Blog

  • Inadimplente pode emitir nota fiscal, diz STJ

    A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmou ontem, em julgamento, que o Fisco não pode impedir que uma empresa devedora de emita nota fiscal. Por unanimidade, os ministros acolheram voto do relator ministro Luiz Fux, em favor da empresa Irmãos Trespach. Segundo informações STJ, com o intuito de assegurar o direito de emitir talão de notas fiscais, a empresa apresentou mandado de segurança contra o Rio Grande do Sul. A secretaria da Fazenda gaúcha proibiu a emissão porque a empresa tinha débitos fiscais.

    A Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afirmou ontem, em julgamento, que o Fisco não pode impedir que uma empresa devedora de emita nota fiscal. Por unanimidade, os ministros acolheram voto do relator ministro Luiz Fux, em favor da empresa Irmãos Trespach. Segundo informações STJ, com o intuito de assegurar o direito de emitir talão de notas fiscais, a empresa apresentou mandado de segurança contra o Rio Grande do Sul. A secretaria da Fazenda gaúcha proibiu a emissão porque a empresa tinha débitos fiscais.


    O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) negou o mandado afirmando que a autorização de impressão de documentos fiscais é meio válido de fiscalização. O TJ argumentou que os artigos 42 e 39, parágrafo 2º, da Lei estadual 8.820/89, prevêem a exigência de garantias para que inadimplentes possam emitir documentos fiscais. Além disso, o artigo 183 do Código Tributário Nacional (CTN) não veda a exigência de outras garantias de quitação de débitos previstas em lei.


    O recurso da empresa na 20ª Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça estadual também foi negado por maioria. A empresa interpôs, então, recurso especial no STJ alegando desrespeito ao artigo 1º da Lei 1.533/51, por ter direito líquido e certo. Também haveria discordância jurisprudencial da Casa, já que o STJ tem decidido ser abuso de poder negar a autorização para imprimir documentos fiscais indispensáveis à atividade do contribuinte, como meio coercitivo para o pagamento do tributo.

  • Furlan joga a toalha: ‘Câmbio não vai mudar’

    Antigo defensor de uma ação mais agressiva do Banco Central (BC) para conter a excessiva valorização do real em relação ao dólar, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, reconheceu ontem que não há condições de mudanças no nível atual da taxa de câmbio.


    “A nossa perspectiva é de que não há condições de ter mudanças no patamar da taxa de câmbio. O setor exportador foi se adaptando”, afirmou o ministro, depois de tomar café da manhã, ontem, com o presidente da Alemanha, Horst Köhler.

    Antigo defensor de uma ação mais agressiva do Banco Central (BC) para conter a excessiva valorização do real em relação ao dólar, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, reconheceu ontem que não há condições de mudanças no nível atual da taxa de câmbio.


    “A nossa perspectiva é de que não há condições de ter mudanças no patamar da taxa de câmbio. O setor exportador foi se adaptando”, afirmou o ministro, depois de tomar café da manhã, ontem, com o presidente da Alemanha, Horst Köhler.


    Segundo Furlan, as exportações brasileiras continuam com vigor, mesmo com a taxa de câmbio em torno dos R$ 2,10 ou R$ 2,20. O ministro comentou que as exportações devem fechar o primeiro trimestre deste ano com desempenho acima das previsões do governo.


    Segundo o ministro, a média diária das vendas externas na segunda e terça-feira desta semana ficou acima de US$ 500 milhões. “Quando definimos a meta de exportações para este ano em US$ 152 bilhões, traçamos o desempenho mês a mês. Em janeiro, ficou acima das nossas estimativas, fevereiro também e março já está caminhando para um pouco acima. Estamos muito tranqüilos nesse setor”, comentou ele.


    Furlan afirmou que tanto a quantidade quanto o preço dos produtos vendidos pelo Brasil no exterior estão em processo de alta. Além disso, destacou ele, há mudanças no mix de quantidade e preço.


    O ministro citou o caso da indústria automobilística, que diminuiu a quantidade de veículos exportados, mas conseguiu aumentar o valor. “Porque estamos vendendo veículos com mais tecnologia e sofisticação”, explicou.


