Blog

  • Base governista fica com 14 das 20 comissões da Câmara

    As 20 presidências de comissões técnicas da Câmara dos Deputados foram definidas, hoje (8), em uma reunião entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O bloco formado pelo PMDB/PT/PP/PR/PTB e outros pequenos partidos ficou com a presidência de 11 comissões técnicas. Entre elas, a de Constituição e Justiça e a de Finanças e Tributação. O bloco formado por PDT/PSB/PCdoB e outros ficou com a presidência de três comissões.



    Juntos os partidos da base aliada ao governo federal vão controlar 14 das 20 comissões.

    As 20 presidências de comissões técnicas da Câmara dos Deputados foram definidas, hoje (8), em uma reunião entre os líderes partidários e o presidente da Casa, Arlindo Chinaglia (PT-SP). O bloco formado pelo PMDB/PT/PP/PR/PTB e outros pequenos partidos ficou com a presidência de 11 comissões técnicas. Entre elas, a de Constituição e Justiça e a de Finanças e Tributação. O bloco formado por PDT/PSB/PCdoB e outros ficou com a presidência de três comissões.



    Juntos os partidos da base aliada ao governo federal vão controlar 14 das 20 comissões. O bloco da oposição, formado por PSDB/PFL/PPS ficou com as presidências de seis comissões. O PDSB, com a terceira maior bancada da Câmara vai comandar as comissões de Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente, e Segurança Pública. O PFL fica com as comissões de Seguridade Social e Agricultura e o PPS, com a Defesa do Consumidor.



    Os nomes para ocupar os cargos deverão ser apresentados até terça-feira da próxima semana. O líder do PFL, Onnyx Lorenzoni (RS), elogiou a divisão das 20 comissões técnicas de acordo com a proporcionalidade dos blocos. Segundo ele, isso dá mais segurança e representativadade às decisões.



    O PMDB, maior bancada da Câmara, vai presidir as comissões de Constituição e Justiça, Educação e Cultura, e Viação e Transportes. O PT, com a segunda maior bancada, ficou com as presidências de Finanças e Tributação, Direitos Humanos, e Desenvolvimento Urbano.



    O PP vai presidir as comissões de Minas e Energia, e Fiscalização Financeira. O PSB também fica com duas: Turismo e Desporto, e Integração Nacional. O PTB vai presidir a comissão de Trabalho. O PDT, a de Relações Exteriores e o PSC, a de Legislação Participativa. O PR ficará com a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.


    Agência Câmara, 9 de fevereiro de 2007.

  • Projeto mantém a contribuição sindical das microempresas

    O Deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) apresentou nesta terça-feira (6/2) proposição que mantém o pagamento da contribuição sindical patronal das microempresas e pequenas empresas (acrescenta o § 4º ao art. 13 da Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte).

    O Deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) apresentou nesta terça-feira (6/2) proposição que mantém o pagamento da contribuição sindical patronal das microempresas e pequenas empresas (acrescenta o § 4º ao art. 13 da Lei Complementar nº 123, de 14/12/2006, que institui o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte). Trata-se do Projeto de Lei Complementar nº 3/2007, que, no momento, aguarda o despacho da Mesa Diretora.



    O parlamentar destacou em sua justificativa ao projeto:



    “Argumenta-se que a isenção da contribuição sindical desoneraria as micro e pequenas empresa, mas há de se observar que se trata de um tributo de pequena monta, média de 0,56% do capital social, pago uma vez ao ano. Mas, se por um lado, a cobrança da contribuição sindical não chega a afetar o orçamento das empresas, por outro lado, em virtude do grande número de empresas, possui grande projeção sobre o orçamento dos sindicatos, a ponto de poder prejudicar suas atividades institucionais”.


    CNC, 8 de fevereiro de 2007.

