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  • Presidente do IBGE diz que PIB é maior porque tem como base mais informações

    Em palestra nesta terça-feira (10) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, explicou aos senadores que a mudança metodológica no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que resultou em uma revisão para cima do crescimento econômico dos últimos anos, não corrigiu dados. Segundo ele, as alterações apenas tiveram como objetivo refletir com maior exatidão o funcionamento real da economia a partir da incorporação de novas fontes de dados no cálculo.

    Em palestra nesta terça-feira (10) na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, explicou aos senadores que a mudança metodológica no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, que resultou em uma revisão para cima do crescimento econômico dos últimos anos, não corrigiu dados. Segundo ele, as alterações apenas tiveram como objetivo refletir com maior exatidão o funcionamento real da economia a partir da incorporação de novas fontes de dados no cálculo.


    – A tendência da economia não foi alterada por causa da base nova. O que aconteceu é que a magnitude da economia foi reavaliada porque temos mais informações disponíveis em nosso país, devido à realização de mais pesquisas ao longo da década de 90 – informou Eduardo Pereira Nunes.


    O presidente do IBGE explicou que as alterações na projeção, que elevaram o PIB de 2006 de 2,9% para 3,7%, ocorreram porque o IBGE passou a adotar no Sistema de Contas Nacionais a modalidade de cálculo recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU), elaborada em 1953, com atualizações realizadas em 1968 e 1993.


    – Há mais informações disponíveis e mais setores envolvidos nas pesquisas, que também passaram a ser realizadas anualmente e, portanto, com maior regularidade, pois antes eram feitas a cada cinco anos, o que dificultava bastante – explicou Eduardo Pereira Nunes, em entrevista à Agência Senado após a palestra.


    O presidente do IBGE explicou também por que somente a partir deste ano o IBGE resolveu divulgar os dados com base na recomendação da ONU. Segundo ele, o programa de reformulação de pesquisas econômicas do IBGE teve início na década de 90, mas somente a partir desta última década foi possível implantá-lo, devido a vários fatores. Entre as causas citadas, estão a alta inflação registrada no país durante um longo período; a política de disponibilidade de servidores públicos no governo Collor, e o programa de incentivo à demissão voluntária no governo Fernando Henrique Cardoso; além da falta de regularidade narealização de censos demográficos e econômicos.


    Para Eduardo Pereira Nunes, foi justamente a reformulação das pesquisas econômicas a partir dos anos 90 que permitiu a construção da Base de 2000 do Sistema de Contas Nacionais, apoiado em estatísticas contínuas e anuais de referência. Nessa nova metodologia, as pesquisas são realizadas em setores da indústria, do comércio, dos serviços, da construção e ainda com base nos resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio e da Pesquisa de Estatísticas Econômicas da Administração Pública, além de outras.


    Segundo o presidente do IBGE, na base antiga de cálculo das estatísticas realizadas pelo instituto, eram considerados somente dados relacionados a famílias, empresas e governos. Agora, com a nova sistemática de informações, foram agregadas a esse conjunto as instituições sem fins lucrativos como os partidos políticos, as organizações não-governamentais (ONGs) e as associações religiosas, por exemplo.


    Logo após a palestra do presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Eduardo Pereira Nunes, sobre a nova modalidade de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB), vários senadores da CAE elogiaram os ajustes metodológicos introduzidos pelo instituto para adequação às recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU).


    O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmou que o trabalho realizado pelo IBGE de acompanhamento e aferição do crescimento do país é da maior importância. Na opinião de João Tenório (PSDB-AL), O IBGE é um órgão da maior importância para a vida nacional, pois oferece informações de qualidade para a sociedade como um todo. Já Jayme Campos (DEM-MT) observou que tem profunda admiração pelo trabalho realizado pelo instituto.


    O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) perguntou ao presidente do IBGE se as organizações sem fins lucrativos são avaliadas pelo instituto e recebeu, como resposta, que pela base antiga de cálculo, elas eram ignoradas, mas a partir dessa nova sistemática, são também pesquisadas, ao lado de outros setores.


    Ao questionar Eduardo Pereira Nunes sobre a regularidade das pesquisas de desempenho realizadas anualmente pelo IBGEem alguns setores da economia , o senador Adelmir Santana (DEM-DF) descobriu que alguns levantamentos são feitos até mensalmente, com o objetivo de obtenção de dados mais precisos.


