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  • Audiências debaterão câmbio com Fazenda e Banco Central

    O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram convidados a participar de audiências públicas sobre a situação cambial do País. Meirelles debaterá o assunto no próximo dia 3, em reunião promovida pelas comissões de Finanças e Tributação; e Mista de Orçamento.

    O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foram convidados a participar de audiências públicas sobre a situação cambial do País. Meirelles debaterá o assunto no próximo dia 3, em reunião promovida pelas comissões de Finanças e Tributação; e Mista de Orçamento. A audiência com Mantega, por sua vez, será realizada pela Comissão de Finanças, em data a definir.


    O debate foi sugerido pelo deputado Alfredo Kaefer (PSDB-PR), que considera a queda do dólar frente ao real prejudicial a diversos setores da economia, principalmente o do agronegócio.


    Agência Câmara, 20 de abril de 2007.

  • Parlamentares do Brasil e da Alemanha debatem o etanol

    O programa brasileiro de biocombustíveis e o aquecimento global foram os principais temas do encontro de parlamentares brasileiros e alemães, na quinta-feira (19), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). As duas questões voltam a ser debatidas em encontro previsto para junho, no Parlamento alemão. A delegação alemã era composta por seis deputados e uma deputada.


    Ao abrir a reunião, o presidente da CRE, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), ressaltou a tradição de amizade entre os dois países.

    O programa brasileiro de biocombustíveis e o aquecimento global foram os principais temas do encontro de parlamentares brasileiros e alemães, na quinta-feira (19), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE). As duas questões voltam a ser debatidas em encontro previsto para junho, no Parlamento alemão. A delegação alemã era composta por seis deputados e uma deputada.


    Ao abrir a reunião, o presidente da CRE, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), ressaltou a tradição de amizade entre os dois países. O vice-presidente da comissão, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), também deu as boas-vindas aos visitantes e recordou o grande número de descendentes de alemães no Brasil.


    Participando do debate, Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) quis saber a opinião dos visitantes a respeito do programa brasileiro de produção de etanol. A deputada Bärbel Höhn, vice-presidente do Grupo Parlamentar Alemanha-Brasil, afirmou que o projeto é visto com interesse no seu país. Ressalvou, porém, que existe dúvida se a produção de álcool não estaria prejudicando a de alimentos. Ela informou que está em discussão o estabelecimento, pela União Européia, de normas de certificação para a importação de etanol.


    Em resposta a uma pergunta da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), a deputada Bärbel Höhn, do Partido Verde, explicou o chamado “imposto ecológico”, por meio do qual se tributa mais o consumo de energia para ajudar a financiar a seguridade social.


    Alimentos


    O deputado alemão Lothar Mark, do Partido Social-Democrata, defendeu a ampliação do comércio entre as duas nações. Ele observou que as trocas entre a Alemanha e a América Latina representam apenas 2% do total do comércio exterior de seu país.Respondendo a indagação de Lothar, quanto ao interesse do Brasil e da Alemanha em obter assentos permanentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Eduardo Suplicy (PT-SP) disse considerar importante que os dois países “cooperem” no conselho.


    Atendendo a questão formulada por Mão Santa (PMDB-PI), o deputado Kurt Rossmanith, presidente do grupo parlamentar, afirmou que os salários dos professores de nível superior na Alemanha são “mais do que aceitáveis”.


    Responsabilidade


    Serys relatou sua participação em reunião de parlamentares do grupo G8+5 – os oito países mais desenvolvidos e os cinco principais emergentes – em Washington, quando defendeu a “responsabilidade diferenciada” das nações em relação ao aquecimento global. Segundo a senadora, ficou decidida a realização de um novo encontro, em Berlim, em junho, e de um seminário internacional no Brasil sobre o assunto, no início do próximo ano.


    Jornal do Senado, 20 de abril de 2007.


     


     

  • Fenacon capacita instrutores para a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas em Pernambuco

    A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) realizará, nos dias 20 e 21 de abril, em Recife, o treinamento para a formação de instrutores para a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas.

    A Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas (Fenacon) realizará, nos dias 20 e 21 de abril, em Recife, o treinamento para a formação de instrutores para a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas. Os agentes multiplicadores, como são chamados, serão os responsáveis pela capacitação de cerca de 9 mil contadores no Estado.


