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  • Crime contra meio ambiente poderá ter como pena freqüência a curso de educação ambiental

    A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em reunião prevista para esta terça-feira (8), deverá votar projeto de lei que obriga quem tenha cometido crime contra o meio ambiente a freqüentar curso presencial de educação ambiental.

    A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA), em reunião prevista para esta terça-feira (8), deverá votar projeto de lei que obriga quem tenha cometido crime contra o meio ambiente a freqüentar curso presencial de educação ambiental. A proposição, de autoria do senador Valter Pereira (PMDB-MS), também será examinada pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), onde receberá decisão terminativa.


    O projeto (PLS 44/07) altera a Lei dos Crimes Ambientais (lei 9.605/98) para incluir, entre as penas restritivas de direito, a obrigatoriedade de assistência a curso presencial, que deverá ter carga horária mínima de nove horas-aula e duração de, pelo menos, uma semana. A medida, destaca o relator, senador Raimundo Colombo (DEM-SC), em seu parecer, visa a promover a conscientização do infrator a respeito da necessidade de se proteger a natureza.


    A proposição também determina que tais cursos devem ser oferecidos por entidades públicas ou privadas credenciadas para esse fim perante os órgãos ambiental e educacional competentes.


    Florestas

    Na mesma reunião, a CMA ainda poderá votar requerimento, apresentado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES) com a finalidade de convidar o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, do Ministério do Meio Ambiente, Tasso Rezende de Azevedo, para que apresente aos senadores da comissão o primeiro Relatório Anual da Gestão das Florestas Públicas.


    A apresentação do relatório ao Congresso Nacional e ao Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) é uma exigência da lei sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável (Lei 11.284/06), que determina que o órgão gestor das florestas públicas federais deverá encaminhar o documento às duas instituições até o dia 31 de março de cada ano.


    A reunião da CMA está prevista para as 11h30, na sala 6 da Ala Nilo Coelho, no anexo II do Senado.


    Agência Senado, 7 de maio de 2007.

  • Audiência pública discute uso de biocombustíveis

    Nesta quarta-feira (9), a Subcomissão Permanente dos Biocombustíveis realizará audiência pública para debater as perspectivas de mercado e projeções e cenários futuros para o setor de biocombustíveis.

    Nesta quarta-feira (9), a Subcomissão Permanente dos Biocombustíveis realizará audiência pública para debater as perspectivas de mercado e projeções e cenários futuros para o setor de biocombustíveis.


    Deverão estar presentes à audiência o diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa; o presidente da Coimex Traiding, Clayton Miranda; o subsecretário-geral de Assuntos Econômicos e Tecnológicos do Ministério das Relações Exteriores, Roberto Azevedo; e o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidente da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Roberto Gianetti da Fonseca.


    A reunião deverá ter início às 9h. A audiência será realizada atendendo a pedido do presidente da subcomissão, senador João Tenório (PSDB-AL). A subcomissão funciona no âmbito da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA).


    Agência Senado, 7 de maio de 2007.

  • Comissão da Defesa da Concorrência faz plano de trabalho

    A Comissão Especial do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Defesa da Concorrência terá reunião nesta quarta-feira (9), às 14 horas, para definir o plano de trabalho e eleger os cargos de 1, 2º e 3º vice-presidentes. Os parlamentares também vão votar requerimentos.


    A comissão vai avaliar as propostas que modificam a legislação sobre defesa da concorrência e o funcionamento do Cade. Serão analisados os projetos de lei 3937/04, do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PMDB-PE), e 5877/05, do Poder Executivo.

    A Comissão Especial do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Defesa da Concorrência terá reunião nesta quarta-feira (9), às 14 horas, para definir o plano de trabalho e eleger os cargos de 1, 2º e 3º vice-presidentes. Os parlamentares também vão votar requerimentos.


    A comissão vai avaliar as propostas que modificam a legislação sobre defesa da concorrência e o funcionamento do Cade. Serão analisados os projetos de lei 3937/04, do deputado Carlos Eduardo Cadoca (PMDB-PE), e 5877/05, do Poder Executivo. O objetivo das duas propostas é tornar o sistema mais seletivo na análise de fusões e aquisições, e mais rigoroso no combate a cartéis.


    A reunião será no plenário 13.


    A Comissão Especial do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Defesa da Concorrência foi instalada na tarde do dia 25 de abril na Câmara. O deputado Cláudio Vignatti (PT-SC) foi eleito presidente, e o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi designado relator da comissão, que terá 18 deputados representando os partidos políticos. O presidente já convocou a primeira reunião para o dia 9 de maio.


