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  • Inadimplência até abril cresce em 2007

     


    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-6


    A capacidade do consumidor brasileiro em pagar suas dívidas apresentou queda nos últimos meses, indicam dois índices divulgados ontem, um pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e outro pela Telecheque.


    A Fecomercio, que pesquisa a inadimplência na cidade de São Paulo, indica a taxa em 43% no mês de maio, valor cinco pontos percentuais superior ao verificado no mesmo período de 2006.

     


    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-6


    A capacidade do consumidor brasileiro em pagar suas dívidas apresentou queda nos últimos meses, indicam dois índices divulgados ontem, um pela Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo) e outro pela Telecheque.


    A Fecomercio, que pesquisa a inadimplência na cidade de São Paulo, indica a taxa em 43% no mês de maio, valor cinco pontos percentuais superior ao verificado no mesmo período de 2006. Em abril deste ano, a inadimplência foi de 45%.


    Para a entidade, a alta é explicada pelo salário mínimo. “Em 2006, além da ampla oferta de crédito, tivemos um aumento mais expressivo do salário mínimo. Esse reajuste ajudou a reduzir a inadimplência porque é na faixa de consumidores com até três salários que está o maior índice de devedores”, explica a assessora econômica da Fecomercio Kelly Carvalho. O mínimo passou de R$ 300 para R$ 350 em 2006 e chegou a R$ 380 neste ano.


    Tanto que, na análise por faixa salarial, entre os consumidores com rendimentos de até três salários mínimos, 65% têm dívidas e 57% possuem contas em atraso. Já entre os consumidores com rendimentos acima de dez salários, 53% estão endividados e 30%, inadimplentes.


    Já o estudo da Telecheque, de âmbito nacional, diz que o índice de cheques sem fundos em abril atingiu 2,83%, contra os 2,54% obtidos em abril do ano passado. A alta do índice foi puxada pelo aumento do crédito na região Nordeste.


    Dos 19 Estados pesquisados, 13 apresentaram elevação no comparativo anual. O Maranhão teve o maior índice de cheques devolvidos (7,1%), enquanto o menor foi anotado em Mato Grosso, com 1,28%. São Paulo também ficou abaixo da média nacional, com 2,39%.


    Segundo o diretor da Telecheque, Rozinaldo Gomes, essa elevação da inadimplência no Nordeste é resultado do recente boom no crédito, que chegou mais tarde à região. “O consumidor da região Nordeste ainda está conhecendo o crédito”, diz.


     

  • Algumas regiões têm prioridade para usar fundo ambiental

    Proposta com parecer aprovado nesta terça-feira (22) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) amplia os critérios para concessão de prioridade a projetos ambientais que concorram aos benefícios do Fundo Nacionaldo Meio Ambiente (FNMA).

    Proposta com parecer aprovado nesta terça-feira (22) pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) amplia os critérios para concessão de prioridade a projetos ambientais que concorram aos benefícios do Fundo Nacionaldo Meio Ambiente (FNMA). A legislação, que hoje atribui tratamento prioritário apenas aos projetos que se destinam à macrorregião da Amazônia Legal, pode ser alterada para estender esse tratamento a todas as iniciativas que atendam municípios com mais de 25% de seu território dentro de parques nacionais e que, ao mesmo tempo, sejam localizados nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.


    Assinada pelo senador Papaléo Paes (PSDB-AP), a proposta recebeu emenda do relator, senador Edison Lobão (DEM-MA), que acrescenta ainda outra exigência para a concessão de tratamento prioritário: os projetos devem estar direcionados a municípios que também apresentem Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) inferior ao que for apurado para o Brasil no último exercício para o qual o indicador estiver disponível.


    As modificações indicadas no texto recaem sobre a legislação que instituiu o FNMA – a Lei 7.797, de 1989. O fundo foi criado com a finalidade de apoiar projetos que visem ao uso racional e sustentável de recursos naturais. Podem pleitear os benefícios projetos destinados à manutenção, melhoria ou recuperação da qualidade ambiental que também se destinem a elevar a qualidade de vida da população.


    Desenvolvimento


    Se o critério do IDH for adotado, de acordo com o relator, projetos que se destinem a 95 municípios ficam habilitados a receber tratamento prioritário junto ao FNMA. Nessa relação, observou, estão todos o municípios do Norte e Nordeste que abrigam parques nacionais, com exceção de Fernando de Noronha – único com IDH acima da média do país. Para Lobão, o critério do IDH incorpora ao texto o objetivo primordial de toda política de desenvolvimento: a melhoria das condições de vida da população local.


