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  • BC compra US$ 4 bi e impede que dólar caia para menos de R$ 2



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-1


    Para evitar que o dólar caísse abaixo dos R$ 2, o Banco Central (BC) voltou a surpreender e realizou ontem uma megaintervenção no mercado de câmbio. A primeira novidade surgiu poucos minutos antes das 11 horas, quando a mesa de operações do BC anunciou que faria um leilão de swap cambial reverso de US$ 3 bilhões. Nos leilões feitos desde o dia 20 de abril, o volume das ofertas nesses leilões tinha sempre variado entre US$ 400 milhões e R$ 600 milhões.



    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-1


    Para evitar que o dólar caísse abaixo dos R$ 2, o Banco Central (BC) voltou a surpreender e realizou ontem uma megaintervenção no mercado de câmbio. A primeira novidade surgiu poucos minutos antes das 11 horas, quando a mesa de operações do BC anunciou que faria um leilão de swap cambial reverso de US$ 3 bilhões. Nos leilões feitos desde o dia 20 de abril, o volume das ofertas nesses leilões tinha sempre variado entre US$ 400 milhões e R$ 600 milhões. ‘Vimos um aumento da agressividade das atuações do BC’, disse um analista. Nesse tipo de leilão, o BC compra dólares do mercado e, em troca, oferece papéis cuja remuneração varia de acordo com a taxa de juros.


    Sem dar trégua, o BC voltou a atuar no mercado à vista de câmbio à tarde. Pelos cálculos de operadores, as compras superaram US$ 1 bilhão. Por conta da ação do BC, a moeda americana inverteu a mão e subiu 0,15%. ‘Para o tamanho da intervenção, a desvalorização do real foi muito pequena. Esperava uma reação mais forte do mercado’, observou a economista-chefe da Mellon Global Investments, Solange Srour.


    O estrategista do banco BNP Paribas, Alexandre Lintz, questionou a opção do BC de atuar no mercado futuro com os leilões de swap cambial. ‘O melhor era continuar priorizando as atuações no mercado à vista’, disse. Para ele, o tamanho maior do mercado futuro faz com que o valor da intervenção tenha de ser mais elevado que o das atuações no mercado à vista. ‘Como o mercado à vista é menor, o BC conseguiria obter o mesmo efeito do leilão de US$ 3 bilhões com valores mais baixos.’


    O problema, segundo a economista da Mellon Global, é que as intervenções no mercado à vista acabam produzindo uma pressão adicional de fluxo de moeda estrangeira no País. ‘Com as compras de dólares, os bancos acabam se vendo obrigados a comprar contratos de cupom cambial negociados nos mercados futuros para proteger suas posições vendidas em câmbio’, explicou. Com isso, a taxa de juros embutida nesses contratos fica atrativa e acaba provocando mais entrada de dólares. ‘Com o leilão de US$ 3 bilhões, a taxa desses contratos teve uma queda.’


    O economista-chefe da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, acha que o BC não conseguirá evitar que o dólar escorregue para abaixo de R$ 2,00. ‘Não tenho dúvida quanto a isso. O que estamos vendo é o BC ir contra a corrente’, disse. Para Thadeu de Freitas, a melhor forma de combater a valorização do real é acelerar a queda dos juros.


    Também favorável a uma aceleração da queda dos juros, o estrategista do BNP Paribas acrescentou que a medida deveria ser acompanhada por uma redução das alíquotas de importação. ‘A queda das alíquotas ainda teria o benefício adicional de ajudar a manter a inflação sob controle’, comentou. Para Solange, o BC ainda tem à disposição outros instrumentos de atuação, como a redução dos depósitos compulsórios.


    ‘Oferta é sinal de fraqueza do BC’


    O ex-diretor do Banco Central e sócio da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, criticou a estratégia do BC de aumentar consideravelmente o volume da oferta no leilão de swap cambial reverso realizado ontem. O BC ofertou US$ 3 bilhões, o maior volume desde a retomada desse tipo de leilão, em 20 de abril. O lote integral de 63.050 contratos de swap cambial reverso com quatro vencimentos foi vendido. “US$ 3 bilhões não é sinal de força, é sinal de fraqueza”, afirmou em entrevista ao Broadcast Ao Vivo, serviço da Agência Estado.