    O ministro observou que também as importações estão crescendo – em torno de 25% em relação ao ano passado – e há espaço na economia para que o ritmo de expansão das compras externas continue. Por enquanto, disse o ministro, não representam riscos para a balança comercial as turbulências na economia da China, que afetaram os mercados mundiais nos últimos dias.


    Taxas


    Luiz Furlan se manifestou contrário à proposta apresentada na semana passada pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, de taxar as exportações. “É preciso ter estabilidade na regra do jogo. Quando você convence uma empresa a fazer investimentos, tem que ter segurança na regra do jogo”, disse ele.


    O ministro também se disse contrário à redução da alíquota do Imposto de Importação (II), como defendem alguns economistas, para equilibrar o fluxo de entrada e saída de dólares no País.


    Furlan disse que seria um péssimo momento fazer uma abertura comercial no meio de uma rodada de negociação na Organização Mundial de Comércio (OCM). “Sou favorável à abertura comercial, desde que tenhamos algo em troca”, defendeu.




     

  • Inadimplência em cheques diminui em fevereiro

    A inadimplência em cheques no Brasil caiu em fevereiro, após subir em janeiro, de acordo com dados da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo. Segundo o levantamento, houve queda de 7,61% no índice de cheques sem fundos, na comparação com o mês anterior, e redução de 3,41% sobre fevereiro de 2006.


    Para o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, o recuo reflete um “amadurecimento” dos consumidores, após o endividamento adquirido no ano passado, em razão do “boom do acesso ao crédito”.

    A inadimplência em cheques no Brasil caiu em fevereiro, após subir em janeiro, de acordo com dados da Telecheque, empresa de concessão de crédito no varejo. Segundo o levantamento, houve queda de 7,61% no índice de cheques sem fundos, na comparação com o mês anterior, e redução de 3,41% sobre fevereiro de 2006.


    Para o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, o recuo reflete um “amadurecimento” dos consumidores, após o endividamento adquirido no ano passado, em razão do “boom do acesso ao crédito”. “Geralmente, o início do ano é marcado por índices bastante elevados, mas este quadro vem demonstrar que o consumidor se apresentou muito mais cauteloso e controlado ao realizar as compras de final de ano”, complementou.


    Estados. Entre os estados, o Rio Grande do Norte apresentou o melhor desempenho. Em relação a fevereiro de 2006, a pesquisa apurou recuo de 55,31% na inadimplência com cheques. Na seqüência, entre os que tiveram as maiores baixas, na avaliação com o mesmo período do ano anterior, ficaram os Estados do Rio de Janeiro (-25,72%) e Minas Gerais (-11,35%).


    Para Praxedes Neto, a tendência é de baixa da inadimplência nos próximos meses, “já que o consumidor deve concentrar seus esforços na liquidação de dívidas contraídas a longo prazo, o que possibilitará a melhoria de seu poder de compra no futuro.”

  • Dia Internacional da Mulher é comemorado em unidades do Sesc pelo país

    Diversas unidades do Sesc pelo país comemoraram ontem, 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, com atividades culturais e muita festa.

    Diversas unidades do Sesc pelo país comemoraram ontem, 8 de março, o Dia Internacional da Mulher, com atividades culturais e muita festa. Confira abaixo alguns destaques dos eventos:


    São Paulo


    O Sesc Carmo, em São Paulo, festejou a data com apresentação, em show único, da dupla Fogueira das Rosas, formada pela dupla Valéria Zeidan e Angélica Leutwiler, que apresentou canções retratando a mulher no Brasil e no mundo; utilizando voz e pandeiros, a dupla executou um repertório variado – que incluiu canções de ninar e cantigas de amor, com destaque para Maçadeiras, canto de trabalho do povoado de Lanhoso, Portugal.


    Tocantins


    Em Palmas, Tocantins, a comemoração acontece hoje, dia 9, no Centro de Atividades do Sesc, e terá atividades diversas. O destaque da programação é o show da cantora Mara Rita: a idéia é juntar o projeto Happy Hour do Sesc – que iniciou este ano e acontece todas as sextas-feiras a partir das 18 horas – à comemoração do Dia Internacional das Mulheres.


