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  • Cresce intenção de compras para o Dia das Mães

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-14


    Há muito tempo os consumidores do Rio não se mostravam tão dispostos a comprar presentes para o Dia das Mães como este ano, segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). De acordo com a entidade, 72,9% dos entrevistados vai comprar presentes e destes, 11% pretendem dar mais de um item. É a maior taxa de intenção verificada nos últimos cinco anos.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-14


    Há muito tempo os consumidores do Rio não se mostravam tão dispostos a comprar presentes para o Dia das Mães como este ano, segundo pesquisa divulgada ontem pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ). De acordo com a entidade, 72,9% dos entrevistados vai comprar presentes e destes, 11% pretendem dar mais de um item. É a maior taxa de intenção verificada nos últimos cinco anos. Apesar das perspectivas de desaceleração do crescimento das vendas de celulares, os shoppings do Rio estimam que o item será a principal opção nas intenções de compra, afirmam especialistas.


    Para o Via Parque Shopping, as vendas de celulares deverão representar 25% do total dos produtos comercializados na data. Na segunda colocação, ficaram os eletrodomésticos e eletrônicos, seguidos de vestuário, jóias e artigos de decoração. “Estamos com 27 novas lojas em comparação com o Dia das Mães de 2006. E, para esse ano, esperamos um aumento de aproximadamente 15% no fluxo e de 25% nas vendas, uma vez que o mix de lojas voltadas para o público feminino está ainda mais atrativo”, informou a gerente de marketing do Via Parque Shopping, Priscilla Leão.


    Já no Shopping Grande Rio, o percentual de celulares é ainda maior; 40% do total das vendas. Os artigos de vestuário continuam em segundo lugar, motivado pelas facilidades de pagamentos e baixos preços. Em terceiro lugar, ficaram os eletroeletrônicos, que deverão representar aproximadamente 25% das vendas. “A data é muito importante para o varejo nacional. Em 2007, esperamos um aumento de fluxo de 15%, em comparação com igual período do ano precedente. A expectativa de crescimento das vendas gira em torno de 20%”, afirmou o superintendente do Shopping Grande Rio, Antônio Britto.


    Eletrônicos


    De acordo com o Passeio Shopping, 20% da venda total dos produtos serão de celulares e eletroeletrônicos. A gerente de marketing do Passeio Shopping, Giovanna Costa, também confirma a tendência de aumento das vendas neste período. “Para a o Dia das Mães deste ano, esperamos um aumento de aproximadamente 10% no fluxo e 15% nas vendas”. Em outro Shopping da Zona Oeste do Rio, a previsão de crescimento nas vendas é ainda maior. Segundo a superintendente do Santa Cruz Shopping, Márcia Bicaco, é esperado um aumento no fluxo de 30% e, cerca de 25% a mais nas vendas, em comparação com igual período de 2006.


    Como já é tradição dos consumidores deixarem tudo para última hora, 75,6% dos entrevistados ainda não tinham ido às lojas na data da pesquisa. Quando comparado ao ano passado, um número maior de pessoas estão dispostas a gastar até R$ 50, entre R$ 100 e R$ 300, e acima de R$ 500. Porém, o gasto médio gira em torno de R$ 110,23, um pouco menor que o do ano passado, que foi de R$ 111,74. Quanto à forma de pagamento, 79,4% pretendem quitar as compras à vista. Dos entrevistados que optaram pelo parcelamento (19,3%), uma parcela significativa deverá utilizar o cartão de crédito, principalmente, em duas (36,4%) ou três vezes (24,3%), afirmou a entidade.


    “O consumidor vai poder comprar este ano o mesmo tipo de presente, só que por um preço mais baixo. No caso dos eletroeletrônicos, a queda do dólar teve impacto no preço de alguns produtos como DVD e TVs de tela Plana, por exemplo. Em relação a roupas, sapatos e bolsas, o consumidor poderá contar com uma oferta variada, desde lojas que praticam preços mais acessíveis até as que vão promover saldões especiais”, explicou o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz.


