Blog

  • Dívida pública interna aumenta 3% em fevereiro, para R$ 1,12 trilhão

    Depois de cair em janeiro, a dívida interna em títulos do governo cresceu 3% em fevereiro, saltando para R$ 1,12 trilhão. De um mês para o outro, a dívida aumentou R$ 32,1 bilhões, principalmente por causa da emissão líquida de R$ 21,8 bilhões em papéis. A incorporação do valor dos juros, que também contribui para o crescimento da dívida, teve impacto de R$ 10,3 bilhões, valor R$ 2,1 bilhões menor do que em janeiro.


    Uma emissão líquida ocorre quando o Tesouro vende mais títulos do que a quantidade de papéis vencendo no mês.

    Depois de cair em janeiro, a dívida interna em títulos do governo cresceu 3% em fevereiro, saltando para R$ 1,12 trilhão. De um mês para o outro, a dívida aumentou R$ 32,1 bilhões, principalmente por causa da emissão líquida de R$ 21,8 bilhões em papéis. A incorporação do valor dos juros, que também contribui para o crescimento da dívida, teve impacto de R$ 10,3 bilhões, valor R$ 2,1 bilhões menor do que em janeiro.


    Uma emissão líquida ocorre quando o Tesouro vende mais títulos do que a quantidade de papéis vencendo no mês. Em janeiro, o Tesouro resgatou mais papéis do que vendeu, o que fez o estoque da dívida cair. De acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Ronnie Tavares, foi o baixo volume de vencimentos de títulos, principalmente no mercado interno, o que acarretou uma emissão líquida elevada.


    Tavares afirmou ainda que, “mesmo com a queda (do peso dos juros) não se pode ainda afirmar que há tendência declinante da apropriação dos juros no estoque da dívida”. A queda ocorrida em fevereiro, segundo o coordenador, refletiu em grande medida o menor número de dias úteis no mês. Isso porque a forma como o Tesouro calcula o impacto da correção dos juros sobre o estoque da dívida leva em conta apenas os dias úteis.


    Os dados divulgados ontem pelo Tesouro mostram que a parcela prefixada (de títulos com taxa definida no leilão de venda) subiu de 34,5% para 35,39% do total da dívida, aproximando-se do total de títulos corrigidos pela taxa Selic (pós-fixados), que em fevereiro caiu de 38,90% para 38,43%.


    A expectativa do Tesouro é de que já em março a parcela prefixada supere, pela primeira vez, a parcela de títulos corrigidos pela taxa Selic. A substituição de títulos pós-fixados, considerados de maior risco, pelos prefixados é um dos objetivos do Tesouro para melhorar o perfil da dívida pública.


    Segundo Tavares, os indicadores financeiros de fevereiro foram favoráveis a o Brasil. Ele lembrou que, até o dia 26 do mês passado, indicadores como risco país, taxas de juros domésticas, taxa de câmbio e juros reais tiveram redução. No dia 27 ocorreu a queda na Bolsa de Valores de Xangai (China), que contaminou os ativos de países emergentes. Mas, segundo ele, a volatilidade não chegou a afetar a estratégia do Tesouro, porque todos os leilões de títulos já tinham ocorrido.


    Recompra


    A dívida externa do governo se manteve estável em fevereiro, em R$ 140,34 bilhões, com queda de 0,1% em comparação a janeiro. A expectativa é de nova queda em março porque no primeiro bimestre do ano o Tesouro recomprou no mercado internacional US$ 564,5 milhões de títulos da dívida externa brasileira. Para isso, precisou desembolsar US$ 701,31 milhões.


    De acordo com Tavares, os títulos recomprados não tiveram impacto no estoque da dívida externa em fevereiro, porque o processo de cancelamento dos papéis ainda não foi efetivamente concluído.


    As recompras feitas nos dois primeiros meses do ano garantiram uma economia de US$ 799 milhões. Esse é o montante que o governo deixará de pagar com a recompra antecipada dos papéis. Se não tivesse recomprado os títulos, o Tesouro teria até 2040 (data de vencimento de um dos papéis recomprados) para desembolsar US$ 1,5 bilhão com o fluxo de pagamentos.

