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  • Mercado reduz previsão de IPCA pela 5a semana

    O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a estimativa média dos analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2007 caiu de 3,91% para 3,88%.


    Foi a quinta semana consecutiva de baixa das previsões de inflação, o que mostra que os analistas novamente acreditam que o IPCA vai ficar bem menor que o previsto pelo Banco Central.

    O mercado financeiro voltou a reduzir as previsões de inflação para este ano. Segundo o boletim Focus, divulgado semanalmente pelo Banco Central, a estimativa média dos analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2007 caiu de 3,91% para 3,88%.


    Foi a quinta semana consecutiva de baixa das previsões de inflação, o que mostra que os analistas novamente acreditam que o IPCA vai ficar bem menor que o previsto pelo Banco Central. O centro da meta da inflação para este ano é de 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos para cima ou para baixo.


    A expectativa do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) ficou estável em 4%. A do IGP-M (Índice Geral de Preços Mercado) passou de 4,07% para 4,08%.


    A redução da estimativa do IPCA não alterou a aposta dos analistas para a taxa básica de juros. A expectativa é que a Selic sofra um corte de apenas 0,25 ponto percentual, para 12,75% ao ano, na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), nesta semana.Para o final do ano, a expectativa é que a taxa básica de juros chegue a 11,5% ao ano.


    O crescimento da economia pouco acima do esperado no ano passado não foi suficiente para os analistas do mercado financeiro elevarem a previsão do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano. A estimativa foi mantida em 3,5%. Já a projeção do mercado para a produção industrial ficou em 3,5%, mesmo valor do levantamento anterior.


     

     


     

  • Empresas temem autuação de ICMS

    O julgamento sobre o ressarcimento de ICMS na substituição tributária, que em fevereiro ficou empatado em cinco a cinco no Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser retomado ainda nesta semana. O voto decisivo do ministro Carlos Brito já está nas mãos da ministra presidente, Ellen Gracie. A expectativa dos advogados dos contribuintes é que as audiências realizadas com o ministro, neste período, tenham surtido efeito.

    O julgamento sobre o ressarcimento de ICMS na substituição tributária, que em fevereiro ficou empatado em cinco a cinco no Supremo Tribunal Federal (STF), deve ser retomado ainda nesta semana. O voto decisivo do ministro Carlos Brito já está nas mãos da ministra presidente, Ellen Gracie. A expectativa dos advogados dos contribuintes é que as audiências realizadas com o ministro, neste período, tenham surtido efeito. Os advogados argumentaram com Carlos Brito que, caso vote pela inconstitucionalidade das leis estaduais de São Paulo e Pernambuco, suscite ao debate o efeito não-retroativo da decisão. Os contribuintes temem ser autuados pelos créditos de ICMS que utilizaram nos últimos cinco anos, caso percam o julgamento. 


    As decisões em ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) normalmente têm efeito retroativo, chamado “ex tunc”, o que na prática significa que os efeitos da lei considerada inconstitucional nunca existiram. Mas nestas ações é possível pedir o que no jargão jurídico se chama efeito “ex nunc”, ou seja, que a decisão tenha efeito somente daquele momento em diante. Isto seria importante para os contribuintes porque todos os créditos de ICMS que tomaram enquanto a lei estava em vigor não precisam ser devolvidos. Os advogados que estiveram com o ministro Carlos Brito lembraram que o Estado de São Paulo, por exemplo, poderia ter simplesmente revogado a lei estadual da substituição tributária em vez de entrar com uma Adin no Supremo. Esta teria sido uma estratégia arrecadatória na visão dos contribuintes, já que neste início de ano, justamente para evitar que o Supremo julgasse a inconstitucionalidade de benefícios fiscais concedidos, o governo paulista revogou uma série de incentivos para que uma Adin proposta pelo Paraná perdesse o objeto. 


    O diretor jurídico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Hélcio Honda, diz que se a decisão do Supremo retroagir muitas transferências de ressarcimento de ICMS feitas pelas empresas arrecadadoras serão questionadas. A própria Fiesp pediu, já antes do julgamento, o efeito não-retroativo. Porém, dos dez ministros que votaram, nenhum deles levantou a questão. 