    A pesquisa coordenada pela entidade consultou 719 consumidores da Região Metropolitana do Rio, no dia 7 de maio.


     

     


     

  • Tesouro ressalta queda da relação dívida pública/PIB

    Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, destacou, entre outros pontos, a queda da relação entre a dívida pública líquida e o Produto Interno Bruto (PIB), que ficou em 44,9% no final do último exercício. Ele explicou que o total das riquezas produzidas no País no ano passado representou mais que o dobro da dívida. Em 2005, a relação dívida líquida/PIB foi de 51,6%.

    Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento, o secretário do Tesouro Nacional, Tarcísio Godoy, destacou, entre outros pontos, a queda da relação entre a dívida pública líquida e o Produto Interno Bruto (PIB), que ficou em 44,9% no final do último exercício. Ele explicou que o total das riquezas produzidas no País no ano passado representou mais que o dobro da dívida. Em 2005, a relação dívida líquida/PIB foi de 51,6%. Até o fim de 2010, a expectativa do governo, segundo o secretário, é que a dívida líquida retroceda a 36% do PIB.


    Parte da redução deveu-se à nova metodologia de cálculo do PIB, que fez o índice de crescimento referente a 2006 saltar de 2,9% para 3,7%, mas o secretário ressaltou, como fator, a eficiência da política econômica. “O Brasil está construindo um seguro contra turbulências externas”, disse Godoy. Na reunião para avaliar o cumprimento das metas fiscais do último quadrimestre de 2006, Godoy afirmou que as contas públicas federais apresentaram desempenho consistente no ano passado.


    Recomprar títulos

    A estratégia do governo, de acordo com o secretário, consiste em recomprar títulos emitidos pelo próprio governo com juros pós-fixados e com vencimento de curto prazo e emitir novos títulos com juros pré-fixados com prazos alongados. Como resultado, altera-se o perfil da dívida pública, atualmente de curto prazo e sujeita à volatilidade da economia.


    De acordo com Godoy, em razão da solidez dos fundamentos da economia brasileira, a última emissão do Tesouro Nacional para o mercado interno em real colocou no mercado títulos resgatáveis em 20 anos com taxa de juros anual pré-fixada em 10,28%. O Tesouro espera reduzir ainda mais essa taxa e praticar a mesma que foi utilizada ontem para títulos emitidos fora do Brasil, abaixo dos 9%.


    Aumento de impostos

    O deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR) ponderou que o estoque da dívida pública federal bruta está aumentando. Saltou de R$ 1,17 trilhão em 31 de agosto de 2006 para R$ 1,24 trilhão em dezembro do mesmo ano. Para Sciarra, a dívida líquida só foi reduzida porque houve aumento na carga tributária. “Esse resultado se deve em grande parte ao aumento dos impostos. Temos tido consecutivos superávits, mas estranhamente a dívida pública tem aumentado”, afirmou.


    O secretário do Tesouro alegou que o aumento da dívida bruta decorre da elevada carga de juros, que, segundo ele, “tem assegurado a estabilidade dos demais fundamentos da economia”, como a inflação sob controle.


    O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA) lembrou que o País paga R$ 500 milhões de juros com dívida por dia. “Daria para fazer 50 mil casas populares com esse dinheiro”, disse. Tarcício Godoy admitiu que a carga de juros é alta se confrontada com a média internacional, mas é “a menor taxa nominal que esse País já teve”.


    Reforma tributária

    Godoy, acrescentou que o governo encaminhará até agosto proposta de reforma tributária ao Congresso Nacional. Ele lembrou que, após estabelecer limites para o aumento do salário mínimo e de despesas da União com pessoal, o governo pode reestruturar o sistema tributário em vigor.