    O curso, feito em parceria com o Sebrae regional e o Sindicado das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento local, será ministrado na sede do sindicato, no bairro da Boa Viagem. Pernambuco é o terceiro estado a receber o treinamento, que será disseminado por todo o Nordeste. O primeiro foi realizado em Belo Horizonte, destinado aos instrutores que vão atuar na região Sudeste, e foi seguido pelo de Brasília, destinado às regiões Norte e Centro-Oeste.O próximo será em Florianópolis, para atender aos contadores do Sul do Brasil.


    O convênio entre o Sebrae e a Fenacon foi assinado em março, com o objetivo de disseminar o conhecimento da nova lei para empresários contábeis, prefeituras e associações comerciais, incentivando a competitividade e a formalização de pequenos negócios.

  • IGP-M fica em 0,24% na segunda prévia de abril

    O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) manteve-se em 0,24% na segunda prévia de abril, na comparação com a mesma medição de março. Foi o menor resultado para uma segunda prévia em um ano.


    Dos índices que compõem o IGP-M, o IPA (Índice de Preços por Atacado) ficou em 0,21% no período, ante 0,22% da primeira prévia de março. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,34%, ante 0,31% do período anterior.

    O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) manteve-se em 0,24% na segunda prévia de abril, na comparação com a mesma medição de março. Foi o menor resultado para uma segunda prévia em um ano.


    Dos índices que compõem o IGP-M, o IPA (Índice de Preços por Atacado) ficou em 0,21% no período, ante 0,22% da primeira prévia de março. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) registrou variação de 0,34%, ante 0,31% do período anterior. E o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) acelerou de 0,21% em março para 0,48% em abril.


    No acumulado do ano, a taxa acumula alta de 1,11%, e, nos últimos 12 meses, de 4,70%.

  • Solução para MPs está no Congresso, afirma Ministro do STF

    O advogado-geral da União, ministro José Antonio Dias Toffoli, declarou hoje (19) que a edição de medidas provisórias “é tida e reconhecida como necessária para a governabilidade”. O ministro disse, porém, que é preciso discutir limites para que as MPs não subtraiam as atribuições do Poder Legislativo. Em sua opinião, esses limites podem ser definidos por meio de mudanças nas regras de tramitação das MPs no Congresso Nacional.

    O advogado-geral da União, ministro José Antonio Dias Toffoli, declarou hoje (19) que a edição de medidas provisórias “é tida e reconhecida como necessária para a governabilidade”. O ministro disse, porém, que é preciso discutir limites para que as MPs não subtraiam as atribuições do Poder Legislativo. Em sua opinião, esses limites podem ser definidos por meio de mudanças nas regras de tramitação das MPs no Congresso Nacional.


    Toffoli, que participa de audiência na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), avaliou que o governo não interfere na autonomia do Legislativo ao editar MPs, já que o Congresso tem toda a autoridade para deliberar sobre elas.


    Já o vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, afirmou na audiência da CCJ que a solução para o excesso de medidas provisórias está no próprio Congresso Nacional. Sugeriu a instalação de uma comissão mista permanente no Congresso para examinar as MPs. Essa comissão, segundo ele, formaria uma doutrina [posicionamento objetivo] sobre a definição de urgência na edição das medidas provisórias pelo presidente da República. “Se eu posso dar alguma contribuição, diria que a solução talvez esteja aqui mesmo”, disse.


    Gilmar Mendes afirmou que o STF, com sua nova composição, tende a cancelar MPs quando a matéria de que tratam evidentemente não atender ao requisito de urgência. O ministro, porém, apontou uma zona imune a interferências do tribunal, correspondente à urgência política. Para ele, quem pode definir se o assunto da MP é urgente do ponto de vista político é o próprio Congresso.


    CNC, 19 de abril de 2007.

  • CCJ aprova convenção da OIT sobre previdência social

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última terça-feira (17) o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1547/04, da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que ratifica a Convenção 102 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Elaborada em 1952, em Genebra (Suíça), a Convenção 102 estabelece critérios para atendimento dos benefícios previdenciários básicos dos trabalhadores, como seguro-desemprego e benefício de afastamento por acidente de trabalho. O texto já havia sido enviado ao Congresso em 1964, sendo então rejeitado.