    O texto deverá ser examinado ainda em duas outras comissões do Senado: Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR). Na CDR, a matéria receberá decisão terminativa.


    A Amazônia Legal, instituída para fins de planejamento econômico da região amazônica, engloba todos os estados da Região Norte (Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins), além de parte do Mato Grosso e do Maranhão.


    Com o prolongamento do debate sobre os critérios de classificação de risco das empresas que avaliam a capacidade de solvência dos países, realizado na primeira parte da reunião desta terça-feira, a CAE reduziu o número das propostas examinadas. Uma segunda proposição – o PLS 27/05, que inclui a possibilidade de dedução de doações de livros a bibliotecas públicas no cálculo do Imposto de Renda devido por pessoas físicas – teve seu parecer apresentado, mas a votação foi adiada.


    Agência Senado, 22 de maio de 2007.




     

  • Líderes decidem elaborar nova proposta de reforma política

    Os líderes partidários da Câmara decidiram hoje elaborar uma nova proposta de reforma política, que englobaria as principais modificações propostas pelo relator da comissão especial que estudou o tema, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), e as sugestões já em discussão pelas bancadas partidárias.


    Pelo acordo, os projetos da comissão especial que analisou o assunto – 2679/03 e 1712/03 – e todas as propostas que tramitam conjuntamente serão rejeitados pelo Plenário.

    Os líderes partidários da Câmara decidiram hoje elaborar uma nova proposta de reforma política, que englobaria as principais modificações propostas pelo relator da comissão especial que estudou o tema, deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), e as sugestões já em discussão pelas bancadas partidárias.


    Pelo acordo, os projetos da comissão especial que analisou o assunto – 2679/03 e 1712/03 – e todas as propostas que tramitam conjuntamente serão rejeitados pelo Plenário. A informação foi dada pelo líder do governo, deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE), logo após a reunião do Colégio de Líderes.


    Entre os temas em discussão estão o financiamento público das campanhas, o voto de legenda por meio das listas fechadas, a criação das federações partidárias e a redução da cláusula de barreira.


    José Múcio afirmou que ainda há divergências sobre vários pontos, e o primeiro passo será esclarecer os parlamentares sobre o impacto de cada uma das mudanças propostas. “Há deputados que são contra, mas não sabem do que se trata, e outros, que são a favor, mas não entendem as conseqüências das medidas.”


    Pelo acordo, o novo texto tramitará em regime de urgência e será votado ponto por ponto, nominalmente. A aprovação do regime de urgência fará com que o projeto seja analisado diretamente pelo Plenário, sem passar pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. As eventuais emendas ao texto serão feitas durante a análise em plenário.


    Agência Câmara, 22 de maio de 2007.

  • Anatel quer competição e empresários pedem mais segurança para investir

    Na terceira audiência pública da Subcomissão Temporária da Regulamentação dos Marcos Regulatórios para discutir possíveis mudanças na legislação sobre as agências reguladoras, nesta segunda-feira (21), o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar Júnior, sustentou que um dos focos do momento é o incentivo à competição entre as companhias de telefonia fixa e de oferta de Internet de banda larga.

    Na terceira audiência pública da Subcomissão Temporária da Regulamentação dos Marcos Regulatórios para discutir possíveis mudanças na legislação sobre as agências reguladoras, nesta segunda-feira (21), o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Plínio de Aguiar Júnior, sustentou que um dos focos do momento é o incentivo à competição entre as companhias de telefonia fixa e de oferta de Internet de banda larga. Os empresários da área reivindicaram mais segurança jurídica para que sejam feitos grandes investimentos.


    Subcomissão funciona no âmbito da Comissão de Assuntos Econômicos. O presidente, senador Delcídio Amaral (PT-MS), questionou por que a universalização da telefonia fixa no país não tem avançado mais rapidamente, pois 16% dos brasileiros não têm acesso à telefonia fixa e nem ao menos um telefone público.