    As principais diretrizes da proposta de reforma serão a diminuição da burocracia do sistema de arrecadação e fiscalização tributária, a redução da carga individual e o aumento da base de contribuição. A intenção, segundo ele, é tornar o sistema tributário um indutor do desenvolvimento econômico.




     

  • OIT demonstra que crescem ações contra discriminação no trabalho

    O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre igualdade no mundo do trabalho mostra que houve aumento, em diversos países do mundo, do número de leis e políticas contra todo tipo de discriminação. Segundo o documento, 90% dos países-membros da OIT já ratificaram os dois convênios fundamentais daquele organismo contra a discriminação.

    O relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) sobre igualdade no mundo do trabalho mostra que houve aumento, em diversos países do mundo, do número de leis e políticas contra todo tipo de discriminação. Segundo o documento, 90% dos países-membros da OIT já ratificaram os dois convênios fundamentais daquele organismo contra a discriminação. O relatório é tema de audiência pública que começou há pouco na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.


    Estão presentes a diretora do escritório da OIT no Brasil, Laís Abramo; e a ministra Matilde Ribeiro, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial.


    Outra informação positiva contida no relatório refere-se ao fato de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter adotado recentemente convenção sobre direitos de pessoas com deficiência, atendendo a recomendação da OIT.


    Agência Câmara, 10 de maio de 2007.

  • Governo quer aperfeiçoar licenciamento ambiental

    Durante debate sobre os processos de licenciamento ambiental das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, realizado pela Comissão de Minas e Energia, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Nelson José Hubner, garantiu que o governo tem trabalhado para retirar pontos de atrito na área de construção de hidrelétricas.

    Durante debate sobre os processos de licenciamento ambiental das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, realizado pela Comissão de Minas e Energia, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Nelson José Hubner, garantiu que o governo tem trabalhado para retirar pontos de atrito na área de construção de hidrelétricas. Uma das idéias é a regulamentação do artigo 231 da Constituição no que diz respeito ao aproveitamento de recursos hídricos em terras indígenas.


    Outra proposta, informou Hubner, é a regulamentação do artigo 23 da Constituição para fixar normas de cooperação e definir as competências de cada ente federativo nos processos de licenciamento ambiental.


    Ele lembrou ainda que a matriz energética brasileira é composta por 89% de fontes renováveis. Segundo Hubner, o País aproveita menos de 30% de seu potencial hidrelétrico e provavelmente o potencial total nunca será completamente utilizado, em razão de condicionantes ambientais. “Todos os projetos hídricos na região amazônica terão que se adequar àquela realidade [de preservação]. É inviável pensar em grandes reservatórios”, disse.


    Hubner informou que fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, fazem parte do planejamento energético do País, mas certamente não serão a principal base da matriz nacional.


    Licenciamento

    O gerente-executivo de Competitividade Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Maurício Otávio Mendonça Jorge, avaliou que a subjetividade nos processos de licenciamento ambiental gera lentidão, exige estudos complementares e acaba provocando dúvidas nos empreendedores. Para Jorge, é fundamental que o País aprimore o planejamento sobre o licenciamento, que deve acontecer de forma integrada entre os vários setores do governo e deve ter regras claras, com a definição das competências de cada órgão.


    O secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, reconheceu que é preciso aperfeiçoar o processo de licenciamento. Ele destacou que algumas mudanças podem ser adotadas para acelerar os processos sem que haja alterações na legislação ambiental. “Nós estamos trabalhando em uma perspectiva de aprimorar os procedimentos. Não se trata de modificar a legislação de proteção ao meio ambiente, e sim de melhorar os procedimentos internos que definem os prazos dos empreendimentos”, informou Capobianco.


    De acordo com o secretário, o governo também analisa formas de reduzir a pressão sobre os técnicos do Ibama que avaliam os estudos de impacto ambiental enviados pelas empresas. Atualmente, por poderem ser responsabilizados judicialmente por falhas na licença, muitos técnicos pedem várias complementações dos estudos, o que acaba por atrasar os processos.