    Rondônia


    Já em Rondônia a festa começou ontem, no Teatro 1 do Sesc Esplanada, com o Projeto Canta Mulher, apresentando o show “Faces” até o dia 9, com o objetivo de homenagear especialmente as mulheres brasileiras.   


    Ceará


    As unidades do Senac no Ceará prepararam uma verdadeira semana de comemorações, de 5 a 11 de março. No Sesc Fortaleza, um baile dançante, o projeto Encontros Notáveis (com o geriatra Paulo Roberto Bessa Farias), um desfile de moda intergeracional e o projeto Sesc Chorinho estão agendados. No Teatro Sesc Emiliano Queiroz a cantora Fhátima Santos faz apresentação gratuita do show Substantivo Feminino Plural; o Sesc Crato homenageia as mulheres com mesa redonda, palestras sobre higiene pessoal e cuidados com a pele, além do prêmio Mulher de Fibra.


    Ainda no Ceará, informação, saúde e lazer fazem parte da programação que o Sesc Sobral preparou para a Semana Internacional da Mulher. Palestras sobre A Mulher e Seus Múltiplos Papéis e Câncer Feminino, o espetáculo teatral Camille Claudel e manhã de lazer são algumas das atrações; o Sesc Iguatu desenvolve uma programação voltada para temas relevantes do universo feminino no século XXI. No Sesc Juazeiro serão realizados atendimentos de beleza gratuitos na Clínica Sesc Saúde, exposições temáticas, recitais de poesia e círculos de leitura sobre Literatura Feminina.


    Em Carazinho, avaliação física, aulas de alongamento, dança e ginástica, massagens relaxantes, maquiagem, músíca ao vivo e muitas surpresas serão proporcionadas na Praça Central Albino Hillebrandt. A ação resulta da parceria entre Prefeitura, Sesc, Senac, Secretaria de Assistência Social e Clube Sesc Maturidade Ativa.


    Rio Grande do Sul


    O Rio Grande do Sul não fica fora da festa: no Centro Cívico e Cultural de Santa Rosa as mulheres serão homenageadas com uma aulão de jump ministrado pelos profissionais do Sesc local. Já em Erechim acontecerá o evento Mais Mulher.As atividades acontecerão no Sesc Erechim.


    As mulheres da capital gaúcha contarão com ações como o Elas cantam no Sesc, que acontece no Sesc Centro, e ações de lazer e saúde desenvolvidas no Sesc Campestre. Mais informações podem ser obtidas nas Unidades Operacionais do Sesc/RS.


    Santa Catarina


    E, finalmente, o Sesc Santa Catarina, realiza entre os dias 5 e 9, o projeto Mulheres em Foco. O trabalho gratuito oferece serviços como: oficinas de auto-maquiagem, palestras e orientações sobre a prevenção a doenças (câncer de mama e do colo de útero, DST/AIDS), exames gratuitos (pressão, colesterol, glicemia), corte de cabelo, decoração de unhas, massagens relaxantes, técnicas alternativas (florais de bach, acupuntura) e relaxamento facial.  


     




     

  • Comissão sobre licitação define roteiro de trabalho

    A Comissão Especial de Licitação e Contratos, que analisa o Projeto de Lei 7709/07, do Executivo, reúne-se para definir seu roteiro de trabalho. A comissão foi instalada nesta semana. O projeto que será analisado pela comissão altera dispositivo da Lei das Licitações (8.666/93) e prevê o uso de pregão eletrônico na compra e contratação de produtos e serviços pela administração pública, inclusive em relação a obras.

    A Comissão Especial de Licitação e Contratos, que analisa o Projeto de Lei 7709/07, do Executivo, reúne-se para definir seu roteiro de trabalho. A comissão foi instalada nesta semana. O projeto que será analisado pela comissão altera dispositivo da Lei das Licitações (8.666/93) e prevê o uso de pregão eletrônico na compra e contratação de produtos e serviços pela administração pública, inclusive em relação a obras. A proposta faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


    O projeto já recebeu 126 emendas, e os parlamentares já sugeriram a realização de audiências públicas para debater o tema com a sociedade. A comissão é presidida pelo deputado Tadeu Filippelli (PMDB-DF), e o relator é o deputado Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG).