    O presidente da Anatel admitiu que o Brasil acabou caminhando para uma “grande concentração” nos mercados de telefonia fixa e de banda larga e que a qualidade dos seus serviços deixa a desejar. Plínio de Aguiar Júnior ponderou que hoje 90% da infra-estrutura de acesso local está nas mãos de poucas concessionárias e perguntou se o Brasil não deve discutir se essa infra-estrutura (basicamente fiação) não deveria ser separada das concessionárias. Citou a Grã Bretanha, que acabou optando por essa alternativa, o que tem permitido maior concorrência entre as empresas de telefonia.


    Os empresários defenderam o fortalecimento da Anatel. O diretor-executivo da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (Abta), Alexandre Annenberg, observou que o Brasil tem focar agora não apenas a universalização da telefonia, mas especialmente da comunicação por banda larga. Esse sistema, hoje empregado quase apenas na comunicação por computadores, é que vai sustentar a convergência telefonia-televisão-computadores a médio prazo. Ele pediu ainda que seja retirada da lei de TV a cabo a exigência de que a maior parte do capital deve ser nacional. Nos outros dois sistemas de TV paga (satélite e microondas) não há essa exigência.


    Para reduzir preços de serviços e aumentar investimentos, o presidente-executivo da Associação Nacional das Operadoras de Celulares (Acel), Ércio Alberto Zilli, pediu redução da carga tributária sobre as ligações telefônicas, que no Brasil é de 44%, contra 17% na média mundial. O setor movimenta anualmente cerca deR$ 120 bilhões no país. Ele pediu regras para aquisição e fusão de companhias de telefonia.


    Já o presidente da Associação das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (Telcomp), Luiz Cuza, criticou o alto preço e a baixa velocidade da banda larga no Brasil. “Nossa banda larga é curta e cara”, citando que, na França, a France Telecom cobra R$ 40 por uma banca larga com velocidade de 10 Mbps. A título de exemplo, ele informou que a Telefónica cobraR$ 79 por uma banda larga com velocidade de apenas 0,4 Mbps.


    O presidente da Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutado (Abrafix), José Fernandes Pauletti, lamentou que o governo não aplique a arrecadação do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), segurando do dinheiro para pagar juros da dívida.


    No geral, os empresários acreditam que o Brasil não deve fazer uma grande mudança na Lei Geral das Telecomunicações, de 1996, mas apenas modificações pontuais. Defenderam que a outorga de licenças de telefonia deve continuar com a Anatel, e não voltar ao Ministério das Comunicações. O presidente da Anatel, Plínio de Aguiar Júnior, observou que, se o foco for apenas a convergência TV-computador-telefone, “talvez não haja necessidade de alterar a legislação”. No entanto, um amplo programa de banda larga implicará mudanças nas leis.


    Agência Senado, 21 de maio de 2007.

  • Secretários avaliam proposta de reforma tributária

    O secretário municipal de Finanças de São Paulo, Luiz Wellisch, afirmou nesta segunda-feira (21) que vê com cautela a proposta de incorporar o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) a outros tributos, conforme previsto no esboço da reforma tributária apresentado pelo governo.

    O secretário municipal de Finanças de São Paulo, Luiz Wellisch, afirmou nesta segunda-feira (21) que vê com cautela a proposta de incorporar o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) a outros tributos, conforme previsto no esboço da reforma tributária apresentado pelo governo.


    A avaliação foi feita durante audiência pública promovida pela Subcomissão Temporária da Reforma Tributária, que também contou com a participação dos secretários municipais de Finanças de Belo Horizonte, José Afonso Bicalho Beltrão, e de Teresina, Felipe Mendes de Oliveira, além do presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulkoski. O debate foi presidido pelo presidente da subcomissão, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).


    – A reforma tem pontos importantes. Mas os municípios têm situações diferentes em virtude do porte e densidade econômica. São Paulo é um dos maiores volumes de arrecadação e nos preocupa a questão específica do ISS. Incorporá-lo a outros tributos é complicado pelo seu volume expressivo. No que concerne a São Paulo, em 2006, foram arrecadados R$ 4 bilhões. A mudança teria um forte impacto – disse Wellisch.


    O secretário municipal de Finanças de São Paulo também afirmou que o equilíbrio entre receitas e despesas precisa ser mantido, como forma de garantir o pagamento de dívidas pelas prefeituras.


    – A dívida de São Paulo é de praticamente R$ 30 bilhões. Não podemos deixar de ter receitas compatíveis com essas responsabilidades para honrar o pagamento de dívidas. A situação de municípios de capitais é diferenciada. São Paulo tem receitas que asseguram economia. O que podeser relevante para municípios de pequeno porte pode não valer para outro – avaliou.