  • Venda de eletroeletrônicos cresce 8,5%

    As vendas de produtos eletroeletrônicos registraram um crescimento de 8,54% no ano passado, segundo a Eletros (associação nacional de fabricantes de produtos eletroeletrônicos). O resultado ficou aquém do esperado pela associação, que era de uma alta de 13,89%. Também é um avanço bem mais tímido que o registrado em 2005 (14,79%).

    O destaque positivo do ano passado foi a linha branca (geladeiras e fogões, entre outros).

    As vendas de produtos eletroeletrônicos registraram um crescimento de 8,54% no ano passado, segundo a Eletros (associação nacional de fabricantes de produtos eletroeletrônicos). O resultado ficou aquém do esperado pela associação, que era de uma alta de 13,89%. Também é um avanço bem mais tímido que o registrado em 2005 (14,79%).

    O destaque positivo do ano passado foi a linha branca (geladeiras e fogões, entre outros). Os fabricantes nacionais aumentaram as vendas em 13,74% na comparação com 2005, contra uma expectativa de avanço de 6,53%.

    “A queda nas taxas de juros, a ampliação dos prazos dos crediários, a maior estabilidade no emprego e a melhoria na massa salarial foram os fatores que favoreceram o crescimento da linha branca”, afirmou Paulo Saab, presidente da Eletros.

    Na divisão por produtos, destacaram-se os aumentos de vendas de refrigeradores (17,89%), lavadoras automáticas (14,9%) e fogões (10,6%).

    Por outro lado, a linha de imagem e som foi a grande decepção. Os fabricantes nacionais venderam 8 milhões de DVDs no ano passado, com uma alta de 7% sobre 2005.

    A indústria esperava vender 11,5 milhões de aparelhos de DVD em 2006. Saab afirmou que a meta não foi alcançada devido ao “forte avanço” de produtos importados principalmente da Ásia.

    Já as vendas de televisores, carro-chefe do setor, chegaram a 10,85 milhões de unidades, uma alta de 13% em relação a 2005.

    No auge da euforia com as vendas da Copa do Mundo, os fabricantes chegaram a estimar que o mercado poderia absorver entre 11 milhões e 11,5 milhões de TVs no ano passado.

    O terceiro trimestre fraco, entretanto, fez os fabricantes passarem a acreditar que as vendas não ultrapassariam 10 milhões de aparelhos.

    O total de 10,85 milhões de TVs representa o meio-termo das expectativas. Desse total, 350 mil aparelhos são de plasma e LCD, os segmentos mais caros do mercado.


    Expectativa


    Para 2007, a Eletros divulgou na semana passada previsão de que as vendas alcançarão cerca de 11,7 milhões de televisores, uma alta de 7,8%.

    Consultores do setor, no entanto, acreditam que o ano passado foi atípico, que essa meta é ambiciosa e que não há mercado para mais de 10 milhões de aparelhos a cada ano.


     




     

  • Comércio eletrônico deve girar R$ 6,4 bi

    As vendas de bens de consumo pela internet devem crescer, em faturamento, 45,5% neste ano sobre o ano passado, para R$ 6,4 bilhões, segundo estimativa divulgada pela E-bit empresa de pesquisa, marketing e tecnologia online criada em janeiro de 2000.

    As vendas de bens de consumo pela internet devem crescer, em faturamento, 45,5% neste ano sobre o ano passado, para R$ 6,4 bilhões, segundo estimativa divulgada pela E-bit empresa de pesquisa, marketing e tecnologia online criada em janeiro de 2000. De acordo com o diretor-geral da E-bit, Pedro Guasti, a expansão será em ritmo menor que a verificada de 2005 para 2006, da ordem de 76%, porque dois fatores não deverão se repetir com a mesma intensidade de antes: a deflação no varejo online e o baixo preço de itens de informática.