    Impacto ambiental

    Na audiência, deputados, representantes do governo e do setor produtivo discutiram a possível definição de padrões para os estudos de impacto ambiental. O presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman, destacou que não há como gerar energia sem produzir impactos ambientais.

    Kelman defende que a área ambiental tenha uma nova visão sobre os processos de licenciamento. “É preciso olhar o conjunto da necessidade do País”, afirmou.


    Mesmo reconhecendo a importância das questões ambientais e sociais, Kelman disse que o País precisa crescer, criar empregos e combater a pobreza. “E nada disso é alcançado sem segurança energética”, concluiu. Para ele, os órgãos ambientais devem responder quais as conseqüências da implantação de uma obra, mas também as da não-implantação da obra.


    Agência Câmara, 9 de maio de 2007.

  • Comissão pode votar venda fracionada de remédios

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio pode votar nesta semana o Projeto de Lei 7029/06, do Poder Executivo, que obriga a indústria farmacêutica a fabricar medicamentos em embalagens para venda fracionada.


    O relator, deputado Albano Franco (PSDB-SE), recomenda a aprovação de substitutivo da Comissão de Defesa do Consumidor, que desobriga a indústria de fracionar produtos de uso contínuo e os antibióticos.

    A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio pode votar nesta semana o Projeto de Lei 7029/06, do Poder Executivo, que obriga a indústria farmacêutica a fabricar medicamentos em embalagens para venda fracionada.


    O relator, deputado Albano Franco (PSDB-SE), recomenda a aprovação de substitutivo da Comissão de Defesa do Consumidor, que desobriga a indústria de fracionar produtos de uso contínuo e os antibióticos. O substitutivo ainda detalha as medidas que devem ser tomadas pelo farmacêutico responsável pelo fracionamento e define regras para o acondicionamento dos medicamentos antes e depois do fracionamento. No texto original, as regras específicas para o processo seriam definidas em regulamentação posterior.


    Produtos em forma de cigarro

    Os deputados também podem votar o Projeto de Lei 255/07, do deputado Clodovil (PTC-SP), que proíbe a fabricação e o comércio de produtos destinados ao público infantil com o formato de cigarros e similares. Como punição, os responsáveis poderão ser multados e ter a mercadoria apreendida.


    O relator, deputado Ubiali (PSB-SP), defende a aprovação da proposta. O projeto tem o mesmo teor do PL 1740/96, da ex-deputada Vanessa Felippe, que foi arquivado.


    CNC, 10 de maio de 2007.


     




     

  • CPMF eleva em 1,7% preço final de produtos e serviços

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Dado foi apresentado em reunião na Fiesp na qual entidades se manifestaram contra prorrogação do tributo. A cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) eleva, na média, em 1,70% o preço final de mercadorias e serviços.


    Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), na composição de valor, os itens eletro-eletrônicos são os que apresentam o maior impacto, de 2,25%, seguidos pelos produtos de higiene e limpeza (1,94%).

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Dado foi apresentado em reunião na Fiesp na qual entidades se manifestaram contra prorrogação do tributo. A cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) eleva, na média, em 1,70% o preço final de mercadorias e serviços.


    Segundo levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), na composição de valor, os itens eletro-eletrônicos são os que apresentam o maior impacto, de 2,25%, seguidos pelos produtos de higiene e limpeza (1,94%). A menor influência do tributo no preço final ocorre sobre alimentos não-industrializados, de 0,97%.


    Os dados foram apresentados ontem durante reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na qual representantes de 60 entidades assinaram manifesto contra o tributo, cujo prazo de existência expira em 31 de dezembro deste ano. O documento será encaminhado a outras instituições em todo o País para a coleta de mais assinaturas e aumento da pressão da sociedade sobre os parlamentares.


