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  • Aumento robusto das importações ajuda a manter inflação sob controle

    O crescimento robusto das importações ganha importância para explicar a dinâmica favorável da inflação na economia. A expectativa de expansão firme das compras externas é um dos principais fatores por trás das previsões otimistas de alguns analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano. O Credit Suisse estima um indicador de apenas 3,2% para 2007, bem abaixo do centro da meta, de 4,5%.

    O crescimento robusto das importações ganha importância para explicar a dinâmica favorável da inflação na economia. A expectativa de expansão firme das compras externas é um dos principais fatores por trás das previsões otimistas de alguns analistas para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano. O Credit Suisse estima um indicador de apenas 3,2% para 2007, bem abaixo do centro da meta, de 4,5%. O mercado, por ora, aposta num IPCA de 3,97%. 


    Os economistas do Credit Suisse ressaltam que importações em alta ajudam a manter a inflação sob controle por aumentar a concorrência no mercado interno, dificultando reajustes de preços. Além disso, as compras externas são importantes também para compensar eventuais desequilíbrios entre o crescimento da oferta e da demanda doméstica, dizem eles. Foi o que ocorreu no ano passado, quando o consumo cresceu bem acima da produção da indústria, sem que isso se traduzisse em pressões inflacionárias, tanto que o IPCA ficou em 3,1%. Por fim, importações elevadas “aceleram os ganhos de produtividade em alguns setores, com a absorção de tecnologia”, escreveram os analistas do Credit Suisse, em relatório divulgado ontem. 


    O economista Paulo Miguel, da Quest Investimentos, também considera que o cenário benigno para a inflação é bastante influenciado pelo comportamento das compras externas. “A dinâmica das importações tem um papel fundamental nessa história”, diz Miguel, que projeta um IPCA de 3,7% neste ano. 


    Para ele, está em curso uma mudança estrutural na economia. Com o ajuste das contas externas, diz, há uma percepção cada vez mais disseminada de que o câmbio deve ficar nos atuais níveis por bastante tempo. “Isso dá mais segurança para as empresas substituírem em sua matriz de fornecimento produtos nacionais por importados”, afirma Miguel, que vê um dólar estável até o fim do ano. 


    Os economistas do Credit Suisse apontam o aumento da participação das importações na economia nos últimos anos. As compras externas, que equivaliam a apenas 8,9% do Produto Interno Bruto (PIB) em 1996, devem terminar o ano correspondendo a 15,6% do PIB. Em 2008, essa proporção deve atingir 17%. 


    Essa expansão é importante, segundo o banco, por aumentar a concorrência com os produtores locais, pressionando para baixo os preços dos produtos comercializáveis internacionalmente (os tradables, diretamente influenciados pela taxa de câmbio). No ano passado, o destaque foi o crescimento de 24% das quantidades importadas de bens de capital e de 81% da de bens duráveis (como automóveis e eletroeletrônicos). 


    O aumento das importações é favorecido em grande parte pela perspectiva de um câmbio relativamente estável. Os economistas do Credit Suisse projetam um dólar de R$ 2,15 no fim de 2007 e também de 2008, o que também é fundamental para embasar as previsões de um IPCA de 3,2% neste ano e de 3,5% no ano que vem. 


    A aposta num crescimento bastante moderado da atividade econômica também ajuda a explicar as estimativas otimistas do banco para a inflação. O Credit Suisse acredita numa expansão do PIB de 3% neste ano, uma leve aceleração em relação aos 2,7% esperados para 2006. Essa previsão deixa claro por que o banco não teme eventuais pressões de demanda sobre a inflação, considerando possível que a taxa Selic, hoje em 13% ao ano, atinja 11,25% em dezembro – o mercado estima 11,5%. 


    O economista-chefe da corretora Concórdia, Elson Teles, é um pouco mais cauteloso quanto às perspectivas para a inflação em 2007. Ele aposta num IPCA de 4% neste ano, mas diz que a inflação pode ser menor do que essa, dependendo do nível do câmbio. A sua projeção leva em conta um dólar de R$ 2,15 a R$ 2,20 no fim do ano. Se a moeda americana ficar nos atuais R$ 2,10 ou abaixo disso, o IPCA pode muito bem cair abaixo de 4%, avalia. “A âncora da inflação continua sendo o câmbio.” 


