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  • Para Meirelles, Brasil está adiante do resto da AL

    A situação do Brasil não pode ser confundida com o do restante da América Latina. A avaliação é do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que garantiu que o País não apresenta as mesmas condições econômicas de outros países da região, que temem que as incertezas do mercado internacional afetem as suas taxas de crescimento econômico.


    Meirelles e outros presidentes de BCs latino-americanos participaram ontem da reunião com os maiores bancos centrais do mundo para debater a situação mundial no Banco de Compensações Internacionais (BIS).

    A situação do Brasil não pode ser confundida com o do restante da América Latina. A avaliação é do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, que garantiu que o País não apresenta as mesmas condições econômicas de outros países da região, que temem que as incertezas do mercado internacional afetem as suas taxas de crescimento econômico.


    Meirelles e outros presidentes de BCs latino-americanos participaram ontem da reunião com os maiores bancos centrais do mundo para debater a situação mundial no Banco de Compensações Internacionais (BIS). Meirelles, apesar das condições mais adversas dos mercados, negou que o Brasil tenha perdido a fase mais positiva da economia global para crescer.


    Na reunião, uma das preocupações dos BCs se referia ao impacto da desaceleração da economia americana no crescimento da América Latina. Mas, enquanto as autoridades monetárias de Argentina, México e Chile alertavam para possíveis problemas diante da desaceleração da economia americana, Meirelles garantia: no Brasil, as coisas são diferentes.


    ‘Não há duvida de que muitos países estão preocupados. Mas esses são países mais dependentes dos Estados Unidos e contam com seus fundamentos menos equilibrados que o Brasil’, disse, destacando que os efeitos da desaceleração na economia americana não será sentido da mesma forma em toda a região.


    ‘Existe, claramente, um efeito diferenciado na região e no mundo. O Brasil, apesar do cenário de maior incerteza, tem todas as condições para continuar elevando as suas taxas de crescimento’, afirmou Meirelles. ‘O Brasil preparou-se para crescer de forma sustentada.’


    Para ele, as turbulências das últimas semanas e a reação dos mercados no Brasil provaram que o País adotou uma estratégia ‘correta’. ‘O fato concreto é que isso mostra que o Brasil está na direção correta. A avaliação demonstra o acerto da política econômica no Brasil’, afirmou, insistindo que outros países que participaram da reunião do BIS também teriam apontado para os pontos positivos na política brasileira.


    ‘O Brasil está com os fundamentos muito mais sólidos, não só por força de suas reservas internacionais, mas também pelo saldo de conta corrente, saldo comercial, pela inflação na meta e pela relação cadente entre dívida e PIB. Tudo isso, somado à expansão da renda e do emprego, dá condições ao Brasil ser menos dependente de outros países e da demanda internacional para crescer’, explicou Meirelles.


    Meirelles, que hoje já estará de volta a Brasília, avaliou que a reunião do BIS serviu para dar um ‘sinal de alerta’ sobre as volatilidades e ‘confirmar que o Brasil está prosseguindo na linha correta’.


    Ele ainda minimizou o fato de os governadores pedirem mais ousadia do BC no corte de juros. ‘Alguns governadores pediram (ousadia), alguns acharam que o nível está adequado. Estamos abertos ao debate e à opinião de todos os agentes políticos, econômicos e sociais.’


    Frases  


    Henrique Meirelles

    Presidente do Banco Central


    ‘Não há duvida de que muitos países estão preocupados, mas esses são países mais dependentes dos EUA e contam com seus fundamentos menos equilibrados que o Brasil’


    ‘Existe um efeito diferenciado na região e no mundo. O Brasil, apesar do cenário de maior incerteza, tem todas as condições para elevar seu crescimento’




     

  • Caem as taxas de crescimento do setor

    A expansão do faturamento em março de 2005, de 24,5%, caiu para 19,1% este ano. O crescimento do número de transações com cartão de crédito, principalmente destinadas às compras de menor valor, se mantém como principal fator de sustentação do bom desempenho do setor. A expectativa para março é que a indústria de cartões de crédito movimente R$ 14,7 bilhões, um incremento de 19,1% em relação aos R$ 12,4 bilhões registrados em igual período de 2006. No entanto, o desempenho é bem inferior à expansão registrada em março de 2006, de 24,5%, sobre igual período de 2005.