    Barros reconhece que, se não fosse por essa intervenção, o dólar teria rompido ontem os R$ 2, mas acredita também que o BC não tem fôlego para continuar atuando tão agressivamente. Desde a retomada desses leilões, as ofertas tinham variado de US$ 400 milhões a US$ 600 milhões. Segundo ele, não se trata de uma nova estratégia do BC. “A estratégia, de nova, não tem nada. Para quem acompanha os mercados há certo tempo, é fácil identificar um padrão quando há queda-de-braço entre o mercado e o BC relativa à taxa de câmbio.”


    Para Barros, a agressividade da atuação de ontem pode ser sinal de que as intervenções estão chegando ao fim. “É uma intervenção geométrica, vai num crescendo. No início é quase linear, e na medida em que a queda-de-braço fica mais forte, o BC vai aumentando suas intervenções de forma exponencial. Mas vai ter que parar.”


    Para o ex-diretor do Banco Central, só há um meio de o BC evitar que o real se valorize demais: cortar os juros. Barros tem certeza de que o dólar ficará abaixo dos R$ 2 em algum momento no curto prazo, embora isso tenha sido impedido pelas atuações do BC até agora. Segundo suas projeções, a moeda americana deverá chegar a R$ 1,90, R$ 1,85 e ao longo de 12 meses haverá um movimento de recuperação.


    Barros acha que o Copom deve cortar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual já na reunião de junho, para evitar uma valorização excessiva do real e parar com as compras no mercado de câmbio. “Quanto mais dólar o BC compra, mais segura fica a moeda do País. Eles não estão percebendo isso.” Ele projeta uma Selic em 11,75% no fim do ano e perto de 9% em 2008.


    O economista disse ainda esperar por um pouso suave da economia dos Estados Unidos e não aposta para tão logo uma realização de lucros nas bolsas internacionais e na bolsa paulista, que ontem ultrapassou os 50 mil pontos. Segundo ele, “as bolsas vão subir ainda mais”.


     


     

  • Fecomércio-SP começa a promover eventos no Second Life

    A Fecomércio Virtual, perfil da Fecomércio de São Paulo no Second Life, e o International Quality & Productivity Center (IQPC) promoveram esta semana o seminário IQPC Second Live Brasil Experience Series I.

    A Fecomércio Virtual, perfil da Fecomércio de São Paulo no Second Life, e o International Quality & Productivity Center (IQPC) promoveram esta semana o seminário IQPC Second Live Brasil Experience Series I.


    O evento, primeiro sobre o tema no país, reuniu diversos profissionais das áreas de Marketing, Comunicação e Tecnologia, e contou com a participação do presidente do Conselho Superior de Tecnologia da Informação da Fecomércio-SP, Renato Ópice Blum, do CEO da Kaizem Games (responsável pela implantação da versão brasileira do Second Life), Maurílio Shintati, e do gerente de Internet da Phillips, Tales Rocha, entre outros. Os participantes conheceram o Second Life Brasil e cases de empresas que já aderiram à novidade, e puderam conhecer as perspectivas e oportunidades de negócios do novo ambiente.


    Fecomércio-SP no Second Life


    A Fecomércio de São Paulo, primeira entidade de classe a participar do Second Life, já está disponibilizando, no ambiente virtual, que recebe cerca de 900 acessos por dia, informações sobre a entidade e possibilidades de negócios. Em breve, a entidade começará a realizar feiras e eventos, como palestras, reuniões e cursos, no Second Life.


    “O ambiente second life representa a materialização da economia real no mundo virtual, com ganhos efetivos, inclusive com registro de inúmeros negócios bem sucedidos”, comenta o presidente do Conselho Superior de Tecnologia da Informação da Fecomércio de São Paulo, Renato Ópice Blum.


    Para participar do Second Life – que tem cerca de 5,6 milhões de usuários no mundo todo, dos quais 200 mil são brasileiros, e soma aproximadamente R$ 25 milhões em transações comerciais já realizadas -, a Fecomércio de São Paulo construiu, na virtual “Ilha Berrini”, um prédio idêntico ao existente no mundo real.

