre 23% e 27% do total da dívida interna brasileira. A parcela dos papéis atrelados ao IPCA, as NTN-B, vem aumentando com a demanda maior dos investidores, sobretudo os estrangeiros.


    Essa demanda fez ontem os juros desses papéis recuarem ainda mais, para taxas em torno de 5,8% ao ano. Segundo Pedras, a queda das taxas pagas pelo Tesouro refletiu o otimismo com os fundamentos da economia brasileira. Segundo ele, esse recuo mostra a confiança nas expectativas futuras da economia, confirmadas pela elevação da nota do Brasil pelas agências de classificação de risco.


    De março para abril, o impacto dos juros no estoque da dívida chegou a R$ 10,7 bilhões. A dívida só não aumentou nessa magnitude porque o Tesouro vendeu R$ 1,9 bilhão menos títulos do que o volume de papéis que venceram.


     

  • Ação do BC para conter queda do dólar piora dívida pública

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    Os altos juros praticados no Brasil continuaram a puxar o aumento da dívida do governo federal no mês passado. No final de abril, esse endividamento havia chegado a R$ 1,286 trilhão -R$ 7,7 bilhões acima do valor apurado em março. Além disso, a atuação do Banco Central para conter a queda do dólar já começa a ser sentida nas contas do Tesouro Nacional.


    O impacto dos juros reflete o elevado nível da taxa Selic, que serve de parâmetro para a rentabilidade dos títulos públicos negociados no Brasil.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-3


    Os altos juros praticados no Brasil continuaram a puxar o aumento da dívida do governo federal no mês passado. No final de abril, esse endividamento havia chegado a R$ 1,286 trilhão -R$ 7,7 bilhões acima do valor apurado em março. Além disso, a atuação do Banco Central para conter a queda do dólar já começa a ser sentida nas contas do Tesouro Nacional.


    O impacto dos juros reflete o elevado nível da taxa Selic, que serve de parâmetro para a rentabilidade dos títulos públicos negociados no Brasil. Hoje, essa taxa está em 12,5% ao ano.

    Ao longo de abril, os gastos do governo com juros foram de R$ 11,1 bilhões, mas seu efeito na dívida foi compensado pelo resgate antecipado de alguns títulos feito pelo Tesouro.


    Em março, 38,8% dos títulos públicos em circulação no país eram corrigidos pela Selic. No mês passado, essa proporção havia subido para 39,6%. Parte desse aumento reflete as operações do BC com o chamado “swap cambial reverso”.


    O “swap” é negociado pelo BC com o objetivo de favorecer a queda do real. Por meio desses contratos, o BC faz uma transação que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro. Simultaneamente, é feita outra operação que corresponde a uma venda de títulos públicos corrigidos pela Selic.


    Isso significa que, para conter a queda do dólar, o BC acaba elevando a parcela pós-fixada da dívida pública, justamente o que o Tesouro quer evitar -em tese, títulos pós-fixados oferecem mais risco às contas do governo pois o comportamento da Selic é imprevisível.


    Em abril, o BC emitiu US$ 4 bilhões desses contratos de “swap”. “É natural que tenha ocorrido essa deterioração, mas ela deve ser momentânea”, diz Alex Agostini, economista-chefe da Austin Ratings.


    Segundo Agostini, houve uma melhora “inegável” no perfil da dívida pública nos últimos anos. Ele cita como exemplo desse avanço a maior participação dos títulos prefixados na dívida interna do governo: essa proporção estava em 6,5% em setembro de 2002 e chegou a 36,2% no mês passado.


    O economista afirma que a situação “melhorou, mas ainda não está boa”. Segundo ele, o ideal seria que pelo menos dois terços da dívida do governo fosse de papéis prefixados.


    Além da ação do BC, o perfil da dívida pública em abril sofreu também o impacto sazonal do vencimento de grande volume de títulos prefixados. Esse tipo de vencimento se concentra no início de cada trimestre e faz a participação dos prefixados no total da dívida cair.