     


     


     


     


     


     


     


     


     




     

  • Novo PIB revela maior produtividade

    Uma das principais surpresas positivas na revisão do PIB de 2006 (de 2,9% para 3,7%) foi o aumento, bem acima do esperado, dos investimentos do setor produtivo.


    Pela metodologia anterior, a chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo, medida do investimento) havia crescido 6,3% em 2006. Com a revisão, ela subiu 8,7%.


    O investimento total no Brasil equivale hoje a pouco menos de 17% do PIB, o que é considerado baixo.

    Uma das principais surpresas positivas na revisão do PIB de 2006 (de 2,9% para 3,7%) foi o aumento, bem acima do esperado, dos investimentos do setor produtivo.


    Pela metodologia anterior, a chamada FBCF (Formação Bruta de Capital Fixo, medida do investimento) havia crescido 6,3% em 2006. Com a revisão, ela subiu 8,7%.


    O investimento total no Brasil equivale hoje a pouco menos de 17% do PIB, o que é considerado baixo. O ideal, para especialistas, seria cerca de 25% para gerar expansão sustentada.


    Mas, como não tem havido pressões inflacionárias por conta de aumento na demanda, o dado mostra fortes ganhos de produtividade (além do aumento das importações).


    “Aparentemente, há mais empresas incorporando mais máquinas em suas fábricas já existentes do que abrindo novas plantas. Isso não deixa de ser positivo, mas não se trata de um “boom” de investimentos”, diz Sérgio Vale, da MB Associados.


    O aumento da produtividade e a tendência atual de aceleração na FBCF também afastaria novos temores de mais inflação em 2007. “Como o cenário para 2007 é de crescimento mais forte, principalmente pela demanda interna, isso afasta preocupações do ponto de vista da inflação”, afirma Marcela Prada, da Tendências.


    Para o economista Fábio Giambiagi, do Ipea, o PIB de 3,7% em 2006 também tende a amenizar as críticas contra a política do Banco Central, acusado de manter os juros desnecessariamente altos.


    “O que o PIB revisado mostra é que, no jogo político do governo, os dois lados ficam bem. Os chamados “desenvolvimentistas” têm razões para ficar um pouco mais satisfeitos, e o BC pode dizer que, se ainda é culpado pelo baixo crescimento, isso ocorre em escala muito menor.”


    Giambiagi afirma que, com a revisão do PIB, o Ipea deverá fazer novas estimativas, para cima, sobre o crescimento neste ano. A última projeção apontava 3,7%.


    O economista Antônio Delfim Netto lembra que, apesar de todos os grandes indicadores (como a relação dívida/PIB e o tamanho da carga tributária) melhorarem com a revisão, “não se pode deixar enganar pelo novo termômetro”. “O que não se pode é cometer os mesmos erros do passado, como elevar o endividamento e os impostos, só por causa de um alívio estatístico.”

  • Taxa de desemprego atinge 15,9% em fevereiro

    A taxa de desemprego atingiu 15,9% da População Economicamente Ativa (PEA) em seis regiões metropolitanas – Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Em janeiro, a taxa global fora de 15,3%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A ampliação da pesquisa – que antes abrangia apenas a região metropolitana de São Paulo – é uma inovação no trabalho das duas instituições.

    A taxa de desemprego atingiu 15,9% da População Economicamente Ativa (PEA) em seis regiões metropolitanas – Belo Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo. Em janeiro, a taxa global fora de 15,3%, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgada ontem pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A ampliação da pesquisa – que antes abrangia apenas a região metropolitana de São Paulo – é uma inovação no trabalho das duas instituições.


    Segundo o levantamento, o contingente de desempregados, nas seis regiões, atingiu 3,05 milhões de pessoas em fevereiro, o que representa um aumento de 116 mil indivíduos em comparação com o mês anterior.