    O tema substituição tributária já foi julgado pelo Supremo em 2002. Na época a corte entendeu que os Estados ou contribuintes não deveriam devolver a possível diferença entre o valor presumido e o valor real da venda da mercadoria. Agora a questão é novamente debatida. As leis de São Paulo e Pernambuco prevêem a possibilidade de devolução entre valor presumido e o preço real. Fontes próximas ao governo paulista dizem, porém, que não há intenção de se autuar as empresas, caso o Estado ganhe a ação. 


    O procurador chefe da Procuradoria Fiscal de São Paulo, Clayton Eduardo Prado, diz que na época se optou pela ação direta de inconstitucionalidade (Adin) e não pela revogação da lei porque havia uma série de ações judiciais principalmente de postos de combustíveis contra o Estado. Isto aconteceu porque as empresas do setor entraram com ações judiciais para receber o ressarcimento alegando terem pago mais ICMS do que deviam. O problema é que o fisco estadual não concedia esse crédito porque exigia uma série de documentos para que ficasse atestado até mesmo a qualidade do combustível vendido – muitos postos batizavam a gasolina vendida e por isso conseguiam vender a preços muito mais baratos que o presumido. Para ficar eliminar qualquer pendência é que se teria optado pela Adin, já contando que ela tivesse efeito retroativo. A questão envolve pelo menos R$ 2 bilhões só no Estado de São Paulo e as indústrias mais afetados serão as dos setores automobilístico, de combustíveis, bebidas, de medicamentos e cigarros. 

  • Desemprego entre jovens dobra em 10 anos, diz estudo

    A transição dos jovens do sistema educacional para o mundo do trabalho está em crise, segundo o estudo “Situação do jovem no mercado de trabalho no Brasil: um balanço dos últimos 10 anos”, do economista da Universidade de Campinas (Unicamp), Márcio Pochmann. O trabalho analisa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A transição dos jovens do sistema educacional para o mundo do trabalho está em crise, segundo o estudo “Situação do jovem no mercado de trabalho no Brasil: um balanço dos últimos 10 anos”, do economista da Universidade de Campinas (Unicamp), Márcio Pochmann. O trabalho analisa dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O principal deles mostra que de cada 100 jovens que ingressaram no mercado de trabalho nos últimos 10 anos, 55 ficaram desempregados e apenas 45 encontraram uma ocupação.


    No período de 1995 a 2005, o desemprego entre a população jovem, entre 15 e 24 anos, cresceu muito mais do que para as demais faixas etárias. A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad), do IBGE, registra que, em 2005, a quantidade de jovens sem emprego era quase 107% superior a de 1995. Para o resto da população, o desemprego foi 90,5% superior nos últimos 10 anos.


    Números


    A expansão do desemprego também foi maior entre os jovens. Variou 70,2% para os jovens (de 11,4% em 1995 para 19,4% em 2005). Para o resto da população economicamente ativa, vaiou 44,2% (de 4,3% para 6,2%). Também segundo o IBGE, a situação do desemprego é pior para as jovens do sexo feminino. Nesse grupo, a taxa de desemprego passou de 14,1% para 25% em dez anos (aumento de 77,4%), enquanto que para a de jovens do sexo feminino a variação foi de 9,7% para 15,3% (aumento de 57,8%). Uma parte importante dos jovens que não trabalha, não estuda e tampouco procura trabalho diz respeito a jovens do sexo feminino. “Muitas vezes o problema está vinculado à gravidez precoce”, explica Pochmann.


    Para o economista da Unicamp, o fato de o país ter, em 2005, um desempregado a cada cinco jovens (sendo que de um a cada quatro era do sexo feminino), fez com que o Brasil gerasse menos emprego para o restante da população. O país também não conseguiu manter os jovens empregados por um longo tempo, conclui o pesquisador. Hoje ele (o jovem) consegue alguma ocupação, algum bico, estágio, mas no momento seguinte ele volta a estar desempregado.


     

     


     


     

  • Parque Aquático do Sesc Roraima foi inaugurado no último domingo com festa

    Uma grande festa marcou, no último domingo, a abertura oficial do Parque Aquático Sesc, no Centro de Atividades Dr. Antonio Oliveira Santos, do Sesc Mercejana, em Roraima. O complexo é um dos mais modernos da cidade, e conta com piscinas semi-olímpica e infantil, ambas equipadas com tobogãs. Além disso, o local também dispõe de um salão de jogos como sinuca, tênis de mesa, além de mesas para xadrez. Para o atendimento ao público freqüentador foi montada uma cantina, com serviço de bar e restaurante.