    Agência Câmara, 8 de março de 2007.


     


     

  • CCT do Senado discute frente plurissetorial em defesa da ciência e tecnologia

    A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), em reunião nesta quarta-feira (7), discutiu a sugestão do senador Renato Casagrande (PSB-ES) de criar uma frente plurissetorial mista em defesa da ciência, da tecnologia e da inovação.


    – Essa frente seria composta por deputados e senadores, por pesquisadores, representantes do setor empresarial e da administração pública, e seria um sustentáculo, uma verdadeira base de apoio para a sociedade se manifestar- explicou o senador.


    Os parlamentares debateram ainda a urgência da criação de uma legislação de

    A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), em reunião nesta quarta-feira (7), discutiu a sugestão do senador Renato Casagrande (PSB-ES) de criar uma frente plurissetorial mista em defesa da ciência, da tecnologia e da inovação.


    – Essa frente seria composta por deputados e senadores, por pesquisadores, representantes do setor empresarial e da administração pública, e seria um sustentáculo, uma verdadeira base de apoio para a sociedade se manifestar- explicou o senador.


    Os parlamentares debateram ainda a urgência da criação de uma legislação de convergência entre as normas legais das áreas de telecomunicações e de radiodifusão. Isso evitaria, na avaliação dos senadores, conflitos e até concorrência desleal entre operadoras dos dois setores.


    – Como as teles (operadoras de telecomunicações) podem concorrer com as radiodifusoras se na primeira área é permitido capital cem por cento estrangeiro e, na outra, só trinta por cento? As leis acabam não acompanhando a velocidade da tecnologia e da informação – exemplificou o presidente da CCT, senador Wellington Salgado (PMDB-MG).


    Também ficou decido que a CCT deverá incluir em pauta a discussão sobre o leilão que deverá permitir a ampliação das faixas utilizadas pela tecnologia Wi-Fi (abreviação de Wireless Fidelity, nomenclatura que identifica o conjunto de equipamentos que permitem estabelecer uma rede local sem fio para acesso à Internet). Os senadores querem debater o processo de licitação, que está paralisado, e o papel da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) nesse processo.


    Wellington Salgado ressaltou também a necessidade de a comissão debater a situação enfrentada pelo Centro de Lançamento de Alcântara (MA), após a explosão ocorrida em sua base aeroespacial, em agosto de 2003. Os senadores deverão discutir a realização de prováveis visitas ao local e de audiências com representantes da instituição. Para discutir os temas expostos, os parlamentares pediram a presença dos ministros das Comunicações, Hélio Costa, e da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende.


    Agência Senado, 7 de março de 2007.


     


     

  • Câmara instala comissão especial do salário mínimo

    A Câmara instalou nesta manhã (8/3) uma comissão especial para analisar o Projeto de Lei 1/07, que estabelece as diretrizes para a valorização do salário mínimo no período de 2007 a 2023. Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 350. O objetivo é assegurar ganhos reais (acima da inflação) a fim de preservar o poder aquisitivo dos trabalhadores. A medida faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


    Foram definidos o presidente e o relator da Comissão Especial do Salário Mínimo (PL 01/07), em reunião no plenário 5 da Câmara.

    A Câmara instalou nesta manhã (8/3) uma comissão especial para analisar o Projeto de Lei 1/07, que estabelece as diretrizes para a valorização do salário mínimo no período de 2007 a 2023. Atualmente, o valor do salário mínimo é de R$ 350. O objetivo é assegurar ganhos reais (acima da inflação) a fim de preservar o poder aquisitivo dos trabalhadores. A medida faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


    Foram definidos o presidente e o relator da Comissão Especial do Salário Mínimo (PL 01/07), em reunião no plenário 5 da Câmara. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) será o presidente e o deputado Roberto Santiago (PV-SP), relator.


    Os vice-presidentes ainda não foram escolhidos, mas a comissão marcou nova data para a eleição, na próxima terça-feira (13). A reunião está marcada para as 14h30, no plenário 5 da Câmara. Na ocasião, o roteiro dos trabalhos também será debatido.