    Vignatti explica que os parlamentares devem reorganizar o Cade, incorporando na sua estrutura as secretarias que estão no âmbito dos ministérios da Fazenda e da Justiça. O deputado acredita que dessa forma será possível reforçar “o importante papel do órgão para a sociedade brasileira na busca de prevenir, fiscalizar, combater e apurar abusos do poder econômico”, argumentou Vignatti em seu discurso de posse.


    De acordo com o parlamentar, a estruturação do órgão dará mais agilidade aos processos, que hoje demoram em média seis meses para passar pelas secretarias e ser julgado no Cade, que atualmente tem 500 processos em tramitação.


    Reestruturação

    A proposta do Executivo, elaborada por um grupo de trabalho interministerial, reestrutura o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC), que atualmente é formado pelo Cade, pela Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) e pela Secretaria de Direito Econômico (SDE), da Justiça. Pela proposta, o SBDC passaria a ser formado apenas pela Seae e pelo Cade, para evitar que haja dois órgãos (SDE e Seae) com a mesma atribuição – fazer a instrução dos processos. O projeto, além de reduzir o número de órgãos, reestrutura o Cade, que passará acumular as funções de instrução e julgamento.


    Já o Projeto de Lei 3937/04 define um prazo mínimo de dois meses de análise para o sistema de defesa da concorrência dar seu parecer sobre a operação de fusão, antes de as empresas a efetuarem definitivamente, para evitar a cartelização. Após esse período, se não houver manifestação de qualquer uma das duas secretarias (SDE e Seae), ratificada pelo Cade, ou manifestação do próprio Cade, a operação pretendida poderá ser concretizada sem restrições.


    CNC, 7 de maio de 2007.


     


     

  • Senador quer servidor de carreira no comando da Receita

    As funções de secretário da recém-criada Secretaria da Receita Federal do Brasil e de procurador-geral da Fazenda Nacional – estratégicas para a administração federal – devem ser cargos privativos de servidores de carreira de cada um desses órgãos.

    As funções de secretário da recém-criada Secretaria da Receita Federal do Brasil e de procurador-geral da Fazenda Nacional – estratégicas para a administração federal – devem ser cargos privativos de servidores de carreira de cada um desses órgãos. A idéia é defendida pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), autor de propostas que estão começando a tramitar no Senado Federal com esse objetivo.


    Para o senador, que foi secretário da Receita Federal no governo João Figueiredo (1979-85), as duas funções estão entre aquelas que, no espaço da administração pública, devem “sofrer o mínimo de influência de interesses políticos de ocasião”. Os dois cargos integram as funções da alta administração federal, cujos titulares são nomeados diretamente pelo presidente da República.


    Auditor no comando


    Dornelles propõe que o secretário da Receita Federal do Brasil seja escolhido entre os integrantes da carreira de Auditor Fiscal desse órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda. O projeto apresentado (PLS 133/07) está na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde será relatado pelo senador Romero Jucá (PMDB-RR). Depois, seguirá para a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), para decisão terminativa.


    Já o titular da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PLS 128/07-Complementar), órgão também vinculado ao Ministério da Fazenda, deve sair do quadro de membros efetivos da carreira de procurador da Fazenda Nacional. O projeto foi distribuído para a CCJ, onde ainda aguarda designação de relator.


    Tanto o secretário da Receita Federal como o procurador-geral da Fazenda Nacional, reforça Dornelles desempenham funções ligadas à constituição e à cobrança de créditos públicos que exigem “condução técnica” das atividades.


    Profissionalização


    Ao justificar a reserva dos cargos para servidores de carreira, o senador diz que a iniciativa também faz parte de esforço pela profissionalização da administração pública, reconhecida universalmente, disse, como elemento importante para a eficiência e a qualidade dos serviços prestados à população.


    Para regulamentar a escolha do secretário da Receita Federal, o PLS 133/07 altera o texto da Lei 11.457, de março de 2007, que dispõe sobre a administração tributária federal. Quanto aos critérios de designação do procurador-geral da Fazenda Nacional, as mudanças recaem sobre a Lei Complementar 73, de fevereiro de 1993, que instituiu a Lei Orgânica da Advocacia-Geral da União.


    Agência Senado, 7 de maio de 2007.


     


     

  • Indústria cresce 3,9% em março

    A indústria acentuou a curva de recuperação em março, embora tenha mantido o desempenho heterogêneo entre os segmentos que a compõem. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem um conjunto de resultados positivos, com aumento de 1,2% na produção ante fevereiro, de 3,9% ante março de 2006 e expansões acumuladas de 3,8% no primeiro trimestre e de 2,7% em 12 meses.