    “A estabilização do dólar, a inserção da Classe C no e-commerce por meio de projetos de inclusão digital e o aumento de vendas de computadores populares devem contribuir para o crescimento do setor”, afirmou Guasti. Segundo ele, o número de consumidores via internet deverá chegar próximo à casa de 10 milhões de pessoas, com crescimento de 40% sobre 2006. Segundo o diretor-geral da E-bit, esses consumidores serão atraídos pelas vantagens oferecidas na internet, como a comodidade, a praticidade e a velocidade da compra.


    Os números fazem parte da pesquisa “O comércio online e o cartão de crédito”, elaborada em parceria entre a E-bit e o Banco Itaú. Do total de compras realizadas pela internet no ano passado, 73% foram feitas com cartão de crédito e, segundo o diretor de marketing de cartões do Banco Itaú, Fernando Chacon, esse percentual subirá para 75% neste ano. O executivo destacou o elevado tíquete médio das compras feitas online em comparação com o tíquete médio verificado na indústria de cartões: R$ 296 do primeiro, contra R$ 91 do segundo.


    “É um público selecionado e com alta capacidade de consumo. O objetivo é ampliar essa utilização”, disse Chacon. Segundo o presidente da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico, Manuel Matos, esse cenário será alterado por meio da crescente utilização de serviços públicos nos meios eletrônicos como as notas eletrônicas , o que capacitará esses usuários para compras online. Segundo a pesquisa da E-bit e do Itaú, 80% dos consumidores da internet têm renda superior a R$ 1 mil. Apenas 8% ganham abaixo de R$ 1 mil e 12% preferem não dizer.


    Além disso, 57% dos consumidores da internet são homens. A maior parte desse público, 69% do total, tem entre 25 anos e 49 anos. Por região, o Sudeste representa a maioria das compras online: 65%. Em seguida estão as regiões Sul e Nordeste, com 12% cada, o Centro-Oeste, com 7%, e o Norte, 4%. “A concentração descomunal na Região Sudeste representa a desigual distribuição de renda do País, mas também a liderança da região nos lançamentos. O Sudeste também concentra as empresas líderes nesse segmento”, disse o executivo.


    Eletrônicos 


    Os produtos eletroeletrônicos e os telefones celulares são os preferidos das compras online pelos detentores de cartões que se utilizam desse instrumento para pagamento do bem. Em seguida estão os utensílios para casas e móveis e os livros, revistas e jornais. Considerando todas as formas de pagamentos, essa ordem de preferência se inverte. Segundo Pedro Guasti, a tendência é de que os consumidores comprem cada vez mais produtos com maior valor agregado, elevando o tíquete médio das compras para R$ 300 neste ano.


     


     

     


     




     

  • Depósito recursal poderá ser mudado

    O Projeto de Lei 4.734, proposto pelo Poder Executivo em 2004, modifica regras para o depósito recursal, exigido em processos trabalhistas. O documento estabelece que o valor desse depósito deverá variar entre 60 salários mínimos, para o caso de recurso ordinário, e o máximo de 100 salários mínimos. O deputado Andre Zacharow interpôs recurso parlamentar contra o projeto, que aguarda apreciação na Câmara. Caso seja rejeitado o recurso e aprovado o PL na Câmara, este ainda seguirá para o Senado Federal.

    O Projeto de Lei 4.734, proposto pelo Poder Executivo em 2004, modifica regras para o depósito recursal, exigido em processos trabalhistas. O documento estabelece que o valor desse depósito deverá variar entre 60 salários mínimos, para o caso de recurso ordinário, e o máximo de 100 salários mínimos. O deputado Andre Zacharow interpôs recurso parlamentar contra o projeto, que aguarda apreciação na Câmara. Caso seja rejeitado o recurso e aprovado o PL na Câmara, este ainda seguirá para o Senado Federal.