    Uma grande festa marcou, no último domingo, a abertura oficial do Parque Aquático Sesc, no Centro de Atividades Dr. Antonio Oliveira Santos, do Sesc Mercejana, em Roraima. O complexo é um dos mais modernos da cidade, e conta com piscinas semi-olímpica e infantil, ambas equipadas com tobogãs. Além disso, o local também dispõe de um salão de jogos como sinuca, tênis de mesa, além de mesas para xadrez. Para o atendimento ao público freqüentador foi montada uma cantina, com serviço de bar e restaurante.


    Recreadores do Sesc também desenvolveram atividades aquáticas voltadas para as crianças: o grupo Criart realizou apresentações teatrais, pintura de rosto, contos e histórias contadas. Um grupo de pagode cuidou da trilha sonora da festa. O serviço de bar e restaurante ficou sob responsabilidade da equipe do Senac Roraima, que ofereceu uma feijoada para o almoço, além de tira-gostos diversos e bebidas variadas. O acesso ao Parque Aquático Sesc foi gratuito para quem apresentou a Carteira Sesc atualizada, em qualquer categoria (comerciário, conveniado ou usuário). Outros freqüentadores pagaram R$ 5,00.

  • Aviação: Gol transporta 65,9% mais passageiros em fevereiro

    A companhia aérea Gol registrou um salto de 65,9% no número de passageiros transportados em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. O tráfego doméstico aumentou 55%, e o internacional, 186%.


    A taxa de ocupação, que mede o nível de utilização das aeronaves, subiu de 70,1% em fevereiro de 2006 para 72,8% no mês passado. A capacidade de transportes de passageiros também aumentou: 51% para o mercado doméstico e 171% para o internacional. E, segundo a empresa, a tarifa média dos vôos caiu cerca de 18% em fevereiro.

    A companhia aérea Gol registrou um salto de 65,9% no número de passageiros transportados em fevereiro, na comparação com o mesmo período do ano passado. O tráfego doméstico aumentou 55%, e o internacional, 186%.


    A taxa de ocupação, que mede o nível de utilização das aeronaves, subiu de 70,1% em fevereiro de 2006 para 72,8% no mês passado. A capacidade de transportes de passageiros também aumentou: 51% para o mercado doméstico e 171% para o internacional. E, segundo a empresa, a tarifa média dos vôos caiu cerca de 18% em fevereiro.

  • Fecomércio-RR implementa projetos desenvolvidos pela parceria CNC/Sebrae

    A Federação do Comércio do Estado de Roraima realiza amanhã, no auditório da entidade, em Manaus, o lançamento estadual dos projetos Estudo de Competitividade, Automação Comercial, Conectar e Central de Serviços.

    A Federação do Comércio do Estado de Roraima realiza amanhã, no auditório da entidade, em Manaus, o lançamento estadual dos projetos Estudo de Competitividade, Automação Comercial, Conectar e Central de Serviços.


    Os projetos são o resultado da parceria firmada entre a Confederação Nacional do Comércio e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, o Sebrae, e têm como objetivo viabilizar o desenvolvimento e a modernização das empresas do comércio de bens, de serviços e de turismo do país.


    Baseado em um diagnóstico das empresas do comércio, o Estudo de Competitividade definirá objetivos e metas para o setor nos próximos oito anos. A Central de Serviços é um ambiente virtual de negócios voltado para a disseminação de informações sobre oferta e demanda de empresas e profissionais autônomos. O Conectar permitirá que pequenas e médias empresas realizem suas transações comerciais inteiramente pela Internet, ampliando o seu mercado potencial e criando novos nichos de atuação. E, por fim, o projeto de Automação Comercial possibilitará a adoção de modernos instrumentos e tecnologia da informação, aumentando a competitividade das empresas.


     

  • IPC fica em 0,33% em fevereiro

    Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, da Fipe, a inflação no município de São Paulo caiu para 0,33% em fevereiro, ante 0,66% de janeiro, e alcançou o menor índice desde setembro de 2006.