    – Fazemos pesquisas mensais na indústria e no comércio e estamos trabalhando para que no setor de serviços as pesquisas também passem a ser mensais – afirmou o presidente do IBGE.


    Com relação à explicação de Eduardo Pereira Nunes sobre a nova sistemática de cálculo com base em moldes internacionais, o senador Cícero Lucena (PSDB-PB) questionou o presidente do IBGE se havia alguma disparidade na metodologia adotada no Brasil em relação aos demais países. Ouviu do presidente do instituto que, na América Latina, os sistemas mais avançados são adotados no Brasil, no México, na Colômbia e no Chile. Já na Argentina e na Venezuela, os respectivos sistemas de contas são mais simplificados, segundo Eduardo Pereira Nunes.


    O presidente da CAE, senador Aloizio Mercadante (PT-SP), observou que o IBGE já vinha reformulando seu sistema de pesquisas econômicas desde a década de 90, mas, devido às altas taxas de inflação verificadas no país no período de 1980 a 1994, foi impossível implantar novos modelos no Brasil.


    – Hoje, com a estabilidade econômica, estamos num caminho que permite essa nova sistemática adotada pelo IBGE – afirmou Mercadante.


    Os senadores Fernando Collor (PTB-AL) e Jefferson Péres (PDT-AM) também participaram do debate.


    Agência Senado, 10 de abril de 2007.

  • Cartão pode chegar a mais 70 milhões, diz pesquisa

    O mercado de cartões de crédito, que deu uma ligeira desacelerada nas taxas de crescimento no primeiro trimestre, ainda tem muito espaço para se expandir. Ao menos 70 milhões de brasileiros, que teriam condições de obter um cartão de crédito, ainda não possuem o plástico. Esse mercado ainda inexplorado tem condições de movimentar R$ 16 bilhões por mês, segundo pesquisa da consultoria Condere. 


    A grande maioria das pessoas (96%) sem cartões pertencem às classes C, D e E.

    O mercado de cartões de crédito, que deu uma ligeira desacelerada nas taxas de crescimento no primeiro trimestre, ainda tem muito espaço para se expandir. Ao menos 70 milhões de brasileiros, que teriam condições de obter um cartão de crédito, ainda não possuem o plástico. Esse mercado ainda inexplorado tem condições de movimentar R$ 16 bilhões por mês, segundo pesquisa da consultoria Condere. 


    A grande maioria das pessoas (96%) sem cartões pertencem às classes C, D e E. Entre os mais ricos, principalmente na classe A, o mercado já está saturado e praticamente não há como ganhar novos clientes. Na classe B, ainda há 2 milhões de pessoas, segundo a pesquisa. 


    Para chegar a estes números, a Condere levou em conta a população economicamente ativa e dados de renda e consumo da população brasileira disponibilizados pelo IBGE. 


    A principal conclusão da pesquisa é que o maior mercado potencial para os cartões são as classes C e D, com destaque para a primeira. Juntas, elas contam com 15 milhões de pessoas sem o plástico com potencial para movimentar R$ 8 bilhões mensais (R$ 5 bilhões apenas na classe C). 


    Os principais bancos e emissores de cartões já se voltaram para o mercado da baixa renda para tentar expandir o número de cartões de crédito. A abordagem, porém, vem sendo feita de forma errada, avalia Paulo Muniz Barreto Cury, sócio da Condere e autor da pesquisa. 


    A avaliação do Cury é que alguns emissores tratam de maneira igual as classes C e D. “É o segmento onde há mais mercado para crescer, mas ainda é muito incompreendido”, avalia. “São mercados muitos diferentes, que exigem produtos segmentados”, avalia. Um dos diferenciais, por exemplo, é que a classe D tende a parcelar mais as compras que as pessoas da classe C, uma classe já mais bancarizada que a anterior. 


    Já a classe E tem média de gastos muito baixa que não compensaria os investimentos altos necessários para chegar aos consumidores. Com isso, fica sendo pouco rentável para os bancos. 


    O mercado de cartões de crédito tem 30 milhões de usuários, que movimentam R$ 11 bilhões por mês. A classe A, com 900 mil pessoas, movimenta R$ 1,1 bilhão, ou 10% do mercado. A classe E, com 51% dos usuários, movimenta R$ 2 bilhões. O destaque é a classe C, com 20% dos usuários, e responsável por 38% do faturamento do setor. 