    Para o chefe da Coordenação de Indústria do IBGE, Silvio Sales, os números de março trazem ‘um sinal mais claro de tendência positiva na produção’.

    A indústria acentuou a curva de recuperação em março, embora tenha mantido o desempenho heterogêneo entre os segmentos que a compõem. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou ontem um conjunto de resultados positivos, com aumento de 1,2% na produção ante fevereiro, de 3,9% ante março de 2006 e expansões acumuladas de 3,8% no primeiro trimestre e de 2,7% em 12 meses.


    Para o chefe da Coordenação de Indústria do IBGE, Silvio Sales, os números de março trazem ‘um sinal mais claro de tendência positiva na produção’. A liderança do movimento de reação, segundo ele, é de bens de capital. O economista destacou que a indústria vem respondendo ao comportamento da demanda interna.


    Avaliação semelhante foi feita pelas analistas Marcela Prada, da Tendências Consultoria, e Giovanna Rocca, do Unibanco. Para Marcela, os dados de março mostram um crescimento mais vigoroso em comparação com os últimos meses, ‘ficando em linha com o cenário de crescimento mais forte da indústria em 2007 em razão do quadro favorável para a demanda interna que resultou de expansão de crédito, renda e emprego, além do aumento dos investimentos’.


    Giovanna ressaltou que a indústria recuperou vigor em março, após um desempenho suave nos dois primeiros meses do ano. Segundo ela, a aceleração do crescimento era esperada, já que as melhores condições do mercado de trabalho, a queda nas taxas de juros reais e o crédito continuam dando suporte à demanda doméstica.


    Apesar dos números positivos, Silvio Sales observou que o desempenho industrial ainda é ‘bastante desbalanceado, desequilibrado’ entre os setores. Enquanto os segmentos mais sensíveis às importações mantêm taxas negativas, as atividades mais ligadas ao mercado interno mostram melhores resultados.


    Em relatório, economistas do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) chamam a atenção para a ‘concentradíssima expansão setorial da indústria até o presente’. Segundo a entidade, somente 6 entre 27 setores foram responsáveis por um crescimento de 3,34 pontos porcentuais da expansão de 3,8% no primeiro trimestre, ou 88% do crescimento trimestral.


    INVESTIMENTOS


    Sales avalia que a produção de bens de capital, que aponta o desempenho dos investimentos, é um ‘claro destaque’ do desempenho da indústria no primeiro trimestre de 2007. Segundo ele, a expansão dessa categoria está ocorrendo de forma mais generalizada entre os segmentos que a compõem do que vinha ocorrendo no ano passado.


    No primeiro trimestre de 2007, a produção de bens de capital cresceu 6,9% ante o quarto trimestre de 2006 e 14,8% ante o primeiro trimestre do ano passado. Nos dois casos, o desempenho foi bem acima da média nacional, que teve expansões, respectivamente, de 1,2% e 3,8%.


    Relatório do Iedi sobre os resultados da produção destaca que a expansão de bens de capital ajuda a compatibilizar a evolução da demanda interna com a oferta e mantém o controle da inflação. Já os bens de consumo semiduráveis e não-duráveis continuam refletindo os problemas do câmbio em alguns setores. Essa categoria teve expansão abaixo da média (1,3%) no primeiro trimestre, por causa das pressões negativas de semiduráveis, como calçados e medicamentos.


     


     


     




     

  • Comércio mostra otimismo maior com Dia das Mães

    Em um cenário de alta da massa salarial, queda de juros e prazos mais longos de financiamentos, os comerciantes estão mais otimistas com o Dia das Mães: 47% esperam volume de vendas maior na data do que em igual período do ano passado. Mesma pesquisa feita em 2006 mostrou que 35% esperavam alta em relação a 2005.


    O mesmo percentual de entrevistados, 47%, acredita que em termos de faturamento o desempenho será o mesmo do Dia das Mães do ano passado.

    Em um cenário de alta da massa salarial, queda de juros e prazos mais longos de financiamentos, os comerciantes estão mais otimistas com o Dia das Mães: 47% esperam volume de vendas maior na data do que em igual período do ano passado. Mesma pesquisa feita em 2006 mostrou que 35% esperavam alta em relação a 2005.


    O mesmo percentual de entrevistados, 47%, acredita que em termos de faturamento o desempenho será o mesmo do Dia das Mães do ano passado. Mesmo assim, 41% acreditam em alta nesse quesito, mais do que no ano passado, quando 37% falavam em aumento.