    No desempenho por região, a taxa de desemprego mostra os seguintes resultados: Recife, 20,4%; Salvador, 22,3%; Distrito Federal, 17,9%; São Paulo, 15,3%; Belo Horizonte, 12,9%; e Porto Alegre, 12,3%. Na região metropolitana de São Paulo houve aumentou de 14,4% em janeiro para 15,3% em fevereiro, correspondendo a 1,546 milhão de pessoas sem trabalho, e a renda do trabalhador diminuiu em fevereiro, mas esse comportamento é considerado típico dessa época do ano pelo Dieese.


    De acordo com o levantamento, foram fechadas 94 mil vagas no mês passado, simultaneamente à saída de quatro mil pessoas do mercado de trabalho. A principal redução de postos ocorreu na indústria, com 87 mil vagas fechadas. O rendimento médio real dos ocupados declinou 1,4%, para R$ 1.113 em janeiro – pago em fevereiro. A renda média dos assalariados recuou 1,2%, para R$ 1.171.

  • Inadimplência de empresas sobe 8,2%

    A inadimplência das empresas brasileiras aumentou 6,5% em fevereiro, ante igual mês de 2006, segundo aponta estudo divulgado ontem pela Serasa. Em relação a janeiro deste ano, porém, a inadimplência de pessoas jurídicas apresentou queda de 14,9%. No primeiro bimestre deste ano, houve crescimento de 8,2% sobre o igual período de 2006.


    Quanto ao recuo verificado em janeiro deste ano, técnicos da Serasa avaliam que o movimento é justificado pelo menor número de dias úteis no segundo mês do ano, por conta do Carnaval.

    A inadimplência das empresas brasileiras aumentou 6,5% em fevereiro, ante igual mês de 2006, segundo aponta estudo divulgado ontem pela Serasa. Em relação a janeiro deste ano, porém, a inadimplência de pessoas jurídicas apresentou queda de 14,9%. No primeiro bimestre deste ano, houve crescimento de 8,2% sobre o igual período de 2006.


    Quanto ao recuo verificado em janeiro deste ano, técnicos da Serasa avaliam que o movimento é justificado pelo menor número de dias úteis no segundo mês do ano, por conta do Carnaval. Os analistas da entidade indicam que o incremento no primeiro bimestre se deu pela elevação da oferta de crédito concedida às empresas e também devido à valorização do real frente o dólar, o que resultou em elevação da competitividade dos produtos importados.


    Sobre o cenário futuro, eles destacam que a inadimplência será influenciada pela aprovação de projeto de lei que trata do cadastro positivo sobre o crédito. “Essa nova metodologia possibilitará o estabelecimento de políticas mais adequadas aos diversos tomadores de crédito e, portanto, maior segurança nessas transações, com redução de custos e ampliação do volume”, afirmam.


     

  • Cartões reduzem ritmo de crescimento no 1º trimestre

    O mercado de cartões reduziu o ritmo de crescimento este ano. O setor deve encerrar o primeiro trimestre com expansão de 17% em volume de transações, com movimento de R$ 55,6 bilhões. A taxa, apesar de alta, ficou abaixo dos números que o setor vem apresentando nos últimos anos, sempre acima dos 20%. No primeiro trimestre de 2006, por exemplo, o crescimento foi de 23%, segundo números da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). 


    A explicação para o desaquecimento é que o mercado já está ficando “maduro”.

    O mercado de cartões reduziu o ritmo de crescimento este ano. O setor deve encerrar o primeiro trimestre com expansão de 17% em volume de transações, com movimento de R$ 55,6 bilhões. A taxa, apesar de alta, ficou abaixo dos números que o setor vem apresentando nos últimos anos, sempre acima dos 20%. No primeiro trimestre de 2006, por exemplo, o crescimento foi de 23%, segundo números da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). 


    A explicação para o desaquecimento é que o mercado já está ficando “maduro”. Ou seja, após as fortes taxas de expansão desde 2000, sempre de dois dígitos, é natural que haja um processo de acomodação, avalia Antonio Rios, diretor da Abecs. 