  • Representantes do governo destacam necessidade de reforma sindical

    O Brasil precisa retomar a discussão da reforma sindical para proteger tanto os direitos dos trabalhadores quanto os dos empresários. Essa é a opinião do secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antônio de Medeiros Neto, e do procurador regional do trabalho Ricardo José Macedo de Britto Pereira.

    O Brasil precisa retomar a discussão da reforma sindical para proteger tanto os direitos dos trabalhadores quanto os dos empresários. Essa é a opinião do secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Antônio de Medeiros Neto, e do procurador regional do trabalho Ricardo José Macedo de Britto Pereira. Ao lado de representantes de entidades sindicais, eles debateram nesta quinta-feira (3) as ocorrências de demissões arbitrárias de dirigentes sindicais e membros de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (Cipas).


    O debate foi promovido pela Subcomissão de Trabalho e Previdência, que funciona no âmbito da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), e pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Luiz Antônio de Medeiros participou da audiência como representante do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi; Ricardo Pereira representou a procuradora-geral do Ministério Público do Trabalho, Sandra Lia Simon.


    Ricardo Pereira disse, durante o debate, que a garantia constitucional contra a demissão arbitrária dos dirigentes sindicais, desde o início da candidatura até um ano após o término do mandato, é um instrumento fundamental para o exercício pleno do cargo. Para o procurador, no entanto, a Constituição, apesar de garantir a liberdade sindical, deixa margem para a continuidade da interferência do Estado, ao trazer, em seu texto, alguns elementos da legislação anterior.


    – A Constituição federal estabeleceu princípios democráticos. Por isso, a unicidade sindical é, hoje, uma contradição dentro da própria Constituição, pois restringe o direito à liberdade sindical – afirmou Ricardo Pereira.


    Para o procurador, ainda, é preciso romper de vez com a legislação passada e discutir qual o modelo mais adequado de estrutura sindical para o país – caso contrário, disse, os trabalhadores terão cada vez mais redução nos seus benefícios trabalhistas.


    Já Luiz Antônio de Medeiros criticou o fato de as centrais sindicais no Brasil não serem legalizadas, o que impede, lembrou, que representem seus associados em tribunais superiores. Ex-dirigente sindical e ex-deputado federal, o representante do Executivo afirmou ainda que outro grave problema que vem ocorrendo é que cerca de 90% dos sindicatos fundados ultimamente estão unicamente interessados no imposto sindical.


    – Não é possível ficar como está. É preciso mudar a estrutura sindical tanto dos trabalhadores quanto dos empresários, pois é antiga, arcaica e superada. Quem perde com isso são os trabalhadores, que ficam sem representantes – afirmou Luiz Antônio de Medeiros.


    Estabilidade


    A legislação que dispõe sobre aestabilidade dos dirigentes sindicais também foi bastante criticada pelos representantes tanto do Ministério do Trabalho quanto do Ministério Público. Para eles, a atual legislação sobre o assunto é omissa, e, por isso, tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Tribunal Superior do Trabalho (TST) têm julgado ações conforme a legislação anterior, que previa, segundo Ricardo Pereira, interferência do Estado.


    Ricardo Pereira explicou também que, por falta de legislação específica e para evitar abusos na indicação excessiva de representantes sindicais com proteção contra demissão, os tribunais superiores têm entendido que cada sindicato pode ter apenas sete dirigentes com garantia de estabilidade, como previa a legislação anterior.


    – Isso, na minha opinião, é interferência do Estado. Pode-se até aceitar o arbítrio de um número mínimo e máximo de dirigentes, mas cada sindicato tem sua própria necessidade – explicou o procurador.


    Para Luiz Antônio de Medeiros, não é possível que uma legislação seja omissa quanto a tema tão importante.


    – Na minha época de sindicalista, eram vinte e quatro dirigentes com estabilidade e isso era respeitado, pois estava na lei, que hoje é omissa. Ela (a lei) tem que dizer alguma coisa – afirmou Medeiros.


    Agência Senado, 3 de maio de 2007.