    Segundo a pesquisa da Condere, em média, 42% dos gastos das classes C, D e E são pagos com cartões de crédito. Na classe A esse percentual cai para 10% e na B fica em 20%. 


    Outra descoberta da pesquisa é que o financiamento dos gastos com cartão vem caindo e tende a continuar em baixa. Em 2005, a relação entre o que era gasto e o que era financiado foi de 1,40, ou seja, de cada R$ 1 faturado pelo setor, R$ 1,40 era financiado. “Tinha mais financiamento que faturamento no setor”, avalia Cury. 


    Em 2006, esta relação caiu para 0,75 e a estimativa da Condere é que, em 2011, seja de 0,5. A principal explicação para essa queda são as novas alternativas de empréstimos, com destaque para o crédito consignado, com taxas menores que a do crédito rotativo do cartão. 


    Se para os consumidores, juros menores são sempre melhores, para o mercado de cartões, a queda do rotativo representa perda de receita importante. Cury estima que de 60% a 70% das receitas com cartão venham dos juros do crédito rotativo. 


    Para Cury, o principal desafio das empresas de cartão é uma melhor segmentação de produtos para a chamada baixa renda, com cartões diferentes para cada nível de renda. Ele acredita ainda que as redes de varejo tendem a ser um canal cada vez mais importante para se chegar a esse mercado e que os correspondentes bancários ainda são muito pouco explorados para a venda de cartões. 




     

  • Páscoa foi a melhor em cinco anos para o comércio

    A Páscoa de 2007 foi a melhor registrada pelo comércio varejista do País dos últimos cinco anos. Entre 2 e 8 de abril, as vendas no varejo cresceram 6,4% em relação a semana que antecedeu a data do ano passado, segundo pesquisa nacional da Serasa, empresa especializada em informações financeiras. Na Páscoa do ano passado houve queda de 1,6% ante 2005.


    Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) confirmam o bom desempenho do comércio. De 1.º a 8 de abril, as consultas para vendas à vista e a prazo aumentaram 5,2% na comparação com o mesmo período de 2006.

    A Páscoa de 2007 foi a melhor registrada pelo comércio varejista do País dos últimos cinco anos. Entre 2 e 8 de abril, as vendas no varejo cresceram 6,4% em relação a semana que antecedeu a data do ano passado, segundo pesquisa nacional da Serasa, empresa especializada em informações financeiras. Na Páscoa do ano passado houve queda de 1,6% ante 2005.


    Dados da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) confirmam o bom desempenho do comércio. De 1.º a 8 de abril, as consultas para vendas à vista e a prazo aumentaram 5,2% na comparação com o mesmo período de 2006. A maior taxa de crescimento foi registrada nas vendas financiadas, que foi de 5,9% no período. “O crediário foi impulsionado não por produtos tradicionais, como eletrodomésticos, mas por ovo de chocolate e bacalhau comprados a prazo”, diz o economista da entidade, Emílio Alfieri.


    Carlos Henrique de Almeida, assessor econômico da Serasa, diz que, além do parcelamento, a recuperação da renda, as promoções e o real valorizado deram um fôlego extra para a venda de itens importados, como os pescados e vinhos. As três maiores redes varejistas de supermercados – Pão de Açúcar, Carrefour e Wal-Mart – superaram neste ano as metas de vendas traçadas para a data. O Grupo Pão de Açúcar registrou aumento médio de 20% nos itens típicos da época.


    O Carrefour, que esperava vender 12% mais, ampliou o faturamento em 17%. “A Páscoa foi muito boa”, diz o diretor de Mercadorias, Jorge Faiçal. Segundo ele, o plano de financiamento oferecido para ovos de chocolate, que podiam ser pagos em até seis vezes, foi um belo empurrão para as vendas. Prova disso é que 35% dos consumidores optaram por essa forma de pagamento. Faiçal destaca também que a recuperação da renda teve papel importante. As lojas da rede localizadas no Nordeste, uma região que concentra consumidores de menor poder aquisitivo, registraram alta de 44% na receita por ocasião da Páscoa.