    O economista Adriano Lopes, do Unibanco, também projeta uma inflação de 4%. Ele não pensa, pelo menos por enquanto, em revisar sua estimativa para baixo, embora veja alguns fatores que podem surpreender positivamente daqui para a frente. 


    O nível do câmbio – que ele estima em R$ 2,20 em dezembro – é um deles. Lopes diz que os preços administrados (como tarifas públicas) podem subir menos do que se espera ao longo do ano. Ele lembra, por exemplo, que as cotações da gasolina e do óleo diesel estão 20% mais caras no Brasil do que no mercado internacional. Se as cotações do petróleo persistirem onde estão, pode haver uma redução dos preços dos combustíveis por aqui, o que ainda não está nas contas dos analistas. 


    Ainda que não tenha um cenário tão benigno para a inflação quanto o Credit Suisse, Lopes diz que as perspectivas para os índices de preços são muito favoráveis. A sua projeção de 4% está confortavelmente abaixo do centro da meta deste ano, estabelecido em 4,5%. 


     


     


     

  • Evento debate tendências mundiais do varejo no Rio

    Parte do que foi discutido e exibido durante National Retail Federation 2007 (NRF), maior feira especializada em varejo no mundo, realizada em Nova York em janeiro, será apresentada amanhã, no Rio, no Café com Varejo, evento promovido pelo Centro de Desenvolvimento Empresarial do Senac Rio.

    Parte do que foi discutido e exibido durante National Retail Federation 2007 (NRF), maior feira especializada em varejo no mundo, realizada em Nova York em janeiro, será apresentada amanhã, no Rio, no Café com Varejo, evento promovido pelo Centro de Desenvolvimento Empresarial do Senac Rio. A proposta do encontro é incentivar os participantes a desenvolver e implementar novos conceitos em seus negócios, com diferenciais que tragam inovação e resultados rápidos.


    A palestrante será Vânia Parma, diretora da Múltipla PHD, empresa especializada em pesquisas e estudos de mercado voltados para o varejo. Ela participou do evento nos Estados Unidos e vai relatar casos de sucesso e comentar as melhores e piores práticas em todo o mundo. “O mais interessante de tudo o que vi, e que pretendemos discutir, é como o varejo mundial vê a questão do foco no consumidor.


    Tudo o que foi apresentado na feira vem trabalhando para que este foco seja cada vez mais eficiente, que agregue opções ao consumidor. É muito bacana também ver que o Brasil está alinhado. O País tem pessoas muito capacitadas. Antes havia um atraso, as principais tendências só chegavam aqui depois de muito tempo. Hoje algumas coisas chegam simultaneamente”, diz Vânia.


    ESTÍMULO. O estímulo dos cinco sentidos do consumidor chega, de acordo com ela, a aumentar em até 30% as vendas no varejo. “A compra é mais que uma troca comercial, é uma experiência que utiliza os cinco sentidos. As escolhas passam por sistemas subjetivos e todos os sentidos do consumidor devem ser trabalhados. A aromatização do ambiente pode promover o desejo da compra. Em lojas de roupas, por exemplo, a cor das paredes e a iluminação são fundamentais.


    Tudo isso encanta, seduz o cliente. As lojas de eletrônicos fazem isso muito bem. Eles sempre colocam um espaço onde o cliente pode experimentar, mergulhar no produto, ouvir os sons. Minha empresa faz isso, trabalhamos com pesquisas que demonstram o que o consumidor quer. Um dos meus clientes aumentou em 30% as vendas depois que começou a trabalhar a venda de uma forma sensorial”, afirma Vania.


    Serviço


    Café com Varejo Data: 15 de fevereiro Local: auditório do Senac Rio (Rua Marquês de Abrantes, 99, Flamengo), das 9h às 11h30min. Informações e inscrições: 0xx-21-2292-4803, ramais 219 e 230.