    Com base no Artigo 5º da Constituição Federal, o advogado Rui Meier, do escritório Tostes e Associados Advogados, no Rio de Janeiro, afirma que o projeto impedirá acesso de grande número de empresas ao grau recursal, o que vem a ser inconstitucional. “A maior parte dos recursos que chegam ao TST é de empresas de grande porte e, destes, muitos têm intuito protelatório. O projeto em questão tem o claro intuito de reduzir as vantagens do recurso interposto com fins protelatórios. O projeto tem um efeito colateral indesejável, dado que os valores para depósitos recursais nele previstos são muito altos. Esse efeito é o de praticamente impedir que o pequeno e médio empregadores recorram”, afirma.


    Ele acredita que todas as medidas que visam a dar celeridade à Justiça do Trabalho por meio de imposição de ônus financeiro para as partes devem ser examinadas com o cuidado que a matéria requer: “Caso todos os prazos fossem cumpridos à risca, inclusive os aplicáveis aos magistrados, os processos dificilmente durariam mais que seis a oito meses. Para dar maior celeridade, deve-se rever antes de tudo a estrutura do judiciário”.


    Para ele, a dificuldade em se saber se a proposta será ou não aprovada está na prioridade dada a projetos de lei sobre a legislação trabalhista, além de outros voltados para temas ainda mais polêmicos, a serem votados neste ano. “A lentidão da Justiça do Trabalho e, em especial, no processo de execução, levou à elaboração de diversos projetos de lei com o intuito de dar maior celeridade e eficácia ao processo”, afirma. Segundo Meier, esses projetos fazem parte do Pacto do Estado em favor de um judiciário mais rápido, que nada mais é do que a Reforma Trabalhista.


    A advogada Eliane Ribeiro Gago, do escritório paulista Duarte Garcia Caselli Guimarães e Terra Advogados, concorda com o advogado no que tange à inconstitucionalidade da proposta do projeto de lei. “Esse projeto protege o reclamante em detrimento da empresa, visto que ela poderá pode perder o direito de defesa previsto na Constituição Federal”, diz.


    Ela explica que as dificuldades impostas a uma empresa serão muito maiores, caso o projeto seja aprovado. “Já é difícil para uma empresa ter que lidar com vários processos trabalhistas. Imagina ainda ter que lidar com a tal mudança”, conclui.


    De acordo com o presidente da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet de São Paulo (Assespro-SP), Roberto Carlos Mayer, o setor de tecnologia da informação (TI), intensivo em mão-de-obra, tem na folha de pagamento seu maior custo, afetando diretamente a competitividade das empresas, principalmente em comparação com outros países.


    Para ele, a mudança pode elevar brutalmente o valor do depósito recursal, além de indexar seu valor ao salário mínimo, que recebe correção anual superior à inflação. “Considerando o valor de 60 salários mínimos, na maioria das vezes, o valor da ação será menor, o que deve pesar contra a decisão das empresas de entrar com recursos. O grande problema é que a chamada “indústria” de processos trabalhistas poderá passar a reivindicar valores muito maiores, sabendo que as empresas não vão querer arcar com o depósito recursal”, afirma.


     

     




     

  • Empresa de uma pessoa só trava a Super-Receita

    O governo corre o risco de sofrer nova derrota no Congresso para o lobby empresarial em defesa do que se convencionou chamar de “empresas de uma pessoa só” -os profissionais que prestam serviços na condição de pessoas jurídicas.


    Desta vez, a disputa, iniciada há dois anos, dificulta a votação do projeto que unifica as estruturas de fiscalização e arrecadação dos ministérios da Fazenda e da Previdência, com a criação da secretaria batizada de Super-Receita.


    Prioritário para a área econômica, o texto foi modificado pelo Senado e depende de nova votação na Câmara dos Deputados.

    O governo corre o risco de sofrer nova derrota no Congresso para o lobby empresarial em defesa do que se convencionou chamar de “empresas de uma pessoa só” -os profissionais que prestam serviços na condição de pessoas jurídicas.


    Desta vez, a disputa, iniciada há dois anos, dificulta a votação do projeto que unifica as estruturas de fiscalização e arrecadação dos ministérios da Fazenda e da Previdência, com a criação da secretaria batizada de Super-Receita.