     


     

  • Senador comenta seu substitutivo que tipifica crimes na web

    O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pediu apoio nesta quarta-feira (2) para o texto substitutivo aos Projetos de Lei do Senado (PLS) 76/00 e (PLS) 137/00 e ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 89/03, em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que tipifica e estabelece punição para crimes cometidos na Internet.

    O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) pediu apoio nesta quarta-feira (2) para o texto substitutivo aos Projetos de Lei do Senado (PLS) 76/00 e (PLS) 137/00 e ao Projeto de Lei da Câmara (PLC) 89/03, em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que tipifica e estabelece punição para crimes cometidos na Internet. O senador – relator dos projetos na CCJ – argumenta que esse tipo de crime vem aumentando significativamente nos últimos anos, com 197 mil ocorrências no país em 2006, um crescimento de 53%.


    O senador exemplificou com um caso recente ocorrido em Brasília e evitado a tempo pela polícia civil do Distrito Federal, em que um grupo de adolescentes teria planejado o assassinato de outro adolescente por meio da Internet. Mencionou ainda outros dois casos ocorridos em Jacutinga, interior de Minas Gerais, e Petrolina, em Pernambuco, em que teria sido utilizado o site de relacionamentos Orkut para agredir com mensagens alguns cidadãos.


    – Trata-se de problema sério e que precisa ser enfrentado pela legislação brasileira -defendeu o parlamentar.


    Azeredo reforçou a necessidade de aprovação da medida argumentando que os países de vanguarda mundial – como os integrantes da União Européia e outros, como Estados Unidos, Canadá, África do Sul e Japão – já adotaram medidas acompanhando a Convenção de Budapeste, Convenção Internacional sobre o Cibercrime.


    O senador afirmou que o número de fraudes, de acordo com o site do Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (www.cert.br) teria subido de 27,3 mil tentativas de fraudes em 2005 para 41,8 mil em 2006, número que, segundo ele, poderia ser bem maior, pois os dados consideram apenas as denúncias dos usuários.


    O parlamentar por Minas Gerais esclareceu ainda que a proposta em análise na CCJ não tem o objetivo de cercear a liberdade de expressão ou invadir a privacidade das pessoas, mas visa a combater uma série de crimes como a clonagem de cartões de crédito e de celulares, entre outros cometidos com o auxílio da Internet.


    Azeredo informou também que os dados do cadastramento do usuário serão mantidos pelo provedor por um prazo de três anos e o acesso a eles só será possível com autorização da Justiça, em casos de investigações ou auditorias, quando o provedor puder colaborar com a apuração de denúncias, fornecendo “elementos probatórios essenciais”.


    Agência Senado, 2 de maio de 2007.

  • Fecomércio-SP implanta programa de aprimoramento de vendas

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo acaba de lançar, em parceria com o Sebrae do estado, o programa Venda Melhor, que tem como objetivo orientar os pequenos empresários de São Paulo a aprimorar a gestão de suas empresas e impulsionar as vendas, principalmente nas datas comemorativas.


    O programa consiste na realização de oficinas rápidas e gratuitas sobre os assuntos que mais geram dúvidas, como atendimento, promoções, embalagens e vitrinismo.

    A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo acaba de lançar, em parceria com o Sebrae do estado, o programa Venda Melhor, que tem como objetivo orientar os pequenos empresários de São Paulo a aprimorar a gestão de suas empresas e impulsionar as vendas, principalmente nas datas comemorativas.


    O programa consiste na realização de oficinas rápidas e gratuitas sobre os assuntos que mais geram dúvidas, como atendimento, promoções, embalagens e vitrinismo. Além de promover um melhor desempenho nas vendas, o Venda Melhor tem como objetivo ajudar os lojistas a evitar os principais problemas enfrentados nas épocas de maior concentração de vendas: inadimplência, contratação de temporários, excesso ou falta de estoques e fluxo de caixa.


    As duas entidades esperam realizar mais de 540 oficinas em todo o estado de São Paulo, e atender a aproximadamente 16 mil empresários do comércio. Após a realização das oficinas, o Sebrae analisará os resultados e traçará um diagnóstico das empresas que participaram do projeto, para levantar as principais dificuldades encontradas pelos lojistas e estruturar um conjunto de ações que levem ao fortalecimento destas empresas, tornando-as mais competitivas.