    Medida pelo Índice de Preços ao Consumidor, da Fipe, a inflação no município de São Paulo caiu para 0,33% em fevereiro, ante 0,66% de janeiro, e alcançou o menor índice desde setembro de 2006.


    O resultado, entretanto, foi maior do que o registrado na penúltima prévia do mês e frustrou as expectativas do mercado, que apostavam na manutenção da trajetória de queda do índice (0,52% na primeira prévia, 0,41% na segunda e 0,31% na terceira).


    Leia mais sobre esta e outras notícias na primeira edição da Sinopse de hoje.

  • Grupo pluripartidário negocia reforma

    Sem alarde, um grupo pluripartidário de parlamentares , formado por governistas e gente da oposição, construiu, nos últimos dias, uma nova proposta de reforma tributária – mais ampla do que a Proposta de Emenda Constitucional 285, em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados.

    Sem alarde, um grupo pluripartidário de parlamentares , formado por governistas e gente da oposição, construiu, nos últimos dias, uma nova proposta de reforma tributária – mais ampla do que a Proposta de Emenda Constitucional 285, em fase final de tramitação na Câmara dos Deputados. Encampado pelo relator, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), integrante do grupo, o novo texto deve ser apresentado como substitutivo, em plenário, assim que a PEC 285 voltar à pauta de votações. 


    Sob o ponto de vista da simplificação da vida do contribuinte, a principal novidade, em relação ao que já tramitava, é a criação do Sistema Integrado de Liquidação de Tributos. O SIT proporcionará às empresas possibilidade de compensação cruzada entre débitos e créditos de diferentes impostos, mesmo que um seja federal e o outro estadual ou municipal. “Os créditos tributários deixarão de ser um mico, pois as empresas terão como aproveitá-los efetivamente”, diz Virgílio Guimarães. Ele lembra que a dificuldade de aproveitamento de créditos tributários é um dos principais problemas do atual sistema, pois acaba transformando em cumulativos tributos que em tese não deveriam ser. 


    O cruzamento entre créditos e débitos de diferentes tributos será possível porque impostos federais, estaduais e municipais calculados com base em faturamento ou receita passarão a ser recolhidos de forma integrada, como se fossem um só, numa mesma guia. Por causa dessas duas características, Virgílio Guimarães diz que o SIT simulará um Imposto sobre Valor Agregado. “Não estamos criando um IVA clássico, mas, para o contribuinte, o SIT será o mesmo que um IVA”, diz o relator. 


    A proposta prevê que, antes da implementação do SIT, que dependerá de lei complementar, duas contribuições federais deixariam de existir, dando lugar a um imposto federal sobre faturamento, receita ou equivalente. Sumiriam a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e a Contribuição ao programa PIS-Pasep (financiamento do seguro-desemprego). Só a Cofins arrecadou R$ 93 bilhões para a União em 2006. 


    Um dos efeitos dessa substituição seria a desvinculação de recursos do orçamento federal, já que as duas contribuições só podem ser usadas nas finalidades para as quais foram criadas. A Constituição atual prevê vinculações de impostos também; 18% do que a União arrecada com todos eles devem ser gastos com educação. No caso do imposto que substituir a Cofins e o PIS-Pasep, no entanto, essa vinculação só começaria a valer ao final de doze anos. 


    No âmbito federal, o SIT abrangeria esse futuro imposto e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). No âmbito estadual, a integração pegaria o Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS). O Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), cobrado pelas prefeituras, também entraria, mas só depois de cinco anos de implantado o sistema. 


    A mesma lei complementar que criar o SIT terá que prever a forma pela qual um ente da Federação (Estado, Municípios e União) será ressarcido pela absorção de crédito tributário referente a imposto de titularidade de outro ente. Para tanto, poderá ser criado um fundo ou câmara de compensação, que retenha parte da arrecadação dos impostos integrados, conta o deputado Virgílio Guimarães, eleito presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara. 


    A nova proposta de reforma tributária ainda não foi negociada com o governo nem com os governadores. “Essa é uma reforma nascida no Legislativo”, diz o deputado. O fato de partir de um grupo pluripartidário, porém, aumenta as chances de sucesso, diz o relator. Além de Virgílio, participaram da equipe que elaborou o texto os deputados Eduardo Sciarra (PFL-PR) , Luiz Carreiras (PFL-BA), Eduardo Cunha(PMDB-RJ), Júlio Semeghini (PSDB-SP), Sandro Mabel (PR-GO), Carlos Souza (PP-AM), Armando Monteiro (PTB-PE), Beto Albuquerque (PSB-RS), Fábio Ramalho (PV-MG) e Walter Feldmann (PSDB-SP). Outros parlamentares podem ter passado pelas reuniões do grupo, mas não com a mesma frequência. 