    A heterogeneidade dos municípios também foi ressaltada por José Afonso Bicalho Beltrão. O secretário de Finanças de Belo Horizonte explicou que as cidades com até 15 mil habitantes sobrevivem do repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Aquelas que possuem entre 20 mil e 200 mil habitantes têm como uma das principais fonte de recursos a transferência do ISS. E as que reúnem mais de um milhão de habitantes costumam contar com 60% derecursos de receitas próprias.


    – Os municípios maiores têm demanda grande do ponto de vista de infra-estrutura e políticas sociais, dado inclusive o fluxo de migração. A questão das receitas tem que ser levada em conta na reforma tributária – disse Beltrão, assinalando que Belo Horizonte arrecada aproximadamente 25% de ISS.


    Já o secretário de Finanças de Teresina acha que a reforma tributária também tem que levar em conta a Lei de Responsabilidade Fiscal para que os prefeitos possam avaliar como estão gastando os impostos. Felipe Mendes de Oliveira disse que a arrecadação do ISS em Teresina é de aproximadamente 30%.


    Por sua vez, Paulo Ziulkoski insistiu em que não dá para falar de reforma tributária sem discutir a revisão do pacto federativo.


    – Antes o pacto federativo do que a reforma tributária, até para evitar a sobreposição de funções entre os entes federativos. A revisão do pacto federativo é a bisavó e a mãe de todas as reformas. Não se faz reforma tributária, com a redução da carga dos tributos, sem a revisão do pacto federativo – defendeu.


    Agência Senado, 21 de maio de 2007.




     

  • Resoluções do Simples Nacional saem segunda

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-2


    O secretário da Receita Federal e presidente do Comitê Gestor do Simples Nacional, Jorge Rachid, confirmou em entrevista à Agência Sebrae na sexta-feira que o Simples Nacional – que vem sendo chamado de Super Simples – entra mesmo em vigor no dia 1º de julho.

    Valor Econômico  Editoria: Legislação  Página: E-2


    O secretário da Receita Federal e presidente do Comitê Gestor do Simples Nacional, Jorge Rachid, confirmou em entrevista à Agência Sebrae na sexta-feira que o Simples Nacional – que vem sendo chamado de Super Simples – entra mesmo em vigor no dia 1º de julho. “Temos uma lei complementar a cumprir”, disse o secretário, explicando que para mudar essa data seria preciso mudar a lei. 




    A Lei Complementar nº 123, de 2006 – a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa – criou o Simples Nacional, que reúne seis tributos federais, além do ICMS estadual e o Imposto Sobre Serviços (ISS) municipal. A regulamentação do novo sistema de tributação está a cargo do Comitê Gestor do Simples Nacional, integrado por representantes da União, Estados e municípios. Segundo Rachid, as resoluções orientando os empresários deverão sair no decorrer do mês de junho. As decisões serão tomadas no dia 28 de maio durante a próxima reunião do comitê gestor e fundamentarão o normativo da Receita Federal em relação ao Simples Nacional. 




    Quanto às empresas que já estão no atual Simples Federal, o secretário disse que a idéia é que a migração seja feita de forma automática, desde que elas não tenham débitos tributários, mas isso também depende de definições do Comitê Gestor. Ele descartou a possibilidade de que a migração para o novo sistema comece ainda no mês de maio, como vinha sendo cogitado. 




    A expectativa do secretário da Receita Federal é atingir cerca de 70% dos contribuintes. Ele define o Simples Nacional como “salutar para o ambiente de negócios”, facilitando a vida dos contribuintes com a unificação de procedimentos e pagamentos. Ele acredita inclusive que a entrada em vigor do Simples Nacional estimule a formalização das empresas, pelas facilidades que representa. “O papel do Estado é oferecer mecanismos e alternativas para o cidadão. Nesse caso, esta alternativa está sendo oferecida e em condições bastante vantajosas”, disse. 


     


     


     


     


     


     

  • Exportações crescem mais que as importações e saldo semanal é recorde

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-2


    A balança comercial brasileira obteve superávit de US$ 1,301 bilhão na terceira semana deste mês, o melhor resultado semanal do ano. As exportações totalizaram US$ 3,330 bilhões e as importações, US$ 2,029 bilhões.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-2


    A balança comercial brasileira obteve superávit de US$ 1,301 bilhão na terceira semana deste mês, o melhor resultado semanal do ano. As exportações totalizaram US$ 3,330 bilhões e as importações, US$ 2,029 bilhões. Com isso, o saldo comercial acumulado no mês subiu para US$ 2,704 bilhões, resultado de vendas externas de US$ 8,568 bilhões e importações de US$ 5,864 bilhões.