    A expansão do faturamento em março de 2005, de 24,5%, caiu para 19,1% este ano. O crescimento do número de transações com cartão de crédito, principalmente destinadas às compras de menor valor, se mantém como principal fator de sustentação do bom desempenho do setor. A expectativa para março é que a indústria de cartões de crédito movimente R$ 14,7 bilhões, um incremento de 19,1% em relação aos R$ 12,4 bilhões registrados em igual período de 2006. No entanto, o desempenho é bem inferior à expansão registrada em março de 2006, de 24,5%, sobre igual período de 2005. Os números constam do estudo Indicadores do Mercado de Meios Eletrônicos de Pagamento, realizado mensalmente pelo banco Itaú.


    Para atingir o volume estimado neste mês, serão realizadas 162 milhões de transações, um aumento de 14,8% sobre março de 2006. O tíquete médio das compras aumentou pouco, passando de R$ 88 para R$ 91, na mesma base de comparação. Em número de cartões em poder do público, a estimativa é que ao final de março existam 79,2 milhões de cartões no mercado, um incremento de 15,2%. “O crescimento do tíquete médio não acompanha a expansão do número de cartões e de transações, o que demonstra a incorporação do cartão no dia-a-dia do brasileiro, em compras de menor valor, o que é muito positivo”, explica Fernando Chacon, diretor de Marketing de Cartões do Itaú. “A expansão da base de cartões continua forte em direção à baixa renda, o que também explica os gastos de menor valor.”


    A pesquisa revela ainda uma desaceleração nas taxas de crescimento do setor. Comparando março deste ano com março de 2006, a expansão do faturamento caiu de 24,5% para 19,1%, ou seja, 5,4 ponto percentual menor. O movimento não preocupa Chacon. “O primeiro semestre do ano passado foi excelente, com taxas de crescimento acima de 20% e é natural que este ano o desempenho seja inferior, mas ainda assim uma expansão de 19% é muito boa”, diz Chacon. Como um fator que explica, ao menos em parte, as taxas alcançadas no ano passado, Chacon cita a Copa do Mundo. “Não há um fator específico, mas houve, por exemplo, uma série de campanhas promocionais para a venda de produtos de maior valor agregado, como televisores, que ajudou na expansão.”


    No acumulado dos três primeiros meses do ano, a indústria de cartões terá registrado um faturamento superior a R$ 41 bilhões, o que representará crescimento de 18,4 % em relação ao mesmo período de 2006 em todo o Brasil.


    A expectativa do Itaú é que o setor feche 2007 com uma expansão no faturamento de algo próximo de 20%, ou seja, com R$ 187 bilhões movimentados. Segundo Fernando Chacon, este número pode ser revisto para cima. “Nossa estimativa foi feita antes do lançamento do programa de aceleração do crescimento, o PAF, e precisamos observar os reflexos na economia”, diz. “A previsão atual é para um crescimento do PIB de 3,5% em 2007 e qualquer aumento nesta taxa tem forte reflexo no setor de cartões de crédito.


     

  • Indústria de SP recua 1% e reduz média do País

    A produção industrial de São Paulo caiu 1% em janeiro, ante dezembro, sob impacto, especialmente, da paralisação na refinaria de petróleo de Paulínia, a maior do País, localizada na região de Campinas. O Estado, com cerca de 40% da produção nacional, puxou para baixo a média do País, que ficou 0,3% negativo, segundo divulgou o IBGE na semana passada. Ante o mês anterior, metade das 14 regiões pesquisadas pelo instituto mostrou recuo em janeiro.


    Na comparação com janeiro de 2006, os dados mostraram expansão em 13 locais.

    A produção industrial de São Paulo caiu 1% em janeiro, ante dezembro, sob impacto, especialmente, da paralisação na refinaria de petróleo de Paulínia, a maior do País, localizada na região de Campinas. O Estado, com cerca de 40% da produção nacional, puxou para baixo a média do País, que ficou 0,3% negativo, segundo divulgou o IBGE na semana passada. Ante o mês anterior, metade das 14 regiões pesquisadas pelo instituto mostrou recuo em janeiro.


    Na comparação com janeiro de 2006, os dados mostraram expansão em 13 locais. Nesse caso, São Paulo, com aumento de 3,1%, puxou para cima a produção nacional (4,5%). Para Isabella Nunes, da Coordenação de Indústria do IBGE, é preciso esperar o fechamento do primeiro trimestre para perceber com clareza o ritmo do setor neste início de ano. ‘Um mês é muito pouco’, alerta.