    No Wal-Mart as metas também foram ultrapassadas. As vendas cresceram 20% na semana da Páscoa deste ano ante expectativa inicial de ampliar em até 15% o faturamento. “Foi a melhor Páscoa desde 2004”, diz o diretor Comercial da rede, José Rafael Vasquez.


    Desafio


    Depois do bom desempenho da primeira semana de abril, o desafio agora da redes é sustentar esse ritmo de vendas até o fim do mês. Abril é tido pelos varejistas como um mês crítico, porque, passada a Páscoa, não há datas comemorativas importantes para o comércio. É exatamente nesse sentido que o Carrefour iniciou uma promoção que reduz pela metade o custo da segunda unidade do mesmo item comprado pelo mesmo cliente. A campanha inclui alimentos, têxteis e itens de bazar.


     

     

     




     

  • IGP-DI anual de 4,49% é o maior em 20 meses

    A inflação acumulada em 12 meses medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) atingiu em março o nível mais alto em quase dois anos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador teve alta de 4,49% até o terceiro mês do ano – a mais intensa em 20 meses.

    A inflação acumulada em 12 meses medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) atingiu em março o nível mais alto em quase dois anos. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o indicador teve alta de 4,49% até o terceiro mês do ano – a mais intensa em 20 meses. Embora não seja mais usada para reajustar a tarifa de telefone, a taxa acumulada do índice ainda é usada como indexador das dívidas dos Estados com a União.


    Ontem, a FGV anunciou o IGP-DI de março, que subiu 0,22%, resultado muito próximo ao de fevereiro (0,23%), e influenciado pela perda de força na alta dos preços do atacado (de 0,19% para 0,11%). Porém, essas elevações no primeiro trimestre, embora pequenas, contribuíram muito para a formação de uma taxa acumulada elevada, em 12 meses.


    Segundo o coordenador de Análises Econômicas da FGV, Salomão Quadros, no primeiro semestre do ano passado várias taxas do IGP-DI, beneficiadas pela valorização do real em relação ao dólar – que derrubou os preços de vários itens importados -, foram negativas. Isso diminuiu fortemente a taxa acumulada em 12 meses do indicador, ao longo do ano passado.


    Porém, o cenário deste ano é diferente. Com a retirada da série histórica das taxas negativas de 2006, e a inclusão de taxas positivas referentes ao início deste ano, a tendência é a taxa acumulada do indicador crescer ainda mais. ‘Creio que (a taxa acumulada em 12 meses do IGP-DI) pode ficar entre 4,5% e 5% por algum tempo, como ao longo do segundo trimestre.’


    Além disso, o economista informou que esse fenômeno não deve parar somente no IGP-DI. ‘Todos os outros IGPs, até o IGP-M, devem ficar nessa faixa (entre 4,5% a 5%) no acumulado em 12 meses, no segundo trimestre’, disse, explicando que esse é ‘um movimento, uma tendência comum a todos os IGPs’ para esse início de ano.


    Na avaliação do economista, porém, a próxima taxa mensal do IGP-DI, referente a abril, pode ser ‘menor ou até igual’ à de fevereiro. Segundo ele, vários fatores que contribuíram para a inflação comportada em março, medida pelo indicador, devem permanecer esse mês.


    Entre os destaques, estão os preços dos produtos agrícolas, que estão em baixa no atacado – principalmente das commodities – e devem continuar caindo ao longo de abril.


    IPC-S


    A FGV também anunciou ontem o resultado da inflação no varejo, na primeira semana de abril. O Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,57% até 7 de abril, ante alta de 0,48% na semana anterior, pressionado pelo fim da deflação nos preços no setor de vestuário (de -0,94% para 0,24%).


    Essa disparada nos preços das roupas já era esperada, já que a época de liquidações nas lojas está acabando, com a chegada da nova coleção outono/inverno. ‘Esse movimento de alta nos preços de vestuário deve continuar elevando o indicador na próxima semana’, afirmou o coordenador do IPC-S, André Braz.




     

  • Saldo na 1ª semana de abril é o 2º maior do ano

    A balança comercial registrou, na primeira semana de abril, exportações no valor de US$ 2,528 bilhões e importações de US$ 1,669 bilhão. O superávit comercial foi de US$ 859 milhões, o segundo melhor resultado do ano, menor apenas que o da última semana de março, quando foi de US$ 970 milhões. No ano, no entanto, o saldo acumulado caiu 10,3% em relação ao mesmo período de 2006, atingindo US$ 9,557 bilhões.