    Prioritário para a área econômica, o texto foi modificado pelo Senado e depende de nova votação na Câmara dos Deputados. Das alterações feitas pelos senadores, a mais controversa impede a Super-Receita de intervir quando considerar que a contratação de pessoas jurídicas é uma manobra para encobrir relações trabalhistas e driblar o fisco.


    Trata-se, justamente, de uma das maiores preocupações da Receita Federal, que, numa medida provisória editada no último dia útil de 2004, tentou elevar a tributação sobre os prestadores de serviços para reduzir as vantagens desse tipo de contrato sobre o contrato trabalhista tradicional. A MP 232 acabou criando uma associação de entidades contra o aumento da carga tributária e foi derrubada pelo Congresso Nacional.


    Ainda naquele ano, um lobby liderado por empresas de comunicação conseguiu aprovar um artigo explicitando que profissionais liberais podem ser tributados como pessoas jurídicas mesmo que não sejam empregadores. Surpreendentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atendeu à recomendação da Receita para o veto ao texto.


    Lei da Micro e Pequena


    Em 2006, o fisco conseguiu, ao menos, impedir que as “empresas de uma pessoa só” fossem incluídas entre as beneficiárias da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa. Prevaleceu o argumento de que a medida poderia provocar uma fuga de assalariados rumo à condição de pessoas jurídicas, com prejuízos, em especial, para a arrecadação da Previdência.


    No projeto da Super-Receita, o artigo em favor das empresas foi aprovado pelos senadores a partir de um acordo entre governo e oposição: PFL e PSDB conseguiram, ao todo, promover 35 alterações no texto, a maior parte oriunda de um projeto pefelista conhecido como Código de Defesa do Contribuinte.


    Na Câmara, porém, o governo quer derrubar a maior parte das mudanças, e o PFL avisou que dará atenção especial à “emenda nº 3” -a relacionada aos prestadores de serviços. O partido reage à ofensiva do secretário da Receita, Jorge Rachid, que anteontem foi ao Congresso trabalhar para derrubar as alterações do Senado.


    Os oposicionistas podem contar com uma divisão na base aliada ao Planalto, a começar pelo relator do projeto, deputado Pedro Novais (PMDB-MA), que decidiu acatar integralmente 16 das emendas do Senado, entre elas a nº 3.


    “Nos países avançados, a legislação trabalhista é quase sempre extremamente liberal”, diz Novais, ao apresentar seu relatório. Sem acordo em torno do texto, a votação acabou adiada para a próxima semana.




     

  • Brasil vende menos a ricos que a países em desenvolvimento

    Pela primeira vez na história, o Brasil exportou mais a países em desenvolvimento do que a países desenvolvidos. No ano passado, o valor das exportações do Brasil para os países em desenvolvimento somou US$ 67,8 bilhões. Para os desenvolvidos, US$ 67,2 bilhões.


    Do total de US$ 137,5 bilhões exportados pelo país no ano passado, praticamente a metade, 49,3%, destinou-se aos países em desenvolvimento, e 48,9%, para os desenvolvidos.

    Pela primeira vez na história, o Brasil exportou mais a países em desenvolvimento do que a países desenvolvidos. No ano passado, o valor das exportações do Brasil para os países em desenvolvimento somou US$ 67,8 bilhões. Para os desenvolvidos, US$ 67,2 bilhões.


    Do total de US$ 137,5 bilhões exportados pelo país no ano passado, praticamente a metade, 49,3%, destinou-se aos países em desenvolvimento, e 48,9%, para os desenvolvidos. O restante, 1,8%, é de “operações especiais”, como consumo de bordo em navios e aviões.

    Em 2005, os países ricos respondiam por 50,6% das exportações brasileiras, e os em desenvolvimento, 47,7%.