    Cabe a esse “núcleo duro da reforma tributária”, como define Virgílio, agora levar a proposta às lideranças. Virgílio e Eduardo Sciarra dizem que, na medida em que o debate se ampliar para o resto da Cãmara dos Deputados, ajustes certamente terão que ser feitos para compor acordos. O importante é que a discussão começa de uma nova base, que inclui, além do SIT, uma solução para a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) 


    Até então, a reforma estava focada na reforma do ICMS. Embora seja a mais polêmica, essa parte está mantida na nova proposta, até porque é fundamental para a simplificação do sistema tributrário nacional, afirma Virgílio Guimarães. 


    O ICMS, que hoje segue regras e alíquotas diferentes por Estado, passará a ser regido por uma legislação nacional ( lei complementar e resolução do Senado Federal). No novo modelo, as alíquotas vão variar por produto apenas, mas não mais por Estado. Como regra geral, para um mesmo produto a tributação terá que ser igual em todo o país. 


    Novos incentivos fiscais não poderão ser concedidos pelos Estados, a não ser em conjunto. Os incentivos fiscais já existentes não acabam de imediato. O prazo de sobrevida varia de três a onze anos, após a aprovação da reforma, dependendo do setor beneficiado. 


    A proposta não chega a transferir toda a tributação do ICMS para o Estado de destino das mercadorias, em caso de operações interestaduais. Mas a parte que fica no Estado de origem – dependendo do caso, hoje, 12 ou 7 pontos percentuais da alíquota total – terá que cair gradativamente, a partir do oitavo ano de implementação do modelo, até chegar a 4%. Uma vez atingido esse percentual, caberia ao Senado decidir manter o patamar ou adotar outra alíquota. Se o Senado nada fizer, automaticamente a alíquota de referência cairá a zero, aí sim passando a tributação integralmente para o Estado de destino. 


    Conforme Virgílio, esse é um dos pontos do texto que mais deve provocar demandas por ajuste. 


    O prazo de transição, porém, deve ser um ponto a favor da aceitação da proposta pelos atuais governadores dos Estados liquidamente produtores. Afinal, mesmo reeleitos, eles não seriam atingidos pela transferência da maior parcela do imposto aos Estados liquidamente consumidores. 


     


     

  • Bons sinais para o PIB neste início de ano

    Os sinais de aceleração dados pela economia no quarto trimestre de 2006 devem se repetir no primeiro trimestre desse ano. Na avaliação de economistas, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na margem (comparação com o trimestre imediatamente anterior) deve girar em torno de 1%, mesmo patamar do fim do ano passado. A expectativa positiva se baseia na avaliação de indicadores antecedentes e na manutenção das boas condições para fatores cruciais para a expansão econômica no fim do ano, como o consumo das famílias (55% do PIB) e o aquecimento da construção civil.

    Os sinais de aceleração dados pela economia no quarto trimestre de 2006 devem se repetir no primeiro trimestre desse ano. Na avaliação de economistas, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na margem (comparação com o trimestre imediatamente anterior) deve girar em torno de 1%, mesmo patamar do fim do ano passado. A expectativa positiva se baseia na avaliação de indicadores antecedentes e na manutenção das boas condições para fatores cruciais para a expansão econômica no fim do ano, como o consumo das famílias (55% do PIB) e o aquecimento da construção civil.


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgará novas projeções nesta quarta-feira, mas por enquanto trabalha com uma perspectiva de um PIB 0,9% maior no período de janeiro a março, na série livre de influências sazonais. Isso significará alta de 3,2% em relação ao primeiro trimestre de 2006, número considerado positivo dentro da perspectiva de expansão de 3,6% para o PIB em 2007.


    “Dado o ritmo de crescimento do consumo (1,5%) e do investimento (2%) no último trimestre e a esperada estabilidade do comportamento do mercado de trabalho, renda e inflação, o quadro se mantém favorável”, avalia o diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, Paulo Levy, para quem o Ipea pode revisar para cima a projeção para o desempenho da economia após a divulgação da nova metodologia de cálculo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nos dias 21 e 28 de março.