    As exportações acumulam US$ 36,447 bilhões, e as importações, US$ 26,890 bilhões.

    A balança comercial registrou, na primeira semana de abril, exportações no valor de US$ 2,528 bilhões e importações de US$ 1,669 bilhão. O superávit comercial foi de US$ 859 milhões, o segundo melhor resultado do ano, menor apenas que o da última semana de março, quando foi de US$ 970 milhões. No ano, no entanto, o saldo acumulado caiu 10,3% em relação ao mesmo período de 2006, atingindo US$ 9,557 bilhões.


    As exportações acumulam US$ 36,447 bilhões, e as importações, US$ 26,890 bilhões. O superávit elevado na primeira semana de abril, com apenas quatro dias úteis, é explicado pelo ritmo forte de crescimento das exportações no período, contrariando a tendência dos últimos meses, de alta das importações acima do desempenho das vendas externas. Os dados da semana, contudo, não podem ser tomados como uma inversão dessa tendência.


    As estimativas para o ano apontam para a desaceleração do superávit comercial, que foi de US$ 46,077 bilhões em 2006. Os dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mostram que as importações acumulam no ano um crescimento de 27,8% em relação igual período de 2006, enquanto as exportações subiram 16,5%. Na primeira semana de abril, o movimento foi o contrário: uma expansão de 16% das vendas externas, em relação a abril de 2006, e de 11,6% das importações.


    O aumento das exportações na semana foi puxado pelo crescimento dos embarques nas três categorias de produtos: semimanufaturados (22,8%), básicos (22,1%) e manufaturados (12,5%). Entre os produtos com maiores aumentos, estão alumínio em bruto, minério de cobre, milho em grão, minério de alumínio e suco de laranja. Nas importações, os destaques foram os produtos farmacêuticos, equipamentos mecânicos, químicos orgânicos e inorgânicos e siderúrgicos.

  • MP que usa o FAT para refinanciar dívida será adiada

    O governo deve adiar a edição da medida provisória que iria permitir o uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para garantir o refinanciamento da dívida de produtores rurais com o setor privado.

    O governo deve adiar a edição da medida provisória que iria permitir o uso de recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) para garantir o refinanciamento da dívida de produtores rurais com o setor privado. As duas maiores centrais sindicais, CUT e Força Sindical, reagiram ontem duramente à proposta, revelada pelo Estado, e prometeram operar politicamente para barrá-la.


    Além disso, a proposta provoca desconforto na base aliada do governo no Congresso, ligada a movimentos sindicais, e ao próprio ministro do Trabalho, Carlos Lupi (PDT), empossado no cargo na semana passada com forte apoio político da Força Sindical. Para ser adotada, a MP depende do aval do Ministério do Trabalho. Ontem mesmo, Lupi se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e admitiu que está pedindo mais detalhes sobre a proposta antes de decidir. ‘A área técnica do ministério está concluindo um parecer mais detalhado e aí vamos tomar uma decisão’, confirmou o ministro (leia box ao lado).


    A idéia do governo é editar uma medida provisória criando o Fundo de Recebíveis do Agronegócio (FRA). O novo fundo será usado para equacionar as dívidas dos produtores rurais com o setor privado desde a safra de 2004/2005. Essa dívida alcança cerca de R$ 4 bilhões e o governo planeja repassar cerca de R$ 2,2 bilhões em recursos do FAT para custear essa operação.


    A revelação do plano do governo provocou reações fortes dos dirigentes sindicais. ‘O dinheiro do FAT é dinheiro da classe trabalhadora. O significado da sigla é inequívoco. A hipótese de que setores do governo estariam pretendendo utilizar verbas desse fundo para renegociar dívidas do agronegócio, conforme notícia veiculada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, é acintosa. A CUT repudia tal possibilidade. O assunto não foi debatido no Codefat. Se fosse, seria imediatamente repelido. Caso o agronegócio deseje ter um fundo de amparo, que crie o FAA (Fundo de Amparo ao Agronegócio) e para ele contribua periodicamente, como os trabalhadores o fazem para o FAT’, diz nota oficial da CUT.