    Os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior mostram que as exportações recuperaram o fôlego e tornaram a crescer mais do que as importações. Esse cenário repete o resultado de abril, quando, pela primeira vez no ano, as exportações tiveram um ritmo de alta maior que o das importações.


    As exportações registram até a terceira semana deste mês média diária de US$ 659,1 milhões, 40,7% maior que a de maio de 2006, de US$ 468,4 milhões. A média diária das importações é de US$ 451,1 milhões, alta de 36,1%.


    No acumulado do ano, no entanto, as importações ainda continuam apresentando mais vigor que as exportações. As importações somam US$ 39,329 bilhões, alta de 26,4%, e as exportações totalizam US$ 55,019 bilhões, acréscimo de 19,7%, em relação ao igual período do ano passado. O superávit acumulado no ano é de US$ 15,69 bilhões.


    O resultado das exportações, porém, não animou os especialistas, pois ocorreu mais em razão de um cenário favorável de preços (principalmente de commodities) do que do aumento do volume exportado. A perda de competitividade, dizem, intensificou-se com a valorização recente do real.


    “O valor é, de fato, expressivo, mas reflete principalmente um aumento das exportações de petróleo e combustíveis e uma queda das importações desse grupo”, disse José Augusto de Castro, vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).


    Para Castro, o crescimento das exportações é sustentado quase exclusivamente pelo aumento dos preços. Se as economias de China e EUA pisarem no freio e a demanda por produtos básicos cair, diz, uma crise se avizinhará.


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    Segundo o Ministério, o aumento das vendas externas em maio ocorreu nas três categorias de produtos. Os embarques de básicos aumentaram 66,5%, principalmente, milho em grão, farelo de soja, carne bovina, de frango e suína. Os semimanufaturados cresceram 52,2% puxados pelas vendas de óleo de soja em bruto, ferro fundido, semimanufaturados de ferro e aço e celulose. Já as exportações de manufaturados cresceram 27,8%, por conta de gasolina, óleos combustíveis, álcool etílico, hidrocarbonetos e seus derivados, aviões e suco de laranja.


    Nas importações, em relação a maio de 2006, aumentaram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes, cereais e produtos de moagem, aeronaves e peças, equipamentos mecânicos, produtos farmacêuticos, borracha e obras e siderúrgicos.


    Déficit na balança de químicos cresce 30,7%


    As exportações brasileiras de produtos químicos somaram US$ 3,3 bilhões de janeiro a abril, uma alta de 35,2% frente ao registrado em igual período de 2006, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). A entidade aponta ainda que as importações do setor subiram 37,4% no mesmo pe ríodo, para o montante de US$ 6,6 bilhões.


     Dessa forma, o déficit na balança da indústria química, acumulado até abril, é de aproximadamente US$ 3,3 bilhões, o equivalente a crescimento de 39,7%.


    Conforme a Abiquim, “os produtos químicos responderam por 19,7% dos US$ 33,5 bilhões em importações realizadas pelo Brasil e por 7% dos US$ 46,5 bilhões exportados pelo País nos quatro primeiros meses do ano”. Em volume, as importações de químicos apresentaram crescimento de 43,6% e superaram 7,8 milhões de toneladas. Já as exportações subiram 26,9%, para 3,3 milhões de toneladas no mesmo período.


    Mercado Interno


    As vendas internas de resinas termoplásticas subiram 2,95% nos primeiros quatro meses do ano, quando da comparação com igual intervalo do ano passado, para mais de 1,1 milhão de toneladas, segundo levantamento preliminar da Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas (Coplast) da Abiquim.


    Conforme a entidade, no mesmo período, as exportações alcançaram 399,2 mil toneladas, uma alta de 38,96%, e as importações de resinas avançaram 20,44%, atingindo 217,6 mil toneladas. A produção brasileira de termoplásticos, por sua vez, ficou próxima a 1,6 milhão de toneladas, o equivalente a crescimento de 3,89%, na mesma comparação.