  • Intenção de consumo cresce, mas é menor que no início de 2006

    A capacidade de endividamento do consumidor brasileiro está chegando a seu limite e pode se refletir em uma redução do consumo de bens duráveis. A conclusão é do estudo “Expectativas de Consumo – Janeiro a Março de 2007”, conduzido pelo PROVAR – Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração – FIA, em parceria com a Canal Varejo – Consultoria em Varejo de Bens e Serviços.

    A capacidade de endividamento do consumidor brasileiro está chegando a seu limite e pode se refletir em uma redução do consumo de bens duráveis. A conclusão é do estudo “Expectativas de Consumo – Janeiro a Março de 2007”, conduzido pelo PROVAR – Programa de Administração de Varejo, da Fundação Instituto de Administração – FIA, em parceria com a Canal Varejo – Consultoria em Varejo de Bens e Serviços. A pesquisa considerou a intenção de compras de 500 consumidores para os seguintes segmentos do varejo: Automóveis, Autopeças, Casa, Mesa e Banho, Eletroeletrônicos, Foto e Ótica, Informática, Linha branca, Material de Construção, Móveis e Telefonia e Celulares.


    Segundo os resultados da pesquisa, o percentual de consumidores que não pretendem adquirir produtos dos segmentos pesquisados subiu de 37,2% no primeiro trimestre de 2006, para 54,8% nos três primeiros meses de 2007. Em relação ao último trimestre de 2006, de 63,2%, o percentual baixou, indicando um discreto aumento do consumo.


    “Os resultados continuam apontando para o problema da sobreposição e saturação dos meios de crediário e financiamento de bens duráveis”, explica o professor Claudio Felisoni de Ângelo, coordenador geral do PROVAR/FIA. “O que atualmente se observa é uma estagnação dos mecanismos de aquisição de crédito e o comprometimento de renda já adquirido pelos consumidores no passado e a prazos cada vez maiores”, diz o pesquisador.


    Os produtos do segmento Linha Branca são os primeiros na lista dos consumidores, com 8,6% de intenção de compra, seguidos por produtos de Informática, com 7,4%. “Esta movimentação positiva deve-se, em parte, à estabilidade pela qual passa o valor cambial do dólar, pois muitos dos componentes dos produtos destes segmentos são atrelados à referida moeda”, esclarece Felisoni. Em terceiro lugar está o segmento Material de Construção, com 6% de intenção de compra, seguido por Telefonia e Celulares, que caiu do terceiro para o quarto lugar, com 5,4% de intenção de compra.


    Além da intenção de compra, a pesquisa revela a quantia que os consumidores pretendem gastar nestas compras. Segundo os dados mensurados, o setor de Linha Branca apresentou um aumento de 86,48% no montante a ser gasto, passando de R$ 745,88, registrado no último trimestre de 2006, para R$ 1.390,93 neste trimestre. Já o segmento de Automóveis apresentou um aumento de 52,75% neste quesito. No quarto trimestre de 2006 o gasto previsto com o produto era de R$ 13 mil, agora passou a R$ 19,857 mil.


    Em contrapartida, o segmento de Material de Construção, que está em terceiro lugar no ranking, sofreu uma queda significativa na intenção de gasto, 54,98%, passando de R$ 2.750,65 para R$ 1.238,33, resultado absolutamente inverso ao apresentado no último trimestre.Na avaliação do professor Claudio Felisoni, os dados demonstram que os baixos níveis de emprego e renda interferem na percepção do consumidor em relação à situação político-econômica vigente, influenciando diretamente o consumo de bens que apresentam características de aquisição planejada.


    “Isto significa que, com menos dinheiro no bolso, seja pela renda comprometida ou pela diminuição das linhas de crédito, a intenção de consumo não se traduz em resultados substanciais, embora os dados apontem para um discreto incremento nas compras do trimestre”, conclui o pesquisador.


    Um dos coordenadores da pesquisa, o professor Carlos Luppe destaca que uma das tendências apontadas nessa edição do estudo é a da redução do uso de instrumentos de crédito, como o crediário.