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na última terça-feira (17) o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 1547/04, da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, que ratifica a Convenção 102 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Elaborada em 1952, em Genebra (Suíça), a Convenção 102 estabelece critérios para atendimento dos benefícios previdenciários básicos dos trabalhadores, como seguro-desemprego e benefício de afastamento por acidente de trabalho. O texto já havia sido enviado ao Congresso em 1964, sendo então rejeitado.


    Segundo informações do Ministério da Previdência, na época o sistema público de previdência no Brasil não atingia 50% dos assalariados, conforme exigido, não agregava os trabalhadores rurais e domésticos nem cuidava dos acidentes de trabalho. A previdência brasileira avançou desde então e hoje atende os pontos considerados mais importantes pela OIT. Os auxílios citados na convenção são disciplinados pela Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios da Previdência Social.


    Tramitação

    O PDC 1547/04 já havia sido aprovado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. O texto segue agora para análise do Plenário da Câmara.


    Agência Câmara, 20 de abril de 2007.

  • Operação de crédito difundirá uso da nota fiscal eletrônica

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    O governo federal e os secretários da Fazenda dos Estados negociam uma operação de crédito entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões que serviria para difundir o uso da nota fiscal eletrônica no País e preparar o terreno à adoção do novo imposto sobre valor agregado (IVA), que substitui o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na proposta de reforma tributária defendida pela administração federal.

    Jornal do Commercio  Editoria: Economia  Página: A-3


    O governo federal e os secretários da Fazenda dos Estados negociam uma operação de crédito entre R$ 300 milhões e R$ 600 milhões que serviria para difundir o uso da nota fiscal eletrônica no País e preparar o terreno à adoção do novo imposto sobre valor agregado (IVA), que substitui o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na proposta de reforma tributária defendida pela administração federal.


    Candidataram-se a financiar o programa de modernização das administrações tributárias duas instituições financeiras, uma nacional e outra internacional. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ofereceu um empréstimo de R$ 300 milhões, corrigido pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 2% ao ano – o que hoje significa cerca de 8,5% ao ano. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) deve apresentar a proposta apenas no dia 8, mas se cogita um valor de até US$ 300 milhões, ou R$ 610 milhões, com juros ainda menores.


    O objetivo dos secretários é canalizar esse dinheiro na difusão da nota fiscal, que hoje é usada de forma experimental em São Paulo e no Rio Grande do Sul, principalmente. Além de equipamentos apropriados, também serão necessários investimentos na extensão da rede de banda larga, meio tecnológico usado para as operações online, como as de cartão de crédito e conexão rápida pela internet.


    Ainda estão indefinidos dois pontos: a escolha da instituição financiadora e a definição de quem pagará a conta pela introdução da nota fiscal eletrônica, principalmente nas regiões mais pobres. “Precisamos que o governo federal tome a frente disso. Há Estados que não têm capacidade de endividamento. Nesse caso, o governo federal precisaria criar uma espécie de guarda-chuva”, diz a secretária da Fazenda do Rio Grande do Norte, Lina Maria Vieira, que coordena a ação dos colegas no Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). Enquanto o Poder Executivo federal tem preferência por fazer um acerto diretamente com o BNDES, a maioria dos governos estaduais quer o acordo com o BID, que financiou programas semelhantes.


    A difusão da nota fiscal eletrônicaé considerada pela equipe econômica um instrumento fundamental para o avanço da reforma. Isso porque hoje não há um controle preciso e centralizado de qual é de onde vem a arrecadação de ICMS.




     

  • Mais endividado, consumidor reduz intenção de compras

    Gazeta Mercantil  Editoria: Administração & Serviços   Página: C-8 


    Produtos mais baratos, como móveis e celulares, devem liderar vendas no Dia das Mães. Por conta da renda já comprometida com o pagamento de linhas de crédito adquiridas ao longo de 2006, o consumidor paulistano reduziu sua intenção de compras para o segundo trimestre deste ano. Enquanto no ano passado, o desejo de consumir entre abril e junho era revelado por 69,2% das pessoas, no mesmo período deste ano, o percentual caiu para 54,8%.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Administração & Serviços   Página: C-8 


    Produtos mais baratos, como móveis e celulares, devem liderar vendas no Dia das Mães. Por conta da renda já comprometida com o pagamento de linhas de crédito adquiridas ao longo de 2006, o consumidor paulistano reduziu sua intenção de compras para o segundo trimestre deste ano. Enquanto no ano passado, o desejo de consumir entre abril e junho era revelado por 69,2% das pessoas, no mesmo período deste ano, o percentual caiu para 54,8%.