    A comparação dos números do Brasil com a dos Estados Unidos – o mercado mais desenvolvido para o setor de cartões – mostra que a expansão do Brasil foi muito mais vigorosa nos últimos 10 anos. Em 2001, por exemplo, o mercado aqui cresceu em termos reais 21% frente a 6% dos EUA; em 2005 foi 17% contra 9%. 


    Enquanto os EUA tiveram crescimento praticamente vegetativo no setor, no Brasil, a expansão foi graças a entrada de novos usuários. Nos últimos anos, com a bancarização, eles vieram basicamente da baixa renda. 


    Apesar da queda do ritmo de expansão no primeiro trimestre, a Abecs prevê que o setor tem muito a crescer ainda. Para este ano, a previsão “conservadora” é de expansão de 18%. Os cartões de crédito devem liderar, com aumento de 20%. Os cartões de débito e o de loja devem ter alta de 15%. 


    Essas taxas de expansão de dois dígitos devem continuar por mais uns 10 anos, avalia Rios. Um dos indicadores que mostra esse potencial é novamente a comparação com os números americanos. A participação dos gastos com cartões no consumo privado saltou de 87% nos EUA no período de 1996 a 2006, de 23% para 42% . No Brasil, cresceu nada menos que 202%, passando de apenas 7% para 20%. Pela comparação, o Brasil pode dobrar essa participação. 


    Para crescer, o desafio agora é substituir as transações pagas com dinheiro. Os cheques, os cartões já superaram. Do consumo brasileiro, 54% hoje é pago em espécie, 20% com cartão, 13% cheques e 13% outros meios (como boletos e vales). Em 2002, a participação era bem diferente. O dinheiro continuava em primeiro lugar, com 51%, os cheques eram o segundo meio utilizado, com 26% e os cartões em terceiro, com 11%. 


    Para fazer o consumidor mudar o dinheiro pelo cartão, o setor também busca chegar a outros setores, como feiras livres e táxis. Na expansão da rede credenciada, um dos maiores entraves é a informalidade. Para ter a máquina leitora do cartão, o estabelecimento tem que ter, pelo menos, conta bancária e CNPJ. Para discutir os desafios do setor, a Abecs e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) fazem um congresso em outubro. 


     


     


     


     

  • Brasil deixa para trás o Paraguai e El Salvador

    Com a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, o Brasil passou da 18ª para a 15ª colocação no ranking de crescimento econômico da América Latina no período 2003-2006. O novo número fez o País ultrapassar El Salvador, Paraguai e Nicarágua. No cálculo elaborado com base no crescimento anterior, o Brasil superava apenas o Haiti. Os dados para o continente foram compilados pela Austin Rating.


    O Brasil também é um dos países com pior desempenho no ranking de crescimento do G-20, grupo que reúne nações emergentes.

    Com a revisão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2006, o Brasil passou da 18ª para a 15ª colocação no ranking de crescimento econômico da América Latina no período 2003-2006. O novo número fez o País ultrapassar El Salvador, Paraguai e Nicarágua. No cálculo elaborado com base no crescimento anterior, o Brasil superava apenas o Haiti. Os dados para o continente foram compilados pela Austin Rating.


    O Brasil também é um dos países com pior desempenho no ranking de crescimento do G-20, grupo que reúne nações emergentes. O País ficou na 17º colocação, à frente apenas de México, Guatemala e Zimbábue. Neste caso, o levantamento é do professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Reinaldo Gonçalves. Levando-se em conta a média nos últimos quatro anos, os países do grupo cresceram 5% ao ano, acima dos 3,3% da economia brasileira.


    Esse quadro não se altera muito quando se leva em conta o conjunto de 159 países em desenvolvimento, em outro levantamento feito por Gonçalves: o País tem o 33º pior crescimento. ‘O Brasil está atrasado em relação aos outros países em desenvolvimento’, diz Gonçalves. Ele argumenta que países como a Índia, com menor vulnerabilidade externa e maior dinamismo econômico, se qualificam como ‘líderes efetivos do grupo’.