  • CAE votará projeto sobre participação no capital da empresa

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) dever votar, na reunião a ser realizada nesta terça-feira (13), em decisão terminativa, projeto que permite ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha, utilizando-se do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O projeto (PLS 273/03) é de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e tem parecer favorável do senador Mão Santa (PMDB-PI), na forma de um substitutivo.


    A pauta da CAE conta com um total de 15 projetos.

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) dever votar, na reunião a ser realizada nesta terça-feira (13), em decisão terminativa, projeto que permite ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha, utilizando-se do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O projeto (PLS 273/03) é de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) e tem parecer favorável do senador Mão Santa (PMDB-PI), na forma de um substitutivo.


    A pauta da CAE conta com um total de 15 projetos. Na primeira parte da reunião, está programada a organização dos trabalhos da comissão, agora presidida pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), ficando a discussão e votação das matérias para a segunda parte.


    Pelo substitutivo do relator do PLS 273/03, o Conselho Curador do FGTS poderá normatizar, avaliar, aprovar e autorizar a instituição de programa de participação no capital da empresa com recursos da conta vinculada do fundo de seus empregados, definindo o nível de comprometimento dos recursos do FGTS.


    Atualmente, a conta vinculada do trabalhador pode ser movimentada, entre outras situações, para a aplicação de cotas de fundos mútuos de privatização, regidos pela Lei 6.385/76 – que trata dos valores mobiliários e cria a comissão de Valores Mobiliários (CVM) -, permitida a utilização máxima de 50% do saldo existente e disponível em sua conta vinculada do FGTS, na data em que exceder a opção.


    Essas regras foram mantidas pelo substitutivo e acrescidas da opção do programa de participação no capital da empresa em que o trabalhador está empregado. O projeto altera a Lei 8.036/90, que dispõe sobre o FGTS. A primeira alteração modifica o artigo 5º da lei e a segunda acrescenta mudanças ao artigo 20º.


    Agência Senado, 12 de fevereiro de 2007.

  • Presidente da CNC discursa na abertura do Fórum Nacional da Previdência Social

    Em pronunciamento por ocasião do lançamento do Fórum Nacional da Previdência Social nesta segunda-feira (12), o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos, enfatizou que a qualidade de vida dos brasileiros melhorou substancialmente com o instituto da previdência social, ao mesmo tempo em que se reduziram significativamente as marcantes desigualdades nas classes de menor renda.


    O presidente da CNC afirmou que, infelizmente, com o tempo, esses benefícios foram sendo desfigurados, na medida em que a ausência de uma necessária transparência contábil pa

    Em pronunciamento por ocasião do lançamento do Fórum Nacional da Previdência Social nesta segunda-feira (12), o presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio Oliveira Santos, enfatizou que a qualidade de vida dos brasileiros melhorou substancialmente com o instituto da previdência social, ao mesmo tempo em que se reduziram significativamente as marcantes desigualdades nas classes de menor renda.


    O presidente da CNC afirmou que, infelizmente, com o tempo, esses benefícios foram sendo desfigurados, na medida em que a ausência de uma necessária transparência contábil passou a atribuir ao INSS um desequilíbrio estrutural e uma perigosa situação deficitária, capaz de comprometer os objetivos fundamentais das aposentadorias e pensões, asseguradas aos trabalhadores do regime CLT. A imagem da Instituição ficou comprometida, na medida em que se atribuía à previdência social a causa principal do colossal déficit orçamentário do serviço público. E, a partir daí, surgiram inúmeras, às vezes despropositadas, sugestões de reforma urgente do sistema. Por tudo isso, o setor empresarial recebe com positiva expectativa a convocação do Presidente Lula, para a instalação deste Fórum Nacional da Previdência Social, que começa, em um primeiro lance afirmativo, com o anúncio de que o Governo vai implementar, de imediato, a separação das contas relativas à previdência e à assistência social, ressaltou Antonio Oliveira Santos.


    CNC, 13 de fevereiro de 2007.




     

  • Adelmir Santana critica alguns pontos do PAC

    Em seu primeiro pronunciamento em Plenário, nesta segunda-feira (12), o senador Adelmir Santana (PFL-DF) criticou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    Em seu primeiro pronunciamento em Plenário, nesta segunda-feira (12), o senador Adelmir Santana (PFL-DF) criticou o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Uma das principais falhas apontadas no programa se refere, na opinião do parlamentar, à ausência de indicações claras de suas fontes financeiras.