    “O varejo ainda enfrenta o problema da sobreposição e saturação dos meios de crediário para aquisição de bens de consumo duráveis”, afirma Claudio Felisoni de Angelo, coordenador do Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), que realiza a pesquisa Expectativas de Consumo em parceria com a consultoria Canal Varejo.


    Depois da melhor disposição para o consumo ocorrida no ano passado – por conta do crescimento médio real dos salários e favorecida pela dilatação de prazos dos financiamentos, caiu a disponibilidade de renda do consumidor. No segundo trimestre do ano passado estava em 20,6%. Neste ano, situa-se em 11,7%.


    “A indústria de automóveis vem tendo ótimos resultados. Oito por cento da população brasileira tem renda comprometida com a compra de carro e os bens de valor elevado acabam reduzindo a disponibilidade de renda para compra de outros bens”, afirma Marcos Roberto Luppe, que faz parte da equipe técnica do Provar.


    Neste trimestre, o varejo de bens duráveis aguarda com expectativa o movimento provocado pelo Dia das Mães e Dia dos Namorados. O estudo mostra um aumento da intenção de compra em relação ao primeiro trimestre, quando o indicador estava em 45,3%. Além disso, a média de intenção de gastos aumentou 27% em relação ao período de janeiro a março.


    Produtos mais cobiçados


    O Dia das Mães, data de maior movimento para o varejo depois do Natal, deve impulsionar os itens como móveis, informática e celulares. Os móveis aparecem no topo da lista dos produtos com maior intenção de compras do segundo trimestre, com 10,8%.


    Mesmo assim, a intenção é gastar menos com esse item. Os paulistanos devem despender, neste trimestre, 55,4% menos com esses produtos que no mesmo período do ano passado e 29,8% menos que no primeiro trimestre deste ano. A intenção é gastar, em média, R$ 934,26 com móveis entre abril e junho.


    No segundo lugar do ranking dos produtos que o consumidor está mais disposto a comprar neste trimestre aparece itens do segmento de informática, com 10%. Telefonia e celular ficam em terceiro, com 9% da intenção.


    Já o segmento de material de construção, que ocupa a oitava colocação de intenção de compras, apresentou aumento de 164,47% na quantia a ser gasta em relação ao primeiro trimestre e de 78,3% na comparação com o mesmo período de 2006. A média de intenção de gastos é de R$ 3.275,00.


    Participaram da pesquisa 500 consumidores da cidade de São Paulo, entrevistados em locais de grande fluxo de potenciais consumidores, no período de 10 a 25 de março deste ano.




     

  • Burocracia dificulta comércio exterior

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-3


    Advogados afirmam que sistema criado para evitar fraudes está atrapalhando negócios de empresas. O Brasil está na contramão do comércio internacional. A afirmação de especialistas que atuam na área se baseia no fato que as empresas que pretendem atuar no comércio exterior precisam percorrer uma verdadeira via sacra.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-3


    Advogados afirmam que sistema criado para evitar fraudes está atrapalhando negócios de empresas. O Brasil está na contramão do comércio internacional. A afirmação de especialistas que atuam na área se baseia no fato que as empresas que pretendem atuar no comércio exterior precisam percorrer uma verdadeira via sacra. Começa com a habilitação no Radar, sistema da Receita Federal que guarda as informações de todos os contribuintes (pessoas físicas e jurídicas) e, no caso do comércio exterior, faz um perfil detalhado de atuação. “O Brasil está na contramão do comércio exterior”, diz a advogada Angela Sartori, do Demarest e Almeida.


    O objetivo do Radar é combater a sonegação fiscal, fraudes e a interposição fraudulenta de terceiros, no comércio exterior. Mas as exigências são tantas que está dificultando a realização de negócios. É o caso, por exemplo, de uma empresa representada pela Martinelli Advocacia Empresarial. O advogado Roberto Hering Meyer explica que sua cliente está com uma operação bloqueada há mais de 30 dias. “A Receita entendeu que o capital mínimo, cerca de R$ 200 mil, não estava adequado para atuar com o volume que ela pretendia, US$ 500 mil”, diz o advogado.


    É que além de se habilitar no sistema, a empresa tem que obedecer o limite imposto pela Receita. “Pelo contrário, ela pode ser excluída e ter suas mercadorias apreendidas”, explica Angela.