    A Austin também elaborou um ranking com o tamanho das principais economias do mundo. O Brasil fica na 10ª posição, com PIB de US$ 1,067 trilhão. Segundo a lista, o PIB mundial é de US$ 47,9 trilhões, do qual o Brasil responde por 2,2%.


    Rumo ao 8º lugar


    Os países mais próximos do Brasil na lista são o Canadá, 8º colocado, com PIB de US$ 1,273 trilhão, e Espanha, 9ª, com US$ 1,216 trilhão. Na 11ª colocação vem a Rússia, com um PIB de US$ 975,338 bilhões.


    ‘Em vista da taxa de crescimento do País e de a taxa de inflação serem superiores às da Espanha e do Canadá, creio que até 2010 o Brasil passará a ser a 8º economia. Isso se a Rússia deixar, pois segue com taxas de crescimento e de inflação muito superiores às do Brasil’, disse Alex Agostini, economista da Austin Rating.

  • Comissão Mista Especial das Mudanças Climáticas aprova plano de trabalho

    A reunião da Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas, aprovou ontem (27) o plano de trabalho do colegiado, apresentado pelo relator da comissão, o senador Renato Casagrande (PSB-ES).


    O cronograma prevê a realização de audiências públicas com cientistas brasileiros para discutir as conseqüências do aquecimento global no país, além da sistematização das propostas relativas à proteção ao meio ambiente que já tramitam no Congresso.


    O plano de trabalho aprovado pela comissão também prevê a realizaçã

    A reunião da Comissão Mista Especial destinada a acompanhar, monitorar e fiscalizar as ações referentes às mudanças climáticas, aprovou ontem (27) o plano de trabalho do colegiado, apresentado pelo relator da comissão, o senador Renato Casagrande (PSB-ES).


    O cronograma prevê a realização de audiências públicas com cientistas brasileiros para discutir as conseqüências do aquecimento global no país, além da sistematização das propostas relativas à proteção ao meio ambiente que já tramitam no Congresso.


    O plano de trabalho aprovado pela comissão também prevê a realização de audiências públicas com cientistas brasileiros. A idéia é reunir as sugestões dos pesquisadores em proposições que deverão ser apreciadas pelo colegiado antes da apresentação do relatório final. O primeiro relatório parcial da comissão deverá ser apresentado em 10 de julho. A segunda versão está prevista para 30 de outubro e o final para 11 de dezembro.


    Audiências setoriais


    A comissão também optou pela realização de audiências setoriais em diversos locais do país. Em abril, no dia 2, os parlamentares irão a São José dos Campos (SP) para reunião com cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) e pesquisadores que participaram do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas das Nações Unidas (IPCC, sigla em inglês). Ainda em abril, no dia 17, em Brasília, será promovida audiência que deverá contar com a participação dos ministros da Ciência e Tecnologia, de Minas e Energia, do Desenvolvimento Agrário, e do presidente da Embrapa.


    O colegiado também quer ouvir os representantes dos setores florestal, agropecuário, elétrico, de petróleo e gás, de saneamento e de transportes. Para isso, serão realizadas audiências em Brasília e em Belém (11 de maio), Manaus (15 de junho), Cuiabá (17 de agosto) e São Paulo (14 de setembro).