    Dependência da receita


    A arrecadação do governo federal com a CPMF quintuplicou nos dez anos de sua existência: de R$ 6,9 bilhões para R$ 35 bilhões na previsão para 2007, passando do equivalente de 0,74% para 1,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Por se tratar de uma arrecadação anual desse porte, os integrantes do governo federal alegam não poder abrir mão da receita levando em conta o comprometimento das despesas. “Queremos forçar a redução de despesas pela queda das receitas”, afirmou o deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC).


    O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ressaltou que o governo precisa ter melhor gestão dos recursos públicos. “No momento em que se fala na prioridade ao desenvolvimento do País é incabível continuar com a cobrança desse tributo”, disse o representante da indústria . “É do governo o papel de identificar e reduzir seus gastos”, afirmou Skaf, lembrando, por exemplo, que na Suíça existem apenas sete ministérios, que abrigam várias pastas e que não há necessidade de o Brasil ter 36 ministérios ou secretarias com esse status.


    Bornhausen afirmou que, para manter a cobrança do tributo, o esforço do governo terá de ser muito maior do que o da sociedade. Como se trata de uma emenda constitucional, para que a CPMF continue existindo são necessários os votos favoráveis de 308 deputados e 49 senadores. No entanto, para que a contribuição termine, 205 deputados e 33 senados devem votar contra.


    Críticas permanentes


    O diretor do Departamento Econômico da entidade, Paulo Francini, fez críticas à existência da contribuição, entre elas, o fato de ter caráter altamente regressivo e cumulativo.


    Para as famílias que têm rendimento de até dois salários mínimos há uma perda na renda de 1,8%. Esse percentual recua para 1,2% quando é considerada a renda familiar acima de 30 salários mínimos. Além disso, sobre todas as taxas, impostos, multas e serviços públicos que todos os contribuintes pagam há incidência da CPMF, caso os recursos saiam da conta de uma instituição financeira.


    Nas manifestações contra o tributo, as entidades poderão contar com um representante de peso. O presidente da Ordem dos Advogados de São Paulo (OAB), Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou ter convidado como aliado contra a prorrogação da CPMF o ex-ministro da Saúde no governo Fernando Collor de Mello e médico Adib Jatene – que foi o idealizador da contribuição com destinação de recursos específicos para a Saúde.


       


     


     


     




     


     


     

  • Classe C perde participação no consumo pela 1ª vez em 10 anos

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-11 


    Pela primeira vez nos últimos dez anos, a classe C, que reúne as famílias com renda média mensal de R$ 1.050, perde participação no bolo de consumo privado nacional, projetado para 2007 em R$ 1,5 trilhão. Neste ano, essa faixa da população deverá responder por 25,7% das compras, ante 27,3% em 2006.


    Os números estão num estudo sobre o potencial de consumo do mercado brasileiro que acaba de ser concluído pela consultoria Target Marketing.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia   Página: B-11 


    Pela primeira vez nos últimos dez anos, a classe C, que reúne as famílias com renda média mensal de R$ 1.050, perde participação no bolo de consumo privado nacional, projetado para 2007 em R$ 1,5 trilhão. Neste ano, essa faixa da população deverá responder por 25,7% das compras, ante 27,3% em 2006.


    Os números estão num estudo sobre o potencial de consumo do mercado brasileiro que acaba de ser concluído pela consultoria Target Marketing. Para projetar o potencial de consumo das famílias, levou-se em conta o crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano e o aumento de 1,57% da população.


    ‘Apesar de ter ampliado o número de domicílios, de 39,4% em 2006 para 41,9% neste ano, o potencial de consumo da classe C diminuiu’, diz o coordenador do estudo, Marcos Pazzini. Ele explica que esse movimento ocorreu por causa da mobilidade social. ‘A classe C exportou um número maior de domicílios para as camadas superiores do que recebeu das fatias de menor renda, as classes D e E.’