    A habilitação também não é tarefa fácil. O problema é que o sistema exige um detalhamento grande de informações que vão desde documentos da empresa e sócios, planilhas de cálculos de operações, informações sobre o capital de giro, estoque, sócios estrangeiros até o balanço da empresa. Com base nesses dados a Receita determina a capacidade financeira para operar no comércio exterior. “A habilitação chega a demorar seis meses e enquanto isso a empresa não pode operar”, afirma Angela.


    “Além de muito burocrático, porque tem vários requisitos para cumprir, há uma demora muito grande para conseguir a autorização”, comenta o advogado Ronaldo Rayes, do escritório Fagundes e Oliveira Ramos Advogados. De acordo com ele, há casos em que as empresas são obrigada a recorrer à Justiça para conseguir a liberação das suas mercadorias. “Toda essa burocracia causa insegurança e a inviabilidade do investimento estrangeiro”, destaca Angela Sartori. “Apesar de querer aumentar os investimentos, o País não dá subsídios para os empresários atuarem no comércio exterior”, comenta Ronaldo Rayes.


    A Receita Federal, por sua vez, garante que o sistema visa impedir fraudes e que só as novas empresas passam por uma análise rigorosa. “No ano passado, fizemos algumas mudanças que flexibilizaram o sistema”, garante a coordenadora de fiscalização e controle aduaneiro da Receita Federal, Herica Gomes Vieira. De acordo com ela, o sistema simplificado, para operações até o valor de US$ 150 mil, não precisa passar pela fiscalização prévia. “Mas a empresa só pode fazer operações até esse valor”, enfatiza. Ela reconhece, no entanto, que acima desse valor há necessidade de uma nova avaliação e que isso pode travar a operação. “O comércio exterior é algo planejado e se a empresa percebe que vai ultrapassar o valor tem que avisar com antecedência.” Apesar disso, ela garante que o órgão já estuda criar um sistema para fazer o acompanhamento automático das empresas e, assim, aumentar o valor automaticamente.


     




     


     

  • Economia aquecida reforça caixa dos Estados

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-5


    O ano começou bom para os Estados. A conjuntura econômica mais favorável, o aumento das vendas no comércio e a recuperação da renda fizeram com que, em muitos deles, a arrecadação crescesse acima do previsto e acima da inflação, indicando aumento real de receita para o caixa dos governadores. No Rio de Janeiro, Santa Catarina e Recife, a alta real superou 8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

    Gazeta Mercantil  Editoria: Nacional  Página: A-5


    O ano começou bom para os Estados. A conjuntura econômica mais favorável, o aumento das vendas no comércio e a recuperação da renda fizeram com que, em muitos deles, a arrecadação crescesse acima do previsto e acima da inflação, indicando aumento real de receita para o caixa dos governadores. No Rio de Janeiro, Santa Catarina e Recife, a alta real superou 8% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Além do ICMS, também aumentou a arrecadação relativa ao IPVA, cobrado dos proprietários de veículos. 


    A arrecadação de Santa Catarina no primeiro trimestre deste ano somou R$ 1,83 bilhão, crescimento nominal de 12% em relação ao mesmo período de 2006. O crescimento veio acima dos 7% esperados pela Secretaria da Fazenda. Segundo Pedro Mendes, diretor-geral da Secretaria da Fazenda, o bom desempenho foi resultado de diversos fatores favoráveis da conjuntura econômica. 


    O Estado registrou aumento da receita proveniente do fluxo de turistas, de 28,4% neste verão em relação ao verão passado, conforme dados da Santur. Esse movimento elevou a arrecadação de ICMS nas vendas de combustíveis e de bebidas. Além disso, as vendas de móveis e eletrodomésticos, segundo a Fecomércio, apresentaram elevação de 17% em Florianópolis no primeiro bimestre em relação ao mesmo período do ano passado. 


    “Foi um excelente trimestre e conseguimos equilibrar, com ações, algumas perdas que estavam previstas”, diz Mendes, referindo-se à suspensão por dois meses das transferências de crédito de ICMS quando as indústrias realizam exportação. No ano passado, o Estado devolveu R$ 40 milhões por conta dessas transferências. Segundo Mendes, o Estado decidiu suspender temporariamente a medida neste início de ano para equilibrar uma mudança feita pelo governo federal, e que provocou queda na arrecadação sobre o fumo produzido no Estado. 