    Pacote Verde


    Em fevereiro deste ano, o ex-ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV-MA) apresentou à Câmara, em nome do Partido Verde, quatro propostas destinadas a reduzir a participação do Brasil no aquecimento global. É o chamado Pacote Verde que é integrado pelos seguintes projetos:


    – Projeto de Lei 18/07, de autoria do Deputado Sarney Filho (PV-MA) – dispõe sobre a obrigatoriedade da adoção de medidas por parte do Poder Público, objetivando a redução das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa;

    – Projeto de Lei 19/07, de autoria do Deputado Sarney Filho – dispõe sobre o estabelecimento de metas voltadas para a redução da emissão de gases responsáveis pelo efeito da estufa;

    – Projeto de Decreto Legislativo 1/07, de autoria do Deputado Sarney Filho – dispõe sobre a obrigatoriedade da adoção de medidas, por parte do Congresso Nacional, objetivando a redução das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa e a economia de energia;

    – Projeto de Resolução 1/07, de autoria do Deputado Sarney Filho – dispõe sobre a obrigatoriedade da adoção de medidas, por parte da Câmara dos Deputados, objetivando a redução das emissões dos gases responsáveis pelo efeito estufa e a economia de energia.


    CNC, 28 de março de 2007.




     

  • Governo e centrais negociam solução para veto do presidente Lula à Emenda 3

    As centrais sindicais e o governo estão negociando, nos bastidores, proposta que pretende pôr fim à polêmica criada pelo veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3, aprovada pelo Congresso, que impedia os fiscais tributários de multar empresas convencionais que contratam empresas prestadoras de serviço formadas por um só profissional.


    O presidente de uma central sindical informou que a idéia é permitir que sejam consideradas pessoas jurídicas – no caso de empresa formada por um único profissional – aquelas com lucro presumido de, no mínimo, R$ 300 mil por ano.

    As centrais sindicais e o governo estão negociando, nos bastidores, proposta que pretende pôr fim à polêmica criada pelo veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Emenda 3, aprovada pelo Congresso, que impedia os fiscais tributários de multar empresas convencionais que contratam empresas prestadoras de serviço formadas por um só profissional.


    O presidente de uma central sindical informou que a idéia é permitir que sejam consideradas pessoas jurídicas – no caso de empresa formada por um único profissional – aquelas com lucro presumido de, no mínimo, R$ 300 mil por ano. As centrais sindicais avaliam que, nessa faixa, a definição protege o direito dos assalariados. A empresa que tiver lucro inferior a R$ 300 mil ficaria obrigada a manter pelo menos um empregado.


    Informados de que o veto pode ser votado dentro de 15 dias, em sessão conjunta da Câmara e do Senado, os dirigentes das centrais decidiram ontem fazer uma ofensiva junto aos parlamentares e uma mobilização para greve geral no dia 10 de abril em favor da manutenção do veto. Ao mesmo tempo trataram de enviar logo ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, o texto da proposta de acordo sobre o assunto.


    Uma saída negociada para acabar com o impasse é vista com bons olhos no Congresso. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), propôs que representantes dos sindicatos, dos empresários, do governo e da oposição no Congresso se sentem à mesa de negociação em busca de uma solução equilibrada. Foi com este discurso que Chinaglia se apresentou para uma platéia de cerca de 600 sindicalistas, que lotaram ontem os auditórios da Câmara em mobilização a favor da manutenção do veto à Emenda 3.


    “A luta para que haja uma saída que não comprometa o emprego formal dos trabalhadores tem meu apoio”, declarou Chinaglia. Ele se comprometeu a mobilizar os líderes partidários para que seja montado um grupo de trabalho, com participação das entidades representativas dos empresários e dos sindicatos dos trabalhadores. A seu ver, este é o caminho “mais curto e eficaz” na construção de uma proposta que possa atender a todos.


    Chegar a um acordo, no entanto, vai exigir muita negociação. O líder da minoria na Câmara, deputado Júlio Redecker (PSDB-RS), disse que a oposição vai trabalhar para derrubar o veto de à Emenda 3. Disse ainda que o projeto que o governo encaminhou ao Congresso como alternativa à Emenda não agradou a oposição. “O projeto comete o mesmo erro que se tentou corrigir com a emenda vetada pelo presidente, pois mantém na Receita o poder de decidir sobre a relação entre duas pessoas jurídicas”, afirmou Redecker.


    O deputado disse considerar pouco provável que o governo consiga evitar a derrubada do veto pelo Congresso. “Há muitos parlamentares da base apoiando a derrubada do veto”, afirmou.