    A promotora de vendas Débora Cristina de Lima, que recebe em média R$ 900 por mês, conta que esse ano parou de comprar ‘besteiras’ – roupas e utilidades domésticas, segundo ela. O motivo, afirma, é a alta dos preços e o comprometimento da renda com outros gastos. Este ano, Débora passou a pagar prestações da casa própria.


    Já o aposentado Amilton Rabelo, que recebe cerca de R$ 1.200 mensais, diz que está comprando menos. ‘Os preços dos alimentos não acompanham o salário. Roupas, há tempos não compro mais.’


    Em contrapartida, o estudo mostra que as classes B1 e B2 passaram a ser o grande alvo do consumo neste ano, com renda média mensal familiar de R$ 3.780 e R$ 2.135, respectivamente. Neste ano, a classe B1 deve responder por 22,2% do consumo e por 10% dos domicílios, ante 19,8% e 8,7% em 2006. A participação da classe B2 no consumo, que era de 19,3% em 2006, deve fechar este ano em 20,2%. No total de domicílios, a fatia aumentou de 15,4% em 2006 para 16,4% este ano.


    Pazzini destaca também que o maior poder de compra, propiciado pela estabilidade da moeda associada à recuperação da renda e do emprego, gerou o enriquecimento da população nos últimos anos. Com isso, é preciso atualizar os critérios de classificação dos brasileiros por classe sociais baseados na renda e na posse de bens.


    O casal Hsu Li e Joselma Hsu retrata essa mobilidade social recente, gerada pelo aumento na renda e posse de bens. Ele, engenheiro, e ela, microempresária, Li e Joselma afirmam que a renda mensal aumentou nos últimos anos. Hoje, os dois juntos recebem cerca de R$ 8 mil. ‘Está dando para consumir mais, tanto alimento quanto outros supérfluos, como vestuário’, diz a microempresária.


    Outro dado interessante revelado pelo estudo é a redução da participação das 27 capitais no consumo nacional. Neste ano, devem responder por 33,1% do total, ante 37,4% em 2001. As demais cidades do País ampliaram o seu filão de 62,6% em 2001 para 66,9% em 2007.


    No ranking do potencial de consumo dos 50 maiores municípios, o destaque é para Nova Iguaçu, Duque de Caxias e São Gonçalo, os três na Baixada Fluminense, no Rio. Nova Iguaçu, que ocupava em 2006 a 35ª posição, sobe para o 21º lugar; Duque de Caxias passa da 30ª para a 20ª posição e São Gonçalo, da 19ª para 16ª. Entre as capitais, destaques para Salvador (BA) e Goiânia (GO). A capital baiana foi da 7ª posição em 2006 para a 6ª neste ano, e a goiana da 11ª para a 10ª.


     


     


     

  • Serasa aponta queda de falências

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-3  


    Os quatro primeiros meses de 2007 registraram queda de 25,8% no volume de falências requeridas em todo País, segundo pesquisa divulgada ontem pela Serasa. De janeiro a abril deste ano, houve 1.026 pedidos, ante os 1.383 requerimentos apontados em igual período do ano passado. Segundo a entidade, a melhora na atividade econômica contribuiu significativamente para a redução no número de falências neste ano. Com base no levantamento, o número de falências decretadas também apresentou queda.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia   Página: A-3  


    Os quatro primeiros meses de 2007 registraram queda de 25,8% no volume de falências requeridas em todo País, segundo pesquisa divulgada ontem pela Serasa. De janeiro a abril deste ano, houve 1.026 pedidos, ante os 1.383 requerimentos apontados em igual período do ano passado. Segundo a entidade, a melhora na atividade econômica contribuiu significativamente para a redução no número de falências neste ano. Com base no levantamento, o número de falências decretadas também apresentou queda. No primeiro quadrimestre deste ano, foram verificadas 485 decretações, contra 644 obtidos em igual período de 2006; um recuo de 24,7%. Já os pedidos de recuperação judicial, aumentaram 25,4% na comparação do acumulado de janeiro a abril de 2007 com o ano precedente. As recuperações deferidas, neste primeiro quadrimestre, totalizaram 61 eventos, contra 38 em igual período de 2006. A alta registrada foi de 60,5%.