    ‘A Força Sindical repudia a intenção do governo federal de editar medida provisória que retira 2,2 bilhões de reais do FAT para ajudar os agricultores a pagarem dívidas. Este socorro ao setor agrícola, da forma proposta, é um absurdo.Estamos preocupados com as estranhas tentativas de utilização dos recursos oriundos dos trabalhadores, no caso do FAT, em situações diametralmente opostas aos interesses do mundo do trabalho. Entendemos que qualquer decisão envolvendo liberação de recursos do FAT passe, conforme estabelecido em lei, pelo Codefat (Conselho do Fundo de Amparo ao Trabalhador).Temos certeza que o presidente Lula saberá resistir a esta pressão da bancada ruralista e terá sensibilidade social para evitar tal equívoco’, afirma a nota assinada pelo presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP).


    Falta de Informação


    Segundo o deputado Luiz Carlos Heinze (PP-RS), um dos que articularam a edição da MP, há falta de informação sobre a medida. Ele assegura que não haverá risco para o FAT, já que, conforme o plano desenhado na MP, o retorno dos recursos ao fundo seria garantido pelo Citibank e pelo próprio governo. Heinze confirmou o adiamento da medida. ‘Agora a Casa Civil vai ter de chamar para si a decisão, o que deve ocorrer em dois ou três dias.’


    A situação repete o problema enfrentado pelo governo quando decidiu editar medida provisória utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para custear a criação de um fundo de infra-estrutura para obras do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC). Na ocasião, o governo acabou cedendo às queixas de sua base de apoio e também das centrais sindicais, que temiam que a proposta colocasse em risco os recursos do FGTS em projetos sem retorno garantido. Assim, o governo se comprometeu a inserir no texto da MP salvaguardas que impediriam que os recursos dos trabalhadores fossem perdidos em outras aplicações.


    ‘Nesse ritmo, quando o governo Lula terminar não vai ter sobrado dinheiro nenhum nos fundos com recursos dos trabalhadores’, criticou Paulo Pereira, que integra a base de apoio do governo no Congresso.

     


     




     

  • Governo proporá prorrogação de CPMF de 0,38% por quatro anos

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem que a idéia do governo é, em princípio, propor a prorrogação da CPMF nos termos atuais (com alíquota de 0,38%) para os próximos quatro anos. “Vamos discutir com as lideranças a conveniência de enviarmos um projeto ao Congresso para renovação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), mas não sei em que termos. A idéia é cobrir este governo e depois eu não sei”, disse. Mantega deixou à noite o prédio do Ministério da Fazenda para uma reunião no Palácio do Planalto do Conselho Político, que inclui lideranças partidárias.

    O ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou ontem que a idéia do governo é, em princípio, propor a prorrogação da CPMF nos termos atuais (com alíquota de 0,38%) para os próximos quatro anos. “Vamos discutir com as lideranças a conveniência de enviarmos um projeto ao Congresso para renovação da CPMF e da Desvinculação das Receitas da União (DRU), mas não sei em que termos. A idéia é cobrir este governo e depois eu não sei”, disse. Mantega deixou à noite o prédio do Ministério da Fazenda para uma reunião no Palácio do Planalto do Conselho Político, que inclui lideranças partidárias.


    O ministro disse que quer ouvir das lideranças quais são as possibilidade do governo. Mantega disse que uma eventual redução da CPMF deve ficar para mais adiante. “Futuramente teremos que pensar em redução gradual da CPMF, mas ela terá que ser seletiva, porque a CPMF atinge transações diferentes porque incide sobre transações financeiras, transações mercantis e é preciso saber o que é prioritário.”


    Segundo Mantega, o governo deve continuar a desoneração de outros tributos, que tenham impacto mais favorável sobre a produção. “Nesse momento, não acredito que seja a redução da CPMF que vai ter este impacto. Outro tipo de desoneração é mais importante do que da CPMF”, afirmou.


     




     

  • Crescer com sócios

    Por Abram Szajman

     

    A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou 2006 com alta acumulada de 32,9%, o que mais uma vez a deixou na confortável posição de aplicação mais rentável do ano. O volume total transacionado apresentou crescimento de 49,3% na comparação com 2005, atingindo R$ 598,9 bilhões, o maior já registrado. Essa nova marca elevou a média diária negociada para R$ 2,4 bilhões, 51,1% a mais do que os R$ 1,6 bilhão de 2005. O número de negócios realizado cresceu 38,9%, atingindo 21,5 milhões no ano, ante 15,5 milhões em 2005.