    Segundo ela, a queda na produção em São Paulo ante o mês anterior deve ser passageira. ‘Sabemos que houve esse efeito muito forte, mas pontual (do petróleo)’, disse. Os dados ante o mês anterior não são detalhados por segmento, mas, na comparação com janeiro de 2006, o segmento de refino de petróleo e produção de álcool teve queda de 9% na produção no Estado.


    Segundo Isabella, na indústria paulista, apesar do recuo do refino, há ‘bastante força’ nos segmentos de máquinas e equipamentos (17,4% de aumento ante janeiro de 2006) e máquinas para escritório e equipamentos de informática (71,9%, puxado por computadores).


    O economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Edgard Pereira, chama a atenção para a queda na produção paulista de veículos automotores, de 6,1% ante janeiro de 2006. Para ele, esse é um dado preocupante, dado o peso desse setor na indústria do Estado.


    ‘Esse desempenho medíocre do principal parque fabril do País nos remete mais uma vez para a combinação atual dos preços-chave (juros e câmbio) vigente hoje na economia brasileira’, diz Pereira.


    Petróleo


    O segmento de refino de petróleo e produção de álcool foi responsável queda na produção da indústria do Ceará, de 3,5% ante dezembro e 5,4% ante janeiro de 2006. Essa atividade na indústria cearense teve queda de 43,3%, também por causa de paralisações técnicas.


    Das 14 regiões cuja produção industrial é pesquisada pelo IBGE, 11 têm atividade de refino e petróleo e produção de álcool e, desse total, apenas o Rio Grande do Sul apurou expansão na produção desse segmento em janeiro ante igual mês do ano passado. Na média nacional, houve queda de 5,6% nessa comparação.


    O maior recuo ocorreu no Ceará, seguido de Pernambuco (13%), Rio (10,5%), Minas (9,7%) e São Paulo. Houve quedas também, mas em menor magnitude, no Rio Grande do Norte (0,5%), Amazonas (2%), Bahia (3,7%) e Pará (4,5%). No Rio Grande do Sul, houve crescimento de 20,4%, pois não houve parada na produção gaúcha de petróleo.


     


     

  • Senac Roraima: solenidade encerra hoje curso Soldado Cidadão

    O Senac Roraima realiza hoje, 13 de março, às 10h, o encerramento do Curso Soldado Cidadão.

    O Senac Roraima realiza hoje, 13 de março, às 10h, o encerramento do Curso Soldado Cidadão. Participam do evento, na unidade da instituição em Boa Vista, o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-RO, Airton Dias, o Comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, General Mário Matheus de Paula Madureira, o Tenente Coronel Wellington Neves Filgueira Lima, o Comandante do 10º GAC de Selva, o Diretor Regional do Senac Roraima, Arlindo Muller. 


    O Projeto Soldado Cidadão tem por objetivo oferecer aos jovens brasileiros – com ênfase nos recrutas incorporados às fileiras do Exército – cursos profissionalizantes que proporcionem capacitação técnico-profissional básica e complementem a formação cívica e ainda possibilitem o ingresso no mercado de trabalho em melhores condições quando do retorno à vida civil.


     

  • IPCA fecha fevereiro em 0,44%, segundo IBGE

    Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aumento de 0,44%, a mesma variação de janeiro, pressionado pela alta dos alimentos e dos ônibus urbanos.


    São Paulo registrou o segundo maior aumento no grupo educação, de 4,36%. No país, o aumento médio em fevereiro foi de 3,48% e contribuiu com 0,24 ponto percentual para a taxa do mês.

    Em fevereiro, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou aumento de 0,44%, a mesma variação de janeiro, pressionado pela alta dos alimentos e dos ônibus urbanos.


    São Paulo registrou o segundo maior aumento no grupo educação, de 4,36%. No país, o aumento médio em fevereiro foi de 3,48% e contribuiu com 0,24 ponto percentual para a taxa do mês. De acordo com o IBGE, a taxa de fevereiro foi altamente concentrada e pontual, conseqüência de problemas climáticos, que elevaram os preços dos alimentos.


    Apesar dos reajustes significativos em grupos importantes nas despesas dos consumidores, o IPCA de fevereiro mostrou deflações em produtos que também têm forte peso no cálculo da taxa, como álcool (que recuou de uma alta de 7,23% em janeiro para queda de 0,81% em fevereiro), gasolina (-0,86%), automóveis usados (-1,34%) e telefone fixo (-0,48%, por causa de redução de 5,76% nas contas em Porto Alegre).