    Recuperação judicial. Quanto às recuperações judiciais concedidas de janeiro a abril de 2007, foram apontados dois eventos, ante os três verificados em igual período de do ano passado, o que significou um recuo de 33,3%. De acordo com a Serasa, os pedidos de recuperação extrajudicial totalizaram três eventos no quadrimestre deste ano e apenas uma recuperação extrajudicial foi homologada. De janeiro a abril de 2006, não houve registros desses últimos eventos.


    Em abril deste ano, foram feitos 22 pedidos de recuperação judicial, contra quatro verificados no ano passado. Já as recuperações judiciais deferidas totalizaram 14 eventos, ante os seis assinalados em abril de 2006; representando acréscimo de 133,3%. De qualquer forma, essa grande variação, segundo a Serasa, perde relevância de análise ao comparar pequenas quantidades. Não houve recuperação judicial concedida no quarto mês de 2006 e de 2007. De acordo com a Serasa, os aumentos registrados em recuperações requeridas e deferidas justificam-se pela maior compreensão do mercado em relação à utilização e prática desses instrumentos criados a partir da nova lei de falências. O número de registros, embora seja baixo, acaba por representar variação percentual elevada.


     




     


     

  • Apenas cinco setores concentram 90% da expansão das vendas

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional Página: A-4  


    A indústria brasileira encerrou o primeiro trimestre com todos os indicadores em alta. Vendas, horas trabalhadas e empregos cresceram nos três primeiros meses do ano e fizeram com que o ritmo de expansão do setor continuasse em ritmo semelhante ao observado no final de 2006.


    Além disso, os números reforçam o cenário de expansão da indústria de até 4,5% em 2007.


    Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam, contudo, que o crescimento da atividade industrial é bastante concentrada.

    Gazeta Mercantil   Editoria: Nacional Página: A-4  


    A indústria brasileira encerrou o primeiro trimestre com todos os indicadores em alta. Vendas, horas trabalhadas e empregos cresceram nos três primeiros meses do ano e fizeram com que o ritmo de expansão do setor continuasse em ritmo semelhante ao observado no final de 2006.


    Além disso, os números reforçam o cenário de expansão da indústria de até 4,5% em 2007.


    Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelam, contudo, que o crescimento da atividade industrial é bastante concentrada. Apenas cinco setores responderam por 90% do crescimento do trimestre.


    Conforme relatório divulgado ontem pela CNI, o trimestre terminou com vendas reais 4,1% maiores que as observadas em igual período do ano passado. O desempenho foi comemorado pelo coordenador da unidade de política econômica da entidade, Flávio Castelo Branco. Março teve aumento das vendas reais de 4% na comparação com igual mês de 2006.


    Apesar do tom otimista do economista, o mesmo estudo mostra que a expansão é muito concentrada. No trimestre, apenas cinco setores responderam por 90% do aumento das vendas. Isso quer dizer que sem esses segmentos, o indicador teria sinalizado aumento de apenas 0,4%. A indústria de alimentos e bebidas respondeu sozinha pelo aumento de 0,9 ponto percentual no indicador de vendas na comparação entre os trimestres. Em seguida, aparecem o segmento de máquinas e equipamentos (0,8 ponto), produtos químicos (0,7 ponto) e refino de petróleo e álcool e metalurgia básica (com 0,6 ponto cada).


    Mesmo que concentradas, as vendas têm conseguido melhorar o número de empregos industriais. No trimestre, o indicador apresentou elevação de 3,5%. A melhora também foi observada nas horas trabalhadas, que cresceram 2,2% na comparação com o primeiro trimestre de 2006, e na remuneração, que aumentou 6,4% no período.