    Por Abram Szajman

     

    A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou 2006 com alta acumulada de 32,9%, o que mais uma vez a deixou na confortável posição de aplicação mais rentável do ano. O volume total transacionado apresentou crescimento de 49,3% na comparação com 2005, atingindo R$ 598,9 bilhões, o maior já registrado. Essa nova marca elevou a média diária negociada para R$ 2,4 bilhões, 51,1% a mais do que os R$ 1,6 bilhão de 2005. O número de negócios realizado cresceu 38,9%, atingindo 21,5 milhões no ano, ante 15,5 milhões em 2005.


    Quem ainda associa o pregão da bolsa a operadores gritando e gesticulando, pendurados em telefones e imersos em oceanos de papel picado, se surpreenderá com o desempenho do home broker. Esse sistema de negociação, pelo qual os investidores enviam ordens diretamente ao pregão eletrônico, atingiu, ao longo do ano que passou, um crescimento de 82,08% na média mensal de volume movimentado, passando de R$ 3,3 bilhões para R$ 6 bilhões, e de 78,71% no número de investidores, que saltou de 34.843 para 62.266. Foram criados 420 novos clubes de investimentos, que totalizaram 1.630 grupos, com patrimônio superior a R$ 9 bilhões, pertencente a 130 mil cotistas. 


    Esses números revelam um crescimento atrelado ao avanço tecnológico e à confiança que inspira o marco regulatório do setor, dimensionado para proteger o acionista minoritário a partir de rigorosa fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), inclusive com a imposição de multas aos poucos negócios que escapam à regra geral da transparência. Mas eles também nos recordam o quanto ainda é pequeno o mercado brasileiro de ações, diante de seu imenso potencial: apenas 99 das 896 empresas do setor produtivo registradas na CVM continuam presentes em bolsa. Nos Estados Unidos, 35% das pessoas físicas investem em ações, contra apenas 15% entre nós. 


    Nos países onde o capitalismo funciona com razoável eficiência e as disparidades na distribuição de renda não são tão acentuadas como no Brasil, o mercado de capitais estimula os investimentos produtivos, não apenas dos grandes, mas também dos pequenos investidores. Com isso, as Bolsas de Valores, sempre sensíveis aos fatos políticos nacionais e internacionais, transformam-se em organismos mantenedores do equilíbrio macroeconômico, além de se erigirem em poderoso anteparo contra aventuras populistas ou “cavalos de pau” na economia. Assim, se os eleitores votam a cada quatro anos, os investidores votam todos os dias, expressando com a compra ou a venda de ações sua confiança ou descrédito nas empresas e nos atos do governo, razão pela qual as mágicas e pacotes rareiam onde o mercado de ações é forte. Nesses países, atropelar as bolsas significa afrontar o eleitorado. 


    No Brasil, é um contra-senso que muitas empresas busquem se financiar através de crédito bancário, com os juros nas alturas, quando poderiam fazê-lo por meio da abertura de seu capital, o que lhes daria acesso a um dinheiro emprestado por sócios, a ser remunerado se – e na medida em que – o empreendimento der lucro. Para as empresas sempre será melhor crescer com sócios do que com credores. 


    Países como o nosso são chamados de mercados emergentes sobretudo pelo que representa o potencial do nosso mercado de capitais: enquanto nos mercados maduros as ações atingem até duas ou três vezes o valor patrimonial das empresas, no Brasil o valor de mercado das ações ainda está abaixo, na média, desse mesmo valor patrimonial. 


    Tanto isto é verdade que os investidores estrangeiros, apesar dos periódicos abalos sísmicos das bolsas, continuam a investir com força, e não apenas capitais voláteis ou especulativos. O fluxo dos investimentos estrangeiros na Bovespa apresentou um saldo positivo de R$ 1,752 bilhão em 2006. A estabilidade continua a fornecer a base da credibilidade para esses investidores, que acreditam em nossa economia. 