    Juros


    Segundo ele, a economia pode se acelerar ainda mais com a tendência de continuidade na redução das taxas de juros, intensificada no segundo semestre do ano passado. Levy acredita que haverá uma redução bem mais significativa do juro real em 2007, de cerca de pontos pontos percentuais, chegando a um patamar de 8% e tendo efeito direto sobre a demanda doméstica. No ano passado ela cresceu 4,3%, contra 2,9% do PIB, patamar que pode ser ainda superior nesse ano.


    “A economia deverá refletir a melhora desses fundamentos. O impulso da política monetária deve se associar ao fiscal, com um aumento do consumo por parte do governo e transferências às famílias de baixa renda por programas como o Bolsa Família, que se refletirão positivamente pelo lado da demanda”, avalia Levy. O Ipea também aposta no bom desempenho do investimento, cujo incremento no ano estima em 7,3%, elevando a taxa de investimento como proporção do PIB em cerca de um ponto percentual, para 21,5% em 2007. “Isso reflete tanto o bom desempenho da construção civil, que deve crescer 6,4% contra 4,5% em 2006, quanto o consumo de máquinas e equipamentos. Acreditamos que ele terá alta de 8,8%”, aponta o economista.


    Para o coordenador do grupo de conjuntura do Instituto de Economia da UFRJ, Antonio Licha, nos três primeiros meses do ano a economia deve crescer no mesmo nível do quarto trimestre de 2006, em torno de 1,1% na margem. O IE revisou para cima o dado, anteriormente de 1%, em função da surpreendente taxa de crescimento do quarto trimestre do ano. O mesmo vale para o PIB anual, cuja projeção deve subir de 4% para até 4,2%.


    Na análise de Licha, são quatro os fatores que contribuirão para a expansão do PIB nesse trimestre: construção civil, setor agropecuário, indústria automobilística e investimento público. A construção civil deve puxar o crescimento de janeiro a março, já influenciada em parte pelo aumento do investimento público em função do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).


    O IE estima que o governo invista R$ 10 bilhões a mais em 2007, chegando a um total de R$ 25 bilhões. A recuperação do setor agropecuário, que tem um peso de 10% no PIB pelo lado da oferta, também deve se refletir na conta do primeiro trimestre.


    Segundo Licha, o único fator que pode pesar negativamente no primeiro trimestre é o fato da indústria estar com estoques ainda elevados em função da recomposição realizada no quarto trimestre do ano passado. “Isso pesou no crescimento da produção industrial de outubro a dezembro, mas as vendas não foram tão relevantes. Assim, a produção de janeiro a março pode desacelerar um pouco”, observa.


    Crédito e juros estimulam consumo


    A economista-chefe da Mellon Global Investment, Solange Srour, diz que o acompanhamento da economia no primeiro bimestre mostra que a atividade se mantém aquecida, a exemplo do fim de 2006. “O consumo continua em alta pelos mesmos fatores do quarto trimestre do ano passado: crédito farto, juros menores e salários mais altos”, diz.


    Solange projeta crescimento de 1,2% no PIB do primeiro trimestre na comparação com os últimos três meses de 2006 e 3,6% sobre o primeiro trimestre daquele ano.


    Além disso, os dados de indicadores antecedentes da indústria, como automóveis, papelão ondulado e fluxo de veículos pesados nas estradas, foram positivos. As vendas do setor de papelão ondulado, considerado a embalagem das embalagens, e, por isso, um dos termômetros da economia, foram de 175,9 mil toneladas em janeiro e representaram crescimento de 1,1 % em relação a janeiro de 2006 (174,0 mil toneladas), segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO).


    Outro indicador antecedente citado pelo economista é o resultado positivo da indústria automobilística nos dois primeiros meses do ano. No bimestre, o setor acumula vendas de 299,7 mil veículos, quase 40 mil acima do mesmo período de 2006, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).


    O mês de fevereiro foi também o melhor desde 1997 em termos de unidades comercializadas. A economista da Mellon Global aponta um crescimento de 4,2% da produção industrial brasileira no ano e expansão de 3,7% do PIB.