    Segundo ele, para que haja a participação da iniciativa privada com recursos da ordem de R$ 200 bilhões – cercade 40% do total previsto pelo plano -, ogoverno terá que primeiro implementar medidas fundamentais, como a diminuição da taxa de juros e o fortalecimento das agencias reguladoras.


    Adelmir Santana cobrou do governo federal maior alocação de recursos do PAC para o Centro-Oeste, reforçando reivindicação formulada em encontro de governadores e parlamentares da região, ocorrido na quinta-feira (8).


    – À região Centro-Oeste – pasmem! – caberá somente míseros 7% (dos recursos do PAC) – reclamou.


    O senador alertou ainda para a necessidade de incorporação ao mercado formal de mais de 10 milhões de micro e pequenas empresas brasileiras que atualmente trabalham na informalidade.


    – Incluir os informais no mercado produtivo: esta é uma de nossas grandes responsabilidades nesta legislatura. Podemos mudar o país desenvolvendo uma forte campanha de incorporação [de empresas informais], com uma carga tributária mais justa e menos burocracia- disse.


    Em apartes, Gilvam Borges (PMDB-AP), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Marisa Serrano (PSDB-MS) manifestaram seu apoio ao discurso de Adelmir Santana.


    Agência Senado, 12 de fevereiro de 2007.

  • Emprego industrial estagnado em 2006, segundo IBGE

    O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje estudo em que mostra que o nível de emprego na indústria brasileira ficou estável em 2006, na comparação com o ano anterior: em 2005 houve expansão de 1,1% no total de postos de trabalho no setor. O desempenho de 2006 é pior também do que o de 2004, ano em que o nível de emprego industrial cresceu 1,8%.


    Na passagem de novembro para dezembro do ano passado, a variação foi de -0,3%, terceira taxa negativa seguida, na série livre de influências sazonais.

    O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou hoje estudo em que mostra que o nível de emprego na indústria brasileira ficou estável em 2006, na comparação com o ano anterior: em 2005 houve expansão de 1,1% no total de postos de trabalho no setor. O desempenho de 2006 é pior também do que o de 2004, ano em que o nível de emprego industrial cresceu 1,8%.


    Na passagem de novembro para dezembro do ano passado, a variação foi de -0,3%, terceira taxa negativa seguida, na série livre de influências sazonais. Na comparação com dezembro de 2005, o indicador foi positivo (0,8%). Considerando apenas dezembro, o IBGE apurou queda de 0,3% no número de postos em relação a novembro, mas avanço de 0,8% na comparação com o último mês do ano anterior.


    Oito dos 14 locais pesquisados reduziram o contingente de trabalhadores em 2006, com destaque para Rio Grande do Sul (-8,4%), Paraná (-2,1%) e região Nordeste (-0,9%). Houve queda de emprego em dez dos 18 setores que fazem parte do levantamento, com destaque para calçados e artigos de couro (-13%), máquinas e equipamentos (-6,3%) e vestuário (-5,4%). Os resultados positivos mais relevantes vieram das regiões Norte e Centro-Oeste (+9,8%), São Paulo (+0,9%) e Minas Gerais (+0,7%).


    Por segmentos, destacaram-se alimentos e bebidas (8,2%), refino de petróleo e produção de álcool (+14%) e máquinas, aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (+4,3%). Apesar destes resultados, as horas pagas na indústria apontaram aumento de 0,4% no acumulado de 2006. Os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (+2,3%), região Norte e Centro-Oeste (+9,4%) e Minas Gerais (+1,3%).


     

  • Fecomércio-SP: endividados em São Paulo sobem para 61% em fevereiro

    Levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) registra que o número de consumidores na cidade com algum tipo de dívida – seja no cartão de crédito, cheque especial, empréstimos ou prestações – aumentou de 58% em janeiro para 61% em fevereiro.