     

  • Ijuí será um dos quatro Centros Culturais do Sesc no Rio Grande do Sul

    Lançado pelo Sesc do Rio Grande do Sul, o projeto Arte Sesc – Cultura por Toda Parte dá o primeiro passo para fomentar a produção cultural do Estado e maximizar a possibilidade de acesso da comunidade gaúcha à cultura: o município de Ijuí inicia em 13 de março a programação do Arte Sesc em 2007, com a apresentação do espetáculo “El Primo Miráculo”, dentro do projeto Rio Grande no Palco.

    Lançado pelo Sesc do Rio Grande do Sul, o projeto Arte Sesc – Cultura por Toda Parte dá o primeiro passo para fomentar a produção cultural do Estado e maximizar a possibilidade de acesso da comunidade gaúcha à cultura: o município de Ijuí inicia em 13 de março a programação do Arte Sesc em 2007, com a apresentação do espetáculo “El Primo Miráculo”, dentro do projeto Rio Grande no Palco. Para auxiliar na divulgação das atividades culturais, o Sesc/RS lançou ainda uma revista semestral e, vai editar a cada dois meses, um pocket com a programação atualizada do projeto. O projeto possibilitará que mais de 20 eventos de grande envergadura circulem pelo Rio Grande do Sul este ano.


    “Queremos movimentar o cenário cultural do estado, levando uma grande diversidade de manifestações artísticas para diferentes regiões do Estado”, afirma Everton Dalla Vecchia, diretor regional da entidade. Ao todo, quatro Unidades Operacionais do Sesc/RS – Centro (Porto Alegre), Passo Fundo, Gravataí e Ijuí – serão transformadas em centros culturais, e outras 11 unidades terão sua programação ampliada em 2007. Para tanto, o Sesc investirá, diretamente, R$ 3 milhões no projeto este ano – em 2006, foram R$ 2 milhões direcionados à área cultural, um de seus principais pilares de atuação.

  • IGP-M: alta de 0,19% na primeira prévia de março

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas) apontou aumento de 0,19% na primeira prévia do mês de março, devido à pressão dos produtos agrícolas no atacado explica esse movimento. Em fevereiro a variação foi de 0,11%, no mesmo intervalo de tempo.

    O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M, da Fundação Getúlio Vargas) apontou aumento de 0,19% na primeira prévia do mês de março, devido à pressão dos produtos agrícolas no atacado explica esse movimento. Em fevereiro a variação foi de 0,11%, no mesmo intervalo de tempo. O IGP-M – usado como base para as tarifas de energia e para aluguéis – apresenta expansão de 4,10% nos últimos meses. 

     

    Dos três componentes do IGP-M, o IPA (Índice de Preços por Atacado, que representa 60% do índice geral) variou 0,18% na primeira prévia de março, ante -0,01% no mês anterior. Já os preços no varejo caíram pela metade: o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que apresentou queda de 0,36% na primeira medição de fevereiro, chegou a 0,18% de desaceleração no mesmo período de março. A maior contribuição foi do grupo Transportes, que caiu de 0,88% para -0,05%.


    O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) apresentou, na primeira prévia de março, taxa de 0,25%, ante 0,34%, no mesmo período de fevereiro. No ano, a prévia do índice de preços acumula alta de 0,96% e nos últimos 12 meses de 4,10%.


     

  • IPC da Fipe sobe 0,28% na primeira quadrissemana de março

    O índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) registrou alta de o,28% na primeira quadrissemana de março, ou seja, no período de 30 dias até 07/03. É a segunda desaceleração do índice, que mede a inflação em São Paulo: na quadrissemana de janeiro o resultado foi de 1,07%; na terceira quadrissemana de fevereiro o recuo foi 0,31% e, na última leitura de fevereiro foi constatado ligeiro avanço, indo para 0,33%.


    A categoria Saúde registrou a maior alta, de 0,61%; já a maior queda foi a observada na categoria Vestuário, de 0,28%.

    O índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP) registrou alta de o,28% na primeira quadrissemana de março, ou seja, no período de 30 dias até 07/03. É a segunda desaceleração do índice, que mede a inflação em São Paulo: na quadrissemana de janeiro o resultado foi de 1,07%; na terceira quadrissemana de fevereiro o recuo foi 0,31% e, na última leitura de fevereiro foi constatado ligeiro avanço, indo para 0,33%.