    CNC, 8 de março de 2007.




     


     


     

  • Metas do PAC são desafio para o governo

    O presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, afirmou que será um grande desafio para o governo acompanhar e viabilizar os investimentos listados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    O presidente da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), Paulo Godoy, afirmou que será um grande desafio para o governo acompanhar e viabilizar os investimentos listados no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo Godoy, para atingir tal objetivo, é necessário melhorar as condições macroeconômicas, com a redução da carga tributária, o aumento da competitividade da indústria e o restabelecimento da capacidade de o poder público agir nas áreas que competem a ele, como a melhoria na gestão do investimento público.


    – De forma geral, o que entendemos é que seria fundamental um modelo de gestão do governo. Esta Casa e esta comissão podem ajudar, acompanhando, por exemplo, a meta (determinada no PAC) de aumentar a capacidade dos aeroportos para receber trinta milhões depassageiros até 2010 – citou, durante audiência pública na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI), nesta quinta-feira (8).


    Godoy também destacou a necessidade de transparência nas atribuições das instituições que lidam com os licenciamentos ambientais e pediu que haja a informatização dos processos, para acompanhamento dos dados e detecção de entraves burocráticos que podem atrasar por muito tempo uma obra.


    Godoy elogiou pontos específicos do PAC – como a medida provisória que cria um fundo de investimento para a infra-estrutura – mas frisou a necessidade de atração do investimento do setor privado para que as metas do programa sejam alcançadas:


    – Não podemos abrir mão da captação e gestão de poupança privada, seja nacional ou internacional. Sem isso, não vamos conseguir fazer com que ações dos estados sejam capazes de dar conta do desafio do investimento – analisou.


    Godoy disse acreditar que o PAC acerta ao apontar os projetos prioritários para que o país se viabilize, mas só terá sucesso se houver também o envolvimento da sociedade brasileira, passando pelas instituições, pelo engajamento dos governos estaduais, do Congresso, do Tribunal de Contas da União (TCU), do Ministério Público (MP) e dos agentes que interferem em licenciamento ambiental, entre outros.


    O presidente da Abdib citou ainda que o Brasil precisa de investimentos anuais da ordem de R$ 90 bilhões no setor de infra-estrutura. Atualmente, esse investimento chega a R$ 70 bilhões, mas está concentrado no setor de energia. A diferença de investimentos em estradas, aeroportos, ferrovias e saneamento, por exemplo, é enorme, e isso afeta o crescimento.


    – Vemos filas nos portos, estradas esburacadas, ferrovias e hidrovias limitadas, a crise nos aeroportos, um conjunto de situações na infra-estrutura que onera o investimento e impede o crescimento – destacou.


    Requerimentos

    No início da reunião da CI, foram aprovados vários requerimentos. Dois convidam o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, para debater o Programa de Aceleração do Crescimento e prestar informações sobre a extração mineral em Rondônia, as concessões de licença de pesquisa na região e a prioridade do ministério em relação à regulamentação exigida pela Constituição Federal para a extração mineral em terras indígenas.


    Também foi aprovado requerimento que convida o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady Simão, para também falar sobre o PAC. Outro convida o secretário de Transporte do Paraná, Rogério Walbach Tizzot, para debater a questão das concessões de rodovias federais.


    Debaterão os projetos de desenvolvimento regional Brasil-Central, o diretor


    diretor geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Alexandre Nogueira Rezende, e o diretor e autor do projeto Brasil-Central da ANTT, Gregório Rabelo, graças a requerimento aprovado nesse sentido. Foi aprovada ainda a realização de um seminário com representantes dos ministérios de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, da Associação Brasileira de Energia Eólica e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


    Agência Senado, 8 de março de 2007.


     

  • Desemprego feminino nunca foi tão alto no mundo, segundo OIT

    Dados o relatório Tendências Mundiais do Emprego para as Mulheres em 2007, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que a taxa de desemprego entre a população feminina nunca foi tão alta em todo o mundo: apesar da participação das mulheres no mercado de trabalho ser a maior dos últimos dez anos, existem 81,8 milhões desempregadas.