    Com a melhora de todos os indicadores, o uso da capacidade instalada subiu de 80,2% para 82% no índice original e de 81,6% para 81,7% no número dessazonalizado. Apesar dessa elevação, o economista da CNI, Paulo Mol, não demonstra qualquer preocupação com o número. Para ele, os industriais têm tido tempo para reagir ao aumento da demanda de forma a atender à elevação da demanda.

  • Governo derruba país em ranking de competitividade

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-13 


    A baixa eficiência do governo colaborou para o Brasil perder cinco posições no ranking que mede a competitividade de 55 países. A economia brasileira aparece apenas na 49ª colocação no levantamento da suíça IMD (International Institute for Management Development), contra a 44ª em 2006.


    “A burocracia, a carga tributária e o quadro fiscal deixam de ser fatores facilitadores do investimento no país e são muito menos favoráveis que os nossos avanços.

    Folha de São Paulo  Editoria: Dinheiro  Página: B-13 


    A baixa eficiência do governo colaborou para o Brasil perder cinco posições no ranking que mede a competitividade de 55 países. A economia brasileira aparece apenas na 49ª colocação no levantamento da suíça IMD (International Institute for Management Development), contra a 44ª em 2006.


    “A burocracia, a carga tributária e o quadro fiscal deixam de ser fatores facilitadores do investimento no país e são muito menos favoráveis que os nossos avanços. Essas deficiências irradiam um efeito [negativo] para todos os demais pilares do estudo”, explicou o professor Carlos Arruda, da Fundação Dom Cabral, parceira da IMD no Brasil e responsável pela coleta dos dados para o WCY (Relatório de Competitividade Mundial, na sigla em inglês).


    Para ele, a baixa eficiência do governo -que ficou na 54ª colocação, melhor só que o da Venezuela- onera os custos da produção, afetando os outros três pilares do WCY (infra-estrutura, performance econômica e eficiência dos negócios).


    O desempenho negativo do Brasil mostra que os fatores positivos da economia brasileira em 2006 -crescimento do PIB, aumento da renda das famílias e expansão das exportações com maior valor agregado- não foram suficientes para compensar as deficiências.


    Arruda lembrou que os países da União Européia conseguiram recuperar posições porque tiveram um plano de longo prazo voltado para a competitividade, a chamada Estratégia de Lisboa, lançado em 2000. O principal destaque foi a Alemanha, que passou da 25ª colocação para a 16ª.


    Por essa razão, Arruda crê que o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e o PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) sejam importantes, mesmo que demorem a surtir efeito. “São muito melhores do que nenhum plano. O PAC e o PDE são excelentes iniciativas para a reversão do processo de declínio do Brasil no ranking.”


    Para Arruda, o Brasil precisa ampliar a capacidade de atrair novos investimentos, não só aqueles provenientes de investidores tradicionais (EUA, União Européia), mas os de China, Rússia e Índia.


    Entre os latino-americanos, o Chile, que caiu três postos em relação a 2006, foi o mais bem colocado (26º lugar). O México perdeu duas posições, mas passou o Brasil, ficando em 47º.


    Perspectivas


    O WCY apresentou ainda as perspectivas da competitividade dos países para os próximos anos com base na performance de 1997 a 2006. A análise mostra a evolução da capacidade produtiva frente aos EUA, número um no ranking.


    Neste quesito, o Brasil apresentou também um destaque negativo, estando entre os 15 países que apresentaram perda relativa do potencial de competitividade. A economia brasileira ficou na


    49ª colocação


    “O fato de estarmos nos distanciando é um problema. Sugere que a nossa competitividade no futuro tende a ser pior. Não é determinativo, mas é um indicativo”, disse Arruda.

    Arruda lembrou ainda que o Brasil foi o único dos Brics (sigla para Brasil, Rússia, Índia e China) com desempenho negativo no ranking.