  • No Rio Grande do Sul, Senac qualifica jovens para o mercado de trabalho

    O Senac do Rio Grande do Sul acaba de qualificar, dentro do programa Jovem Aprendiz, mais de 50 estudantes, com idades entre 15 e 24 anos, que concluíram o curso de Assistente de Serviços Administrativos em uma escola de educação profissional de uma das unidades da entidade, em Porto Alegre. Ontem, 2 de maio, 31 alunos receberam seus diplomas e hoje, dia 3, outros 23 alunos terão o certificado de conclusão do curso.


    O programa, desenvolvido pelas unidades do Senac em todo o país, é uma porta de entrada para o mercado de trabalho.

    O Senac do Rio Grande do Sul acaba de qualificar, dentro do programa Jovem Aprendiz, mais de 50 estudantes, com idades entre 15 e 24 anos, que concluíram o curso de Assistente de Serviços Administrativos em uma escola de educação profissional de uma das unidades da entidade, em Porto Alegre. Ontem, 2 de maio, 31 alunos receberam seus diplomas e hoje, dia 3, outros 23 alunos terão o certificado de conclusão do curso.


    O programa, desenvolvido pelas unidades do Senac em todo o país, é uma porta de entrada para o mercado de trabalho. Depois de passarem por uma carga horária de 168 horas, em um período de dez meses, entre atividades externas e em salas de aula, 30 alunos formados esta semana já têm vaga garantida em uma empresa da capital gaúcha. Em uma outra turma, todos os 28 alunos conseguiram estágios logo no início do curso. “Mesclar teoria e prática é o ponto-chave para a qualificação do jovem e também um fator importante para direcioná-lo ao primeiro emprego”, afirma a assessora pedagógica do Senac-RS, Aline Marques.

  • Turismo e sustentabilidade

    O Estado de São Paulo  Editoria: Viagem & Aventura  Página: V-2


    Norton Luiz Lenhart – Presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares e vice-presidente dos Membros Afiliados da Organização Mundial do Turismo (OMT)


     


    Segundo o professor Geraldo Castelli, da Castelli Escola Superior de Hotelaria, que fica em Canela (RS), receber um visitante e oferecer a ele uma refeição é ato comum desde os primórdios da civilização.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Viagem & Aventura  Página: V-2


    Norton Luiz Lenhart – Presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares e vice-presidente dos Membros Afiliados da Organização Mundial do Turismo (OMT)


     


    Segundo o professor Geraldo Castelli, da Castelli Escola Superior de Hotelaria, que fica em Canela (RS), receber um visitante e oferecer a ele uma refeição é ato comum desde os primórdios da civilização.


    Por meio dessa citação, quero mostrar a importância de tratar bem o turista quando se quer deixá-lo encantado com o local. Isso porque a sensação de viver uma experiência positiva depende muito da qualidade da hospedagem e da hospitalidade oferecidas – a atividade turística é um fenômeno em expansão, capaz de provocar alterações no modo como as pessoas vêem o mundo e com ele se relacionam.


    Nesta era de globalização, a palavra-chave para fazer o setor crescer é sustentabilidade. Com isso, a meta deve ser desenvolver projetos estratégicos para estimular o desenvolvimento socioeconômico de quem vive em destinos com vocação turística.


    Uma coisa é certa: o turismo vem sendo considerado o setor que mais promove desenvolvimento econômico, social e cultural, podendo ser uma via natural para o progresso de locais pouco avançados. Isso se deve ao fato de permitir a diversificação de atividades, a implantação de novos serviços e a valorização dos produtos.


    Além de ajudar na obtenção de rendimentos suplementares, o turismo estimula melhorias na infra-estrutura e nos serviços. Se bem planejado e administrado, poderá fomentar a eficiência econômica e a justiça social, criando postos de trabalho.


    É possível falar, sim, em turismo sustentável ao discutir suas normas para os meios de hospedagem. Isso é, promover a gestão ambiental dos meios de hospedagem.