    Para analistas, os principais motivos para a mudança são: 1) os países em desenvolvimento estão crescendo e comprando mais, principalmente alimentos e produtos básicos, importantes itens da pauta exportadora; 2) os países ricos protegem seus mercados a muitos desses produtos; 3) os produtos manufaturados que o Brasil exportava mais aos ricos perderam mercado pelo real forte.


    O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, afirma que esses números mostram que a classe empresarial brasileira se mobilizou em busca de novos mercados: “As empresas descobriram que existem outros mercados a explorar além dos tradicionais”.


    Furlan acha que essa é uma tendência irreversível. Os países em desenvolvimento guardam muito mais semelhanças com o Brasil do que os desenvolvidos, o que, segundo Furlan, facilita as negociações.


    Outro fator é a pauta bastante diversificada de produtos do Brasil -o item mais relevante da pauta (material de transportes) responde por só 15% do total das vendas. O país tem condições de atender a diversos mercados, ao contrário de países dependentes de um produto, como Chile (cobre), Venezuela (petróleo) e Rússia (gás).


    Apesar da mudança, as vendas aos países desenvolvidos também cresceram -US$ 7,4 bilhões de 2005 para 2006. Aos em desenvolvimento, cresceram mais: US$ 11,4 bilhões.

    Esses dados mostram também, diz Furlan, que o Brasil não discrimina mercados. “Não há ideologia nisso, e não podemos desprezar nenhum mercado. Vendedor não escolhe cliente.” Ele também atribui ao governo contribuição pelos resultados. Em primeiro lugar, ao grande número de viagens internacionais do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ajudaram a abrir mercados.


    Mais importante do que isso, no entanto, para Furlan, foi a mudança cultural de não haver mais dificuldade para o governo fazer lobby para empresas sediadas no Brasil, de capital nacional ou estrangeiro: “No passado, esse lobby era considerado pecaminoso”.


     


     




     

  • PAC é insuficiente sem corte de gastos de 5,5% do PIB, avaliam empresários

    A indústria paulista acredita que o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, é tímido e não fará o Brasil crescer mais do que 3,9% neste ano. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que o governo não tocou em um ponto essencial: o corte de gastos correntes. Além disso, são necessárias reduções mais ousadas nos juros para que o Produto Interno Bruto (PIB) do país consiga crescer 4,9% já neste ano e chegue a 6% em 2008.

    A indústria paulista acredita que o Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, é tímido e não fará o Brasil crescer mais do que 3,9% neste ano. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) avalia que o governo não tocou em um ponto essencial: o corte de gastos correntes. Além disso, são necessárias reduções mais ousadas nos juros para que o Produto Interno Bruto (PIB) do país consiga crescer 4,9% já neste ano e chegue a 6% em 2008. Para isso, será preciso cortar cargos de comissão, desvincular o salário mínimo do piso previdenciário e gastar menos com pagamento de juros. 


    Os industriais querem níveis de juros e câmbio que sejam competitivos e próximos do resto do mundo. Para isso, é preciso que o governo federal realize um ajuste fiscal sério, que dê espaço no longo prazo para a redução da carga tributária e dos juros pagos pela dívida pública. 


    De acordo com um estudo realizado em parceria entre a Fiesp e o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), há espaço para um corte de gastos equivalente a 5,55% do PIB. Isso seria conseguido com a redução de 2,7% do PIB no pagamento de juros, 0,2% com corte de cargos de comissão, 0,8% com a desvinculação da Previdência do reajuste do salário mínimo, 0,75% com uma nova gestão de ativos e outros 1,1% com outras despesas (renegociação e novos contratos, por exemplo). 


    Mas, para que os gastos com juros fossem reduzidos em 2,7% do PIB, o Banco Central teria que ser muito mais ousado e levar a taxa Selic para 9% até o fim do ano. O mercado, porém, prevê que ela não fique abaixo de 11,5%. “Esse último corte de apenas 0,25 ponto percentual nos surpreendeu negativamente e vai travar ainda mais a economia”, diz Feres Abujamra, diretor-adjunto do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp. 