    Em abril, os vencimentos desses papéis somaram R$ 37,8 bilhões. Ao longo do restante do trimestre, porém, novas emissões são feitas pelo Tesouro e o peso dos prefixados pode voltar aos níveis iniciais.


    Dívida externa


    Os números divulgados ontem mostram ainda que o peso da dívida externa na dívida total do governo continua caindo. Em abril, compromissos assumidos com credores estrangeiros estavam em R$ 134,5 bilhões -10,5% do total. No final de 2006, o endividamento externo era de R$ 143,5 bilhões, ou 11,6% do total.


     


     

  • Alteração na LRF pode atrasar nota melhor



    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Para diretora da S&P, mudança teria peso negativo para levar País ao grau de investimento. O Brasil está no caminho do grau de investimento, mas uma mudança nos critérios das dívidas estaduais poderia atrasar a conquista de um novo upgrade da nota do País. A sinalização foi feita ontem pela diretora da agência de classificação de risco Standard & Poor’s e responsável pela avaliação do Brasil, Lisa Schineller.



    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Para diretora da S&P, mudança teria peso negativo para levar País ao grau de investimento. O Brasil está no caminho do grau de investimento, mas uma mudança nos critérios das dívidas estaduais poderia atrasar a conquista de um novo upgrade da nota do País. A sinalização foi feita ontem pela diretora da agência de classificação de risco Standard & Poor’s e responsável pela avaliação do Brasil, Lisa Schineller.


    A especialista também rejeitou a avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o investment grade será inevitável quando o crescimento da economia atingir 5%: “Não existe número mágico para o PIB (Produto Interno Bruto). Existem países que crescem menos de 5% e são investment grade.”


    Após audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, Lisa Schineller demonstrou preocupação com a intenção de alguns governadores que pedem autorização para elevar o nível de endividamento estadual. “Falar em mudança no marco da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e dos acordos com os estados seria problemático”, afirmou.


    Para a analista, a alteração teria implicação em alguns dos fundamentos fiscais do País, que pesariam na avaliação de um novo upgrade da nota brasileira. “O Brasil melhorou nos últimos anos, mas ainda tem vulnerabilidades”, argumentou.


    A diretora da S&P lembrou do México, que cresce com taxas menores que o número citado pelo ministro e já tem nota considerada segura. Para Lisa, o número é importante, mas não é determinante para um novo upgrade. “Assim como também não existe índice mágico entre a dívida e o PIB”, completou ao citar a Índia, outro país grau de investimento que tem esse indicador em patamar pior que o registrado no Brasil. “Todos têm pontos fortes e fracos. O que acontece é que os indicadores acabam se compensando”, explica.


    Para reforçar a idéia de que o Brasil ainda precisa ter atenção com números – como o crescimento do PIB e a consistência fiscal – para conquistar o grau de investimento, a analista citou que ainda há muito a ser feito em termos econômicos no País. “O BBB- não é o último rating. Depois dele, ainda há espaço para continuar melhorando até o AAA”, disse.


    Apesar do tom cauteloso, a diretora observou que essa classificação mais alta costuma chegar em 15 meses para os países que têm a nota e a perspectiva que o Brasil recebeu na semana passada da S&P. Essa média foi feita com base em 70% dos casos de países que tinham BB+ e a perspectiva positiva, como o Brasil atualmente, e foram elevados. Nos demais casos, nos 30% restantes, houve piora da nota. “Portanto, não há certeza da melhora da nota”, reforçou citando Índia, México e África do Sul que levaram, respectivamente, 16, 7 e 6 anos para atingir a marca.

     




     

  • Domingo é dia de compra para 73% dos consumidores



    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-6


    A abertura do comércio aos domingos já faz parte do cotidiano dos brasileiros.



    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-6


    A abertura do comércio aos domingos já faz parte do cotidiano dos brasileiros. Pesquisa do Ibope revela que 73% da população faz compras nesse dia, contra 59% dos entrevistados no levantamento anterior, realizado em 2003.


    O principal motivo apontado é a falta de tempo durante a semana, mas os entrevistados citaram também que, no domingo, o atendimento é melhor, além de mais tranqüilo, com menos filas e trânsito, por exemplo, e houve até quem justificasse a compra como um bom passeio, que ainda pode ser feito com toda a família.