    No trimestre, esse impacto foi neutralizado e o ICMS registrou alta de 11,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando R$ 1,68 bilhão. Já no IPVA, o Estado teve uma arrecadação 19% maior do que no primeiro trimestre de 2006, somando R$ 140,9 milhões. 


    Segundo Mendes, além do aumento da fiscalização em geral por conta de informatização dos sistemas, no IPVA o melhor desempenho também refere-se ao uso da tabela Fipe para fixar o montante a ser pago de imposto. Antes de 2006, era a própria secretaria da Fazenda que estimava os valores de mercado dos veículos. 


    No Paraná, a arrecadação de ICMS somou R$ 2,4 bilhões nos primeiros três meses, enquanto a dos outros impostos alcançou R$ 564 milhões, em valores nominais. A Secretaria da Fazenda informou que o valor ficou 0,3% abaixo do previsto. Os setores que mais contribuíram foram material de transporte; papel e papelão, atacadista de bebidas, e comunicações. 


    A arrecadação de Pernambuco teve um crescimento real – descontada a inflação pelo IPCA – de 10,2% no primeiro trimestre na comparação com igual período de 2006. De janeiro a março de 2007, o recolhimento gerou R$ 1,41 bilhão aos cofres do Estado. 


    Em ICMS, o aumento real foi de 9,4% – R$ 1,28 bilhão no período. Os itens com os maiores crescimentos foram bebidas e alimentos, que levaram aos cofres de Pernambuco R$ 20,7 milhões a mais do que nos primeiros três meses do ano passado. Em bebidas, a alta foi de 21,5% e em alimentos, de 14,5%. 


    “É evidente que houve um crescimento do poder de compra das pessoas com o Bolsa Família. Com isso, comeu-se e bebeu-se mais”, afirma Cosme Maranhão, diretor de planejamento e controle fiscal da Secretaria da Fazenda. Entretanto, os itens que mais elevaram a arrecadação foram combustíveis, telecomunicações e energia, com peso de 45% no total. Eles contribuíram com R$ 598 milhões – R$ 60 milhões mais do que no primeiro trimestre de 2006. 


    A alta de 9,17% obtida com telecomunicações se deve, segundo Maranhão, às maiores vendas de celulares em Pernambuco. Em toda a região Nordeste, a comercialização de telefones móveis está em expansão, fortemente impulsionada pelo crescimento da renda. Já a maior arrecadação com combustíveis e energia pode ser explicada pela expansão da atividade econômica em Pernambuco. 


    Apenas dois setores registraram queda na arrecadação de ICMS no início deste ano em Pernambuco: usinas e medicamentos. O primeiro item se deve à maior exportação de açúcar e álcool pelo Estado, já que elas são isentas do imposto. Já com os remédios ocorreu um evento pontual: uma indústria deixou de pagar tributos, foi autuada e agora parcelou seus débitos. 


    No primeiro trimestre deste ano também houve um maior empenho do governo para fiscalizar o pagamento de IPVA. O resultado dessa ação foi um incremento real de 28,5% na arrecadação do imposto, somando R$ 91,5 milhões. 


    O governo de Minas ainda não divulgou os dados da arrecadação de março. De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Estadual da Fazenda, o crescimento está “dentro do previsto”. A receita de Minas somou R$ 4,2 bilhões, 14,7% maior que a do mesmo bimestre de 2006, em valores nominais. A contribuição do ICMS foi de R$ 3 bilhões, alta de 14,5% em relação a igual período de 2006. 


    O item de maior impacto na receita de ICMS do Estado, os combustíveis, registrou alta de apenas 6% em relação ao primeiro bimestre de 2006. A arrecadação foi de R$ 624 milhões. O produto que registrou maior crescimento na arrecadação mineira foi o açúcar, que é pouco representativo no somatório da receita, mas ilustra bem a expansão do segmento em Minas. A receita de ICMS do açúcar-de-cana subiu 429% neste começo de ano. 


    A greve dos auditores da Receita Estadual de Minas pode ter impedido que os resultados fossem mais expressivos. Desde o fim do ano passado, os auditores vinham fazendo “greve branca” em protesto pelos salários considerados baixos pela categoria. Nas últimas semanas, a adesão ao movimento atingiu 90%, de acordo com o Sindicato dos Fiscais de Minas, o Sindifisco.