    Os sindicalistas defendem a manutenção do veto, mas muitos deles concordam que o projeto alternativo do governo é ruim. “O primeiro objetivo da CUT é não permitir que este veto vá à votação, atropelando uma fila de 600 outros vetos que não foram votados nos últimos quatro anos”, afirmou a presidente interina da central, Carmen Helena Foro.


    “Nossa idéia é manter o veto e dar uma alternativa para regulamentar a pessoa jurídica, porque o segundo projeto do governo (enviado ao Congresso em substituição à Emenda 3) é muito ruim”, emendou o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. Segundo ele, nem quem é a favor nem quem é contra a derrubada do veto gostou do projeto alternativo do governo.


    O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitiu que o projeto de lei enviado pelo governo realmente não apaziguou os ânimos dos parlamentares e também defendeu a negociação, para que se produza “uma saída que atenda os dois lados”. arrematou.


     

  • Serviços engordam PIB de 2006

    O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará hoje com base na nova metodologia deverá ficar entre 3% e 3,7%, segundo projeção de consultorias e bancos.

    O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2006 que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará hoje com base na nova metodologia deverá ficar entre 3% e 3,7%, segundo projeção de consultorias e bancos. A taxa pela série antiga foi de 2,9%.


    Conforme o resultado final do ritmo da economia nos últimos trimestres do ano passado, o mercado deverá partir, nas próximas semanas, para uma rodada de revisões para cima da expansão do PIB em 2007, dos atuais 3,5% para mais de 4%.


    Dessa vez, as estimativas do mercado foram feitas praticamente no escuro, já que os analistas não tinham em mãos os novos dados trimestrais de 2006, cruciais para os modelos de projeções. Ainda assim, os economistas explicam que o setor de serviços ganhou peso dentro do PIB, cresceu fortemente ano passado e deverá contribuir para uma taxa maior. Além disso, estimam que o consumo familiar e do governo avançaram mais do que o calculado na série antiga, junto com os investimentos.


    De forma geral, a maior parte das projeções de oito instituições consultadas pelo Estado indica crescimento mais próximo de 3,5%. Para chegar a essa taxa, as consultorias checaram que os resultados de crescimento do PIB na nova série entre 1995 e 2005 foram em média 0,6 ponto porcentual superiores aos da série antiga. “Pelo padrão que foi divulgado, pode chegar a 3,5%”, disse o economista-chefe do banco WestLB, Roberto Padovani.


    Caso a estimativa mais freqüente se confirme, o crescimento médio no primeiro mandato do presidente Lula, pela nova metodologia, chegaria a 3,3% ao ano, acima dos 2,7% da série anterior. A conta foi feita pela MB Associados, que também acredita numa expansão próxima dos 3,5% para o ano passado. O desempenho médio anual nos dois mandatos do ex-presidente Fernando Henrique permaneceria em 2,3%.


    O desempenho do atual governo melhora com o novo resultado, mas continua abaixo do crescimento mundial. Com um avanço de 3,5% em 2006, o País empataria no pelotão final de 19 países da América Latina, ao lado de El Salvador e Paraguai e à frente apenas do Haiti (2,3%) no mesmo ano. Segundo a Austin Rating, o País passaria da 18ª para a 16ª posição.


    O economista da LCA Consultores Bráulio Borges argumenta que o investimento, na nova metodologia, deve ter crescido acima dos 6,3% do PIB antigo, para algo em torno dos 7%. O consumo das famílias também deverá ser maior, a exemplo do que ocorreu em 2005, quando a taxa foi revista de 3,1% para 7%.


    Embora ressaltem que não é possível cravar projeções pela falta dos dados trimestrais, os economistas Fernando Montero, da Corretora Convenção, e Fernando Fenólio, da Rosenberg&Associados, avaliam que a expansão pode chegar a 3,7%.