    De acordo com o levantamento, há dez anos atrás 42,9% das mulheres do globo tinham emprego, e hoje o número é de 47, 9%. Ou seja, a população de mulheres com trabalho subiu de 1,1 bilhão em 1996 para 1,2 bilhão em 2006.

    Dados o relatório Tendências Mundiais do Emprego para as Mulheres em 2007, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), revelam que a taxa de desemprego entre a população feminina nunca foi tão alta em todo o mundo: apesar da participação das mulheres no mercado de trabalho ser a maior dos últimos dez anos, existem 81,8 milhões desempregadas.


    De acordo com o levantamento, há dez anos atrás 42,9% das mulheres do globo tinham emprego, e hoje o número é de 47, 9%. Ou seja, a população de mulheres com trabalho subiu de 1,1 bilhão em 1996 para 1,2 bilhão em 2006. Também houve aumento do número de mulheres que trabalham ou que estão procurando emprego na América Latina, Oriente Médio, África do Norte, países desenvolvidos e União Européia, de acordo com a pesquisa.


    Outra conclusão que o relatório da OIT traz à tona é de que a população feminina ainda está em desvantagem na comparação com os homens no mercado de trabalho. Persistem diferenças salariais e menos oportunidades. Na última década, a taxa de desemprego feminina no mundo era de 6,6%, enquanto a masculina era de 6,1%. O pior reflexo está no índice de empregabilidade de mulheres jovens com idade entre 15 e 24 anos, 35,6 milhões de pessoas no ano passado. Segundo o estudo, elas têm mais dificuldade encontrar uma ocupação que os rapazes com a mesma idade.

     

  • Inaugurada nova unidade do Senac em Criciúma


    A nova unidade do Senac no município de Criciúma foi inaugurada no ultimo dia 6, durante cerimônia que reuniu lideranças do setor de comércio e serviços e autoridades do Sul do Estado, além de convidados.


    A nova unidade do Senac no município de Criciúma foi inaugurada no ultimo dia 6, durante cerimônia que reuniu lideranças do setor de comércio e serviços e autoridades do Sul do Estado, além de convidados. Sob a coordenação do presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac de Santa Catarina, Antônio Edmundo Pacheco, e com a presença do diretor do Senac, Rudney Raulino, o evento contou com cardápio assinado pela chef Klara Kock, do Senac Bistrô Johannastift Restaurante-Escola, de Blumenau, além de um coquetel.   


    “Estamos dando o impulso que a região quer e precisa e esperamos que o empresariado busque a qualificação dos seus colaboradores aqui”, afirmou Pacheco durante o encontro, que reuniu também membros dos Conselhos Deliberativos do Senac e do Sesc e diretores das duas instituições. A necessidade de educar profissionalmente com foco nas demandas específicas do mercado de trabalho da região foi o principal motivo, de acordo com Pacheco, para investir na implantação da nova unidade.  


    O Senac Criciúma conta com 15 salas de aula, cinco laboratórios e salas equipados com os mais avançados recursos tecnológicos nas áreas de Saúde, Informática, Gestão, Comércio e Turismo e Hospitalidade. Estará disponível ainda um ambiente tecnológico com acesso a internet via Wireless, bem como biblioteca, lanchonete e secretaria acadêmica. A equipe é formada por técnicos e professores especialistas, núcleo de relações com o mercado e administrativo. 


     Cursos 


    A nova unidade vai oferecer um portfólio de mais de 35 cursos nas áreas de Informática (inclusive certificações internacionais), Gestão, Comércio, Saúde, Turismo e Hospitalidade, com foco em gastronomia, e subáreas de formação. Por meio de parcerias firmadas com instituições de ensino como Unesc, o Senac Criciúma pretende ampliar suas iniciativas educacionais. Serão oferecidos também cursos de capacitação e livres.  


    No portfólio de formação técnica, o destaque serão os cursos de Técnico em Logística, Marketing e Vendas, Processos Administrativos, Redes de Computadores, Programação para Internet e Enfermagem. Os cursos de pós-graduação em Finanças, Controladoria e Auditoria, e MBA em Gestão Empresarial acontecem em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).