    Com juros menores, a entidade acredita que o câmbio poderia retornar a um nível bem mais alto: entre R$ 2,40 e R$ 2,50. Para Abujamra, o atual nível de câmbio é fruto muito mais da especulação em cima dos juros altos do que do forte fluxo de moeda estrangeira trazida pelo bom desempenho da balança comercial. “A balança também afeta o dólar, mas se a economia estivesse mais dinamizada, a diferença entre o desempenho das importações e das exportações seria menor e o real acabaria se desvalorizando”, avalia. 


    Para reduzir o déficit da Previdência e os gastos com pessoal, a proposta da Fiesp é dura: desvincular as aposentadorias do reajuste concedido ao salário mínimo e não aumentar os rendimentos do funcionalismo nos próximos dois anos. No caso da Previdência, seria necessária também uma “reforma ampla”, não detalhada no estudo. 


    Nos dois primeiros anos – já contando com 2007 -, o governo teria que apertar os cintos e fazer superávits primários maiores: 5,64% neste ano e 5,52% em 2008. A partir de 2009, com as contas já ajustadas, o primário poderia ser menor, de 3,67%, e cairia para 3,14% em 2010. 


    Se a proposta da Fiesp e do Iedi fosse adotada, as entidades calculam que em 2010 o crescimento do PIB chegaria a 7%. Em 2007, seria possível ficar perto do desejado pelo governo: 4,9%. “O PAC é uma iniciativa importante, mas é preciso reformar de verdade para crescer de forma sustentada”, diz o diretor da Fiesp. 


    Preocupação das empresas brasileiras com risco tributário cresce, diz pesquisa


    As empresas brasileiras estão mais cautelosas em operações de planejamento fiscal. A preocupação com o risco tributário aumentou nos últimos dois anos e também tornou-se muito maior do que a média de outros países. Uma pesquisa da Ernst & Young feita com 474 executivos da área de impostos em 14 países mostra que 92% dos profissionais das áreas de impostos que atuam no Brasil estão mais avessos hoje a riscos tributários em operações de planejamentos do que há dois anos. Nos demais países, a apreensão atinge 54%. A China e a África do Sul seguem o Brasil, com 84% e 80%, respectivamente. A Alemanha é o país que exibe a menor preocupação, com apenas 24% dos executivos. 


    Para o consultor Eliézer Serafini, a maior preocupação dos executivos brasileiros não acontece à toa. Sob influência da Sarbanes-Oxley, conjunto de normas que busca garantir um maior controle de dados dentro das empresas, e da governança corporativa, as normas brasileiras tornaram-se mais rígidas e as empresas começam a fazer um acompanhamento mais rigoroso de seus procedimentos. “Elas iniciaram um processo de controle maior de seus dados, com emissão de relatórios, documentação detalhada, além de estabelecer responsabilidades por graus hierárquicos nas operações tributárias.” 


    Por isso mesmo, ressalta ele, os executivos declaram que suas organizações deverão se tornar cada vez mais cautelosas em relação a operações de planejamento tributário nos próximos anos. Pela pesquisa da Ernst & Young, 73% dos executivos brasileiros ouvidos declaram que a preocupação com o risco tributário deve aumentar ainda mais nos próximos dois anos, enquanto na média mundial o aumento de cautela foi apontado por 34% dos profissionais. 


    Serafini também chama a atenção para a “mudança de ambiente” resultante das normas mais rígidas. “Atualmente muitas operações tributárias recomendadas quase que por unanimidade pelos consultores são vistas com muito mais cautela ou são consideradas inviáveis”, diz. Um reflexo disso, afirma, é a mudança consolidada no Conselho de Contribuintes, tribunal administrativo responsável pela análise das autuações da Receita Federal. “Antes o tribunal analisava somente se as operações afrontavam a lei ou não. Hoje os conselheiros analisam a fundamentação econômica e o propósito negocial das operações.” Outro aspecto que influencia também a área tributária, diz Serafini, é a tendência cada vez maior de responsabilização pessoal do administrador em processos criminais. 