    A sustentabilidade econômica possibilita uma melhor alocação e gestão dos recursos por meio do fluxo regular dos investimentos públicos e privados. E as políticas públicas de turismo precisam ser repensadas em função da própria dinâmica da atividade.


    Um dos pilares do Programa de Regionalização do Turismo – Roteiros do Brasil é justamente a sustentabilidade ambiental, sociocultural e econômica, imprescindível para o sucesso de qualquer atividade turística no contexto atual.


    Um destino turístico pode ser criado num processo espontâneo, gradual, não planejado, ou pode resultar de um processo intencional, planejado.


    O assunto hospitalidade e sustentabilidade nos dá a oportunidade de integrar todos os setores componentes da cadeia produtiva do turismo. Devemos estar sempre atentos ao profissionalismo, à capacitação e à oportunidade de abrir as portas para novos empreendimentos. Mas sempre discutindo os principais problemas e as soluções para um desenvolvimento consciente do turismo.


     

  • Superávit do Brasil com Argentina recuará 23% no ano, diz Abeceb

    Gazeta Mercantil Editoria: Nacional  Página: A-4


    O comércio bilateral entre Brasil e Argentina pode ficar mais favorável ao país vizinho. Segundo a consultoria argentina abeceb.com, haverá uma redução de 23% em relação ao superávit brasileiro do ano passado, fazendo com que 2007 se encerre com um saldo de US$ 2,8 bilhões. “Isso assinalará um acontecimento significativo na história do intercâmbio bilateral”, avaliam os economistas, lembrando que a situação entre os dois principais sócios do Mercosul se arrasta desde 2003.

    Gazeta Mercantil Editoria: Nacional  Página: A-4


    O comércio bilateral entre Brasil e Argentina pode ficar mais favorável ao país vizinho. Segundo a consultoria argentina abeceb.com, haverá uma redução de 23% em relação ao superávit brasileiro do ano passado, fazendo com que 2007 se encerre com um saldo de US$ 2,8 bilhões. “Isso assinalará um acontecimento significativo na história do intercâmbio bilateral”, avaliam os economistas, lembrando que a situação entre os dois principais sócios do Mercosul se arrasta desde 2003.


    Nos primeiros quatro meses do ano, o superávit apresentado pelo Brasil chegou a US$ 920 milhões, 20% inferior ao primeiro quadrimestre de 2006. A redução foi ocasionada por vendas argentinas 35,8% maiores (US$ 3,015 bilhões) do que as registradas no mesmo período do ano anterior. No entanto, pelos dados apenas de abril, os brasileiros venderam aos argentinos 15% a mais do que igual mês de 2006, levando o saldo positivo do lado brasileiro a US$ 337 milhões. Esse resultado, de acordo com a consultoria, faz com que já sejam 47 meses consecutivos de déficit para a Argentina.


    Mas a expectativa dos argentinos é que suas exportações ao Brasil cresçam 30% em 2007 e superem os US$ 10 bilhões – recorde histórico nos níveis de vendas aos brasileiros.


    Entre os fatores que propiciaram o maior fluxo no intercâmbio bilateral e mais favorável à Argentina, de acordo com os integrantes da abeceb.com, está a apreciação do real frente ao dólar no Brasil. “O impulso adquirido pelas importações brasileiras de produtos argentinos fez com que a participação no total comprado pelo Brasil passasse de 8,5%, em 2005, para 8,8% em 2006”, relatam, especificando que foram vendidos mais automóveis e autopeças, cujas compras brasileiras subiram 10%.


    Segundo estimativas dos economistas argentinos, o Brasil deve comprar 14% a mais de produtos argentinos nesse ano, totalizando US$ 13,3 bilhões. “O fenômeno da desaceleração das compras argentinas do Brasil, como conseqüência da valorização do real frente ao dólar, mostrou um ligeiro aumento das importações de 17%, no primeiro quadrimestre, em comparação a mesmo período de 2006.”


    Em abril, as importações provenientes do Brasil alcançaram US$ 1,069 bilhão, 7,5% inferiores ao mês anterior, mas 20% superiores a igual mês de 2006.