    A pesquisa foi encomendada por Abras (Associação Brasileira de Supermercados), Apas (Associação Paulista de Supermercados), Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings), Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers) e IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo) e apresentada ontem à imprensa -não por acaso, um dia antes do encontro dos empresários do setor com o governo federal e os sindicalistas para discutir a regulamentação da escala no trabalho aos domingos.


    As entrevistas foram feitas na primeira quinzena do mês passado com 3.150 pessoas em sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Curitiba).


    O percentual de quem faz compras aos domingos é maior (78%) em São Paulo e em Brasília, e bem menor em Belo Horizonte (58%). Na divisão por faixa de renda, alcança 81% dos consumidores das classes A e B, 76% da C e 63% das D e E. Essas compras são mais freqüentes em lojas de shopping centers, nos super e hipermercados e no pequeno varejo -que engloba mercearias, quitandas, empórios e sacolões.


    Trabalho aos domingos


    A opinião de quem trabalha aos domingos também foi levada em conta na pesquisa, constatando que 69% deles fazem compras no dia, com picos em São Paulo (85%) e Recife (83%). O menor percentual foi registrado em Belo Horizonte (41%) e Curitiba (43%).


    Segundo o levantamento do Ibope, metade dos trabalhadores, em âmbito nacional, é favorável à abertura do comércio nesse dia, número que chega a 71% considerando a população em geral.


    O presidente da Abras, Sussumu Honda, afirma que o final de semana responde por 38% do faturamento do segmento. Considerando apenas o domingo, representa 12% do total.


    Na polêmica sobre a abertura do comércio nesse dia, não há discussão sobre a importância do domingo para o setor, mas qual seria a escala justa para os funcionários, que precisam trabalhar em sistema de rodízio.


    A lei nº 10.101/2000 autoriza, a partir de novembro de 1997 -desde quando havia uma medida provisória sobre o tema-, o trabalho aos domingos no comércio varejista. No entanto a lei ressalta que “o repouso semanal remunerado deverá coincidir, pelo menos uma vez no período máximo de quatro semanas, com o domingo, respeitadas as demais normas de proteção ao trabalho e outras previstas em acordo ou convenção coletiva”.


    O Dia


    Economia  Página: 14


    Mais folgas aos domingos


    Representantes dos patrões e dos empregados se reúnem hoje no Ministério do Trabalho para decidir um ponto polêmico para o setor do comércio: o domingo. As centrais sindicais propõem que se trabalhe um e folgue o outro. A Confederação Nacional do Comércio aceita reduzir os atuais três domingos trabalhados por mês para dois mensais. Caso contrário, poderá haver demissões.


    No setor de supermercados, o corte seria imediato. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados, Sussumu Honda, o setor aumentou sua oferta de empregos de 15% a 20% a partir de 2000, com a lei que permitiu a abertura do comércio aos domingos. Com a mudança, a redução seria no mesmo percentual. Hoje, o setor emprega 850 mil pessoas, cerca de 100 mil no Rio.


    “O regime de um por um aumentaria nossos custos operacionais e não teríamos como abrir nossas lojas”, avalia Honda . Já com dois por um, segundo ele, haveria compensações, sem a necessidade de demissões.


    Além de duas folgas dominicais por mês, o Secretariado Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços (Sentracos) quer ainda o pagamento de 100% de horas extras nesses dias. Hoje, eles são pagos como dias comuns. A legislação atual exige apenas um domingo de folga para cada três trabalhados.


    Para mostrar o peso dos domingos para o comércio, a Abras e mais quatro entidades, entre elas, a Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), encomendaram pesquisa a Latin Panel, braço de consumo do Ibope. Em 2003, 59% disseram fazer compras aos domingos. Este ano, 73%. Realizado de 4 a 15 de abril, em sete diferentes capitais, o levantamento mostra ainda que 71% da população são favoráveis à abertura do comércio nesse dia. Entre os que trabalham aos domingos, a aprovação é menor, mas a metade (50%).