    Apesar da maior estabilidade de normas, a ainda complexa estrutura tributária brasileira continua fazendo com que as companhias nacionais tenham mais profissionais para o setor. No Brasil, 38% dos executivos declaram empregar mais de 50 funcionários em tempo integral para a área fiscal. Nos demais países, o índice é de 13%. 


     


     

  • Produção industrial de 2006 registra alta em 11 das 14 regiões pesquisadas

    A produção industrial brasileira cresceu em 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE em 2006, registrando avanço de 2,8% no ano.


    As principais altas, na comparação com 2005, foram verificadas no Espírito Santo (10,1%), Pará (8,5%) e Minas Gerais (6,5%), locais que comercializam produtos tipicamente voltados para a exportação, como o minério de ferro e o alumínio paraenses.


    Paraná, Rio Grande do Sul e Amazonas registraram perdas de 1,6%, 2,0% e 2,2%, respectivamente.

    A produção industrial brasileira cresceu em 11 das 14 regiões pesquisadas pelo IBGE em 2006, registrando avanço de 2,8% no ano.


    As principais altas, na comparação com 2005, foram verificadas no Espírito Santo (10,1%), Pará (8,5%) e Minas Gerais (6,5%), locais que comercializam produtos tipicamente voltados para a exportação, como o minério de ferro e o alumínio paraenses.


    Paraná, Rio Grande do Sul e Amazonas registraram perdas de 1,6%, 2,0% e 2,2%, respectivamente. A Bahia, devido à paralisação técnica de uma grande empresa do setor químico, registrou a maior baixa: 7,6%.

  • Fila no último dia para apresentação de emendas ao PAC

    Até as 20h desta quarta-feira (7), a Subsecretaria de Apoio às Comissões Mistas recebeu emendas às medidas provisórias constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

    Até as 20h desta quarta-feira (7), a Subsecretaria de Apoio às Comissões Mistas recebeu emendas às medidas provisórias constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Iniciada no dia 2, a coleta de emendas encerrou-se com uma fila no gabinete 2 da Ala Nilo Coelho, no Senado.


    O senador Augusto Botelho (PT-RR), por exemplo, apresentou emendas propondo prioridade para aplicação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em projetos localizados nas áreas da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Já o deputado Humberto Souto (PPS-MG) propõe a aplicação de verbas para reparação de estradas na BR-135, que corta o norte de Minas Gerais.


    As MPs vão tramitar durante 14 dias na comissão mista, seguindo depois para o Plenário da Câmara dos Deputados, onde a tramitação também se estenderá por 14 dias, sendo então enviadas ao Senado, com igual tempo de tramitação. Os projetos de lei contidos no PAC tramitarão por comissões específicas em cada casa legislativa antes de seguir aos Plenários da Câmara e do Senado.


    Agência Senado, 7 de fevereiro de 2007.


    Propostas que integram o PAC:


    MP 347/07: capitaliza a Caixa para elevar empréstimos sociais

    MP 348/07: cria fundo para investimento em infra-estrutura

    MP 349/07: destina R$ 5 bilhões do FGTS para infra-estrutura

    MP 350/07: permite antecipação da compra de imóvel arrendado

    MP 351/07: beneficia investimentos em infra-estrutura

    MP 352/07: incentiva produção de dispositivos eletrônicos

    MP 353/07: cria 157 cargos comissionados para extinguir RFFSA

    PLP 388/07: propõe ações de cooperação na área ambiental

    PL 7709/07: altera licitações


    PL 01/2007: dispõe sobre o valor do salário mínimo a partir de 2007

    Mensagem 38/07: limita gasto com pessoal

    Mensagem 40/07: valoriza o salário mínimo

    Mensagem 41/07: altera LDO para aumentar investimento