     


     

  • Saldo acumula quase US$ 13 bi até abril

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Superávit é recorde em relação ao primeiro quadrimestre dos anos anteriores. O superávit comercial brasileiro somou US$ 12,9 bilhões entre janeiro e abril, alta de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O saldo é recorde em relação ao primeiro quadrimestre dos anos anteriores e resultado de US$ 46,4 bilhões em exportações e US$ 33,5 bilhões em importações, também recordes para os períodos.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-4


    Superávit é recorde em relação ao primeiro quadrimestre dos anos anteriores. O superávit comercial brasileiro somou US$ 12,9 bilhões entre janeiro e abril, alta de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O saldo é recorde em relação ao primeiro quadrimestre dos anos anteriores e resultado de US$ 46,4 bilhões em exportações e US$ 33,5 bilhões em importações, também recordes para os períodos. As vendas e as compras do exterior apresentaram crescimento de respectivamente 18,2% e de 24,7% na comparação com os quatro primeiros meses de 2006.


    Abril foi o maior saldo mensal obtido neste ano. As importações cresceram menos do que as exportações no mês passado, interrompendo seqüência verificada nos três meses anteriores. As vendas ao exterior somaram US$ 12,4 bilhões, frente US$ 8,2 bilhões em importações. A média diária de exportações totalizou US$ 622,5 milhões, alta de 14,0% em relação a abril do ano passado. Já a média diária de importações do mês passado foi de US$ 412,3 milhões, crescimento de 10,2%. Nos últimos meses, a elevação da média diária de importações foi de 27% a 28%.


    Segundo o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Armando de Mello Meziat, a tendência para este ano ainda é de redução do superávit comercial brasileiro.


    Isso porque houve um “acontecimento pontual e atípico” devido ao alto volume de importações feitas em abril do ano passado. O destaque foi a redução do crescimento das importações de automóveis, de 51,2% para 27,9%. E a queda de 12,6% das compras de combustíveis e lubrificantes.


    “A impressão que temos é que essa foi uma ocorrência só do mês de abril. Nada indica que haverá arrefecimento das importações”, declarou Meziat. A expectativa do secretário é que a corrente comercial brasileira comece a crescer com maior velocidade a partir deste mês por razões sazonais. “Há o início do escoamento das safras agrícolas. Já as importações crescerão por causa do aumento da atividade do setor produtivo nacional”.


    Meta de exportações


    A meta do governo é exportar US$ 152 bilhões neste ano. As vendas acumuladas nos últimos 12 meses somam US$ 144,97 bilhões. Ou seja, só US$ 7 bilhões a menos do que o alvo. O secretário ponderou, entretanto, que ainda é cedo para rever a meta. Nem a inclusão das operações realizadas por meio da Declaração Simplificada de Exportação (DSE) na balança comercial fez o Desenvolvimento alterar sua meta de vendas ao exterior.


    A partir do mês passado o ministério passou a contabilizar as exportações de até US$ 20 mil feitas por meio das DSE. No ano passado, tais operações totalizaram US$ 337,8 milhões.


    Assim, as exportações totais do Brasil no período passaram a somar US$ 137,8 bilhões e o superávit comercial, US$ 46,4 bilhões. Os negócios feitos com a declaração simplificada também foram incluídos na série histórica da balança comercial do País.


    O secretário reafirmou que o crescimento das receitas das exportações brasileiras neste ano voltaram a ser impulsionadas pelo aumento da quantidade embarcada, e não só pela a alta dos preços internacionais, como ocorreu no ano passado. “A demanda externa, além de estimular o crescimento dos preços, está estimulando o Brasil a vender maiores quantidades.” Entre janeiro e abril, as exportações de produtos manufaturados cresceram 11,6%, as de básicos aumentaram 27,9% e as vendas de semimanufaturados apresentação alta de 20,3%. Destaque para as exportações de álcool etílico (alta de 105,5%), carne bovina (48,2%) e couros e peles (34,5%).