    Em nota, o coordenador da Coplast, José Ricardo Roriz Coelho, destaca que a indústria de resinas segue preocupada com os efeitos do câmbio na cadeia produtiva do plástico, em especial no segmento de transformados. “A desvalorização do dólar tem estimulado as importações desses produtos, prejudicando a competitividade de toda a cadeia produtiva”, reitera.


    Os dados da Coplast até abril englobam o polietileno de baixa densidade (PEBD), polietileno de baixa densidade linear (PEBDL), polietileno de alta densidade (PEAD), polipropileno (PP), poliestireno (PS), policloreto de vinila (PVC) e copolímero de etileno e acetato de vinila (EVA) – os números referentes à resina PET ainda não foram incluídos.


     

  • Economistas temem fim de reformas



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-3


    A euforia que tomou conta do mercado financeiro está preocupando os defensores de reformas estruturais. O temor é que, com as boas perspectivas de crescimento da economia brasileira neste ano e nos próximos, o governo desista de vez de enfrentar os grupos que se opõem a mudanças mais profundas na área previdenciária, tributária e trabalhista.



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-3


    A euforia que tomou conta do mercado financeiro está preocupando os defensores de reformas estruturais. O temor é que, com as boas perspectivas de crescimento da economia brasileira neste ano e nos próximos, o governo desista de vez de enfrentar os grupos que se opõem a mudanças mais profundas na área previdenciária, tributária e trabalhista.


    Um pequeno sinal de alento veio da defesa recente, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da atualização da legislação trabalhista e das reformas da Previdência, tributária e política, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).


    A visão mais comum, porém, é de que o bom desempenho da economia pode desmobilizar definitivamente as forças que, dentro e fora do governo, lutam pelas reformas. “O momento certo de consertar o telhado é no dia de sol, mas o problema no Brasil é que no dia de sol todo mundo vai para a praia”, diz Renato Fragelli, diretor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio.


    O economista observa que o bom cenário atual deriva do fato de que os produtos minerais e do agronegócio exportados pelo Brasil estão num processo de alta de longo prazo no mercado internacional. Na falta de reformas que reduzam o ônus trabalhista e previdenciário, porém, ele acha que os riscos de interrupção do crescimento econômico aumentam e a situação dos setores industriais que mais empregam pode ficar cada vez mais difícil.


    Fragelli lembra que é mais fácil fazer reformas que envolvem mexer em benefícios e direitos nos momentos que a economia está crescendo. “Meu medo é de que o País se inebrie com a bonança, perca a oportunidade de fazer as reformas e aí a gente cresça de 4% a 4,5% por alguns anos e o processo seja abortado”, ele diz.


    O economista Alexandre Marinis, da Mosaico Economia Política, tem avaliação semelhante. “Eu gostaria de ver um governo menos cigarra e mais formiga neste momento”, ele avalia.


    Em um levantamento recente, em que analisou dois períodos de dez anos – de 1990 a 1999 e de 1997 a 2006 -, Marinis constatou que o crescimento da economia brasileira tornou-se muito mais dependente do crescimento do mundo nos últimos anos. Isso não quer dizer que o País tenha crescido ao mesmo ritmo da economia global, mas sim que suas oscilações para cima e para baixo acompanharam as do resto do mundo.


    Marinis acha que aquela correlação decorre do aumento do grau de abertura da economia brasileira, que é a soma das exportações e importações como proporção do PIB. Segundo seus números, ele pulou de uma média de 14%,de 1990 a 1999, para 21,2%, de 2000 a 2006.


    Um dos problemas do Brasil, raciocina Marinis, é que o País cresceu abaixo do ritmo global nos últimos anos, em momento de grande aquecimento da economia mundial. Se a situação externa piorar e o crescimento do mundo desacelerar para um ritmo medíocre, dificilmente o País manterá a trajetória de 5% almejada pelo governo, por causa da correlação com a economia global.


    “Nos últimos anos, o mundo puxou e o Brasil ficou para trás, então é de se esperar que nós continuemos a ter dificuldades para crescer acima da média mundial se o mundo desacelerar”, conclui Marinis.


    Ele acha que a reforma mais necessária para acelerar o ritmo de crescimento é a trabalhista, que tem um impacto direto na produtividade, via redução da informalidade. “Se tem um presidente na história do País com capacidade de colocar na mesma mesa patrões e empregado, ele é o Lula”, diz Marinis, que também é formado em Ciência Política.