    O Dia das Mães é a segunda data comemorativa mais importante para o comércio, depois do Natal. A pesquisa foi realizada pela Serasa com 1.015 empresas do setor em todo o país, e mostra que a perspectiva de queda de volume de vendas para a data também é menor.

    Cerca de 13% dos comerciantes responderam acreditar que venderão menos do que no Dia das Mães de 2006, quase a metade da pesquisa feita em 2006.


    Ao mesmo tempo, menos comerciantes acreditam em estabilidade de vendas: 40% falam em mesmo volume vendido, três pontos percentuais a menos do que na pesquisa do Dia das Mães realizada em 2006.


    Em termos de faturamento, 12% esperam queda em relação a 2006 (na mesma pesquisa do ano passado eram 23%).


    As grandes empresas de comércio, segundo a empresa de análise de crédito, são as mais otimistas: 72% acreditam que o faturamento será maior do que 2006. Somente 34% das pequenas prevêem receita maior.


    A pesquisa também aborda quais as expectativas para forma de pagamento: 48% falam em vendas à vista, e 52% a prazo. No caso das vendas à vista, a perspectiva é que 67% sejam realizadas com dinheiro ou cheque; no caso das vendas a prazo, o cheque pré-datado deve responder por 37% das vendas, e os cartões por 33%.


    Centro-Oeste


    A região com maior expectativa é a Centro-Oeste, com 52% dos comerciantes esperando maior volume de vendas. O Sudeste aparece em segundo lugar: 49% dos empresários entrevistados esperam vendas maiores do que 2006. Em terceiro vem o Nordeste, que em 2006 era a região mais otimista e que neste ano apareceu com 48% dos entrevistados apostando em negócios em alta.


    Os comerciantes mais pessimistas são os do Sul do país. Mesmo assim, 40% dos entrevistados pela Serasa esperam vender mais do em 2006.




     

  • Para crescer, redes de varejo miram os últimos pequenos

    Quando o Wal-Mart conseguiu ocupar a segunda posição no ranking de supermercados brasileiros, mesmo que por uma diferença inferior a R$ 2.000 no faturamento de 2006, a venda do Atacadão para o Carrefour volta a mudar as posições no setor varejista.


    A liderança, perdida para o Pão de Açúcar em 2000, voltou para a rede francesa, que optou pela maneira que aparentemente é a mais fácil para ampliar a participação no mercado, com aquisições.


    “Quando uma rede compra outra, não é só mercadoria e ponto-de-venda, é um conceito que o consumidor percebe, um estilo de gestão.

    Quando o Wal-Mart conseguiu ocupar a segunda posição no ranking de supermercados brasileiros, mesmo que por uma diferença inferior a R$ 2.000 no faturamento de 2006, a venda do Atacadão para o Carrefour volta a mudar as posições no setor varejista.


    A liderança, perdida para o Pão de Açúcar em 2000, voltou para a rede francesa, que optou pela maneira que aparentemente é a mais fácil para ampliar a participação no mercado, com aquisições.


    “Quando uma rede compra outra, não é só mercadoria e ponto-de-venda, é um conceito que o consumidor percebe, um estilo de gestão. As aquisições têm sido a forma mais rápida de crescimento”, resumiu Eugenio Foganholo, da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, especializada em varejo.


    Um dos desafios de comprar redes já consolidadas em determinadas regiões é saber juntar duas filosofias de venda para atender novos consumidores.


    “Não há uma estratégia voltada para as aquisições, é uma questão de oportunidade”, opinou Sussumu Honda, presidente da Abras (Associação Brasileira de Supermercados), referindo-se ao valor do negócio e ao posicionamento da rede estrategicamente.


    O setor, que representa 5,3% do PIB (Produto Interno Bruto) do país, faturou R$ 124,1 bilhões no ano passado, 0,6% a mais que em 2005, considerando a inflação do período. Os três grandes varejistas responderam por 34,1% desse valor. Completam os cinco primeiros da lista G. Barbosa e Cia. Zaffari, com apenas 1,2% do faturamento total cada um.


    A compra do Atacadão, que faturou R$ 4,9 bilhões em 2006, era estratégica para todos os grandes varejistas. O Carrefour, que está presente em 29 países, saiu na frente ao pagar R$ 2,2 bilhões, valor considerado muito alto por alguns analistas do setor.


    Na coletiva de imprensa concedida sobre o negócio pelo presidente no Brasil, Jean-Marc Pueyo, ele disse que foi “a aquisição mais importante desde que a rede incorporou o Promodès, na França, em 1999”.