    Os novos dados do terceiro e quatro trimestres de 2006 serão importantes para definir o ímpeto com o qual a economia entrou este ano. O Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio (UFRJ), por exemplo, que projetava crescimento de 4% para 2007, já admite rever para cima a taxa, conforme o novo resultado para 2006.


    Para Sergio Valle, da MB Associados, as novas previsões para o ano poderão ficar perto dos 4% ou pouco acima disso, mas será preciso montar novos modelos de projeção, com os dados da nova série.




     

  • Emprego formal cresce menos

    As empresas brasileiras reduziram o ritmo de contratação de empregados com carteira assinada em fevereiro. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram criados 148 mil postos de trabalho no mês passado, número que ficou 16,2% abaixo dos 176,6 mil registrados em fevereiro de 2006.


    Com a freada do mês passado, os dados acumulados no primeiro bimestre também foram menores que os de janeiro e fevereiro do ano passado.

    As empresas brasileiras reduziram o ritmo de contratação de empregados com carteira assinada em fevereiro. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, foram criados 148 mil postos de trabalho no mês passado, número que ficou 16,2% abaixo dos 176,6 mil registrados em fevereiro de 2006.


    Com a freada do mês passado, os dados acumulados no primeiro bimestre também foram menores que os de janeiro e fevereiro do ano passado. O número de contratações superou o de demissões em 253,5 mil, o segundo melhor desempenho do mercado de trabalho para o período na série do Caged iniciada em 1992. Mas o saldo líquido dos empregos formais ficou abaixo dos 263,3 mil novos postos abertos no primeiro bimestre de 2006, recorde da série do Caged para o período.


    Para o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a redução no ritmo de admissões ficou dentro das expectativas do governo e não preocupa. Ele apontou dois fatores para explicar o menor número de contratações em fevereiro em relação ao ano anterior. Segundo ele, houve antecipação de admissões em janeiro em alguns setores da economia, como o de cultivo de cana-de-açúcar.


    “No Sudeste, essa atividade está crescendo e, em São Paulo, já há quatro ciclos de safra da cana”, comentou Marinho. O outro fator foi uma “concentração de feiras e eventos turísticos” em janeiro do ano passado, que teria ajudado a elevar as contratações de trabalhadores naquela época.


    O Caged é o cadastro oficial de todas as demissões e admissões de empregados feitas pelas empresas por meio da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), ficando de fora da estatística a movimentação de empregados domésticos e servidores públicos.


    Marinho disse que ainda é cedo para fazer previsões para 2007 sobre o comportamento do mercado de trabalho, afirmando que somente em maio essa avaliação será possível.


    Indústria  


    Todos os setores da economia contrataram mais do que demitiram em fevereiro. O setor de serviços, que abriu 62,8 mil novas vagas, foi o destaque, seguido da indústria de transformação, que ficou positiva em 30,8 mil novos postos, e a agropecuária, que registrou 21,9 mil.


    No bimestre, o melhor desempenho dos três foi coube à indústria (69,9 mil vagas), com o segundo melhor resultado para o período da série do Caged, abaixo apenas do primeiro bimestre de 2004. “Se a indústria de transformação continuar nesse ritmo, certamente vai puxar o crescimento do ano, como ocorreu em 2004”, afirmou Luiz Marinho.


    A construção civil, entretanto, teve forte redução no ritmo de contratações no bimestre em relação a 2006, apesar do setor ser um dos que vem mostrando maior dinamismo nos últimos meses. Foram 17,2 mil novos postos neste ano, ante 36,1 mil nos dois primeiros meses de 2006.


    Marinho apontou como explicação o menor número de obras públicas sendo tocadas pelos governos (federal, estaduais e municipais) neste início de ano.


    “O ano passado era eleitoral e os governos anteciparam para o primeiro semestre a execução de suas obras para não esbarrar nas limitações da lei eleitoral”, disse o ministro. “Isso inflou as contratações. Neste ano, isso não é necessário.” Pela lei, obras públicas não podem ser licitadas nos três anos anteriores à eleição.