    Mas, para os próprios brasileiros, a cultura do mercado acionário ainda é incipiente. As empresas necessitam de estímulos e garantias para abrir o capital ou lançar novas ações, enquanto o investidor individual precisa ser mais bem informado, e também estimulado. O uso do FGTS para comprar ações da Vale do Rio Doce e Petrobras foi uma experiência de sucesso que merece ser ampliada, para possibilitar a compra de papéis de outras empresas. Estas, por sua vez, devem criar programas tão comuns em outros países, de participação nos lucros e resultados por meio de ações. Tornar os empregados sócios do empreendimento, adotando esse critério para premiar um bom desempenho, é um caminho para envolvê-los mais com as estratégias e metas de crescimento da empresa. Todos terão a ganhar se, em vez de antagonista do capital, o empregado se reconhecer como associado a este. 


    Porém, em última análise, o grande salto para popularizar o capitalismo brasileiro pela via do mercado de capitais depende, principalmente, de reformas com a tributária e a previdenciária, que favoreçam a expansão dos fundos e clubes de investimento em ações e os fundos de pensão. O estímulo à previdência privada poderia gerar um potencial de investimento de centenas de bilhões de dólares a mais em ações. 


    Para ampliar o mercado acionário e torná-lo mais ativo, inclusive nas modalidades de debêntures e opção de compra, é preciso antes criar um ambiente com menos regulação, tributos e burocracia. O Estado deve ser mais transparente e menos controlador, abolindo formulários e racionalizando o número e as funções de secretarias e ministérios. As Parcerias Público Privadas podem ser ampliadas, com ênfase em novas emissões de capitais. 


    Em resumo, na medida em que mais empresas transformem em sócios anônimos os atuais correntistas dos bancos, o próprio setor financeiro terá que competir mais e operar melhor os recursos disponíveis para empréstimos, pois enfrentará a concorrência do público no financiamento da atividade empresarial. O maior oferta acabará por beneficiar o conjunto de todos os tomadores de empréstimo. 


    Abram Szajman é presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio SP) e dos Conselhos Regionais do Sesc e do Senac. 

  • FCCE realiza seminário de investimentos Brasil-Angola

    A Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) realiza hoje, dia 9 de abril, na sede da Confederação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro, o Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Angola.


    O presidente da FCCE, João Augusto de Souza Lima, realizou a abertura do evento, que tem como objetivo incrementar as relações comerciais entre os dois países.

    A Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) realiza hoje, dia 9 de abril, na sede da Confederação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro, o Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Angola.


    O presidente da FCCE, João Augusto de Souza Lima, realizou a abertura do evento, que tem como objetivo incrementar as relações comerciais entre os dois países. O embaixador de Angola no Brasil, Leovegildo da Costa e Silva, o vice-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho, e o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços do Rio de Janeiro, Julio César Bueno, também participam do encontro.


     


     

  • Receita Federal lança centro de atendimento vitual ao contribuinte

    A Receita Federal acaba de lançar o e-CAC, um novo centro de atendimento ao contribuinte que poderá ser acessado pela Internet, mediante o uso da tecnologia de Certificação Digital, o que garantirá a segurança e a integridade das transações efetuadas.


    Vários serviços estarão disponíveis no novo centro de atendimento virtual, como atualização de dados cadastrais (CPF), consultas sobre a situação cadastral das empresas e emissão de comprovante de inscrição (CNPJ), cópias de declarações de pessoas físicas, consultas de registros e reemissão de comprovantes de pagamentos efetuados e reti

    A Receita Federal acaba de lançar o e-CAC, um novo centro de atendimento ao contribuinte que poderá ser acessado pela Internet, mediante o uso da tecnologia de Certificação Digital, o que garantirá a segurança e a integridade das transações efetuadas.


    Vários serviços estarão disponíveis no novo centro de atendimento virtual, como atualização de dados cadastrais (CPF), consultas sobre a situação cadastral das empresas e emissão de comprovante de inscrição (CNPJ), cópias de declarações de pessoas físicas, consultas de registros e reemissão de comprovantes de pagamentos efetuados e retificações no Darf, entre outros. Os usuários do e-CAC poderão também fazer o parcelamento de débitos de impostos e contribuições federais junto à Secretaria da Receita Federal.


    Além disto, o contribuinte poderá visualizar as suas últimas declarações e os valores a serem restituídos nas declarações do DIRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física), DIRF (Declaração do Imposto Retido na Fonte), DIPJ (Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica), DITR (Declaração do Ipmosto sobre a Propriedade Territorial Rural) e DCTF (Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais).


    O e-CAC está disponível no site da Receita Federal.