    A categoria Saúde registrou a maior alta, de 0,61%; já a maior queda foi a observada na categoria Vestuário, de 0,28%. As demais categorias apresentaram as seguintes variações: Habitação (0,19%); Alimentação (0,44%); Transportes (0,40%); Despesas Pessoais (0,20%); e Educação (0,01%). Em 2006, a inflação no município de São Paulo foi de 2,55%, menor em oito anos.

  • Governo oficializa seus líderes no Congresso Nacional

    Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram anunciados oficialmente os líderes do governo no Congresso Nacional.

    Em cerimônia realizada nesta quinta-feira (8) no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram anunciados oficialmente os líderes do governo no Congresso Nacional. Romero Jucá (PMDB-RR) foi confirmado como líder do governo no Senado, posto que vinha ocupando interinamente desde o ano passado, enquanto a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) se tornou a nova líder no Congresso Nacional, substituindo Fernando Bezerra (PTB-RN), cujo mandato terminou no início deste ano.O deputado José Múcio Monteiro (PTB-PE) é o líder do governo na Câmara.


    Também estavam presentes na cerimônia o vice-presidente da República, José Alencar; a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff; o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro; o ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia; e os senadores José Sarney (PMDB-AP), Renato Casagrande (PSB-ES) e Valdir Raupp (PMDB-RO).


    Lula declarou que a base do governo cresceu no Congresso. E também destacou, assim como Tarso Genro, a importância das matérias – como projetos de lei e medidas provisórias – que integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e que precisam ser aprovadas no Legislativo.


    Ao frisar que uma de suas prioridades será a votação das propostas relacionadas ao PAC, Roseana Sarney disse que caberá a ela “buscar o consenso nas duas Casas do Congresso”. Já Romero Jucá ressaltou a importância da articulação entre Executivo e Legislativo ao afirmar que, “na condução dos trabalhos parlamentares, é muito importante o apoio de todos os ministros”.


    Agência Senado, 9 de março de 2007.

  • Agricultura debaterá efeitos do aquecimento global

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vai discutir os efeitos das alterações climáticas sobre a agricultura brasileira nos aspectos econômico, social e ambiental. A audiência pública foi proposta pelo deputado Assis Miguel do Couto (PT-PR).

    A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vai discutir os efeitos das alterações climáticas sobre a agricultura brasileira nos aspectos econômico, social e ambiental. A audiência pública foi proposta pelo deputado Assis Miguel do Couto (PT-PR). Essas alterações, conhecidas como “aquecimento global”, estão previstas no documento da Organização das Nações Unidas (ONU), intitulado “Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC)”.


    O deputado sugere como convidados representantes dos Ministérios da Agricultura e Integração Nacional, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o secretário-executivo da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima, José Miguez. Assis Miguel argumenta que o aquecimento global deixou de ser uma preocupação exclusiva de ecologistas, pois seus efeitos já começam a atingir todos os países. O resultado disso, segundo ele, é que governos de vários países já estudam o impacto dessas mudanças na economia e na vida das populações.


    Impacto na agricultura

    Ele lembra que o setor agrícola deverá ser um dos mais atingidos por estas mudanças. “A produção da agricultura depende diretamente do andamento de um ciclo normal do clima. Excessos de chuvas, longos períodos de estiagem, alagamentos, ventos fortes e furacões previstos no documento do IPCC terão efeitos letais para a produção agropecuária brasileira”, alerta o deputado.


    O deputado argumenta que prejuízos na agropecuária afetariam a economia do País, já que o setor participa com pelo menos 1/3 do Produto Interno Bruto (PIB). “Este número, por si só, demonstra a dimensão do estrago que estas alterações climáticas poderão provocar nos números da riqueza nacional”.


    O parlamentar destaca que o governo brasileiro criou um grupo interministerial que estuda esta questão e procura apontar medidas para minimizar esses efeitos. “O Brasil tem mais de 4,2 milhões de famílias na agricultura familiar, um rebanho bovino que se alimenta de pastagens e nossa produção de grãos está entre as maiores do mundo. As fortes alterações que o nosso clima deve sofrer nos próximos anos nos obrigam a assumir a nossa responsabilidade”.


    A data e local da audiência ainda não foram definidos.


    Agência Câmara, 12 de março de 2007.