    Levantamento da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP) registra que o número de consumidores na cidade com algum tipo de dívida – seja no cartão de crédito, cheque especial, empréstimos ou prestações – aumentou de 58% em janeiro para 61% em fevereiro. Foram ouvidos 1.330 consumidores paulistanos na Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada todo mês pela entidade. 


    De acordo com especialistas da Fecomércio-SP, o endividamento é típico nessa época do ano, quando as pessoas contraem novas dívidas para quitar obrigações como IPVA, IPTU, mensalidade e material escolar. Mas, em contrapartida ao crescimento do número de endividados, o total de inadimplentes caiu para 40% neste mês, na comparação com os 41% do mês anterior. O estudo apontou também que o comprometimento da renda do consumidor recuou de 35% em janeiro para 33% em fevereiro.

  • Comércio carioca: boas expectativas com a chegada do Carnaval

    Pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) realizada junto a 66 empresários da Saara (Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega, área de comércio popular no centro do Rio de Janeiro) revela que a renovação do Carnaval de rua da cidade está dando um estímulo ao comércio, que espera faturar este mês quase 7% a mais do que no mesmo período do ano passado.

    Pesquisa da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) realizada junto a 66 empresários da Saara (Sociedade dos Amigos e das Adjacências da Rua da Alfândega, área de comércio popular no centro do Rio de Janeiro) revela que a renovação do Carnaval de rua da cidade está dando um estímulo ao comércio, que espera faturar este mês quase 7% a mais do que no mesmo período do ano passado.


    Os entrevistados, ouvidos em 12 de janeiro, afirmam que 43,7% das vendas efetuadas este mês serão de produtos ligados à comemoração carnavalesca – um crescimento de 1,5 ponto percentual, já que no ano passado o percentual era de 42,2%.


    O folião é o público-alvo desse comércio popular: o consumidor direto representa 86,4% dos compradores. Outros consumidores do Saara são empresas ou organizadores de eventos (39,4%), agremiações ou blocos, costureiros e artesãos (34,8%) também são fortes consumidores da Saara. Grande parte das mercadorias oferecidas pelos estabelecimentos comerciais (86%) é de fabricação nacional, concentrada nas indústrias do Rio (40%) e de São Paulo (40%). Apenas 9,5% dos produtos vêm do exterior, principalmente da China.


     


     

  • Importações superam ritmo de exportações; saldo soma US$ 3,5 bi

    A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 504 milhões na segunda semana de fevereiro, elevando para US$ 1,053 bilhão o superávit (saldo positivo) acumulado no mês, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

    Entre os dias 5 e 11 de fevereiro, as exportações somaram US$ 2,607 bilhões, o equivalente a uma média de US$ 521,4 milhões por dia útil, cifra 21,12% menor do que a registrada na semana anterior.

    No mesmo período, as importações totalizaram US$ 2,103 bilhões, o que corresponde a uma média por dia útil de US$ 420,6 milhões, valor 8

    A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 504 milhões na segunda semana de fevereiro, elevando para US$ 1,053 bilhão o superávit (saldo positivo) acumulado no mês, informou ontem o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

    Entre os dias 5 e 11 de fevereiro, as exportações somaram US$ 2,607 bilhões, o equivalente a uma média de US$ 521,4 milhões por dia útil, cifra 21,12% menor do que a registrada na semana anterior.

    No mesmo período, as importações totalizaram US$ 2,103 bilhões, o que corresponde a uma média por dia útil de US$ 420,6 milhões, valor 8,82% maior do que o anotado no período anterior.

    No ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 3,546 bilhões, com retração de 6,7% em relação mesmo período do ano passado, quando a soma acumulada totalizou US$ 3,847 bilhões, um recuo de 7,82% em relação àquele período.

    As exportações cresceram 15,09% – chegando a US$ 14,892 bilhões -, mas as importações tiveram aceleração maior (24,79%), chegando a US$ 11,346 bilhões.

    Analistas projetam um superávit comercial de US$ 39 bilhões para a balança neste ano, de acordo com o relatório de mercado divulgado pelo Banco Central (BC). Já o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) já faz projeções para as vendas externas: US$ 152 bilhões.