    Além de focar na venda para pequenos estabelecimentos, como bares e lanchonetes, o Atacadão tem um público cativo nas classes C e D, o que deve ajudar o Carrefour a conquistar esses clientes. Mesmo com a rede Dia%, a penetração nessa faixa ainda deixava a desejar.


    Para não repetir erros do passado, quando adquiriu redes regionais como Mineirão (MG), Planaltão (DF) e Rainha, Dallas e Continente (RJ), o Carrefour vai manter por perto os sócios que venderam o Atacadão nos próximos dois anos para “não perder o saber fazer”, nas palavras de Pueyo.


    “É indispensável que isso seja feito em qualquer tipo de aquisição daqui para frente”, disse o diretor financeiro da rede Stephane Kaloudoff, sem querer comentar supostos erros antigos. Em 2005 e 2006, o Carrefour fechou três hipermercados e 63 supermercados Champion.


    A rede americana Wal-Mart iniciou as atividades no Brasil em 1994 e ficou quieta por uma década, até arrematar o Bompreço, no Nordeste. Com isso, passou da 6ª para a 3ª posição no ranking da Abras. Em 2005, comprou a rede Sonae, consolidando as atividades no Sul.


    Como as marcas eram fortes em suas regiões, foram mantidas. Nessas aquisições, a empresa investiu mais de US$ 1 bilhão no país, que é considerado estratégico por ser a quarta maior operação da área internacional, em número de lojas, de um total de 14 países.


    Segundo Vicente Trius, presidente do Wal-Mart no Brasil, a estratégia é crescer das duas formas, organicamente e por meio de aquisições. “Estamos sempre atentos a oportunidades de negócios que tenham os retornos adequados para os acionistas. Em 2006, abrimos 14 novas lojas e abriremos mais 28 lojas neste ano. É importante combinar as duas formas de crescimento agregando valor ao negócio por meio de marcas reconhecidas”, disse.


    Depois de sete anos ocupando a liderança no Brasil, o Grupo Pão de Açúcar, controlado pelo empresário Abílio Diniz e o varejista francês Casino, amarga agora a segunda colocação. Sobre as possibilidades de expansão, o grupo disse, por meio da assessoria de imprensa, que o crescimento orgânico é melhor porque é possível escolher o ponto-de-venda e o formato da loja que será aberta.


     

  • Juro de banco resiste a pacote

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou à sua equipe que prepare novas medidas para reduzir os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a empresas e pessoas físicas, considerados hoje muito elevados. O tema volta à pauta sem que o ‘pacote’ que combate o custo dos financiamentos, lançado há oito meses, tenha sido implementado em sua totalidade. As poucas medidas que já saíram do papel tiveram um efeito modesto.


    Ainda assim, o ministro segue anunciando sua disposição em resolver o problema.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, determinou à sua equipe que prepare novas medidas para reduzir os juros cobrados pelos bancos nos empréstimos a empresas e pessoas físicas, considerados hoje muito elevados. O tema volta à pauta sem que o ‘pacote’ que combate o custo dos financiamentos, lançado há oito meses, tenha sido implementado em sua totalidade. As poucas medidas que já saíram do papel tiveram um efeito modesto.


    Ainda assim, o ministro segue anunciando sua disposição em resolver o problema. Na sexta-feira passada, disse que fará uma reunião nos próximos dias com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) para buscar uma solução negociada.


    Mantega acha que ainda há muita ‘gordura’ para ser cortada no chamado spread bancário, que é a diferença entre o que as instituições financeiras pagam para captar recursos e as taxas cobradas nos empréstimos. Na prática, o spread é aquele pedaço do juro ao consumidor que cobre os custos administrativos, o lucro e o risco de crédito do banco.


    A Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) foi incumbida de investigar se há abusos dos bancos na cobrança de juros e tarifas.


    CONCENTRAÇÃO


    Outro foco das atenções da Seae é a baixa concorrência entre os bancos, determinada pela concentração verificada no sistema financeiro nacional. Reportagem do Estado publicada na edição do dia 29 de abril, mostrou que metade de todo o dinheiro depositado no sistema bancário no País está nas mãos de apenas três bancos: Banco do Brasil, Bradesco e Itaú.


    Em outra frente, a área econômica retomou as análises para a redução nos depósitos compulsórios que os bancos são obrigados a recolher. A medida liberaria mais recursos para o sistema e, em tese, abriria espaço para a diminuição do spread. Segundo fonte da Fazenda, os estudos teriam sido retomados após a chegada do novo diretor de Política Monetária, Mário Torós.


    Quando foi sabatinado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Torós disse ser preciso ‘desarmar’ a estrutura complexa de compulsórios que existe hoje no Brasil.