    Preços de commodities


    Na avaliação de José Augusto de Castro, diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os resultados da balança comercial de abril surpreende pelas cotações de todas as commodities, especialmente dos produtos básicos. “Isso reflete o crescimento mundial. A China continua comprando muito. Enquanto mantiver esse apetite as exportações continuarão em alta”. Segundo Castro, a tendência de crescimento nas vendas ao exterior dependerá da expansão da economia chinesa durante 2007 e sobretudo, dos índices de inflação dos Estados Unidos.


    Apesar da desaceleração das importações no mês de abril, o economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), Fernando Ribeiro, destacou que a queda não representa mudanças no ritmo das compras ao longo do ano. “O dólar em baixa continuará favorecendo as importações”.


    Ribeiro estimou para 2007 um superávit comercial de US$ 41,5 bilhões, sendo US$ 154 bilhões em exportações e US$ 112,5 bilhões em importações. De acordo com os cálculos, as vendas externas são 12% superiores a 2006, enquanto as compras representam acréscimo de 23% em relação ao mesmo período. Já Castro espera para o ano superávit em torno de US$ 40 bilhões. As projeções do saldo, contudo, estão abaixo do recorde de US$ 46,4 bilhões obtidos em 2006.ria do Brasil.


     

     


     


     

  • Super-Receita terá ‘racionalidade administrativa’, afirma Rachid

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-8




    Os pontos de atendimento da Receita Federal do Brasil, ou Super-Receita, das 27 capitais e outras 24 grandes cidades do interior terão de atender o público no horário mínimo de 8 horas às 17 horas. Até agora não havia um horário padronizado. O contribuinte poderá agendar o atendimento com até dois dias de antecedência.


    As novidades foram anunciadas pelo secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, confirmado ontem no cargo.

    O Estado de São Paulo  Editoria: Economia  Página: B-8




    Os pontos de atendimento da Receita Federal do Brasil, ou Super-Receita, das 27 capitais e outras 24 grandes cidades do interior terão de atender o público no horário mínimo de 8 horas às 17 horas. Até agora não havia um horário padronizado. O contribuinte poderá agendar o atendimento com até dois dias de antecedência.


    As novidades foram anunciadas pelo secretário da Receita Federal do Brasil, Jorge Rachid, confirmado ontem no cargo. Rachid é o primeiro titular da Super-Receita, órgão nascido da fusão entre a Secretaria da Receita Federal e a Secretaria de Receita Previdenciária.


    A nova estrutura começou a funcionar ontem e foram exonerados 4.980 servidores com cargos ou funções comissionadas nas duas secretarias anteriores. As novas nomeações sairão publicadas em edição extra do Diário Oficial da União. Rachid afirmou que o número de funções comissionadas da Super-Receita será menor. ‘Trata-se de uma nova estrutura, com nova composição e com racionalidade administrativa.’


    Alguns procedimentos já foram unificados desde ontem, mas outros continuarão a funcionar pelas regras anteriores por mais tempo. No primeiro dia de funcionamento da nova estrutura, apesar das manifestações de servidores, Rachid disse que não houve problemas. ‘Está sendo tudo muito tranqüilo’, comentou, acrescentando que foi montada uma ‘sala de monitoramento de situação’ onde especialistas do Serpro e da Dataprev – autarquias que dão suporte tecnológico à Receita e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) – estão de plantão para resolver qualquer emergência no acesso ao sistema.


    O secretário anunciou que desde ontem as empresas podem resolver várias pendências fiscais no site da Super-Receita, como a retirada da Certidão Negativa de Débito (CND) da Previdência. O documento que atesta a regularidade das contribuições continuará, por algum tempo, sendo específico e separado da CND dos outros tributos federais, mas passa a ser emitido num único lugar.


    As pessoas físicas com problemas relativos às contribuições ao INSS, no entanto, continuarão a ser atendidas nas 1.164 agências da Previdência e não nos pontos da Super-Receita. Empresários que precisarem ir a um posto de atendimento podem agendar horário, mas quem faltar a dois agendamentos em 30 dias ficará impedido de voltar a marcar horário por seis meses.


    Também foram unificados ritos processuais, como o prazo para recorrer de um auto de infração. No caso da Previdência, o prazo era de 15 dias e desde ontem passa a ser de 30 dias, como era na Receita Federal.