     


    carregaemento estatístico. Em relatório, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco afirma que o resultado do PIB do 4º trimestre de 2006 reforça a percepção de que a recuperação econômica iniciada no trimestre passado deverá manter-se ao longo de 2007. O documento destaca que após o forte desempenho do fim do ano, 2007 começa com um carryover (carregamento estatístico) maior do que o de 2006 (1,4% ante 0,5%).


    “Acreditamos que a recuperação iniciada no segundo semestre de 2006 manter-se-á ao longo dos próximos trimestres. Para este ano, mantemos a nossa projeção de 3,6% para o crescimento do PIB, mas com viés de alta, diante do cenário benigno que se desenha”, informa a equipe econômica do banco, frisando que suas estimativas serão refeitas após a divulgação da nova metodologia de cálculo do IBGE.


     

  • Emprego e renda evoluem em ritmo lento no setor

    Os dados da Abdib refletem um volume de investimentos aquém do necessário ao crescimento. A expansão do emprego e da renda no setor de bens de capital sob encomenda no Brasil – considerado um termômetro dos investimentos em infra-estrutura – nos últimos anos evolui de forma positiva, mas a um ritmo lento, o que demonstra um nível de investimentos aquém do necessário ao País.

    Os dados da Abdib refletem um volume de investimentos aquém do necessário ao crescimento. A expansão do emprego e da renda no setor de bens de capital sob encomenda no Brasil – considerado um termômetro dos investimentos em infra-estrutura – nos últimos anos evolui de forma positiva, mas a um ritmo lento, o que demonstra um nível de investimentos aquém do necessário ao País.


    De acordo com um estudo da Associação Brasileira da Infra-estrutura e Indústrias de Base (Abdib), o emprego dos trabalhadores diretamente ligados à produção no setor – que reúne fabricantes de bens como turbinas, geradores, torres de transmissão de energia, tubos e caldeiras, – aumentou 2% em 2006 em relação a 2005. No mesmo período, o emprego no total da indústria, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou praticamente estável (-0,02%).


    O levantamento mostra que os salários seguiram o crescimento do emprego, e tiveram elevação de 5,8%, com ganho real de 2,6% entre 2005 e 2006. No intervalo de cinco anos, de 2002 a 2006, o aumento da ocupação foi de 12%, acompanhado de aumento real de 12,6% dos salários.


    Para o presidente da Abdib, Paulo Godoy, apesar de positivos, os dados são tímidos na medida em que refletem um volume de investimentos aquém do necessário e a baixa competitividade das exportações brasileiras frente à valorização do real ante o dólar.


    “Os investimentos crescem, mas devagar demais. As encomendas, os empregos e a renda crescem devagar demais também”, afirma Godoy, completando que a mão-de-obra nesse setor é qualificada e cara, e sua manutenção pressupõe “um volume constante, perene, sem interrupções, de investimentos e de encomendas”.


    O vice-presidente da entidade, Ralph Lima Terra, acrescenta ainda a concorrência com os equipamentos importados principalmente do mercado asiático. “Os países da Ásia produzem com uma série de vantagens (tributárias, financeiras e de custos do trabalho) em relação ao Brasil, o que torna muito difícil a concorrência”. “Ou fazemos as reformas estruturais necessárias, ou vamos importar mão-de-obra qualificada do mundo inteiro”, alerta Lima Terra.


    Evolução insuficiente


    Alexandre Teixeira, analista da MCM Consultores Associados, faz referência aos dados do IBGE, que apontam um crescimento da produção de bens de capital sob encomenda em 2005 e 2006 – de 10,44% e 6,86%, respectivamente –, após dois anos de retração, mas ressalta que a evolução “é insuficiente do ponto de vista de um crescimento econômico de 4% a 5% ao ano”, como prevê o governo.


    O vice-presidente da Abdib segue a mesma linha de raciocínio e afirma que o setor continuará crescendo em 2007, “mesmo porque as bases de comparação dos últimos anos ficaram muito reprimidas, mas poderíamos crescer com mais intensidade”.


    Segundo Teixeira, os investimentos em infra-estrutura previstos no PAC não vão conseguir mudar o padrão de crescimento médio da economia nos últimos anos, mas ele observa que “qualquer coisa que se faça nessa área é benéfico, porque o setor é muito carente”.