    O problema é que esse desmonte pode tornar ainda mais lenta a trajetória de queda na taxa básica de juros, a Selic, já que a redução dos compulsórios amplia a oferta de dinheiro na economia e estimula o consumo, o que pode levar a uma aceleração da inflação.


    Outra forma de reduzir o custo dos empréstimos seria atacar o risco de ‘calote’, que os bancos acabam traduzindo como um adicional nos juros.


    Para isso, o secretário de Política Econômica, Bernard Appy, já reabriu as discussões da chamada ‘agenda microeconômica’, elaborada pelo ex-secretário Marcos Lisboa durante a gestão Antonio Palocci. Algumas das medidas dessa agenda, que buscam dar mais segurança aos bancos quanto à recuperação de seus créditos, não foram adotadas.


    Além disso, voltarão a ser realizadas as reuniões do Grupo de Trabalho de Mercado de Capitais, que tem representantes da Fazenda e do BC e foi responsável por uma série de medidas para melhorar o ambiente de negócios, entre elas a criação da conta investimento.


    PACOTE DE SUGESTÕES


    Coordenado pela Secretaria de Política Econômica, o grupo não chegou a ser extinto, mas teve as reuniões interrompidas pelo ex-secretário Julio Sérgio Gomes de Almeida, substituído no mês passado por Appy.


    O grupo de trabalho já tem uma pauta de quase 40 sugestões de medidas a serem analisadas e que tratam de tributação, regulação, previdência, seguro e estímulo à concorrência bancária.


    Entre as medidas que estão no forno, está a desoneração da CPMF para empréstimos, anunciada pelo ministro Mantega há três semanas, mas ainda não formalizada.

     


     




     

  • Queda do dólar preocupa governos

    A valorização do real não é um problema apenas da moeda brasileira, mas resultado da conjuntura americana de desequilíbrio e da desvalorização do dólar em comparação a outras moedas. A questão relativa ao dólar será um dos temas de debates entre os maiores bancos centrais do mundo que se reúnem na Basiléia.


    Os xerifes do mercado financeiro internacional participam do encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS) para avaliar o estado da economia global e como a desaceleração da economia americana poderia ser compensada pelo crescimento em outras partes do mundo.

    A valorização do real não é um problema apenas da moeda brasileira, mas resultado da conjuntura americana de desequilíbrio e da desvalorização do dólar em comparação a outras moedas. A questão relativa ao dólar será um dos temas de debates entre os maiores bancos centrais do mundo que se reúnem na Basiléia.


    Os xerifes do mercado financeiro internacional participam do encontro do Banco de Compensações Internacionais (BIS) para avaliar o estado da economia global e como a desaceleração da economia americana poderia ser compensada pelo crescimento em outras partes do mundo. O Brasil está representado pelo presidente do BC, Henrique Meirelles.


    Nas últimas semanas, BCs de vários lugares passaram a ser atacados pelos setores produtivos de seus países acusando os respectivos governos de não tomarem medidas para evitar a valorização de suas moedas. Para os participantes da reunião, as críticas não são ideológicas e vem desde a direita francesa contra o BCE como da esquerda brasileira contra a política macroeconômica do governo.


    Na avaliação de participantes do encontro do BIS, a realidade é que não é apenas o Brasil quem está sofrendo com a valorização de sua moeda. O fenômeno da valorização de moedas locais ainda está tendo implicações no Egito, Colômbia, Canadá, Austrália e Peru. “É um fenômeno global diante do desequilíbrio das contas americanas”, disse um banqueiro.


    O euro, por exemplo, bateu níveis recordes na semana passada em relação ao dólar. Com isso, os partidos socialistas francês e alemão chegaram a assinar uma declaração pedindo que o BCE olhe para as repercussões de suas medidas na produção regional. Em Bruxelas, autoridades se defendem e preferem apontar para a consolidação do euro como moeda de parâmetro. “O euro já é moeda de referência em mais de 50 países”, afirma uma fonte européia que participa do encontro do BIS.


    Analistas na Basiléia acreditam que, diante da generalização do fenômeno, as perdas para os países em termos de exportação não serão tão profundas. No Brasil, 20% das exportações têm como destino o mercado dos Estados Unidos, ainda que praticamente todas estejam denominadas na moeda americana. Além disso, o preço relativo em dólares não se alteraria.


    ALERTA


    Apesar de ser mais um que sofre com a desvalorização do dólar, o caso do Brasil é acompanhado de perto pelas autoridades monetárias latino-americanas, principalmente em relação aos custos que o BC terá no País para manter o real.