  • Cesta de compras cai pela sétima semana seguida

     


    Jornal do Commercio   Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-11


    A cesta de compras, que equivale ao consumo médio de todas as famílias residentes no estado, ficou 0,12% mais barata na segunda semana de maio, passando de R$ 307,01, na primeira semana do mês, para R$ 306,65, segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). De acordo com a entidade, para as famílias que recebem até oitos salários mínimos, a retração verificada foi de 0,17%.

     


    Jornal do Commercio   Editoria: Rio de Janeiro  Página: A-11


    A cesta de compras, que equivale ao consumo médio de todas as famílias residentes no estado, ficou 0,12% mais barata na segunda semana de maio, passando de R$ 307,01, na primeira semana do mês, para R$ 306,65, segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). De acordo com a entidade, para as famílias que recebem até oitos salários mínimos, a retração verificada foi de 0,17%. Já as que recebem acima desse valor, a variação foi de 0,07%.


    Com base no levantamento, o tomate foi o item que apresentou a maior deflação, com preço 10,01% menor; seguido pela cenoura, com recuo de 6,99%; e pelo feijão, com queda de 2,55%. No sentido contrário, a batata encareceu 7,59% no período e a cebola aumentou 7,58%. Apesar de alguns produtos terem apresentado retração na segunda semana de maio, a cesta de compras acumulou alta de 3,18%. Nos últimos 12 meses, a variação verificada foi de 1,37%.


    “Com a normalização dos efeitos climáticos, os preços dos itens que compõem a cesta de compras recuaram consideravelmente. O alívio pode ser percebido em 18 dos 39 produtos analisados, com destaque para o tomate, que só no primeiro trimestre sofreu alta de 110%. Desde a primeira semana de abril, ele vem ficando cada vez mais barato na cesta do carioca”, explicou o economista da Fecomércio-RJ, João Carlos Gomes.


    Na análise mensal, compreendida no período de 17 de abril a 16 de maio, a cesta apontou queda de 0,93%. Para as famílias com rendimento até oito salários mínimos, o recuo verificado foi de 1,03%. Já as que recebem acima desse valor, a retração registrada foi de 0,86%. Segundo a entidade, dos itens que puxaram esse resultado para baixo, o tomate e a cenoura foram os que acumularam a maior deflação, com queda de 33,04% e 27,07% respectivamente. Por outro lado, a batata encareceu 37,7% e a cebola sofreu reajuste de 21%.


    A pesquisa reflete as variações de 6.440 preços, coletados em 200 locais, referentes a 39 produtos que mais pesam no orçamento (32 de alimentação, quatro de higiene e três de limpeza), consumidos por famílias de dez diferentes faixas de renda.

     

  • Comissão discute experiência pernambucana de ensino médio

    A Comissão de Educação e Cultura realiza amanhã audiência pública para apresentar a experiência de ensino médio em tempo integral dos centros experimentais de ensino médio de Pernambuco. O deputado Raul Henry (PMDB-PE), que solicitou a audiência, afirmou ser “imprescindível” conhecer “experiências vitoriosas” na área de educação.

    A Comissão de Educação e Cultura realiza amanhã audiência pública para apresentar a experiência de ensino médio em tempo integral dos centros experimentais de ensino médio de Pernambuco. O deputado Raul Henry (PMDB-PE), que solicitou a audiência, afirmou ser “imprescindível” conhecer “experiências vitoriosas” na área de educação. “Elas devem servir como paradigmas para as políticas educacionais a serem adotadas no desafio da qualidade da escola pública”, destacou.


    O projeto de educação em tempo integral é oferecido em escolas espalhadas por Pernambuco e conta com a participação da comunidade em sua gestão. Os conteúdos disciplinares são aliados às aulas em laboratórios e bibliotecas, oficinas culturais e esportivas. Os estudantes também têm direito ao material didático, ao uniforme e a três refeições diárias.


    Convidados

    Foram convidados a participar da audiência o presidente do Conselho Consultivo da Philips da América Latina, Marcos Magalhães; o secretário de Educação de Pernambuco, Danilo Cabral; a gerente do Programa de Desenvolvimento dos Centros de Ensino Experimental (Procentro), Marilene Montarroyos.


    A audiência está marcada para as 14 horas, no plenário 10.


    Agência Câmara, 21 de maio de 2007.