    Na semana passada, o BC destinou bilhões na compra de dólares. O valor deixou várias autoridades monetárias latino-americanas em alerta. Brasília, porém, rejeita a teoria de que “gastou” dinheiro e o que houve foi meramente compra de dólares. “Todos estão olhando para o Brasil para saber como o País irá se comportar em relação à valorização da sua moeda”, afirmou o presidente de um BC latino-americano, que pediu para não ser identificado.


    No Chile, autoridades monetárias dizem que também vêm sofrendo grande entrada de dólares. A alternativa para evitar a valorização excessiva da moeda tem sido a acumulação de reservas em investimentos no exterior, e não no próprio país.




     

  • Governo cobra consenso para editar MP que reconhece centrais sindicais

    O governo espera que, até 10 de maio, as sete centrais sindicais cheguem a um acordo sobre o texto da Medida Provisória (MP) que vai reconhecer o poder de representação dessas entidades. O secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, avisa que, sem consenso, o Executivo vai arbitrar uma solução. A Nova Central Sindical, defensora das confederações oficiais, rejeita uma norma que dá aos sindicatos o poder de indicar quais são as entidades superiores (federação, confederação e central) que receberão os repasses da arrecadação do imposto sindical.

    O governo espera que, até 10 de maio, as sete centrais sindicais cheguem a um acordo sobre o texto da Medida Provisória (MP) que vai reconhecer o poder de representação dessas entidades. O secretário de Relações do Trabalho, Luiz Antonio Medeiros, avisa que, sem consenso, o Executivo vai arbitrar uma solução. A Nova Central Sindical, defensora das confederações oficiais, rejeita uma norma que dá aos sindicatos o poder de indicar quais são as entidades superiores (federação, confederação e central) que receberão os repasses da arrecadação do imposto sindical.


    Essa resistência da Nova Central impediu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinasse a MP no 1º de maio. Com a medida entrando em vigor e sendo aprovada no Congresso, as centrais passarão a contar com 10% da arrecadação do imposto sindical, equivalente a um dia de salário de cada empregado no país. Atualmente, 60% desses recursos ficam com o sindicato, 20% com o governo federal, 15% com as federações e 5% com as confederações. O Executivo, portanto, renunciará à metade da sua participação em favor das centrais.


    Segundo a assessoria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a arrecadação total do imposto sindical foi de R$ 1,247 bilhão em 2006. Esse valor considera trabalhadores urbanos e rurais.


    A parte repassada ao MTE foi de R$ 249,54 milhões. A DRU ficou com R$ 49,91 milhões. Portanto, o líquido do ministério foi de R$ 199,63 milhões. A projeção que o MTE fez para a sua parcela em 2007, considerando apenas a parte líquida, é de R$ 246,12 milhões. Esse aumento é baseado nas expectativas de aumento da renda e do emprego formal.


    O presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), José Calixto Reis, argumenta que as federações de centrais menores poderão perder recursos caso os sindicatos escolham quais entidades receberão o imposto sindical . “O grande problema não está relacionado às centrais, e sim às federações. As que não estão ligadas à CUT poderão perder recursos”, disse.


    Calixto Reis diz que a central não quer ser um impedimento para levar adiante as negociações, entretanto não descarta a possibilidade de as federações que representa entrarem com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a MP. “Não queremos gerar problemas porque o recurso que virá é muito bom. Mas não posso dar uma vida excelente às centrais e dispensar o que está sendo pedido pelas entidades tradicionais”, explica o sindicalista, ligado à Federação dos Trabalhadores nas Indústria de Pernambuco.


    “Se a questão é apenas o reconhecimento das centrais, por que mexer na forma de distribuição dos recursos, no critério de escolha? Isso é mexer na CLT sem ter necessidade”, afirma. O presidente da nova central reclama, ainda, da iniciativa do governo de propor a mudança por meio de uma medida provisória.


    Na quinta-feira, o governo reunirá novamente as centrais para tentar resolver a divergência. Mas essa não é a única polêmica a ser superada. As entidades patronais vão resistir contra qualquer tentativa de dar às centrais o poder de negociarem acordos coletivos nacionais. O presidente do Conselho Temático de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Dagoberto Lima Godoy, argumenta que a ambição das centrais em serem reconhecidas não pode impor às empresas os danos de acordos coletivos nacionais que desconsideram as condições heterogêneas das regiões brasileiras. “O Brasil não tem tamanho único”, alerta.


    Outro problema identificado por Godoy se as centrais substituírem, na prática, os sindicatos, é a troca da cúpula pela base, o que prejudica a legitimidade do representante. Medeiros garantiu que as centrais serão reconhecidas pela MP, mas a negociação coletiva não vai desprezar o sindicato.


    Se isso ocorrer, o caminho da disputa judicial já está traçado. Godoy advertiu que a Constituição exige, em seu artigo 8º , a presença de sindicato nas negociações coletivas. Portanto, uma MP não tem poder de emendar a Constituição.


    O presidente da Força Sindical, deputado Paulinho (PDT-SP), revelou que as centrais queriam, no início da negociação com o governo, os 20% do imposto sindical que vão para os cofres federais. Mas o governo não abriu mão da metade dessa receita. Outro ponto importante desse tema é o caminho da MP para a mudança das normas. “Tem de ser assim porque um projeto sobre essa matéria poderia levar dez anos para ser aprovado no Congresso”, reconheceu o deputado.


    Com a mudança, Paulinho acredita que as centrais darão mais força à atuação dos sindicatos e também poderão representar trabalhadores no Judiciário e assinar acordos coletivos de trabalho.


    O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos, admitiu que, desde 1983, quando foi criada, a entidade defende o fim do imposto sindical, a liberdade e autonomia de organização dos trabalhadores e o fim do poder normativo da Justiça do Trabalho. Mas também reconheceu que, mesmo no âmbito da CUT, há sindicatos que somente conseguem sobreviver graças à parte que recebem da arrecadação do imposto sindical.


    Santos disse que, na recente negociação com o governo, apenas a CUT propôs um período de transição de três anos para o fim do imposto sindical, repetindo a posição no Fórum Nacional do Trabalho. Depois dessa fase, seria possível cobrar dos trabalhadores apenas a taxa de negociação.


    Atualmente, além do imposto sindical, cobra-se taxa assistencial e taxa confederativa. Em alguns casos, essa carga chega a 25% da renda anual de um empregado. No serviço público, onde não se cobra imposto sindical, os sindicatos sobrevivem com contribuições espontâneas. Mas esse ambiente é mais propício à atuação sindical.


    Para Santos, os setores da iniciativa privada mais resistentes à atividade sindical são os da construção civil, pela alta rotatividade no emprego, e os do comércio e serviços, pela enorme dispersão dos profissionais. “Infelizmente, a maioria dos dirigentes sindicais não quer o fim do imposto. No Fórum Nacional do Trabalho, propus uma ampla pesquisa sobre esse tema na base, mas fui derrotado”, lamentou.


    Com a edição dessa MP, ainda em maio, será a segunda tentativa do governo Lula para reconhecer as centrais sindicais. Em 8 de maio de 2006, foi publicada a MP 293, que acabou sendo rejeitada pelo Congresso em setembro. (Colaborou Cristiane Agostine, de São Paulo)


    Oficialização deve reduzir número de entidades de sete para cinco


    Com o reconhecimento das centrais sindicais, um novo cenário será traçado entre as entidades. Três das sete centrais sindicais que negociam com o governo se unirão em julho na União Geral dos Trabalhadores, com vistas a receber mais recursos da União, o que reduzirá o atual número para cinco.


    Mesmo com origens diferentes no movimento sindical, a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT), a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT) e Social Democracia Sindical (SDS) formarão um novo bloco para representar os sindicatos e planejam agrupar mais de 1 mil organizações e ter como base sindical 5 milhões de trabalhadores. As três centrais sindicais conseguiram atrair também grupos como o dos Comerciários de São Paulo, presidido por Ricardo Patah, que agrupa cerca de 500 mil pessoas.


    Segundo os dados que as próprias centrais divulgam, hoje o número de trabalhadores representados seria de 16 milhões, mas elas já prevêem uma migração de sindicatos, federações e confederações para centrais como CUT e Força. “Hoje nós estamos mais interessados em criar uma central forte do que lutar pela legalização das centrais”, diz o presidente da CAT, Laerte Teixeira.


    As centrais só esperam sua regulamentação para acelerar o novo arranjo. O interesse de legalizar as entidades é principalmente financeiro, pois só com o reconhecimento elas poderão receber 10% do imposto sindical. Os sindicalistas elogiam o respaldo do governo – em especial do ministro do Trabalho, Carlos Lupi – ao colocar a discussão novamente em pauta e com prioridade, por meio de uma medida provisória. “O governo tem demonstrado pressa”, apontou Costa, da CAT. “Lupi assumiu com muita expectativa de dar dimensão maior ao ministério, de não deixá-lo ‘apagado’”, opina o presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, José Calixto Reis. “Com o reconhecimento das centrais, o ministro terá visibilidade”, diz Reis.